sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Governador baixa decreto que proíbe aumento para o servidor

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Em 2015, o subsídio do governador aumentou para R$ 21.613,05

O governador Geraldo Alckmin assinou decreto que proíbe aumento para servidores do estado no ano de 2015. O Decreto 61.132/15, publicado na quinta (26/02) no Diário Oficial, define metas de resolução em todos os órgãos da administração direta, autarquias, fundações e sociedades de economia mista.

O governo definiu que os gastos com horas extras em 30% dos valores com horas extras de todos os servidores em relação a 2014. Os cargos em comissão e funções de confiança deverão ser reduzidos em pelos menos 15%, exceto às atividades fins das Secretarias da Educação, Saúde, Segurança Pública e Administração Penitenciária, bem como da Fundação CASA e do Centro de Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – CEETEPS. O decreto define que o plano de redução de despesas ser realizado até o dia 16 de março.

As autorizações de abertura de concurso público cujas inscrições ainda não tenham sido iniciadas deverão ser reavaliadas pela Secretaria de Planejamento e Gestão.

 

Governador teve aumento de salário em 2015

A partir de 2015, o governador teve seu próprio subsídio reajustado em 4,7%, passando de R$ 20.662,00 para R$ 21.613,05. Vice-governador e secretários estaduais também tiveram o mesmo aumento.

Confira o decreto completo:

Decreto 61132/15 | Decreto nº 61.132, de 25 de fevereiro de 2015 de São Paulo

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, Considerando a contínua necessidade de racionalização e otimização dos recursos públicos disponíveis, para maior eficiência na execução de políticas públicas, programas e ações de governo, com a qualificação do gasto público;

Considerando que as despesas com pessoal e encargos sociais tem peso significativo no orçamento do Estado e, portanto, merece acompanhamento e ações especiais sucessivas, com vistas ao seu controle e aprimoramento; e Considerando ainda a deterioração do cenário econômico nacional;

Decreta:
Artigo 1º – Os órgãos da administração direta, as autarquias, inclusive as de regime especial, as fundações e as sociedades de economia mista classificadas como dependentes nos termos do inciso III do artigo 2º da Lei Complementar federal nº 101, de 4 de maio de 2000, em 2015, deverão reduzir suas despesas efetivas, mensais, na seguinte conformidade:

I - em pelo menos 15% (quinze por cento) nos valores despendidos com a remuneração global de pessoal nos cargos em comissão, funções de confiança e empregos públicos de confiança;

II - em pelo menos 30% (trinta por cento) nos valores despendidos com horas extras.

§ 1º - Os órgãos e entidades estaduais deverão entregar o plano de redução de despesas com pessoal ao Comitê Gestor previsto no artigo 4º deste decreto até 16 de março de 2015.

§ 2º – A Secretaria de Planejamento e Gestão editará normas e orientações complementares para a execução do disposto nos incisos I e II deste artigo, para aplicação no âmbito da administração direta e autárquica.

§ 3º - O disposto no inciso I do presente artigo não se aplica às atividades fins das Secretarias da Educação, Saúde, Segurança Pública e Administração Penitenciária, bem como da Fundação CASA e do Centro de Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – CEETEPS.

§ 4º - Para fins do disposto neste artigo tomar-se-ão por base as despesas executadas no exercício de 2014.

Artigo 2º – No exercício de 2015, fica suspensa a possibilidade de ajuste de percentual, valor, índice ou quantidade, que altere o valor de vantagens pecuniárias de qualquer natureza e resulte em aumento de despesas com pessoal e encargos sociais, exceto daquelas decorrentes de vantagens por tempo de serviço ou evolução funcional.

Artigo 3º - As autorizações de abertura de concurso público cujas inscrições ainda não tenham sido iniciadas deverão ser precedidas de reavaliação pela Secretaria de Planejamento e Gestão.

Artigo 4º - O acompanhamento e a avaliação das medidas previstas neste decreto serão realizados pelo Comitê Gestor da Secretaria de Governo

Artigo 5º – Para fins de cumprimento deste decreto, os casos excepcionais, devidamente justificados, serão analisados e deliberados pelo Comitê Gestor e submetidos ao Secretário de Governo.

§ 1º - Poderão ser excetuados do previsto no inciso I do artigo 1º deste decreto, o “pro labore” atribuído para integrantes de carreiras específicas, em função das características das unidades a que se destinam.

§ 2º - A Corregedoria Geral de Administração, da Secretaria de Governo, e o Departamento de Controle e Avaliação, da Secretaria da Fazenda, deverão zelar pelo cumprimento das disposições deste decreto.

Artigo 6º – As normas complementares para aplicação deste decreto serão expedidas por resolução conjunta das Secretarias de Governo, de Planejamento e Gestão e da Fazenda.

Artigo 7º - O disposto neste decreto não se aplica às universidades públicas estaduais, às agências reguladoras e às empresas não dependentes.

Artigo 8º - Este decreto entra em vigor na data da sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 25 de fevereiro de 2015

GERALDO ALCKMIN

Após rebelião, internos fogem do Centro Educacional Patativa do Assaré

O Batalhão de Policiamento de Choque (BP-Choque) foi acionado para conter o tumulto. Quatro fugitivos foram recuperados

Internos do Centro Educacional Patativa do Assaré, localizado no bairro Ancurí, Fortaleza-CE, realizaram um motim por volta das 16h desta quinta-feira, 26. Segundo a Polícia Militar (PM), policiais conseguiram controlar a rebelião, mas oito pessoas fugiram.

A confusão ocorreu durante o horário de visita, após render dois socioeducadores da unidade

O coronel Andrade Mendonça, responsável pela assessoria de comunicação da PM, informou ao O POVO Online que o Batalhão de Policiamento de Choque (BP-Choque) foi acionado para conter a rebelião. Segundo o militar, o grupo de fugitivos é formado por sete adolescentes e um rapaz de 18 anos.

Após buscas no local, quatro jovens foram recuperados. A Polícia segue com as diligências para encontrar o restante do bando.

A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria do Trabalho e Desenvolmento Social (STDS), mas as ligações não foram atendidas. O Centro Educacional Patativa do Assaré é de responsabilidade do órgão.

Redação O POVO Online


Funcionários do Casep de Blumenau entram em greve total a partir desta sexta-feira

Em protesto há uma semana eles suspenderam parcialmente os serviços

Funcionários do Casep de Blumenau entram em greve total a partir desta sexta-feira  Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Faixa em frente ao Casep, no bairro Fortaleza, anuncia paralisaçãoFoto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Quinze funcionários do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) vão cruzar os braços a partir desta sexta-feira. Há cerca de uma semana eles suspenderam visitas e mantém apenas os serviços essenciais, como higiene e alimentação dos internos. O principal motivo da paralisação é o atraso nos pagamentos. O depósito deveria ter acontecido em 6 de fevereiro. 

Hoje o Casep de Blumenau tem 20 internos. Há, ao todo, 25 funcionários, sendo que 15 deles sinalizaram a adesão à greve. Todos são educadores que mantém contato direto com os adolescentes infratores. 

A decisão de começar efetivamente a greve foi tomada em assembleia da categoria na manhã desta terça-feira, em Joinville. A reunião foi liderada pelo Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, Orientação e Formação Profissional do Estado de Santa Catarina (Senalba-SC). Durante o encontro ficou determinado que os salários devem ser depositados em até 72 horas, caso contrário, a paralisação total terá início. O prazo encerra nesta sexta-feira. Além de Blumenau, as unidades do Casep de Joinville e Caçador também aderiram ao movimento. 

— Desde o ano passado tem acontecido com frequência atrasos nos pagamentos. É uma situação que os trabalhadores não podem passar. Todos têm família e contas a pagar — explica Joaquim Carneiro, presidente do Senalba-SC. 

Os funcionários do Casep de Blumenau, Joinville e Rio do Sul são contratados pela Associação Opção de Vida (Aprat), organização não governamental responsável pela administração das três unidades. Leocádia Riba, gerente administrativa da Aprat, explica que o pagamento dos funcionários são feitos com verbas repassadas pelo Estado por meio de convênios. No final do ano passado o contrato antigo encerrou e um novo ainda precisa ser assinado. 

— Dependemos do Estado para pagar os funcionários. Por enquanto, não temos sinalização de que algo efetivo será feito nesta semana — afirma Leocádia. 

O diretor do Departamento de Administração Socioeducativo (Dease), Roberto Augusto Carvalho Lajus, acredita que na sexta-feira os documentos necessários para a liberação dos recursos sejam assinados pelo governador Raimundo Colombo. Lajus explica que ainda não foi necessário enviar reforço de funcionários à unidade de Blumenau. 

— Estamos mantendo contato direto com a Aprat para resolver a questão e liberar os valores o quanto antes — afirma Lajus. 

Unidade pedirá reforço 

O coordenador do Casep de Blumenau, Ivan Góes, vai pedir nesta quinta-feira o reforço de pessoal. Com mais da metade dos funcionários em greve a partir desta sexta-feira, a prioridade é manter os serviços essenciais e a segurança de quem continuará trabalhando. 

— Vou procurar hoje (quinta-feira) resolver esta questão. Não será possível ficar sem tantos funcionários — acredita Góes.

JORNAL DE SANTA CATARINA


Professores sob ameaça na unidade do Iases em Cariacica

Os professores que trabalham na unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) estão sob constante ameaça.

Professores sob ameaça na unidade do Iases em Cariacica

 Três deles chegaram a ficar reféns de internos durante uma rebelião no último dia 13. Sem saída, eles são “obrigados” a manter as atividades com a promessa de toda situação de desconforto será analisada. Nós tivemos acesso a um relatório do dia da confusão.

No documento, os professores relatam que os alunos se recusaram a fazer as atividades, e o clima dentro das salas de aula já era estranho. Os pedagogos e psicólogos foram avisados, mas se limitaram a dizer que as providências seriam tomadas, mas nada foi feito. Uma professora para não ser atingida por uma cadeira jogada pelos menores teve de correr para avisar aos colegas da situação.

Uma outra professora não teve a mesma sorte. Um dos agentes que estavam na segurança de uma sala de aula, conta no relatório, na hora do tumulto, trancou a porta deixando a professora vulnerável, nas mãos dos internos. Os outros profissionais tiveram de se trancar na sala dos professores para escaparem da ação dos adolescentes. As ameaças eram constante, já que os internos estavam munidos com três frascos de álcool e várias caixas de fósforos. Um professor foi ameaçado com um estilete.

A rebelião chegou ao fim 40 minutos depois com a intervenção da Polícia Militar. Mas a saída do professores do local onde eram mantidos reféns foi traumática: eles tiveram que sair pela báscula da sala. O saldo do motim foi uma profesora atendida no postinho da unidade do Iases com problema de pressão alta, por ter ficado sob ameaça dos menores. Devido ao estado de saúde, ela acabou sendo levada para o Pronto-Atendimento de Itacibá. Uma outra professora, que chegou a desmaiar durante o motim, também recebeu atendimento médico no posto de Itacibá.

http://www.folhavitoria.com.br/policia/blogs/rondadacidade/2015/02/25/professores-sob-ameaca-na-unidade-do-iases-em-cariacica/

Iases confirma rebelião e afirma que foram sete reféns em Cariacica

Iases confirma rebelião e afirma que foram sete reféns em Cariacica

A direção do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) confirma, por meio de nota, que houve mesmo uma rebelião, no último dia 13, na unidade de Cariacica-Sede. 

O motim foi no espaço pedagógico. De acordo com órgão, foram sete professores reféns, e não três conforme o relatório que tivemos acesso, que foram liberados no fim, sem ferimentos. 

A nota ressalta ainda que o Iases disponibilizou uma assistência psicossocial para os professores que estavam envolvidos no ocorrido. Porém, no relatório obtido pelo Folha Vitória consta que os professores não receberam ajuda em se tratando de consultas médicas e medicamentos.

O Iases prossegue afirmando que a escolarização dos adolescentes recolhidos nas unidades do Estado é a prioridade para do Instituto, que está aprofundando o diálogo com os professores sobre a especificidade da socioeducação, a garantia à segurança e, sobretudo, a sensibilização do adolescente para retomar o vínculo com os estudos e com a escola. Segundo um dos professores, que pede anonimato, um diretor do Iases minimizou a rebelião dos menores afirmando que foi apenas “molecagem dos meninos”.

Na “molecagem”, um dos professores foi ameaçado com estilete e três ficaram confinados na sala dos professores e só conseguiram sair pela báscula. As fotos do buraco por onde os professores saíram foram publicadas no Folha Vitória. No documento obtido pela nossa equipe consta que os agentes socioeducativos já tinham registrado queixa sobre o clima “pesado” dentro da unidade de Cariacica e o risco de um motim. Porém, o Iases não informou aos professores sobre isso.

Os motivos da rebelião, diz a nota do Iases, continuam em processo de apuração pelo núcleo de formação de segurança do institudo e pela equipe da unidade. O órgão informou que foram investidos mais de R$ 2 milhões na implantação do sistema de videomonitoramento, que entra em funcionamento em março. O objetivo do uso da tecnologia é colaborar com a integridade, não só de professores, mas de servidores do Instituto, e dos adolescentes que cumprem medida socioeducativa na unidade de Cariacica.

http://www.folhavitoria.com.br/policia/blogs/rondadacidade/2015/02/26/iases-confirma-rebeliao-e-afirma-que-foram-sete-refens-em-cariacica/#prettyPhoto

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Agente socioeducativos do Sergipe expôem dificuldades aos membros da OAB

Reunião ocorreu depois de visita surpresa ao Cenam

Os agentes de medidas socioeducativas aproveitaram a visita de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional Sergipe (OAB/SE) ao Centro de Atendimento Menor (Cenam) nesta quarta-feira, 25, para expor as dificuldades na execução dos trabalhos e as precárias condições estruturais das unidades.

“Relatamos as dificuldades do dia-a-dia nas unidades e também a falta de equipamentos para a execução dos trabalhos. Também falamos sobre as rebeliões, que na maioria das vezes, acontecem por questões estruturais, não há tv na cela deles, os vasos sanitários estão entupidos, entre outros problemas”, explica o tesoureiro do Sindicato dos Agentes de Segurança e de Medidas Socioeducativas (Sindasse), Alisson Melo.

Alisson revelou que após os relatos, os representantes da OAB/SE afirmaram que tentaram ajuda junto ao MPE no intuito de amenizar a situação dos agentes e dos internos. Os representantes da OAB/Se confirmaram à equipe de reportagem do Portal Infonet que irão encaminhãr ao MPE um documentos contendo denúncias relativas à tudo que foi contatados durante a visita.

http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=169622

OAB faz visita surpresa ao Cenam e constata problemas

Representantes da Coordenadoria da Infância da Organização dos Advogados do Brasil (OAB/SE) estiveram na manhã desta quarta-feira, 25, no Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) para uma visita surpresa e uma reunião com os agentes socioeducativos. Um relatório será encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) relatando as irregularidades encontradas pelos advogados. 

Confira o vídeo da matéria




http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=169601&pagina=1

Justiça determina que menor travesti fique em centro de meninas no Rio e gera impasse

Especialista defende que estatuto seja mais explícito para tratar identificação de gênero

A chegada de uma adolescente ao centro feminino do Novo Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas), que abriga adolescentes em conflito com a lei, na terça-feira (24) gerou um impasse na unidade. A jovem, que se declara como mulher, foi assinalada como homem no nascimento e todos os documentos são referentes ao nome masculino.



Caso aconteceu em unidade do Degase na zona 
norte do Rio-Google Street View / 2010 / Arquivo
Por decisão judicial, a adolescente foi enviada ao Criaad (Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente) de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio, mas a chegada da jovem teria preocupado os funcionários da unidade em relação ao local de dormir e relacionamento com as outras internas.

Para o advogado Ariel de Castro Alves, fundador da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Nacional, o impasse só aconteceu porque a sexualidade ainda é tratada como um tabu.



— A partir do momento em que ela se manifesta como menina, isso deve ser considerado como fator principal na decisão. Mas existem dificuldades ao tratar desse tema. Geralmente os profissionais não são preparados ou capacitados. Há preconceito, discriminação e diversas outras situações problemáticas. O ideal seria a presença de profissionais da área, como sexólogos, para trabalhar na formação dos funcionários e quebrar qualquer preconceito.

Para Castro Alves, a decisão de enviar a adolescente ao Degase foi a mais adequada ao artigo 94 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que garante que as unidades de internação devem “preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente”. Apesar da decisão da Justiça ter levado em consideração a identificação da adolescente desta vez, a falta de uma lei explícita sobre o assunto abre margem para livre interpretação.

— Existe uma lacuna legal em relação a essa questão. Não há nada definido, mas tem que agir com bom senso e interpretar cada caso. Cabe a cada juiz, com apoio dos advogados e dos promotores de justiça, interpretar essas situações.

As adolescentes travestis que não têm a individualidade respeitada pelas decisões judiciais e são levadas para unidades de internação masculinas estão sob risco de violência física ou sexual.

— Entre os meninos há discriminação da sexualidade. Muitas vezes eles não aceitam conviver com travestis porque acreditam que possam ser assediados ou atacados durante a noite. Existe todo esse preconceito e dificuldade de convívio. Falta que essa temática seja discutida nessas unidades. A questão da sexualidade deve fazer parte do processo de educação e escolarização das unidades.

Em nota, o Degase afirmou que promove constantemente "capacitações com os servidores, debatendo a questão da sexualidade entre os adolescentes em conflito com a lei". No caso específico da adolescente recém chegada ao Criaad Ricardo de Albuquerque, o departamento informou que "psicólogos e assistentes sociais estão oferecendo o suporte necessário para garantir os direitos do (sic) jovem".

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/justica-determina-que-menor-travesti-fique-em-centro-de-meninas-no-rio-e-gera-impasse-26022015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

centros socioeducativos de Minas Gerais em Xeque REPORTAGEM JORNAL ALTEROSA

AGENTES DENUNCIAM PRECARIEDADE DOS CENTROS

Problemas encontrados em muitos centros socioeducativos pelo Brasil

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Menores Infratores agridem agentes durante revista no Pomeri

Um princípio de motim foi registrado na manhã desta terça-feira (24), no Centro Socioeducativo de Cuiabá (Complexo Pomeri). De acordo com a Polícia Civil, 17 adolescentes infratores foram para cima e agrediram agentes que tentavam fazer revistas em algumas celas Bloco 1.

As agressões aconteceram por volta das 10h, quando agentes socioeducativos foram fazer uma revista na Ala 6 do bloco. Irritados, os menores foram para cima dos agentes e só pararam com as agressões após o Setor de Operações Especiais (SOE) intervirem usando bala de borracha e spray de pimenta.

Havia uma denúncia de que alguns infratores estavam com "chuços" (armas artesanais) escondidos, para um acerto de contas entre eles. A revista ocorreu na Ala 6 do Bloco 1 da instituição.

Na revista, os agentes encontraram vários “chuços” (armas artesanais)", que estavam escondidos, confirmando as suspeitas.

Nesse período, os adolescentes aguardavam no pátio o término dos trabalhos.


No momento em que retornavam para as celas, eles se rebelaram, atacando os agentes, que pediram reforço e conseguiram controlar o motim. 


Os agentes procuraram o Plantão Metropolitano da Capital para registrar queixa. Eles relacionaram os 17 infratores envolvidos.

Mais tarde, os agentes agredidos foram até o Cisc do bairro Planalto e registraram um boletim de ocorrência.

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=225055

http://www.poconet.com.br/noticia/menores-infratores-agridem-agentes-durante-revista-no-pomeri/16578

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Apreensão de menores infratores cresce 200% em quatro anos



Aumento resulta em superlotação, doenças e insalubridade em unidades do Degase

CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - Nos últimos quatro anos, a quantidade de menores apreendidos por envolvimento em ações criminosas no estado aumentou cerca de 200%. De 2.806 jovens recolhidos, em 2010, este número saltou para 8.380, no ano passado. O reflexo desse crescimento é visto em alojamentos do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), que estão superlotados e em situação de insalubridade.


Uma vistoria feita, no domingo, pelo sindicato dos agentes que atuam nas unidades (Sind Degase) mostrou um cenário de abandono no Centro de Triagem e Recepção e no Instituto Dom Bosco (antigo Padre Severino), ambos na Ilha do Governador.

Vistoria do sindicato dos agentes mostra abandono nas unidades do Degase: vaza líquido em corredor   Foto:  Sindegase / Divulgação

Somente nos cinco primeiros meses de 2014, as apreensões (3.070 adolescentes) ultrapassam todo o ano de 2010. Para o desembargador Siro Darlan, o crescimento reproduz um cenário de falta de políticas públicas. “Qualquer chefe de estado deveria ter vergonha de admitir um número desse. Estamos numa cidade em que deveria ter 63 conselhos tutelares, mas só tem 16. Os jovens apreendidos são colocados em unidades que não os socializa, mas os animaliza (com condições estruturais péssimas)”, afirmou.

Casos de tuberculose

As fotos registradas pelo sindicato na inspeção, no domingo, mostram que a situação é preocupante e problemática. No Dom Bosco, onde os menores podem ficar até 45 dias à espera da definição da medida socioeducativa que vão cumprir, são 216 camas para 357 internos.

No Centro de Triagem são 195 adolescentes disputando 64 leitos. O Degase não quis contestar esses números, que foram repassados pelo sindicato. “Na visita, além do mau cheiro, vimos que os adolescentes convivem com a sujeira. A gente sabe que o pessoal da limpeza estava com o salário atrasado, o que ajudou a piorar a situação”, explicou o presidente do Sind Degase, João Luiz Pereira Rodrigues.

Menores sofrem com superlotação, doenças de pele e insalubridade Foto:  Sindegase / Divulgação
A limpeza das duas unidades, segundo o Degase, ocorreu ontem, antes da chegada de defensores públicos da Coordenadoria dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica) e do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh). O grupo foi conferir denúncias de superlotação, tuberculose e insalubridade. “Esta semana vai ser gerado um relatório sobre as condições oferecidas aos jovens em cumprimento de medida socioeducativas”, explicou a Defensoria Pública, por nota.

Orgão investe em pessoal

Banheiro sem sanitário, outros imundos, infiltração nos alojamentos e lixo. Foi assim que o sindicato flagrou a situação no Dom Bosco e no Centro de Triagem, no domingo.

Uma realidade que comunga com as dificuldades financeiras que o Degase vem passando desde 2014. Em dezembro, os servidores foram surpreendidos com a notícia de que não ganhariam cesta de Natal e nem tíquete de compra para a ceia.

Enquanto o sindicato reclama da falta de servidores, o Degase fala em investimento na categoria, com novas contratações.

O órgão tem 2.145 servidores, sendo desses 1.257 agentes socioeducativos. “Antes do concurso de 2012, o Novo Degase tinha 1.489 servidores, sendo boa parte desses contratados por teste seletivo e vínculo de contratação temporária”, garantiu o Degase, por nota. Na próxima quinta, 150 profissionais, serão empossados.

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-02-24/apreensao-de-menores-infratores-cresce-200-em-quatro-anos.html

Jovens do CASA Mogi Mirim doam hortaliças

Pés de alface e maços de rúcula e cheiro verde foram produzidos no centro socioeducativo


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Os adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação e que participam da oficina de educação ambiental do CASA Mogi Mirim entregaram 80 pés de alface, 50 maços de rúcula e dez maços de cheiro verde (salsinha e cebolinha) no Lar Espírita Maria de Nazaré, em Mogi Mirim.

SAM_8967As hortaliça doadas foram cultivadas na horta mantida no centro socioeducativo, como parte prática da oficina, cujas aulas são ministradas pelo agente educacional Everton Nogueira da Silva, da Associação Comunitária Mundo Melhor, organização não-governamental que compartilha a gestão do centro com a Fundação CASA. A entrega ocorreu no dia 10 de fevereiro.

O Lar é uma instituição que presta atendimento a pessoas de diversas faixas etárias com múltiplas deficiências. Após a doação, os jovens conheceram o trabalho de assistência social realizado no local.

SAM_8989“Eles entraram em contato com um cenário que, para parte deles, era desconhecido e se emocionaram”, explica a articuladora social do CASA, Meilene Vilela Nogueira.

A oficina de educação ambiental existe no CASA desde abril de 2013 e, desde o princípio, aliada às aulas práticas e teóricas sobre meio ambiente, a equipe do centro sempre incentivou os jovens a realizarem as doações, a fim de despertar o espírito de solidariedade e a cidadania.

Na horta, os jovens produzem hortaliças e verduras orgânicas. A iniciativa recebe apoio da empresa Visafertil, que fornece gratuitamente os adubos e compostos orgânicos.