sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Internos fogem após atearem fogo em unidade do Degase

Menores provocam incêndio e fogem de unidade do Degase no Rio

Pelo menos 20 menores fugiram e quatro foram capturados pela polícia.
Menores colocaram fogo em cela como estratégia de fuga.

Chamas atingiram ventiladores e camas de alojamento em Santa Cruz


Um grupo de aproximadamente 20 menores fugiu após atear fogo em cela de unidade do Degase, na quinta-feira (25), em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apenas quatro deles foram capturados e encaminhados para delegacia de Santa Cruz.

Eles colocaram fogo em colchões e roupas dentro de uma cela e depois fugiram. Eles cumprem medida de semiliberdade em uma unidade do Degase em Santa Cruz.
O presidente do Degase, Luis Pereira Rodrigues, em conversa por telefone com a equipe do Bom dia Rio, disse que nessa unidade não tem brigada de incêndio, e nesse caso, os próprios agentes do Degase tiveram que apagar o fogo. 



De acordo com o sindicato de servidores do Degase, as chamas atingiram colchões, ventiladores, paredes e camas do alojamento. Os adolescentes teriam pichado as paredes do local, com ameaças de morte ao diretor da unidade. Os agentes tentaram apagar o incêndio, mas bombeiros e policiais militares precisaram ser acionados.

O grupo que fugiu, ainda segundo os agentes, pulou o muro da unidade após o início do incêndio. Quatro adolescentes envolvidos no tumulto foram apreendidos antes de escaparem e foram encaminhados para a 36ª DP (Santa Cruz), onde foram autuados pelo ato infracional praticado, desta vez durante o cumprimento da medida socioeducativa.




CEARÁ - 430 adolescentes fugiram do sistema socioeducativo no 1º semestre de 2016

O número extraoficial faz parte do relatório da Defensoria Pública e do Fórum DCA, resultado de inspeções durante os meses de abril e maio. O levantamento foi divulgado nesta sexta

A crise no Sistema Socioeducativo do Ceará já resultou na fuga de 430 adolescentes no primeiro semestre de 2016, nas unidades de Fortaleza. Neste período, foram contabilizados mais 75 episódios conflituosos, dentre rebeliões, fugas e motins.
 
Principais resultados do relatório foram apresentados na manhã desta sexta-feira

O levantamento extraoficial faz parte do relatório da Defensoria Pública e do Fórum DCA sobre a situação das instalações socioeducacionais, divulgados na manhã desta sexta-feira, 26. Os dados oficiais não foram confirmados pelo Governo do Estado.

Uma comissão formada por membros da Defensoria Pública e do Cedeca vistoriou as unidades durante os meses de abril e maio. Dos dez centros socioeducacionais da Capital visitados, que abrigam aproximadamente 750 jovens, cinco estão superlotados e apenas dois contam com atividades regulares.

Os casos mais críticos, segundo o relatório, ocorreram nos Centros Educacionais Dom Bosco, São Miguel e Patativa do Assaré. Os adolescentes denunciaram casos de tortura com choque elétrico e afogamento e episódios em que tiveram que beber água do vaso sanitário.

Nas inspeções, foram registradas demandas por atendimento médico, reclamações quanto a quantidade, qualidade e regularidade da alimentação servida nas unidades, além de restrição do fornecimento de água para ingerir e para banho. Foram analisadas as dimensões estruturais, de recursos humanos das unidades, as condições de salubridade e higiene, o direito à saúde, à alimentação, à educação, e às condições de segurança das unidades.

A comissão responsável pelas inspeções ouviu a direção das unidades, equipe técnica, socioeducadores e adolescentes internos. O relatório será enviado à Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo, ao Conselho Nacional de Justiça, Tribunal de Justiça do Ceará, entre outros órgãos.

Socioeducadores de Ji-Paraná concluem treinamento para uso de arma não letal

No treinamento, os participantes foram instruídos e orientados a quando usar a nova ferramenta em eventuais casos de motins na unidade.

Socioeducadores recebem certificado de conclusão de curso para manuseio de sparks
Socioeducadores recebem certificado de conclusão de curso para manuseio de sparks

Encerrou nesta quinta-feira (25), com a entrega de certificados, a capacitação de 21 agentes socioeducadores que atuarão com armamento não letal no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), em Ji-Paraná. Spark, como é conhecido o dispositivo, faz parte da política de reaparelhamento da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Denominado em “Incursão em ambiente de internação socioeducativa com uso proporcional da força e tecnologias menos que letais”, o curso durou três dias nas dependências do Case e faz parte da proposta do governo estadual em reestruturar o serviço público na área da segurança.

No treinamento, os participantes foram instruídos e orientados a quando usar a nova ferramenta em eventuais casos de motins na unidade. O Spark é uma arma de pressão e que emite ondas de choque.

“Não é letal”, explica o secretário de Justiça Marcos Rocha, salientando a política de reaparelhamento da Sejus, que já entregou coletes a prova de bala, armamento e munição, viaturas e rádios transmissores.

“A humanização do sistema é o principal caminho para recuperação do adolescente. Estão de parabéns pela iniciativa em administrar esse curso”, disse a promotora de Justiça Eiko Danieli Vieira Araki.

Para a diretora do Case, a socioeducadora Ana Cleia Silva dos Anjos, disciplinar não é impor a violência. “Essa formação técnica que os nossos agentes acabaram de receber é um instrumento que motiva o uso do diálogo entre os agentes e os socioeducandos”, disse.

“A capacitação significa melhoria para o nosso serviço diário”, avalia a socioeducadora Ana Maria da Silva Santos. “Mais importante que utilizar o Spark, é o aprendizado psicológico que tivemos”, entende o socioeducador Vamberto Xavier.

O curso foi ministrado pela Escola de Estudos e Pesquisas (Esep), da Sejus, sob a responsabilidade do professor Cláudio Negreiros. Nova turma, com mais 40 agentes penitenciários, começa a receber o mesmo treinamento com o Spark. “O servidor precisa ser qualificado. Nosso foco é com o lado humano e providencial”, disse o diretor da Esep, Cláudio Negreiros.

Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Ésio Mendes

http://www.tudorondonia.com/noticias/socioeducadores-de-ji-parana-concluem-treinamento-para-uso-de-arma-nao-letal,63512.shtml#.V79D3DMXw3E.facebook

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Explosivos são jogados no Centro Socioeducativo de Uberlândia

Artefatos foram jogados na horta da unidade. Ninguém ficou ferido

Artefatos explosivos foram jogados na horta do Centro Socioeducativo de Uberlândia (Ceseu) na noite de quarta-feira. Até o momento nenhum suspeito foi preso.
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foto meramente ilustrativa extraída do Google 


De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o caso ocorreu por volta das 22h. Os explosivos foram jogados na horta. Ninguém ficou ferido e não houve dano ao patrimônio.

Ainda de acordo com a Seds, foram realizadas rondas nas imediações do centro de detenção, mas o autor não foi localizado. A unidade funciona normalmente nesta quinta.

domingo, 21 de agosto de 2016

Direção persegue quem denuncia, diz agente da Fundação Casa em Franca

Monitor reclama de falta de respaldo diante de agressões de adolescentes.
Fundação Casa nega alegação e garante apurar com rigor todas as queixas.

Perseguição a funcionários diante de denúncias, insegurança e falta de apoio psicológico para as equipes são alguns dos problemas apontados dentro da Fundação Casa de Franca (SP) por um agente da unidade que prefere não ser identificado.


Em entrevista ao Jornal da EPTV, o homem relata que as agressões aos servidores por parte de menores - como a registrada esta semana durante um tumulto em uma sala de aula no complexo - são comuns, mas a direção não toma providências, mesmo quando o assunto chega à Corregedoria.

Na última quinta-feira (18), dois servidores ficaram feridos na confusão envolvendo sete adolescentes. O caso será alvo de uma sindicância e os menores são avaliados por uma comissão disciplinar.

"Infelizmente quando nós fazemos alguma denúncia lá, a própria Corregedoria liga para a nossa diretora aqui, para o encarregado de segurança, fala que o agente fez tal denúncia. Em vez de resolver o problema, o diretor e o encarregado ficam perseguindo o agente que fez a denúncia", afirma o agente.
Em nota, a Fundação Casa nega a prática de perseguição e diz apurar com rigor todas as queixas.

Agentes sem respaldo
O monitor afirma que o ambiente da Fundação Casa em Franca é caracterizado pela falta de autoridade dos funcionários diante dos adolescentes acostumados com a sensação de impunidade.

"O adolescente já vê isso. Tudo que ele faz lá dentro, pode ser de certo ou errado, nada vai acontecer, principalmente de errado. Fica tudo por isso mesmo. Se ele bater no agente, no outro dia ele está lá no convívio com outros adolescentes fazendo a mesma coisa", diz.

É comum, segundo ele, que os jovens se vangloriem das agressões que cometem. "Quando eles batem no agente ou educador, eles ficam mais fortalecidos lá dentro. Aí eles veem que nada pode acontecer, que a lei está a favor deles, que o agente nem se proteger pode, nem revidar pode, senão é processado pelo Estado. Infelizmente cada um vai empurrando com a barriga do jeito que pode", reclama.
Segundo o agente, há falta de respaldo e "vista grossa" para os problemas por parte da direção e das coordenações, principalmente na área pedagógica. Algo que causa prejuízos no ambiente familiar dos funcionários e, por consequência, na rotina de assistência.

"Como vou trabalhar diretamente com um adolescente? Eu tenho que passar a parte boa da vida pra ele. Como vou ensinar a eles?"

Fundação Casa
Questionada, a Fundação Casa negou as alegações de perseguição e informou que diante de qualquer tipo de denúncia a Corregedoria Geral apura "com rigor."
Destacou também que todos os servidores passam por capacitação em suas áreas na Escola para Formação e Capacitação Profissional (EFCP) e contam com acompanhamento psicológico. "Têm uma equipe psicossocial - uma assistente social e uma psicóloga - para dar qualquer tipo de suporte aos servidores", comunicou.

A Fundação ainda garantiu ter estrutura adequada para todos os internos, de acordo com a legislação competente. Segundo a direção, o centro socioeducativo em Franca atende 62 jovens, mas tem capacidade para 64.
"Das 6h às 22h, os adolescentes têm uma agenda multiprofissional que inclui atividades de escolarização formal, esporte, cultura, educação profissional, além do atendimento de psicólogos e assistentes sociais."

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2016/08/direcao-persegue-quem-denuncia-diz-agente-da-fundacao-casa-em-franca.html


sábado, 20 de agosto de 2016

Dois agentes são agredidos durante tumulto na Fundação Casa em Franca

Confusão envolveu ao menos sete adolescentes na quinta-feira (18).
Caso vai a sindicância e internos serão avaliados por comissão disciplinar.

Dois agentes foram agredidos por internos em uma confusão dentro da Fundação Casa em Franca (SP) na quinta-feira (18). O tumulto, cuja motivação não foi esclarecida, aconteceu durante a manhã dentro de uma sala de aula com sete adolescentes e foi controlada pelos funcionários, confirmou a instituição.  Além dos funcionários, três jovens ficaram feridos.

Fundação Casa em Franca, SP (Foto: Reprodução/ EPTV)
Tumulto deixou dois agentes feridos na Fundação Casa em Franca (Foto: Reprodução/ EPTV)

Um agente que prefere não ser identificado disse que o ponto de partida do tumulto foi a agressão de um adolescente, orientado um dia antes por causar problemas, a um funcionário.

A Fundação Casa informou que o caso será alvo de uma sindicância e que os jovens passarão por uma comissão de avaliação disciplinar (CAD).

A confusão
Um dos agentes da Fundação Casa em Franca relatou que o colega havia chegado para trabalhar na sala de aula quando foi surpreendido com chutes de um dos internos, orientado por ele no dia anterior sobre seu comportamento.
"O agente o orientou junto com a direção, não foi tomada atitude nenhuma. No outro dia [quinta-feira], o agente foi trabalhar normalmente, sentou na porta de aula como de praxe e o adolescente já pulou com os dois pés no peito dele", contou.
O ato motivou outros jovens a seguir com as agressões ao agente e a outros funcionários. "Os outros adolescentes que estavam na sala de aula começaram a quebrar cadeira, foram pra cima desse agente, chutaram ele, pisaram nele. Os outros tentaram atacar os outros agentes, funcionários que estavam ali no corredor no momento", relatou.

A confusão somente foi controlada, de acordo com ele, após a chegada da diretora da unidade da Fundação Casa.
"Os agentes conseguiram conter eles, empurraram eles pra sala de aula e ficaram trancados lá até eles acalmarem. A diretora veio e conseguiu conter a situação com os agentes."
Os funcionários feridos registraram boletim de ocorrência por lesão corporal na Polícia Civil.

Fundação Casa
Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, a Fundação Casa confirmou que a Corregedoria Geral da instituição vai instaurar uma sindicância sobre a indisciplina e que o caso será informado ao Judiciário e a familiares dos envolvimentos na ocorrência.
Durante o tumulto, três jovens e dois servidores tiveram ferimentos leves, informou a instituição.
"Sete adolescentes estavam em sala de aula quando a confusão teve início. A situação foi controlada rapidamente pelos próprios funcionários. Os joverns envolvidos passarão por uma comissão de avaliação disciplinar (CAD)", comunicou.

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2016/08/dois-agentes-sao-agredidos-durante-tumulto-na-fundacao-casa-em-franca.html

cinco menores espancaram e ameaçaram de morte dois servidores. Eles sofreram lesões e precisaram de atendimento médico.

A agressão aconteceu durante uma atividade em sala de aula. Os cinco adolescentes partiram para cima dos dois servidores e desferiram socos e chutes.



Adolescentes internos da Fundação Casa agrediram funcionários em Franca. Na manhã dessa quinta-feira, cinco menores espancaram e ameaçaram de morte dois servidores. Eles sofreram lesões e precisaram de atendimento médico.
 

A agressão aconteceu durante uma atividade em sala de aula. Os cinco adolescentes partiram para cima dos dois servidores e desferiram socos e chutes, que deixaram marcas e arranhões, enquanto proferiam ameaças de morte. Uma briga generalizada teve início e outros funcionários precisaram intervir e socorrer os colegas de trabalho.


Após passarem por atendimento no Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”, os servidores foram ao 5º Distrito Policial. Um boletim de ocorrência de lesão corporal foi registrado.

Em nota, a assessoria da Fundação Casa afirmou que a Corregedoria Geral deverá instaurar sindicância para apurar o ocorrido. “Foi um movimento de indisciplina. Na contenção, três jovens e dois servidores tiveram ferimentos leves. Os jovens envolvidos passarão por uma CAD (Comissão de Avaliação Disciplinar)”, informou a fundação.

http://gcn.net.br/noticias/330404/franca/2016/08/5-adolescentes-espancam-2-servidores-da-fundacao-casa

Unidade da Fundação Casa vai fechar no fim de setembro em Campinas, SP

Unidade Rio Amazonas será fechada em setembro por decisão da Justiça.
Sem esse atendimento, eles poderão ser encaminhados para delegacias.

MP espera resposta sobre destino de jovens; reunião será na segunda-feira.

Promotores não querem transferência de adolescentes para outras cidades.

Fundação Casa Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)

Com o fechamento da Fundação Casa Rio Amazonas, em Campinas (SP), previsto para o fim de setembro, os adolescentes infratores podem ficar sem acolhimento inicial em um centro especializado e serem encaminhados para delegacias do município por até cinco dias, enquanto aguardam a internação.
A decisão pode vir a contrariar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a permancência conjunta de menores e adultos. Um levantamento feito pela EPTV, afiliada TV Globo, indica que dos 13 distritos policiais em Campinas, 11 tem apenas uma cela e dois deles não tem nenhuma. Neste cenário, ou as delegacias abrigarão os menores infratores ou os maiores de idade.

Sem espaço
Segundo o presidente do sindicato da Polícia Civil, Aparecido de Carvalho, as delegacias de Campinas e da região não têm espaço físico e condições de acolher esse jovens.

"Única função que nós tínhamos que cuidava de preso, não no caso do menor, era o carcereiro e que foi extinta. Em hipótese nenhuma a Civil tem condições de trazer mais essa atribuição, uma vez que o efetivo já está reduzido 50%", afirma.
Segundo a promotora Elisa Camuzzo, os infratores não podem ficar mais que cinco dias em distritos policiais. "Campinas vai pedir uma vaga, se a vaga não sair em cinco dias, a custódia dele na delegacia é ilegal. Poderemos ter ainda o risco de adolescentes serem liberados nesse momento", pontua.

Fechamento
No início do mês, os promotores da Infância e Juventude de Campinas instauraram um inquérito civil para investigar a interrupção dos programas de atendimento inicial e de internação provisória mantidos pela Fundação Casa. A unidade Rio Amazonas vai fechar no dia 30 de setembro por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a pedido do Ministério Público por meio de uma ação.

Apesar da decisão da Justiça, os promotores do MP aguardam uma posição viável da Fundação Casa sobre o destino dos jovens. Eles não querem que os adolescentes tenham que viajar para outras cidades da região e esperam que a instituição encontre uma forma de deixá-los em Campinas, seja por meio da construção de uma nova unidade ou readequações de outros centros.

Segundo o MP, a descontinuidade desses programas no município acarretará prejuízos ao processo de ressocialização, uma vez que os adolescentes permanecerão por até cinco dias em distritos policiais, sem estrutura para recebê-los, até serem transferidos para unidades de internação provisória em outros municípios.

Infraestrutura e superlotação
A ação do MP teve início em 2000. O processo aponta problemas relacionados com a infraestrutura do prédio, falta de condições sanitárias, proteção contra incêndio e também sobre superpopulação.
A Casa Rio Amazonas, que oferece esse serviço desde 1996, já enfrentou uma rebelião. Em 2010, adolescentes que não conseguiram fugir, se rebelaram. Foram duas horas de tumulto. O local tem capacidade para atender 46 jovens, sendo duas vagas femininas. A Fundação Casa tem mais quatro unidades no município.

Solução
Para tentar encontrar uma solução para a questão, foi agendada uma nova reunião na segunda-feira (22), na sede do Ministério Público em Campinas.
Em nota, na quarta-feira (17), a Fundação Casa informou que após o fechamento da unidade, o atendimento inicial do adolescente pelo período de até cinco dias vai ser feito em delegacias da região que vão indicar o local adequado para a apreensão, conforme a lei.
Já a internação provisória, de acordo com a instituição, vai acontecer em centros específicos da região nas cidades de Piracicaba (SP), Limeira (SP) e Rio Claro (SP). Na ausência de vagas, os adolescentes serão atendidos em São Paulo.


Adolescentes apreendidos cumprem punição na Fundação Casa (Foto: Reprodução / EPTV)
Adolescentes apreendidos cumprem pena na Fundação Casa (Foto: Reprodução / EPTV).




http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/08/jovens-infratores-podem-ficar-sem-acolhimento-na-fundacao-casa.html

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Menores infratores tentam matar Socioeducador em tentativa de fuga

A Polícia Militar (PM) registrou uma tentativa de fuga no Centro Socioeducativo de Ariquemes (Cesea), no Vale do Jamari(RO), na tarde desta terça-feira (9). 

Centro Socioeducativo de Ariquemes (Foto: Ana Claudia Ferreira/ G1)
Centro Socioeducativo de Ariquemes registrou tentativa de fuga nesta terça-feira, 9 
(Foto: Ana Claudia Ferreira/ G1)

Segundo a polícia, dois Jovens que cumprem medida socioeducativa por assalto teriam tentado render um agente socioeducador  de plantão, durante a troca de celas dos internos. A tentativa de fuga foi impedida após a chegada da PM e os menores acabaram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil.


De acordo com a polícia, os adolescentes teriam tentado ferir o socioeducador com uma agulha de crochê, objeto usado na unidade para produção de artesanato. O agente conseguiu conter a agressão dos internos e acionar os policiais militares. Depois de serem rendidos, os adolescentes foram levados para a Central de Polícia de Ariquemes (RO) e o registro da ocorrência foi feito como tentativa de homicídio.

O centro Socioeducativo de Ariquemes (Cesea) tem  atualmente 15 internos. A última fuga registrada na unidade aconteceu em julho deste ano, quando sete adolescentes serraram as grades de uma cela no interior do Centro e fugiram. Dos sete, dois já foram apreendidos e foram novamente conduzidos ao Cesea.

http://g1.globo.com/ro/ariquemes-e-vale-do-jamari/noticia/2016/08/dois-adolescentes-tentam-fugir-do-centro-socioeducativo-de-ariquemes.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar


Segundo narra o boletim de ocorrência, um Socioeducador de 44 anos de idade, relatou que trabalha naquela unidade de recuperação de infratores, e que na data de hoje um detento pediu para que o transferisse de cela, pois queria aprender a fazer crochê na cela de outro detento, e que ao abrir a cela foi surpreendido pelo menor com uma agulha de crochê, desferindo golpes em seu pescoço juntamente com a ajuda do detento que havia pedido a mudança de cela, que o segurava pelo pescoço dando um mata leão.

O Socioeducador conseguiu se soltar e se apoderou de um pedaço de madeira para se defender, os infratores continuaram tentando agredir a vítima, que para de defender efetuou golpes com o pedaço de madeira na tentativa de afastar os infratores, momento em que outros Socioeducadores chegaram no local e conseguiram deter a ação dos elementos, algemando-os para que fosse evitado agressões e uma possível tentativa de fuga.

O Socioeducador teve escoriações no pescoço, provenientes de golpes com a agulha de crochê e hematoma pelo corpo e testa.

A guarnição dos Policiais: SD PM Bruno, SD PM Diego e SD PM Henrique, colheram as informações e fez o registro do BOP, para que sejam tomadas as devidas providências.

http://www.rondoniaovivo.com/interior/ariquemes/noticia/menores-infratores-tentam-matar-socioeducador-em-tentativa-de-fuga/160663

Atraso em obras da Fundação Casa de Piracicaba vira alvo do MP-SP

Instituição tem 20 dias para justificar paralisação da construção da unidade.
Fundação diz que falta recursos para que as sejam retomadas na cidade.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP)  instaurou um inquérito contra o governo do estado para questionar sobre a paralisação das obras da segunda unidade da Fundação Casa em Piracicaba (SP).
Segundo o MP-SP, as obras estão paradas há mais de um ano sem que a instituição tenha dado qualquer explicação formal sobre o atraso. O orgão deu um prazo de 20 dias para que a Fundação apresente uma justificativa sobre o caso.

O Ministério Público também apontou como inconformidades a oferta reduzida de vagas na instituição diante o alto número de jovens que cumprem medidas socioeducativas na cidade.

A unidade de Piracicaba atende 63 jovens, sendo que tem capacidade para abrigar no máximo 64. Como não há vagas suficientes, os adolescentes da região acabam sendo encaminhados para unidades distantes, dificultando o contato deles com as famílias.

40 menores fugiram da Fundação Casa em Piracicaba (Foto: Claudia Mourão/EPTV)
Unidade da Fundação Casa em Piracicaba (Foto: Claudia Mourão/EPTV)

Superlotação
O presidente da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados (OAB) de Piracicaba, Adriando Nappi, diz que são frequentes as reclamações sobre a superlotação na unidade da cidade.
“Já recebemos denúnicias de superlotação lá (Fundação Casa). Menores estão ficando detidos no 1º. Distrito até arrumarem vagas para eles”, diz.

Corte de verbas
De acordo com a Fundação Casa, a suspensão das obras da segunda unidade de Piracicaba se deve ao contigenciamento de verba realizado pelo governo do estado de São Paulo. Ainda de acordo com a instituição, não há previsão da retomada das obras.
Iniciada em 17 de novembro de 2014, a construção da nova unidade está estimada em R$ 6,2 milhões e deve ter capacidade para atender 56 adolescentes.

http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/08/atraso-em-obras-da-fundacao-casa-de-piracicaba-vira-alvo-do-mp.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Autoridades pedem retirada de algemas de jovens hospitalizados após incêndio

Fogo começou com motim em alojamento da Escola João Luiz Alves

RIO — O Ministério Público e a Defensoria Pública assinaram hoje uma recomendação conjunta dando à direção da Escola João Luiz Alves (EJLA), unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) na Ilha do Governador, dez dias para suspenderem a utilização de algemas em internos hospitalizados. O documento se refere aos oito menores feridos em um incêndio na manhã da última sexta-feira, que estão no Hospital Souza Aguiar, no Centro.

As chamas começaram no alojamento do centro de internação, quando jovens atearam fogo em um colchão, o que deixou nove feridos de idade de 15 aos 21 anos. Um deles não resistiu aos ferimentos e faleceu na manhã de sábado. Dois agentes de segurança que controlaram o incêndio também precisaram receber cuidados médicos por terem inalado fumaça. O Degase informou que está prestando o auxílio necessário aos jovens envolvidos e seus familiares.

Apesar do pedido assinado pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude Infracional da Capital ser especificamente voltado aos oito internos queimados, também recomendam que, em casos futuros, não se utilize algemas na contenção de adolescentes que estejam recebendo tratamento médico hospitalar. A exceção seria se houvesse risco de fuga que não pudesse ser evitado com a vigilância contínua de um agente socioeducativo. Se for o caso, a hipótese deverá ser justificada por escrito.

http://oglobo.globo.com/rio/autoridades-pedem-retirada-de-algemas-de-jovens-hospitalizados-apos-incendio-1-19886343