domingo, 23 de novembro de 2014

Precavido, vestibulando chega duas horas antes para prova da Unicamp

Portões abriram mais cedo em nove locais de provas neste domingo (23).
Estudantes devem chegar ao menos 1 hora antes do exame, que inicia 13h.

Do G1 Campinas e Região
Rodrigo Souza da Silva vai prestar  (Foto: Arthur Menicucci / G1) 
Rodrigo Souza da Silva planeja estudar pedagogia
na Unicamp   (Foto: Arthur Menicucci / G1)

Para evitar trânsito e correria na primeira fase do vestibular da Unicamp neste domingo (23), um funcionário da Fundação Casa chegou no campus da Universidade Paulista (Unip) de Campinas (SP), no bairro Swift, com duas horas de antecedência do horário da prova, marcada para as 13h. Rodrigo Souza da Silva, de 33 anos, vai prestar o exame pela primeira vez e escolheu o curso de pedagogia.
"Na Fundação Casa gosto do trabalho com os jovens, mas falta estrutura para trabalhar. Quis estudar e quero seguir carreira em outra área", conta. Silva acredita em uma prova mais rápida neste domingo. "Acho que vai ser mais rápida, mas mais difícil porque tem mais inscritos e a redação seleciona", diz.
Na Unip de Campinas foi possível acessar as salas de aula a partir das 11h. É um dos nove locais do estado que abriram os portões mais cedo do que o horário oficial, às 12h. De acordo com a Comissão Permanente para o  Vestibular da Unicamp (Comvest), a permissão foi concedida para diminuir a concentração de veículos e problemas de congestionamento no trânsito nessas unidades, que costumam ter tráfego intenso. Os exames começam às 13h em todos os locais de provas.

No campus I da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, os candidatos puderam entrar a partir das 10h e a treineira Isabela Bettiati Magaldi, de 16 anos, decidiu aproveitar todos os minutos da "folga" até a prova. A estudante de Serra Negra chegou, portanto, três horas antes do início do exame. "Foi um exagero ter chegado mais cedo, mas não cheguei cansada para a prova. O colégio onde estudo já prepara para esse ritmo", conta a jovem que planeja estudar tecnologia ambiental.
Os demais locais que também anteciparam a abertura dos portões, para as 11h, no estado de São Paulo são: Unip Limeira (SP), Unip Jundiaí (SP), Unip São José dos Campos (SP) e Instituto Toledo de Ensino em Bauru (SP). Na capital, Unip Paraíso, Unip Marquês e Unip Tatuapé também abriram os portões às 11h.
Em todas as outras instituições que aplicam as provas da Unicamp os portões abrem oficialmente às 12h. O número de inscritos este ano para o concurso quebrou um novo recorde, 77.128 candidatos disputam 3.320 vagas em 70 cursos de graduação.
Estudantes chegam na Unip para fazer provas do vestibular da Unicamp (Foto: Arthur Menicucci / G1) 
Estudantes chegam na Unip para fazer provas do
vestibular da Unicamp (Foto: Arthur Menicucci / G1)
Cidades que aplicam as provas

Os testes serão aplicados nas seguintes cidades: Bauru (SP), Brasília (DF), Campinas (SP), Guarulhos (SP), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Mogi das Cruzes (SP), Mogi Guaçu (SP), Piracicaba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), Santo André (SP), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), São João da Boa Vista (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP) e Sumaré (SP).
 
Cinco horas para fazer exame
A prova da 1ª fase tem 90 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas, que o candidato deverá responder em até cinco horas. O tempo mínimo de permanência em sala de aula é de três horas e meia.
São 14 questões de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa; 14 questões de matemática; 10 de história e 10 de geografia (incluindo filosofia e sociologia). Serão ainda 10 questões de física, 10 de química, 10 de biologia, 8 questões de inglês, além de 4 questões interdisciplinares.

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2014/11/precavido-vestibulando-chega-duas-horas-antes-para-prova-da-unicamp.html

Internos fazem motim em unidade de internação de Linhares, ES

Segundo a polícia, cinco pessoas foram feitas reféns nesta sexta-feira (21).
Confusão aconteceu quando um interno queria mudar de sala e foi proibido.

Cinco pessoas foram feitas reféns durante um motim na unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) de Linhares, na região Norte do Espírito Santo, no final da tarde desta sexta-feira (21). Segundo a polícia, a confusão aconteceu quando um dos internos tentou mudar de sala e foi proibido por um agente socioeducativo.


No momento da confusão, 47 internos, nove agentes e professores estavam na unidade. O motim durou cerca de uma hora. “Estava tendo aula com os internos e no procedimento de rotina, de vistoria, um dos alunos desobedeceu um dos agentes e agiu com violência atirando uma cadeira contra o agente.

O fato motivou, não se sabe se eles já tinham combinado antes, que se começasse um motim e envolveu outras salas. Três agentes e duas professoras foram feitos reféns. Isso tudo vai ser investigado para ver o que cada um fez”, disse o delegado Tiago Cavalcante.

O Iases foi procurado para falar sobre o assunto, mas até as 19h30 deste sábado (22) ainda não havia se posicionado.
*Com colaboração de Ariele Rui, da TV Gazeta Norte.



http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/11/internos-fazem-motim-em-unidade-de-internacao-de-linhares-es.html
O Funça News  manifesta seu pesar e solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores do Claudio Nunes dos santos  mas conhecido como Claudio B.O , que faleceu quinta -feira (20), em Aguas de Santa Barbara - SP.


"Ele foi um menino que passou pela instituição na condição de interno e superou, se transformou num servidor.

Fazia o enfrentamento com excesso de emoção. era um menino, um adulto adolescente. as vezes o resultado dos confrontos políticos não indicavam a razão tão necessária, mas havia nele muita disposição para a luta e para o enfrentamento. tinha muita coragem. É dai que surge o apelido, B.O., um nome de guerra.

Estamos em luto, em solidariedade aqueles que conviveram com ele."
(José Venancio de Souza)

Claudio em Audiência publica dos servidores da Fundação CASA
na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo
20/02/2013

Rebelião Febem imigrantes 25 de Outubro de 1999
Após 36 horas de refém amarrado próximo de baldes com álcool.



Ele viu companheiros sendo atirados dos muros, a barbarie de um adolescente decapitado, dois sendo mortos carbonizado. a mais violenta e aterrorizante rebelião da história da Febem (depois disso passou por muitas rebeliões)



"Claudio Nunes, faleceu ontem, no dia em que lembramos da consciência negra e da luta dos povos oprimidos de nosso país. Foi menino carente da antiga Febem, tornou-se Educador Social na própria ex-Febem. Nunca me esqueci da Rebelião da antiga Imigrantes, Claudio assistiu toda aquela barbárie, quando foi questionado pela imprensa e disse o que viu e viveu ali, não aguentou o baque e desmaiou. Lembro-me de vê-lo indo ao chão. Um grande coração, uma grande emoção, mais um trabalhador do meio socioeducativo não aguentando os moldes de uma profissão sequer regulamentada, ora tão mal vista na sociedade, ora tão celebrada como um ofício de heróis. são meninos-guerreiros que apesar da inexistência de políticas públicas inclusivas, seguem constituindo a rotina, buscando ressocializar um menino aqui, outro ali. A cada ano que passa a cultura da infração, do delito, mais faz parte da vida social. é uma opção, como tantas outras na vida, e os socioeducadores estão lá para lembrar: um outro mundo é possível, não queira ter o mundão como referência de vida. Mas o coraçaõ as vezes não aguenta, com quarenta e poucos anos o do velho claudio b.o. não aguentou. Se olharmos as estruturas de trabalho, as condições de pressão sob o indivíduo, podemos inclusive abrir CAT(comunicado de acidente de trabalho). As vezes o trabalho mata."  (Cristiane Gandolfi)


http://www.dgabc.com.br/Noticia/307633/febem-imigrantes-pelo-menos-4-menores-morrem-em-rebeliao

sábado, 22 de novembro de 2014

Ex-agente da Febem é técnico finalista da Copa Paulista

Caras feias e desânimo antes dos treinos não assustam mais o técnico Alexandre Ferreira, de 41 anos. Apesar da pouca idade e do fato de que o Botafogo de Ribeirão Preto é o primeiro clube que dirige, o treinador sabe gerenciar grupos problemáticos como poucos profissionais - inclusive os mais experientes - conseguem fazer. Até um ano antes de chegar à final da Copa Paulista, Alexandre treinava os meninos da Fundação Casa (antiga Febem, entidade que busca a ressocialização de jovens infratores) da cidade.
- Meu pai foi jogador de futebol, e minha relação com o esporte sempre foi muito próxima. Tentei jogar também, mas não consegui avançar como profissional, ficava de um lado para outro, aí decidi parar de jogar e fazer concurso público - diz, ao LANCE!Net, apresentando o início de uma história de luta para provar a força do esporte na vida de crianças que deram os "primeiros chutes" para o lugar errado.
O concurso em que Alexandre foi aprovado era para agente penitenciário na Febem, onde ingressou em 2006. Seu trabalho seria cuidar de garotos detentos por cometerem crimes graves e gravíssimos, como homicídio e latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Mas depois de alguns meses de trabalho a direção da unidade descobriu que ele havia sido atleta, e dividiu sua função entre agente penitenciário e educador físico.
- Na época do concurso eu dava aula em escolinha e fazia faculdade de Educação Física, então foi muita coisa ao mesmo tempo. Quando descobriram isso me pediram para montar um time em que os atletas seriam os internos, como medida socioeducativa. Existe um torneio chamado Copa Casa de Futebol, que reúne os meninos das fundações. O time de Ribeirão Preto foi bicampeão - relembra o orgulhoso Alexandre Ferreira.

Treinador novato orienta comandados em treino da equipe (Foto: Agência Botafogo)

O sucesso na Fundação Casa levou o jovem treinador ao Olé do Brasil, um clube de verdade, forte na base, onde foi campeão paulista juvenil de 2009 e até dirigiu um jogo como interino do profissional, mas que não o fez desistir dos meninos em ressocialização. Alexandre conseguiu conciliar as duas atividades até meados de 2013, quando foi chamado pelo Botafogo, uma das forças do interior de São Paulo, e precisou abrir mão do que hoje considera sua maior experiência de vida.
- Foi uma escola trabalhar com os jovens internos. No início eu me questionava muito sobre conviver diariamente com praticantes de crimes gravíssimos, mas nunca vi os meninos agredindo ninguém, nunca houve uma ocorrência. E isso para mim prova a força do esporte. Jogando futebol era notável o avanço deles em relação ao psicológico, ao social... No Brasil, o esporte é uma das poucas saídas para o desenvolvimento - reflete o professor da vida.
Botafogo-SP e Santo André iniciam a decisão da Copa Paulista neste domingo, às 10h. A partida ocorre no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, com mando da equipe do ABC.

http://esportes.opovo.com.br/app/esportes/minuto/2014/11/22/noticiaminutol,2873416/ex-agente-penitenciario-da-febem-e-tecnico-finalista-da-copa-paulista.shtml

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A insegurança é gritante em Praia Grande

A direção do SITRAEMFA na última semana realizou várias intervenções juntos aos órgãos competentes, no que tange a gritante falta de segurança, especialmente dos trabalhadores de Praia Grande, que na última semana sofreram tentativa de resgate a um adolescente.
IMG-20141119-WA0027Os 15 indivíduos tentaram invadir o Centro de Praia Grande II, usando armas de fogo contra a vigilância e roubaram motos dos trabalhadores, que estavam no estacionamento. Segundo os funcionários são constantes as tentativas de agressão e assaltos aos servidores.
E não é para menos e pasmem, com o cumulo da incoerência!!! Este Centro fica rodeado por uma comunidade. O muro do Centro faz parede com as casas, ou seja, qualquer um pode subir no telhado e entrar no Centro.
A direção do Sitraemfa esteve junto aos trabalhadores daqueles Centros orientando-os a fazerem mais circunstanciados embasados neste histórico.
E ainda no dia 19/11, a direção do SITRAEMFA encaminhou ofícios Sindicais à Fundação CASA, reforçando o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, no que tange a segurança dos servidores. Foram encaminhados ofícios também ao Ministério Público do Trabalho, Prefeitura e Câmara Municipal de Praia Grande.
Salientamos que esta situação é recorrente e não é a primeira vez que solicitamos providencias quanto à segurança dos trabalhadores da Fundação CASA. Estamos de olho! 


http://www.sitraemfa.org.br/justica-e-cidadania/569-a-inseguranca-e-gritante-em-praia-grande.html

Fundação CASA inaugura centro socioeducativo Mario Covas

Cerimônia acontece na segunda-feira (24/11) com a presença da presidente Berenice Giannella; este é o 71º CASA inaugurado desde 2005
A Fundação CASA inaugura nesta segunda-feira (24 de novembro), às 15 horas, o centro socioeducativo Governador Mário Covas, na Vila Maria, zona norte de São Paulo. Com mais este equipamento, a instituição chega à marca de 71 centros inaugurados desde 2005, quando começou o processo de descentralização da Fundação.
O centro de atendimento socioeducativo tem capacidade para atender 64 adolescentes do sexo masculino, com faixa etária entre 15 e 18 anos incompletos, na medida socioeducativa de internação (art. 122 do ECA).
A cerimônia contará com a presença da juíza corregedora do Departamento de Execuções da Infância e Juventude, Dra. Maria Elisa Silva Gibin, de outras autoridades do Poder Judiciário, servidores públicos, além de funcionários da Divisão Regional Metropolitana Norte (DRM-V).
“Desde 2005, o Governo de São Paulo inaugurou 71 centros no Estado todo. Neste tempo, a Fundação CASA promoveu discussões e eventos de formação e de aprimoramento profissional para que a medida socioeducativa tenha eficiência e alcance o seu objetivo: a recuperação do adolescente autor de ato infracional no Estado de São Paulo”, afirma a presidente da CASA.
O CASA Governador Mário Covas pertence à Divisão Regional Metropolitana Norte (DRM-V), uma das 11 administrações regionalizadas da Fundação CASA no Estado de São Paulo.
No CASA Governador Mário Covas, as atividades pedagógicas, por meio da agenda multiprofissional, observam as previsões do ECA e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que pressupõem aulas da educação formal (escolarização realizada em parceria com a Secretaria Estadual da Educação), esporte, cultura, educação profissional básica, além dos atendimentos psicossocial e em saúde.

Interno da Fundação Casa passa em vestibular para engenharia civil

Jovem de 17 anos está na unidade de Cerqueira César (SP).
Ele foi aprovado com a quarta maior nota para o curso.


Adolescente diz que aprendeu a gostar de estudar (Foto: Divulgação/ Fundação Casa) 
Adolescente diz que aprendeu a gostar de estudar
(Foto: Divulgação/ Fundação Casa)

Fim de ano é motivo de comemoração para milhões de adolescentes brasileiros: é época de prestar vestibular e, se tudo der certo, ser aceito em uma universidade ou faculdade. Foi o que aconteceu com um interno de 17 anos da Fundação Casa em Cerqueira César (SP): o jovem Tales (nome fictício) passou em 4º lugar no curso de engenharia civil de uma faculdade particular da cidade vizinha Avaré (SP).
Em entrevista ao G1, o jovem diz não se sentir a vontade ao falar sobre o que o trouxe à Fundação Casa. Mas, se alegra ao afirmar que a ideia de prestar vestibular veio dele. Ele e a família sugeriram à direção a possibilidade de fazer o exame. “Não só a direção me apoiou, mas todos os profissionais e meus amigos da Fundação Casa. Minha família está muito orgulhosa e feliz. Optei por engenharia civil por ter facilidade com os números”, comenta.
Animado com o fato de começar 2015 fora da fundação e dentro de uma faculdade, o adolescente conta que percebeu a possibilidade de transformação quando internado. Na escola, não tinha interesse nas aulas. “Sempre tive facilidade nos estudos, mas até este momento da vida nunca tive muito interesse. Depois da minha entrada na fundação é que percebi minha capacidade de aprender. Minha forma de ver a vida continua a mesma, só aprendi que nas coisas mais simples estão as melhores coisas da vida. Aprendi a dar valor à família, ao amor e à liberdade. Coisas essenciais na vida.”
A faculdade é um investimento para ter condição de dar a mim e a minha família tudo do bom e do melhor, sem recorrer ao mundo de ilusão que é o crime."
Interno da Fundação Casa e futuro universitário
Ele cumpre a medida socioeducativa, até o Judiciário considerar que está apto ao retorno para o convívio em sociedade. Caso as aulas comecem e ainda esteja internado, com autorização judicial, ele frequentará as aulas como qualquer outro jovem. “Imagino que todos nós estamos sujeito a sofrer qualquer tipo de preconceito e se alguém falar algo para mim deixe que falem. Porque ninguém é perfeito e todos somos falhos”, comenta sobre a possibilidade de sofrer algum tipo de preconceito.
O adolescente tenta agora financiar a faculdade através do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fiees). Enquanto não tem certeza se conseguirá, ele afirma que pretende o pagar o quanto antes. “A faculdade é um investimento para garantir um futuro onde possa ter condição de dar a mim e a minha família tudo do bom e do melhor, sem recorrer ao mundo de ilusão que é o crime.”
 
Repercussão na unidade
O fato do jovem ter conseguido acesso à faculdade é motivo de comemoração não só para a família, mas também para a instituição. A coordenadora pedagógica da Fundação Casa de Cerqueira César, Rosemeire Pereira e Lourenço, celebra a conquista e acredita que o feito possa incentivar os colegas de classe.

“Vi o amadurecimento dele nos estudos. Há um ano ele não tinha interesse nenhum. Se mostrava um aluno inteligente, mas desmotivado. Muitos alunos entram para a fundação defasados, mas não era o caso do Tales – dele. Mas, mesmo quem tem dificuldades consegue, graças as aulas de reforço e toda estrutura oferecida. Fora da fundação, na escola, muitas vezes acaba faltando estrutura e os jovens ficam fora, são ausentes. Acredito que o caso do Tales pode se tornar um exemplo de que a possibilidade existe para quem não desiste”, afirma.
O diretor da fundação, Abaré Pereira da Silva, concorda que o acesso de um colega à faculdade traz motivação aos internos. “Há jovens que chegam sem vislumbrar a possibilidade do poder fazer. Eles às vezes perdem a noção de que podem ser úteis a sociedade. E esse é nosso trabalho, devolver esse adolescente preparado para viver com a família e a sociedade”, explica.
As principais preocupações da vida de Tales serão, daqui a algum tempo, as notas necessárias para se sair bem no semestre. Por enquanto, o jovem apenas sonha com a vida que está por vir. Reconhece a vitória, mas diz que ainda há muito a fazer.
“Eu não sou ninguém para aconselhar os meninos que estão na cida do crime. Cada uma tem a concepção do que é certo e errado. Só falo para que, se tiver algum sonho, que corra atrás e nunca desista. Se houver alguma barreira em seu caminho vá de cabeça erguida”, reflete.
Adolescente de 17 anos passou no vestibular de engenharia civil (Foto: Divulgação/ Fundação Casa)Adolescente de 17 anos passou no vestibular de engenharia civil (Foto: Divulgação/ Fundação Casa)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Interno de 13 anos é morto dentro de unidade de internação do DF

Ele foi agredido por um colega de quarto e morreu no hospital

Um menor de 13 anos foi morto dentro da Unidade de Internação Provisória de São Sebastião (UIPSS-DF), por volta das 20h desta terça-feira (18). O suspeito é um adolescente de 17 anos. A vítima foi agredida e enforcada com uma gravata pelo colega de quarto e morreu na (UPA) Unidade de Pronto Atendimento de São Sebastião.  

Segundo a Secretaria da Criança do DF, os dois adolescentes estavam em um alojamento da ala disciplinar. O interno que sofreu as agressões havia sido recolhido a esta ala no período da tarde, após um desentendimento com um colega da unidade. Ele foi acomodado em um alojamento com outros dois internos. Nenhum dos três se conhecia e não havia qualquer registro de desavenças anteriores entre eles.

No momento da agressão, apenas os dois estavam no alojamento porque o outro adolescente havia sido escalado para ajudar na entrega das refeições. Ao finalizar a distribuição dos lanches, o educador de plantão retornou ao quarto para deixar o terceiro adolescente e tomou conhecimento do fato pelo próprio autor da agressão, que confessou ter dado uma "gravata" no colega.

A equipe da enfermaria da unidade foi acionada para o socorro inicial. Como o adolescente apresentava sinais de estrangulamento e muita dificuldade para respirar, ele foi levado para a UPA de São Sebastião. Lá chegou a ser atendido pela equipe médica, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

O suspeito das agressões foi encaminhado para a DCA (Delegacia da Criança e do Adolescente), que também vai iniciar uma investigação das circunstâncias da ocorrência.

Em nota, a Secretaria da Criança informou que tem prestado apoio à família do adolescente morto. A corregedoria do órgão já foi acionada e vai instaurar uma sindicância para apurar os fatos.  

Em relação ao concurso público para a carreira do sistema socioeducativo, a secretaria disse que a realização da disputa foi aprovada no mês de junho e a Secretaria de Administração Pública é o órgão do governo que está conduzindo a elaboração do edital.

Assista ao vídeo:





Adivinha de quem é a culpa !
E a denuncia de um interno em uma carta para psicóloga da unidade

ASSISTA O VIDEO

Fundação Casa/SP libera gabaritos provisórios para mais de 31 mil inscritos

A primeira fase do certame, composta por provas objetivas, foi aplicada no último domingo

A Cetro Concursos divulgou os gabaritos preliminares do concurso da Fundação Casa/SP (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). Para conferir, clique aqui. Recursos podem ser interpostos no site da banca organizadora. Ao todo, 31.808 candidatos disputam as 1.141 vagas abertas pelo órgão – concorrência média de 27 pessoas para cada chance. A primeira fase do certame, composta por provas objetivas, foi aplicada no último domingo (16/11).


Quem concluiu o nível fundamental concorre às funções de agente de apoio operacional (apenas para homens) e agente operacional nas especialidades de encanador, marceneiro e serralheiro. Para nível médio, as oportunidades são para agente administrativo, agente de apoio administrativo, agente de apoio operacional (também somente para o sexo masculino), agente de apoio socioeducativo e auxiliar de enfermagem.

Quem tem nível técnico disputa as chances de técnico de enfermagem do trabalho, técnico de segurança do trabalho, técnico em informática e técnico operacional. Há ainda oportunidades para graduados que disputam os cargos de agente educacional, assistente social, enfermeiro, engenheiro civil, engenheiro eletricista, especialista em informática, médico, médico do trabalho, nutricionista, pedagogo, profissional de educação física e psicólogo.
 

Para o cargo de Agente de apoio Socioeducativo foram apenas 3457 inscritos para 380 vagas. 

Lembrando que este cargo terá mais fases desclassificatórias, sem falar do numero altíssimo de desistência até mesmo na primeira fase e após assumir a vaga. 

Este concurso teve o numero de inscritos bem abaixo da média dos ultimos anos para o cargo de agente de apoio socioeducativo. 

Vem diminuindo consideravelmente o interesse por este cargo. 

O Salario  comparado com o risco e complexidade do cargo somada a falta de segurança nos centros socioeducativos e a desvalorização deste tipo de serviço são os maiores motivos pela falta de interesse .

Também ressaltando que vários agentes de apoio socioeducativos com nível superior se inscreveram no concurso disputando vagas para principalmente cargo de agente educacional, cargo na qual teve um aumento de salario consideravelmente, atraindo a migração.  Bom nem preciso dizer o que vai acontecer, deficit !!!

Sugiro que valorizem o cargo de Agente Socioeducativo;  pelo menos para atrair mais os Concurseiros ! Visto que merecemos sem sombras de duvidas.

(Rones Marciel)
 agente de apoio Socioeducativo, Blogueiro e futuro estudante de:
- Nível Superior  em 
Licenciatura em: Artes ou
Biologia ou Ciências ou
Ciências Sociais ou Filosofia ou
Física ou Geografia ou História
ou Letras ou Matemática ou
Química - (graduação mínima 
de 3 anos). 











quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dispara a apreensão de menores infratores

Menores estouraram o vidro de confeiteira no Jardjm Seixas: “Quebraram e sairam correndo”
Detido por quatro vezes, duas por roubo e outras duas consumindo drogas, Vinícius (nome fictício), 16 anos, faz parte de uma estatística que, a cada dia, aumenta: de janeiro de 2013 a setembro deste ano, foram apreendidos 721 menores infratores em Rio Preto. É o que apontam dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Se comparados os períodos de janeiro a setembro, de um ano para o outro, houve um aumento de 45,4%. Enquanto em 2013 a soma de infratores foi de 251, neste ano saltou para 365. Os numeros dos nove primeiros meses deste ano já superam todo o ano passado, quando 356 foram detidos pela polícia. A maior parte deles foi apreendida por envolvimento com o tráfico de drogas e furtos, principalmente de celulares.

Vinícius conta que é usuário de maconha desde os 13 anos e que para alimentar o vício furta ou rouba celulares. Ele confessa que já vendeu drogas. "Hoje só uso, dá muito rolo com os 'homi' (polícia). Eu tava ficando visado. Celular é mais 'diboa', dá pra fazer uns rolo, trocá e pá", disse ele à reportagem do Diário. Das quatro ocasiões em que foi levado para a delegacia, em todas foi liberado com a presença da mãe ou da tia. Na última vez, na semana passada, foi deito pela PM, juntamente com outros dois adolescentes, de 15 e 16 anos, após roubar celulares de duas vítimas em frente à escola Monsenhor Gonçalves, na Boa Vista. O grupo que cometeu os crimes era formado por sete menores, mas com a chegada da viatura, apenas três foram flagrados. Ao serem apresentados na delegacia, todos foram liberados.

Com os suspeitos, foram encontrados dois celulares e também uma arma de brinquedo, usada para cometer o roubo. Em depoimento à polícia, um dos adolescentes contou que eles combinavam os roubos pelas redes sociais. Um dos estudantes, de 16 anos, que teve um aparelho roubado, não conseguiu recuperá-lo. "Colocaram a arma na minha cabeça e disseram: 'Passa o celular'. Eu sei, que não agi certo, mas na hora corri atrás dos moleques e ligamos para a polícia. O pior é que já estão na rua para roubar mais".

A confeiteira S.N., 43 anos, teve o vidro de seu carro estourado por dois adolescentes no último domingo, no Jardim Seixas, próximo à Represa. "Meu marido viu que eles não tinham nem 14 anos, quebraram de maldade e sairam correndo. Nesse caso a polícia não pode fazer nada, é menor." Para inserir o jovem infrator na sociedade e evitar que outros se envolvam com a criminalidade é preciso focar nas políticas socioassistenciais do município, com a participação da sociedade. "O futuro do jovem depende das políticas socioassistenciais do município porque só a questão infracional não vai resolver", diz o promotor André Luis de Souza, da Vara da Infância e Juventude.

Segundo ele, os jovens precisam de oportunidade, melhor qualidade de ensino, oferta de profissionalização, aumento de ações de contra-turno escolar. "O Estado precisa absorver o adolescente quando ele não está na escola, não deixando na ociosidade, porque isso é cooptado pelas organizações criminosas".

Apreendidos e soltos, eles reincidem

O aumento no número de menores apreendidos se deve, segundo a polícia, à reincidência no mundo do crime e ao trabalho intenso feito pelos policiais. A maioria dos menores apreendidos estão envolvidos no tráfico e em furtos. "Se todos os menores apreendidos por tráfico ficassem internados por um tempo maior, não teríamos Fundação Casa para todos", afirmou o major Luiz Roberto de Oliveira Vicente, coordenador regional da Polícia Militar.

Somente em casos de crimes hediondos, como homicídio, latrocínio, estupro e roubos, que os adolescentes infratores são submetidos a medida socioeducativa de internação em unidades da Fundação Casa. Segundo o major Vicente, a sensação de impunidade fomenta o crime. "É público e notório o grande número de menores que praticam furtos e principalmente atuam no tráfico. A PM apreende. Nem sempre chega na delegacia e o menor fica apreendido. A justiça irá determinar a medida socioeducativa. Se ele for internado por tráfico fica pouco tempo e logo já está nas ruas e reincide no mesmo crime".

O comando da PM atribui o aumento nos registros de apreensões ao combate à criminalidade, em especial contra o tráfico de drogas. "Infelizmente vê-se que a juventude tem se embrenhado cada vez mais em tenra idade no tráfico de drogas tendo em vista o lucro fácil e rápido - porém se trata de uma ascensão financeira ilusória", disse o tenente Rafael Henrique Helena, relações públicas do CPI-5.

O foco da Polícia Civil ao combate ao tráfico tem se intensificado. "Temos que combater não só o gerente, o distribuidor de entorpecentes, mas também aqueles que atuam no varejo. E hoje, na maioria quem está nas ruas vendendo drogas são menores de idade", afirmou o delegado Fernando Augusto Nunes Tedde, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Ele acrescenta que "os traficantes maiores, não só de idade, mas de importância na estrutura, ainda têm uma visão de que os menores são submetidos a legislação mais branda e eles também são facilmente arregimentados pela falta de formação intelectual, não têm o discernimento completo."

Detidos vão para Fundação Casa

Quando ficam detidos, os menores infratores são submetidos a medidas socioeducativas de internação. A mãe de uma adolescente de 17 anos, apreendida no mês passado por roubo acompanhada de uma outra menor, de 15, conta que a filha reconheceu seus erros ao ser internada na Fundação Casa em Cerqueira César, cidade distante 347 quilômetros de Rio Preto. "Fui visitá-la no domingo e ela me disse que tem que pagar pelo que ela fez, que não é certo. Agora, ela reconhece que não precisava, pois achava que não tinha nada e hoje vê que tinha tudo. Disse também que isso serviu de lição para ela ver que isso não é a vida que ela quer para ela nem para mim."

A outra adolescente, que também está em internada em Cerqueira César, é considerada uma adolescente problema pela polícia. Em abril deste ano, foi personagem de reportagem do Diário que abordou o envolvimento de garotas com o crime organizado. Na ocasião, aparecia exibindo armas e fumando maconha numa rede social. Um dia após a publicação da reportagem, a garota chegou a zombar da reportagem. "Tô bandida", escreveu em seu perfil. A família dela não foi localizada para falar sobre o assunto.


http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Cidades/219949,,Dispara+a+apreensao+de+menores+infratores.aspx