Desde o
surgimento da discussão a respeito da diminuição da maioridade penal no
Brasil, que atualmente é de 18 anos, a Ordem dos Advogados do Brasil se
posicionou determinantemente contra. Três PECs (Propostas de Emenda à
Constituição) sobre o tema aguardam, na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ), decisão da Mesa Diretora do Senado, sobre
pedido para que sejam analisadas em conjunto.
Em Mato Grosso do Sul, a seccional da OAB, presidida por Júlio
Cesar de Souza Rodrigues, mantém a opinião em sintonia com o Conselho
Federal da Ordem, de que diminuir a idade com que os infratores podem
ser responsabilizados apenas mascara o verdadeiro problema: o de um
sistema prisional em plena falência, e de uma ordem social que erra em
oferecer a base educacional e cultural ao cidadão. “A minha preocupação
não só como presidente, mas também como ser humano, está no seguinte
aspecto: como é que vai ser a recuperação e a inserção dos menores na
sociedade após o cumprimento da pena? Não basta apenas reduzir a
maioridade penal e não termos uma possibilidade de recuperar esse
infrator e inseri-lo na sociedade”, afirma Júlio Cesar.
Para o presidente a questão da criminalidade incidente em jovens e
adolescentes deve ter atuação na prevenção e não na redução da
maioridade penal. “Sabemos muito bem, já é unânime, a questão que
envolve a prática do crime é uma questão social. Temos que evitar o
problema, ou seja, temos que ter prevenção investindo no trabalho de
educação, esporte, lazer, saúde, boa remuneração familiar e amparo
psicológico e sociológico para o menor e sua família. Penso eu, que não é
deduzindo a maioridade que irá resolver o problema. Vamos construir
mais escolas em vez de mais presídios”.
O advogado criminalista Carlos Magno Couto concorda com o
presidente da OAB/MS. Para ele, a decisão da OAB em todo o Brasil de se
posicionar contra o aumento da maioridade penal é contemporânea, porque
segue os preceitos dos direitos humanos e da valorização dos jovens como
cidadãos. Ele afirma que o sistema carcerário brasileiro, que
atualmente possui mais de 600 mil pessoas em cadeias e presídios, é
conhecido por suas falhas, e o próprio Estado peca em controlar
organizações criminosas. “Dessa forma, o que será do jovem preso com
outros criminosos adultos?”, questiona ele. “Quando investimos em
presídios, deixamos de criar hospitais e escolas. O que mais falta são
reformas sociais proporcionadas pelo Estado, para pegar esse jovem
infrator e, por meio de medidas socioeducativas, reintegrá-lo à
sociedade. Trancafiá-lo numa prisão com pessoas de alta periculosidade
não é a solução”, afirma.
Posicionamento também sustentado pelo Secretário da Comissão dos
Advogados Criminalistas da OAB/MS, Marcio Widal. “A discussão sobre a
maioridade com certeza é legitima e salutar a nossa democracia. Mas não
podemos ver no Direito Penal a solução para um combate preventivo da
violência praticada por adolescentes. O Estado antes de enrijecer a
punição do menor infrator deve investir em educação, saúde e cultura.
Mas infelizmente falta vontade política, pois é mais barato criar ou
alterar leis do que investir em políticas sociais básicas”
Visão nacional – Atualmente, menores infratores ficam sujeitos às
sanções do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que já completou
21 anos de implementação no Brasil, e, segundo o presidente do Conselho
Federal da OAB, Ophir Cavalcante, ampliar a maioridade penal
desconsiderando as conquistas do ECA – que viabiliza a contextualização
social do jovem e da criança segundo sua realidade local – não é e nem
será solução para conter os índices de criminalidade que afetam os
grandes centros urbanos. "Não é verdadeira a assertiva popular de que
"com o menor não pega nada", pois o ECA, além de fixar medidas
sócio-educativas, reconhece a possibilidade de privação provisória de
liberdade ao infrator e oferece alternativas de responsabilização",
acrescenta.
O que é necessário, defende Ophir, é dar maior eficácia e
credibilidade ao Estatuto, fazendo com que funcione, na prática, o
aparato legal destinado a seu cumprimento. "Impõe-se que a Justiça se
aproxime da comunidade por meio das varas descentralizadas e que se
invista de forma concreta no fortalecimento dos Conselhos Tutelares, que
deverão agir de forma preventiva e no sentido de denunciar e exigir das
autoridades a solução das demandas que lhe são apresentadas, a exemplo
da falta de vagas nas escolas, denúncia de trabalho infantil e violência
doméstica, falta de assistência médica, evasão escolar, além das demais
atribuições que lhe são cometidas em lei".
http://www.aquidauananews.com/0,0,00,7968-219400-OAB+MS+SE+POSICIONA+CONTRA+A+DIMINUICAO+DA+MAIORIDADE+PENAL.htm
É O ECA É PARA SER USADO PARA MENOR CARENTE E NAO PARA BANDIDOS MENORES QUE DESGRAÇAM COM FAMILIAS MATAM ESTRUPAM ETC.... E FICAM RINDO DA CARA DOS CIDADÕES ESPERANDO FICAREM DE MAIOR PARA IR PARA O CDP E ASSIM TAMBÉM FICAR DE BOA GANHANDO DINHEIRO DO INSS PAGO POR NOS TRABALHADORES NÃO DÁ PARA DEFENDER BANDIDOS A NÃO SER QUEM DEPENDE DELES, PAGAMOS UNS DOS MAIS ALTOS IMPOSTOS DO MUNDO TUDO QUE É BOM SE COPIA É SÓ SEGUIR ALGUNS EXEMPLOS QUE DÃO SERTO COMO A CHINA OS ESTADOS UNIDOS JAPÃO ETC...SÓ EXISTE O BEM E O MAL UNS DEFENDE O BEM OUTROS DEFENDE O MAL SEM MAIS.......................
ResponderExcluiralem da maioridade penal deveríamos votar a favor da pena de morte isso sim,e o pessoal da oab que procurem defender quem realmente precisa....falou
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