O conflito começou na terça-feira, mas só foi controlado totalmente mais de nove horas depois
Novo Hamburgo - Cinco internos do Centro de Atendimento Sócio Educativo (Case) de Novo Hamburgo promoveram tumulto e entraram em confronto com monitores responsáveis pelo controle e administração do local, com agressões e ameaças de atentado contra os veículos da instituição e de morte a determinados servidores. Entre os acusados estão quatro jovens, do bairro Santo Afonso, que recém atingiram a maioridade, mas que tiveram a liberdade cerceada por juntos colecionarem aproximadamente dez mortes.
O conflito iniciou, segundo a Polícia Civil, às 10 horas de terça-feira, mas só foi controlado totalmente mais de nove horas depois. O caso só foi registrado ontem pela manhã no plantão da PC. O diretor do Case, Marlos Oliveira, classificou o confronto como um tumulto generalizado, em um dos setores, que possui 19 internos. O ato foi controlado com a desarticulação das lideranças. “Teve o início do tumulto, a gente deu o pronto atendimento e afastamos os líderes. Foi controlado de imediato e não tomou proporções maiores”, conta. Ele explica que ainda está sendo apurada a participação de cada envolvido e o que possa ter motivado o conflito.
O CONFRONTO
Conforme o boletim policial, dois internos de 19 e 16 anos, que estavam no isolamento, pedalaram portas e ameaçaram monitores de toda a unidade. Um deles, o de 19, ameaçou: “Vocês vão me levar, mas eu vou furar o bucho de um”
Em seguida, intimidou a chefe de plantão e alertou sobre a ligação deles com grupos criminosos fora da Case. “Vocês não têm noção do embolamento que a gente tem na rua para encher a Kombi do Case de tiros e vou matar um para ir para o presídio e aquele senhor (nome do agente) vai ver. Eu vou matar a mulher dele”, intimidou
Outro interno, de 18 anos, durante o almoço, por volta do meio-dia, pediu atendimento médico informando que poderia ter engolido um pedaço do arame. Ele foi atendido por uma enfermeira que informou que não localizou o objeto
A servidora, segundo o boletim acabou sendo agredida fisicamente com uma caneca d'água e moralmente com injúrias. Após o fato houve um tumulto generalizado no núcleo B1 que só foi contido com o mobilização de todos os agentes que afastaram as lideranças.
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