Depois da morte de um adolescente de 16 anos, que teve o corpo queimado no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife, familiares puderam entrar na unidade para visitar os internos, na manhã deste domingo (2). O clima, antes da liberação da entrada, a partir das 10h40, era de tensão. Mães aflitas sem saber o que motivou a rebelião, que começou na noite do sábado (1º), por volta das 21h.
O adolescente Yuri Wilker Vieira de Lima foi queimado pelos colegas e o corpo ficou irreconhecível. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado e entrou na unidade por volta das 22h. A rebelião foi controlada ainda no sábado, por volta das 23h. Houve disparos de tiros e os internos queimaram colchões e quebraram áreas como refeitório e salas administrativas. O ambulatório não foi danificado porque estava fechado. Os adolescentes também jogaram pedras e até uma algema foi arremessada.

Batalhão de Choque foi ao local conter a rebelião. Foto: Marcos Pastich/JC Imagem
A mãe de um dos internos, que não se identificou, acredita que a rebelião foi causada pelo retorno dos 47 adolescentes considerados mais vulneráveis e que estariam sendo marcados dentro do centro. Eles foram transferidos em maio para uma unidade da Funase (Fundação de Atendimento Socioeducativo), localizada na Caxangá, depois de uma rebelião que resultou na morte de um adolescente, deixando ainda três agentes feridos. O grupo voltou para o Case no mês passado.
Reportagem de Érick França, da Rádio Jornal, mostra a apreensão dos familiares, antes da visita ser liberada. Ouça no áudio abaixo.
Logo depois da confusão de ontem, o mesmo grupo foi transferido para o Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (Creed), que também fica em Abreu e Lima.

Internos destruíram salas administrativas e queimaram colchões
No entanto, outros familiares alegaram que o motivo da rebelião seria o não cumprimento da lei que libera visitas íntimas para adolescentes infratores a partir dos 16 anos. Desde maio está liberado o encontro para adolescentes apreendidos em instituições. Graças à Lei Federal nº 12.594, os jovens que estão sob a responsabilidade do Estado, desde que comprovem que são casados ou que viviam em união estável até o momento em que foi flagrado cometendo algum delito, podem ser beneficiados pela medida.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Funase, a medida está sendo cumprida, mas nem todos podem ter acesso. Como se trata de menores de idade, é preciso ter autorização judicial liberando as visitas íntimas.
INVESTIGAÇÃO - Os motivos da rebelião ainda estão sendo investigados. Alguns suspeitos foram ouvidos ainda no sábado à noite na própria Funase pela delegada da Força Tarefa Euricélia Nogueira. A Funase abrirá sindicância para investigar o caso.
O adolescente Yuri Wilker Vieira de Lima foi queimado pelos colegas e o corpo ficou irreconhecível. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado e entrou na unidade por volta das 22h. A rebelião foi controlada ainda no sábado, por volta das 23h. Houve disparos de tiros e os internos queimaram colchões e quebraram áreas como refeitório e salas administrativas. O ambulatório não foi danificado porque estava fechado. Os adolescentes também jogaram pedras e até uma algema foi arremessada.

Batalhão de Choque foi ao local conter a rebelião. Foto: Marcos Pastich/JC Imagem
A mãe de um dos internos, que não se identificou, acredita que a rebelião foi causada pelo retorno dos 47 adolescentes considerados mais vulneráveis e que estariam sendo marcados dentro do centro. Eles foram transferidos em maio para uma unidade da Funase (Fundação de Atendimento Socioeducativo), localizada na Caxangá, depois de uma rebelião que resultou na morte de um adolescente, deixando ainda três agentes feridos. O grupo voltou para o Case no mês passado.
Reportagem de Érick França, da Rádio Jornal, mostra a apreensão dos familiares, antes da visita ser liberada. Ouça no áudio abaixo.
Logo depois da confusão de ontem, o mesmo grupo foi transferido para o Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (Creed), que também fica em Abreu e Lima.

Internos destruíram salas administrativas e queimaram colchões
No entanto, outros familiares alegaram que o motivo da rebelião seria o não cumprimento da lei que libera visitas íntimas para adolescentes infratores a partir dos 16 anos. Desde maio está liberado o encontro para adolescentes apreendidos em instituições. Graças à Lei Federal nº 12.594, os jovens que estão sob a responsabilidade do Estado, desde que comprovem que são casados ou que viviam em união estável até o momento em que foi flagrado cometendo algum delito, podem ser beneficiados pela medida.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Funase, a medida está sendo cumprida, mas nem todos podem ter acesso. Como se trata de menores de idade, é preciso ter autorização judicial liberando as visitas íntimas.
INVESTIGAÇÃO - Os motivos da rebelião ainda estão sendo investigados. Alguns suspeitos foram ouvidos ainda no sábado à noite na própria Funase pela delegada da Força Tarefa Euricélia Nogueira. A Funase abrirá sindicância para investigar o caso.
http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2012/09/02/clima-e-tranquilo-depois-de-rebeliao-no-centro-de-atendimento-de-abreu-e-lima-365349.php
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