Em Araraquara, unidade está 13% acima de sua capacidade máxima e abriga cem internos
Fundação Casa local, uma das 116 unidades da instituição (Amanda Rocha/Tribuna Impressa)
No total, a unidade local dispõe de 88 vagas, mas abriga cem adolescentes por crimes de maior potencial ofensivo contra a vida, como roubo e homicídio.
A superlotação, segundo o apurado pela Tribuna, tem provocado aumento no número de jovens enviados ao NAI (Núcleo de Atendimento Integrado), em São Carlos. O local, no entanto, não é apropriado, pois abriga jovens cujas infrações são menos graves.
Também só pode manter o jovem por até 30 dias, na tentativa de surgir uma vaga na Fundação Casa.
O Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria da Infância e Juventude, protocolou uma ação civil pública na Vara da Infância e da Juventude contra a Fundação Casa. Pelo menos 90% das unidades do Estado estão na mesma situação e atendem mais adolescentes que o permitido.
Muita gente, pouca vaga
O problema foi constatado em 106 das 116 unidades espalhadas pelo Estado. A promotoria pede, na Justiça, que a administração da Fundação Casa apresente medidas para reverter a situação.
Em nota, a assessoria da instituição diz ainda não ter sido comunicada sobre a ação civil e que “cumpre as determinações do Conselho da Magistratura do Poder Judiciário Paulista em relação à capacidade e ocupação dos centros socioeducativos”.
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Araraquara, Marco Aurélio Bortolin, foi procurado para comentar o caso, mas não foi encontrado até o fechamento desta edição.
A reportagem completa você confere na Tribuna Impressa desta quarta-feira (13).
http://www.araraquara.com/noticias/cidades/NOT,0,0,979029,Ministerio+Publico+vai+a+Justica+contra+Fundacao+Casa+lotada.aspx
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