sábado, 24 de novembro de 2012

O Crime e a cortina de fumaça no Estado de São Paulo

A gestão Geraldo Alckmin tem evitado dar informações durante toda a crise. Ninguém até agora explicou por que, de uma hora para a outra, pessoas saíram atirando pela cidade. As declarações são poucas e incompletas: muitas das mortes são decorrentes da disputa por pontos de venda de droga, diz o delegado-geral Marcos Carneiro. Mas por que essa disputa se acirrou justamente agora?

Outra justificativa dada, dessa vez pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, é a de que ocorreu uma reação do crime organizado, que sofreu seguidos prejuízos depois que a Rota, a tropa de elite da polícia paulista, assumiu recentemente o combate ao tráfico no Estado. Isso significa que, antes, esse enfrentamento não era assim tão efetivo?

Além de não explicar quem são os responsáveis por essa escalada da violência, há uma omissão ainda mais importante: o governo se recusa a divulgar os boletins de ocorrência com as informações sobre o perfil dessas vítimas, alegando que isso poderia atrapalhar as investigações.

Não saber quem está morrendo nem por que estão matando só aumenta a sensação de insegurança. Não é à toa que os boatos de toque de recolher chegaram à avenida Paulista. O governo precisa começar a dar respostas.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78828-uma-resposta-para-willian.shtml          


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