domingo, 11 de novembro de 2012

Agentes temem rebeliões com mudança de presos

Pedido de transferência de chefes de facções criminosas à presídios federais gera insegurança


As cadeias paulistas já começam a dar sinais do descontentamento de presos diante da ameaça de transferência dos chefes de facções criminosas para presídios federais, como reivindica  um grupo de 12 promotores da Promotoria de Execuções Criminais da capital. A ameaça de rebeliões coloca em xeque a segurança de 30 mil agentes penitenciários em todo o estado.

“Nós somos a ponta mais fraca da segurança pública e estamos cautelosos, mas deixar a situação como está é ainda pior”, diz o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Daniel Grandolfo.

Na opinião de Grandolfo, o governo já deveria ter tomado essa atitude antes. “Ele sabe quem deu o ‘salve’ para matar policiais e, talvez, esteja esperando até agora para agir com receio de que se repita o mesmo cenário de 2006 (quando houve uma megarrebelião).”

Grandolfo diz que a orientação aos agentes é de cautela nos presídios. “O clima nas unidades prisionais não parece bom. Por isso todo cuidado é pouco.”

DOCUMENTO/ Os promotores que pedem a remoção dos chefes de facção explicam a medida, em ofício enviado ao procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, como necessária para a reduzir a criminalidade no estado de São Paulo.

A iniciativa surgiu após escutas telefônicas da Polícia Federal flagrarem três presos de presídios de segurança máxima se comunicando por celular. “O Estado perdeu o controle sobre eles e transferir os que pisaram na bola é também uma forma de contê-los”, dizem. Para os promotores, o Estado tem de enfrentar o risco de rebelião para não ficar refém do crime organizado. “Quem venham elas”. São Paulo tem isolamento no Regime Disciplinar Diferenciado, mas o método não resolveria por ter prazo determinado e ser burocrático.

http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/37519/Agentes+temem+rebelioes+com+mudanca+de+presos

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