Delegado entrega novas provas de gastos irregulares no Iases, no ES
Material aponta gastos com passagens aéres, restaurantes e cinema.
Documentos serão periciados e ficarão à disposição da Justiça.
O delegado Rodolfo Laterza, que coordenou a Operação Pixote da Polícia Civil, entregou para a perícia contábil, nesta segunda-feira (22), novos documentos que podem comprovar mais fraudes e desvios na utilização de dinheiro público no Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases). Pela análise do delegado, os documentos apontam R$ 32 milhões de prejuízo aos cofres públicos. O material aponta gastos com passagens aéreas, contas em restaurantes, ingressos de cinema, compra de brinquedos, entre outras que não condizem com a função do instituto, segundo Laterza.
A Operação Pixote, da Polícia Civil, apura a violação de recursos públicos e de direitos humanos do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases), responsável pela reabilitação de adolescentes em conflito com a lei. Entre os presos, está a diretora-presidente do instituto, Silvana Galina. De acordo com o delegado, ela favorecia a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), dirigida pelo empresário Gerardo Mondragon, na assinatura de contratos e convênios de prestação de serviços nas unidades de internação de Cariacica, na Grande vitória, e em Linhares, na região do Rio Doce. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão. Até agora, sete pessoas continuam presas.
Os documentos foram distribuíduos em cinco carros da polícia, devido ao grande volume de papéis, além de 15 computadores. Segundo o delegado, entre os documentos estão recibos, cópias de cheques, notas fiscais, contratos, extratos bancários entre outros comprovantes de transações financeiras. "Seis novos peritos vão analisar os elementos e o resultado será a oficialização de todas as transações. A partir daí, saberemos ao certo quanto de dinheiro público foi desviado. A perícia técnica serve de alicerce para a ação penal", explica Laterza.
"Em apenas um contrato de serviço de vigilância armada e desarmada com o Grupo Capixaba, em 2011, vimos um rombo de R$1,5 milhões. Também vimos depósitos realizados em conta própria. Minha análise foi pela relevância penal, mas a pericía vai verificar e quantificar os desvios", afirma o delegado. O material será periciado e ficará à disposiçaõ da Justiça. Não há um prazo definido para a conclusão da perícia.
Em agosto deste ano, o Presidente do Tribunal de Contas do Espírito Santo, Carlos Ranna, afirmou que as contas do Iases ficaram quatro anos sem análise. Segundo ele, a falha pode ter facilitado o desvio de verbas públicas, verificado através da Operação Pixote.
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/10/delegado-entrega-novas-provas-de-gastos-irregulares-no-iases-no-es.html
Defensor público 'estimulava' rebeliões
O defensor público detido na operação, segundo a polícia, estimulava rebeliões nas unidades de internação para favorecer a Acadis. "Ele procurava insuflar e estimular rebeliões, entregando celulares para os menores internos, isso nas unidades geridas pelo próprio Iases. Assim, causava falhas estruturais nas unidades e tentava favorecer a entrada da Acadis na gestão", conta Laterza. Pela manhã o defensor público passou mal e precisou ser socorrido na Delegacia de Crimes Fazendários. Minutos depois, o suspeito apareceu em uma cadeira de rodas, com o rosto protegido pelo o próprio terno e carregado pelos paramédicos à ambulância.

Defensor público detido passa mal e sai carregado por paramédicos com paletó na cabeça para esconder rosto. (Foto: Juirana Nobres/ G1)
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/08/operacao-que-investiga-fraudes-no-iases-leva-13-pessoas-prisao.html
Pixote: dados contábeis preliminares indicam rombo de no mínimo R$ 32 milhões
valores referentes ao período de 2008 a 2011.
http://www.seculodiario.com.br/exibir.php?id=1527&secao=21

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