No primeiro atentado, ocorrido às 22 horas, o coletivo só não foi incendiado, porque o motorista percebeu a intenção dos criminosos e conseguiu acelerar a tempo o veículo. Mesmo assim, o ônibus teve a maior parte das janelas e da lataria danificada por pedradas.
O motorista disse que parou em um ponto da Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, na altura do viaduto 10 da Via Expressa Sul, no Bairro Tupi, para o embarque de uma passageira, depois identificada como sendo a garota de 16 anos.
Porém, um grupo de rapazes surgiu repentinamente para também subir no ônibus. O motorista explicou que acelerou, porque os desconhecidos atiravam pedras no coletivo. Os marginais ficaram para trás e a menor de idade, embora tentasse, não conseguiu descer, permanecendo na escadaria.
Além da tentativa de fuga da adolescente, outro fato que a deixou na condição de suspeita de integrar o grupo de vândalos foi a sua versão. Ela contou que pretendia visitar uma tia no Boqueirão, porém, não soube informar o endereço dela.
No entanto, sem provas para vincular de imediato a suspeita ao ataque, cujo envolvimento ela nega, a Polícia Civil a liberou. Para isso, a mãe dela teve que comparecer à Delegacia de Praia Grande e assinar termo se comprometendo a apresentá-la quando for intimada.
Ônibus é consumido pelo fogo na Via Expressa Sul, na Vila Tupi, em Praia Grande
Cerca de uma hora depois, um grupo de rapazes, que provavelmente é o mesmo que apedrejou o coletivo, incendiou outro ônibus no mesmo local. Por sorte, ninguém ficou ferido.
As chamas se propagaram rapidamente e destruíram por completo o coletivo. Antes da chegada de policiais militares ao local, os criminosos fugiram. No local e imediações há câmeras de monitoramento da Prefeitura. As imagens são analisadas e por meio dela se espera identificar e responsabilizar criminalmente os vândalos.
O crime de incêndio doloso (intencional), quando cometido contra meio de transporte coletivo, é punível com reclusão de quatro a oito anos, sem prejuízo de também sujeitar o autor a ação cível objetivando o ressarcimento pelos danos materiais causados.
Reposição do veículo demora 120 dias
Cento e vinte dias, no mínimo, é o tempo que a Viação Piracicabana
necessita para repor à frota um ônibus incendiado, segundo informou na
terça-feira (13) a própria empresa.
Diante de mais dois coletivos retirados de circulação por terem sido
queimado e apedrejado, a Piracicabana lamentou a reincidência “desses
atos criminosos que acabam por causar prejuízos à população, além dos
custos com reparos e reposição dos veículos”.
Apesar do tempo exigível para a reposição da frota, a empresa garante
que sempre trabalha no sentido de minimizar à população as consequências
decorrentes desses atos de vandalismo. Para isso, ele realiza
readequações na operação das linhas.
No ano passado, a Piracicabana contabilizou três casos de incêndio
criminoso em seus veículos na Baixada Santista, sendo dois em Praia
Grande e um em São Vicente.
O número de ataques é inferior ao de 2013, quando criminosos atearam
fogo em cinco ônibus em São Vicente e um em Santos. Neste ano, já há o
registro de duas ocorrências, em apenas 12 dias, sendo ambas em Praia
Grande.
Impacto social
Secretária de Transportes de Praia Grande, Raquel Auxiliadora Chini
expressou com uma única palavra os episódios de segunda-feira à noite:
“tristeza, porque são pessoas que prejudicam a própria comunidade onde
moram”.
Segundo ela, a Administração se esforça em melhorar o sistema de
transporte, exigindo da empresa concessionária uma frota maior e mais
moderna, mas esses atentados prejudicam o cumprimento das metas
estabelecidas.
“O impacto pela perda de um ônibus é grande, porque a reposição não é
imediata. Afeta as pessoas tanto em sua vida familiar como na
profissional, pelo maior tempo gasto nas viagens, sem contar o medo e
estresse causados não só aos passageiros como também aos motoristas”,
acrescentou Raquel.
A secretária ainda informou que, recentemente, a frota de 75 ônibus
ganhou seis carros, mas agora sofreu a baixa de dois. Os coletivos são
distribuídos em 14 linhas, que atendem todos os bairros. Uma delas,
conhecida por “corujão”, opera a partir da 1h20 e sai do Terminal Tude
Bastos até a divisa com Mongaguá.
Menor acusado de participar de ação em julho é detido
Menor acusado de participar de ação em julho é detido
Com mandado de busca e apreensão contra si, um adolescente de 16 anos
foi detido por policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE), em Praia
Grande, no último sábado (10), durante a realização de força-tarefa
integrada pelas polícias Civil e Militar, além da Guarda Municipal.
Identificado como um dos dois rapazes envolvidos no roubo a um
coletivo da Piracicabana, que ainda foi incendiado, o adolescente teve a
sua internação na Fundação Casa determinada pelo Juízo da Infância e da
Juventude.
O assalto seguido de incêndio foi em 18 de julho de 2014 e foi
esclarecido pela equipe do delegado Luiz Evandro de Souza Medeiros, do
1º DP de Praia Grande, que requereu a internação do acusado à Justiça. O
infrator já tem passagens por dois roubos, que lhe custaram a
internação por 80 dias na Fundação Casa.
“Por causa desses roubos, o menor infrator tem ficha no distrito. Uma
testemunha protegida, que era passageira do coletivo, não teve dúvidas
em reconhecê-lo por meio de fotografia, principalmente devido a uma
característica bastante peculiar: ele é vesgo”, explicou Medeiros.
Ainda conforme o delegado, quem souber da autoria de ataques a
coletivos pode colaborar com a polícia passando informações de forma
anônima ao telefone 181, do Disque-Denúncia.
http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/pol%C3%ADcia-apura-envolvimento-de-adolescente-em-ataque-a-%C3%B4nibus-1.423862
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