Na legislação vigente atualmente, os menores de 18
anos são inimputáveis. Isso quer dizer que são considerados incapazes
para responder pelos seus atos. Ao cometer um crime, o adolescente não
pode ser preso, processado, condenado e cumprir pena em presídios, mas
pode ser conduzido a cumprir medidas socioeducativas, inclusive com
internação internado em estabelecimentos educacionais voltados para a
sua reinserção social. É isso que consta na Constituição Federal (artigo
228) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
É inadmissível ver menores cometendo crimes como
latrocínios e homicídios. Os jovens não podem ser isentos das
responsabilidades pelos seus atos, uma vez que ele possui total
discernimento para assumir a autoria dos delitos praticados junto com
maiores criminosos como liderar quadrilhas, planejar assaltos e, na hora
da abordagem, lembrar perfeitamente de informar à autoridade policial
que é menor de 18 anos, ao ficar , dessa forma, impune,
independentemente do crime cometido. Isso faz com que os menores sejam
instrumentos para a prática de crimes nas mãos dos maiores. A impunidade
é a motivação maior para que isso aconteça.
Os adolescentes infratores têm plena consciência de
que fazem atos errados e que causam o mal às vítimas. Estão cada vez
mais audazes, exatamente porque sabe que nada acontecerá com ele. Mas já
que pensam e agem como adultos, devem responder como tais.
Ressalta-se aqui que não é a miséria a causadora
dos crimes. A quase totalidade dos adolescentes possuem casa e família.
Cometem crimes visando a obtenção de moral junto aos maiores infratores,
à participação na quadrilha e o consumo. É a desvalorização da ética no
desvio de personalidade objetivando “levar vantagem” e ostentação, tão
cantada nos últimos tempos.
É muito claro que a redução da maioridade penal não
eliminaria o problema dos crimes cometidos por menores, mas implicaria
na redução e melhoria dos índices criminais. A alteração na lei não traz
soluções por si só. Políticas públicas eficientes destinadas aos
jovens, com intensidade na educação, trarão resultados muito mais
efetivos ao nosso país.
*Mônica Mantelli é advogada do escritório Domingos Mantelli Filho.
http://www.jornaldiadia.com.br/news/noticia.php?Id=40460#.VBl5Rhb6Ld0
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