terça-feira, 2 de julho de 2013

Diretor é afastado após tentar entrar em complexo com celulares

Complexo penitenciário de Mirandópolis abriga duas unidades de segurança máxima
Complexo penitenciário de Mirandópolis abriga duas unidades de segurança máxima

O ex-diretor da Penitenciária de segurança máxima Nestor Canoa, em Mirandópolis, Paulo Sérgio da Silva, foi afastado na semana passada após a suspeita de ter tentado entrar com dois celulares escondidos no complexo. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuespesp) à Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP). O fato aconteceu dia 17 de junho, mas só foi registrado na Polícia Civil nesta semana.

Segundo o coordenador do Sifuspesp na área regional de Mirandópolis, Riomar Evangelista, o ex-diretor resolveu ir até o Pavilhão 2 do complexo para conferir o piso de um espaço do local, que precisava ser reformado. Junto com ele estavam Dênis Eduardo Figueiredo, diretor de Segurança do presídio e Pedro Almiro, zelador do pavilhão.

Evangelista contou que, após a vistoria do local, Paulo Sérgio resolveu usar o banheiro dos presos. Foi sugerido ao ex-diretor que usasse o banheiro dos funcionários, mas ele insistiu em usar o espaço dos presidiários. "Ele fechou a porta e ficou lá por 5 minutos, depois saiu nervoso, suando", contou Riomar.

Os outros funcionários desconfiaram da ação do diretor e decidiram revistar o banheiro, encontrando dois celulares e cerca de oito chips para celulares atrás de um dos vasos. Na última segunda-feira (26), o coordenador das Penitenciárias da Região Oeste do Estado, Roberto Medina, reuniu os funcionários da penitenciária para anunciar o afastamento do diretor.

Paulo Sérgio da Silva tirou licença prêmio de 60 dias e, após este período, deve ser transferido para a Penitenciária Rodrigo Segura, localizada em Presidente Prudente. O período de licença do diretor servirá para que seja feita a investigação preliminar da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária disse que, caso haja procedência na investigação, todo o material será enviado à Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário, órgão vinculado diretamente ao Gabinete do Secretário da Administração Penitenciária, para "providências administrativas pertinentes". A SAP afirmou que as investigações ocorrem em caráter sigiloso e apenas após a conclusão irá se manifestar. A Polícia Civil também investiga o caso. (Com jornal O Liberal Regional)

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