Cinco adolescentes infratores que cumprem atividades socioeducativas no Complexo do Pomeri, em Cuiabá, se rebelaram ontem (12), por volta das 19h30.De acordo com informações da Polícia, os menores se recusaram a entrar nas celas e tentaram empurrar os agentes. Estes acionaram a Polícia Militar, que colocou os adolescentes nas celas.
Em seguida, um deles ateou fogo num colchão da cela 10. Segundo os agentes, eles apagaram rapidamente o incêndio e os menores começaram a gritar, ameaçando-os de morte.
Os adolescentes começaram a bater nas grades, fazendo muito barulho. Cerca de meia hora depois, se acalmaram.
Os agentes não informaram o motivo do motim dos infratores. Nesta semana, esse é o terceiro caso de confusão dentro do Pomeri.
Quarta-feira
Na quarta-feira (10), seis deles se rebelaram, arrebentando os cadeados de três celas, e atearam fogo nos colchões. Depois, ainda arrebentaram a parede do banheiro de uma das celas e conseguiram sair no pátio. O Corpo de Bombeiros teve que ser acionado para apagar o incêndio que já se alastrava pelas paredes.
O motim ocorreu por volta das 20h30, na Ala 4 do Pomeri. Os adolescentes estavam revoltados porque pediram para trocar de celas e não foram atendidos pela direção.
Segundo os agentes orientadores, tudo começou com os dois menores que estava na cela 5 e arrebentaram os cadeados. Eles arrebentaram mais dois cadeados e liberaram outros quatro infratores.
Numa ação sincronizada, atearam fogo nos colchões e quebraram a parede do banheiro de uma das celas para chegar ao pátio e continuar o início de rebelião.
Os adolescentes se recusaram a voltar para as celas, mas depois de muita conversa, tiveram que ser transferidos de ala uma vez que as celas que estavam ficaram destruídas.
Segunda-feira
Na madrugada de segunda-feira, por pouco o adolescente E.S.A., de 16 anos, não morreu após ser perfurado com vários golpes de chuço (arma artesanal confeccionado com pedaços de metal) dentro da cela C da Ala 2.
Os suspeitos são três infratores da mesma cela, sendo dois de 14 anos e um de 17 que acertaram vários golpes na cabeça, tórax e perna do colega. A tentativa de assassinato ocorreu por volta das 3he o menor só não foi morto porque agentes orientadores de plantão estavam atentos.
Os suspeitos ainda tentaram impedir que a vítima fosse socorrida, avançando sobre os agentes, que os empurraram e conseguiram tirar E.S. da cela.
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