Agentes teriam sido rendidos dentro da Kombi que levava quatro jovens à unidade do Cras, em Jucutuquara, Vitória
De acordo com denúncia do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores no
Atendimento Socioeducativo do Estado (Sinases), três agentes
socioeducativos e um motorista da Unidade Metropolitana (Unimetro), no
Xuri, Vila Velha, que levavam quatro adolescentes para uma atividade no
Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Jucutuquara,
Vitória, foram abordados na tarde dessa segunda-feira (11) por homens
fortemente armados que ocupavam um veículo e duas motos.
Os agentes, segundo o Sinases, foram abordados quando se aproximavam do
portão do Cras. Após interceptarem a Kombi, os homens exigiram a
libertação de apenas um dos quatro adolescentes. Eles resgataram o jovem
e algemaram os agentes, que ficaram presos dentro do veículo à espera
do socorro.
Segundo o sindicato, não houve feridos, mas os agentes ficaram abalados
com a violência da ação. Os agentes teriam ficado sob a mira das armas
dos bandidos.
O presidente do Sinases, Bruno Menelli Dalpiero, afirma que as saídas
externas são realizadas com freqüência, sempre sem qualquer esquema de
segurança, o que põe em risco a vida dos agentes e dos próprios
adolescentes. Ele adverte que muitas vezes os adolescentes levados para
atividades externas são perigosos.
Outro agente, que preferiu não se identificar, disse que as saídas
externas são sempre muito arriscadas. Ele disse que ontem (11), mesmo
após o incidente, à noite outra viatura saiu do Xuri com destino ao Cras
Jucutuquara. “Na emboscada de ontem [11] os bandidos queriam libertar o
adolescente, mas eles poderiam ter enquadrado os agentes para matar o
interno. Poderia ter acontecido uma tragédia se esses homens chegassem
atirando para executar um dos jovens”.
O vice-presidente do sindicato reconhece que as atividades externas são
importantes para o processo de ressocialização, mas elas não podem pôr
em risco vidas. Dalpiero ressalta que muitos desses jovens deixaram
pendências na rua e essa “dívida” pode ser cobrada a qualquer momento.
“Hoje levar esses jovens para as atividades externas, sem qualquer
medida de segurança, é uma operação de alto risco para todos: agentes,
adolescentes e para a própria população. Queremos uma solução para o
problema. São vidas que estão em jogo”, alerta.
http://www.seculodiario.com.br/exibir.php?id=5391&secao=12
Aqui na drm2 tem unidade fazendo saida com adolescente sem escolta,a vida do funça não tem valor nenhum para os gestores,acorda pessoal.
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