A maior parte deles não vota. Poucos sabem ao certo o que faz o
Congresso Nacional. E praticamente nenhum tem ideia do impacto das
decisões dos políticos na própria vida. Apesar disso, a produção
legislativa para a criança e o adolescente é intensa. Afinal, eles
representam um quarto da população brasileira. É sobre o cotidiano dos
56,2 milhões de meninos e meninas com menos de 18 anos que tratam cerca
de 1,5 mil projetos de lei atualmente ativos no Legislativo nacional.
Desse total, 376 foram considerados importantes por entidades ligadas
ao tema da infância e adolescência, dos quais 96 fazem parte de uma
lista prioritária que será acompanhada com toda a atenção este ano pela
sociedade civil.
O mapeamento – realizado pela Fundação Abrinq
Save the Children e pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
com o apoio do Unicef Brasil e do Fundo Canadá para Iniciativas Locais –
considerou os 96 projetos, que, caso aprovados, terão repercussão
direta na vida de crianças e adolescentes, com efeitos negativos ou
positivos, na avaliação dos pesquisadores. Há 53 propostas em estágio
avançado, já no Legislativo. Os temas das proposições consideradas
prioritárias são diversificados. Um terço, entretanto, muda leis no que
se refere ao menor infrator. A redução da maioridade penal aparece
como tema frequente no Congresso.
Diante do quadro traçado, as
entidades que participaram do estudo já começaram a trabalhar a
articulação política. Administradora executiva da organização, Heloisa
Oliveira explica a função prática do mapeamento. “Se não acompanharmos
fortemente (o processo legislativo), podemos perder a chance de fazer
uma incidência política importante”, afirma. Embora a executiva
destaque projetos considerados positivos no Legislativo que estão no
campo de atenção da entidade, como o que destina 10% do Produto Interno
Bruto (PIB) para a educação, ela não esconde o grande receio atual.
“Ninguém
é a favor de impunidade nem a favor dos absurdos que temos visto em
relação ao envolvimento de adolescentes em atos infracionais, mas
reduzir a maioridade penal não é a solução”, diz Heloisa. Ela defende
que sejam combatidas as vulnerabilidades que permeiam a vida da maior
parte dos menores de 18 anos em conflito com a lei. “Se a penitenciária
não tem recuperado o adulto, imagine o adolescente”, provoca. Heloisa
aponta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012 como uma das
“perigosas”, porque “usa de subterfúgio, de flexibilidade”.
A
PEC em questão abre a possibilidade de juízes julgarem pelo Código
Penal (e não pelo Estatuto da Criança) maiores de 16 e menores de 18
anos que cometerem crimes violentos. Os condenados seriam encaminhados
para presídios especiais que terão de ser construídos. O senador
Aloysio Nunes (PSDB-SP), autor do projeto, argumenta que a
inimputabilidade (condição de não ser punido) só poderá ser cancelada,
de acordo com a proposta, caso psicólogos e assistentes sociais atestem
a necessidade, depois de análise da personalidade do réu. “A ideia é
criar condições específicas para adolescentes que, de fato, representem
riscos para a sociedade”, defende o senador.
Uma outra PEC na
lista de projetos preocupantes das entidades ligadas ao tema da
infância é de autoria de José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito
Federal. A proposta, que reduz para 16 anos a maioridade penal, já
passou por todas as comissões do Senado e aguarda a inclusão na pauta
do plenário. Na opinião do jurista Luiz Flávio Gomes, qualquer mudança
na idade penal estabelecida pela Constituição traz equívocos. “Isso é
pura enganação, para dar a sensação de que o problema será resolvido.
Uma sociedade que produz meninos de rua deve adotar outras medidas que
não a punição”, destaca Gomes.
Além do adolescente em conflito
com a lei, os 96 projetos considerados prioritários pelas organizações
da sociedade civil tratam de temas diversos, como educação, trabalho,
dignidade e acesso à justiça. Autor do levantamento, o pesquisador
Salomão Ximenes destaca algumas das proposições que merecem a atenção
da sociedade. “Constatamos agendas regressivas no campo da proteção ao
trabalho, com propostas de redução da idade mínima para o trabalho e de
flexibilização do contrato de aprendizagem”, destaca Ximenes, ao se
referir ao projeto que reduz de 16 para 14 a idade permitida para
crianças trabalharem no Brasil.
Prioridades
Cada
conjunto de proposições sobre o mesmo tema que tramitam juntas
(apensadas) foi considerado um projeto de lei para calcular os 96
prioritários. Também entraram na conta propostas que tramitam sozinhas.
Foram alvo do levantamento as propostas de emenda à Constituição,
propostas de lei complementar (PLC), projetos de lei (PL) do Senado ou
da Câmara, medidas provisórias e substitutivos da Câmara dos Deputados.
Dos 96 mapeados, nove estão classificados como de grande risco/urgência
por retroceder em direitos conquistados, 48 exigem aprimoramento e 39
foram considerados positivos.
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/03/10/interna_brasil,427589/adolescente-infrator-no-foco-do-congresso-nacional.shtml
BOM SE A PENITENCIARIA NAO TE RE CUPERADO OS BANDIDOS E A FUNDAÇAO CASA TAMBÉN NAO TEM RECUPERADOS OS BANDIDOS ACOBERTADOS PELA MENOR IDADE ENTAO EU VOU LHE DAR UM EXEMPLO NAO TENHA VERGONHA DE COPIAR LEIS MAIS DURAS DE PAISES DE PRIMEIRO MUNDO COMESANDO A PRENDER POLITICOS BANDIDOS COMESSE DE CIMA E CHEGAREMOS AQUI EMBAIXO COM A MAIORIA DOS PROBLEMAS RESOLVIDOS TAMBEM SE A SENHORA NAO SAIBA A CHINA MANDOU UMAA COPIA DA LEI DA CHINA PARA A PRESIDENTA DLMA COPIAR AQUI NO BRASIL QUE POLITICO CORRUPTO TEM QUE SERVIR COMO EXEMPLO PARA O PAIS TEM QUE SER MORTO PARA QUE DIMINUA DE UMA VEZ POR TODO ESSES MAUS EXEMPLOS DE NOSSA SOCIEDADE. É FACIL DE RESOLVER SÓ NAO RESOLVEM PORQUE É VANTAJOSO PARA A GRANDE MAIORIA QUALQUER HORA A POPULAÇAO VAI SE LEVANTAR AI VAI DAR UM JEITO NÉ...............
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