Manaus - A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) registrou duas rebeliões nos presídios de Manaus nas últimas 24 horas, sendo a terceira em quatro dias e a quarta em menos de um mês.
Na terça-feira (20), após novo conflito na penitenciária feminina do Complexo Penitenciário Antônio Jobim (Compaj), o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Rys Meirelles, descartou a hipótese de os conflitos estarem sendo incitados por um grupo organizado de presos.
Para o secretário da Sejus, os presos estão justificando as rebeliões com falsas reivindicações. “Na verdade, o que observamos é que existe uma rivalidade entre os grupos dos presos que não aceitam a chegada de novos detentos. Eles possuem certas regras que devem e querem que sejam seguidas”, comentou.
Na rebelião ocorrida, ontem, que durou quatro horas, as cerca de 48 presas da penitenciária feminina do Compaj justificaram ter começado o conflito por que a água estava imprópria para o consumo, além da falta de médicos e problemas com a gerência de assistência social.
Durante o conflito, armadas com estoques, as detentas fizeram a enfermeira Vânia Figueiredo refém, após ela ter ido atender a uma presa que estava passando mal. Além da enfermeira, as agentes de disciplina Ana Cláudia Lima, Cristiane Marques e Maria Heloísa e a condenada Josiane Viana de Souza, também foram feitas reféns.
De acordo com o tenente-coronel Marcos Frota, Josiane foi a única refém ferida. Ela foi levada para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde foi atendida e, em seguida, retornou ao presídio.
Frota disse que entre as líderes da rebelião estão as condenadas Ellen Cristina Pinheiro, a ‘Malandrinha’, Cristiane Gonçalves Barbosa, Cinthia Sarmento e Kelly da Silva Ramos.
Para impedir a entrada do Batalhão de Choque, as detentas queimaram colchões e outros utensílios.
http://www.d24am.com/noticias/amazonas/presidios-de-manaus-registram-tres-rebelies-em-quatro-dias-seguidos/73841
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