sábado, 6 de outubro de 2012

ADOLESCENTE QUE COMETEU LATROCINIO FOGE DA UNIDADE DE INTERNAÇÃO EM JOAÇABA/SC


Latrocida de Forquilhinha rende funcionários e foge do Casep em Joaçaba


Mais uma vez o autor confesso de um dos crimes que mais repercutiu na Região Sul fugiu de uma unidade que acolhe adolescentes em conflito com a lei.

Esta é a terceira fuga em menos de sete meses de M.V., 18 anos, autor dos três tiros que vitimaram o comerciante, Luiz Ceolin Isidoro, na época com 49 anos, no Centro de Forquilhinha no final da tarde de 25 de outubro do ano passado.

Daqui a 20 dias o latrocínio completa um ano. O garoto tem mais de 50 passagens policiais.

A fuga foi registrada no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Joaçaba, após ele ser transferido de Criciúma há menos de 15 dias. M., segundo a Polícia Militar da cidade do oeste catarinense, na companhia de mais dois menores de 14 e 15 anos, rendeu três funcionários com uma foice e ainda trancou as vítimas.

Vítimas amarradas por seis horas

De acordo com o soldado da PM de Joaçaba, Lindonir Santos, o cárcere dos monitores, de 25 e 49 anos, e da cozinheira, de 55 anos, durou seis horas.

“Eles renderem as vítimas, as amarraram, e as trancaram cada uma em uma cela, e ainda fugiram com o carro de um monitor. O fato foi registrado às 15h e eles só conseguiram se desvencilhar às 21h. Os adolescentes ainda levaram pertences, incluindo um notebook, e dinheiro”, relata o soldado. A fuga ocorreu no sábado.

Carro foi encontrado em Florianópolis

O veículo levado, um Fox placas MHV-5119 de Curitibanos, foi encontrado na terça-feira em Florianópolis, mesmo local onde M. estava escondido desde o dia do roubo seguido de morte em Forquilhinha.

Os outros adolescentes, comparsas do latrocida, são de Tubarão e da Capital, e seguem, assim como M., foragidos. O infrator de Tubarão estava envolvido na rebelião que resultou na destruição do Casep da cidade vizinha em agosto. 
Unidade é praticamente aberta, afirma responsável 

De acordo com o responsável pelo Casep de Joaçaba, José França, no pouco tempo que acolheu os adolescentes notou que eles já se conheciam e que eram de alta periculosidade.

“Ainda não entendi porque transferiram os garotos para cá. Não temos estrutura. Praticamente é todo aberto aqui. Somente eles participaram dessa confusão que resultou na fuga, nenhum outro adolescente teve atuação”, conta França.

O Casep do Oeste tem capacidade para 12 adolescentes e comportava este limite no dia da fuga. A reportagem entrou em contato com a Promotoria da Infância e Juventude de Criciúma para saber o motivo da transferência de M. para a unidade do oeste, porém esta informação não pode ser repassada.

Reincidente no sistema socioeducativo, tendo já sido recolhido antes do latrocínio por outros atos infracionais, M. já era conhecido pelas constantes fugas das unidades. 

Cronograma de fugas em 2012

5 de março – A primeira fuga de M. após ser encaminhado ao Casep criciumense depois de confessar o latrocínio ocorreu durante a madrugada. Ele, o comparsa do latrocínio, de 16 anos, e mais dois menores fugiram do local. Dia 21 ele foi recapturado no Bairro Progresso, em Criciúma.

18 de maio – Durante a tarde ele e novamente o comparsa do roubo seguido de morte, fugiram novamente do Casep. O jovem foi recapturado em 26 de junho no Bairro Paraíso.

29 de setembro – M. e mais dois adolescentes, de Tubarão de Florianópolis, ganharam às ruas após renderem três funcionários do Casep de Joaçaba.

O CRIME QUE PAROU FORQUILHINHA

Ao todo, foram cinco envolvidos na morte do comerciante. Sendo dois menores na época. M., que tinha 17 anos e um adolescente de 16, irmão de D.M., 18 anos.

Os irmãos foram detidos horas depois do crime em um matagal no Bairro Saturno. Isidoro foi atingido com três tiros no tórax. “Matei porque ele veio para cima de mim”, justificou M. em depoimento ao delegado Márcio Campos Neves.

P.M.O., 18 anos, foi preso um dia depois com a arma do crime, um revólver calibre 38. Em 1º de novembro, J.T.A., 20 anos, também foi preso e apontou D. como o mentor do crime.
Este foi um dos casos mais repercutidos no setor policial no ano passado. A vítima atuava também como vice-presidente da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) do município. M. se apresentou na delegacia um dia depois de ter completado a maioridade.

Um dia depois da morte de Isidoro o comércio, em forma de luto, fechou as portas.

http://www.atribunanet.com/noticia/latrocida-de-forquilhinha-rende-funcionarios-e-foge-do-casep-em-joacaba-84849

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