segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Adolescente morre ao tentar assaltar um veículo na Régis Bittencourt

Adolescente de 17 anos aproveita congestionamento da Rodovia Régis Bittencourt para assaltar motoristas e morre atropelado. O acidente aconteceu na noite da última quinta-feira, dia 23, na altura do km 339 em Juquitiba.

O menor de idade praticava o assalto com uma arma de brinquedo. Ele foi atingido por dois tiros ao abordar o veículo de um policial. Na tentativa de fuga, acabou sendo atropelado por uma carreta e morreu no local.

O corpo de E. B. B. foi encaminhado para o Instituto Médico legal de Taboão da Serra. A polícia não encontrou nenhuma testemunha para falar sobre o ocorrido. O caso foi registrado na Delegacia Central de Itapecerica da Serra.

http://www.otaboanense.com.br/noticia/11623

Adolescente foragido da Fundação Casa de Araraquara é detido pela policia

Adolescente foragido da Fundação Casa de Araraquara foi detido pela policia neste sábado (01)

Ele foi detido na cidade de São Carlos.

Os policiais estavam em patrulha quando suspeitaram de um adolescente que ao avistar a policia empreendeu fuga, na perseguição os policiais abordaram o jovem que confessou ser foragido da Fundação Casa de Araraquara. Ele foi conduzido para o NAI.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

CAMPANHA SALARIAL 2014

assembleia 08 02

Vamos, todos juntos, lutar pelos nossos direitos?
É chegada a hora de todos darmos as mãos e lutarmos contra o sofrimento imprimido aos trabalhadores (as) da Fundação CASA pelo atual governo. Não podemos mais compactuar com a falta de investimento nas unidades,
que geram as más condições de trabalho e por consequência restringem um bom atendimento.
A direção do SITRAEMFA tem consciência que muitas das mazelas pelas quais passam os trabalhadores e os adolescentes no interior das unidades, são efeito da falta de política pública e abandono do governo do Estado e, não podemos deixar de citar a Fundação Casa.
O resultado dessa falta de política reverte nas inúmeras e constantes rebeliões e fugas, que em muitas vezes, já se tornaram rotinas. Entretanto, temos que frisar, quem sempre acaba sendo responsabilizado é o trabalhador que paga com a perda da sua saúde, sua integridade física ou/e até mesmo com a perda do seu emprego e muitas das vezes respondendo a processos judiciais. Diante de todas essas questões não vamos mais aceitar os desmandos do Governo e da Fundação Casa. Vamos, juntos, dar um fim nesta realidade cruel por qual vivem os trabalhadores(as) da Fundação.

http://www.sitraemfa.org.br/component/content/article/43-materia/439-campanha-salarial-2014.html

Boato de que menor fugiu assusta moradores do Marapé

Com informações de A Tribuna On-line

Moradores do Marapé, em Santos, estão assustados com boatos de que o adolescente de 17 anos que fez uma família refém em novembro do ano passado teria fugido da Fundação Casa. As informações desencontradas são de que ele tem sido visto desde segunda-feira no bairro santista.
No entanto, embora não forneça dados de internos, a Fundação Casa informou, neste sábado, que não houve nenhuma fuga da unidade na última semana.
N/A Apelidado de Terror do Marapé, o menor tem extensa lista criminal, que inclui furto, roubo e posse de drogas. Em 25 de novembro de 2013, ele e um comparsa de 19 anos invadiram um imóvel na Rua José Gonçalves da Mota Júnior e fizeram seis pessoas reféns.
Após duas horas de conversas com familiares e policiais militares, o menor se entregou. O garoto havia fugido da Fundação Casa em Peruíbe, em 3 de novembro.
O crime
O episódio que tanto assustou os moradores foi no dia 25 de novembro de 2013. Uma família foi feita refém às 8 horas daquele dia, dentro da própria casa.
Um rapaz de 19 anos e o menor de 17 entraram na residência, situada na Rua José Gonçalves da Mota Júnior. Pouco tempo depois, um dos moradores notou o que estava ocorrendo e chamou a polícia. O maior foi preso e o adolescente ficou na casa com a família.
O dono do imóvel ficou em poder do sequestrador. Na casa havia ainda três crianças de 12 anos, que ficaram trancadas no banheiro, a sogra e a esposa do proprietário da casa. Nenhuma das vítimas sofreu qualquer tipo de ferimento.
Após horas de negociações, incluindo a presença da imprensa, de um amigo e da madrinha de um irmão do menor, o menor se entregou.

Polícia registra fuga de menores infratores na UIM em Maceió

Menores abrem buraco na parede da UIM e fogem; Quatro são recapturados


Menores abriram buraco na parede da unidade para fugir

A Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap) e a Polícia Militar estão em diligência para procurar um adolescente que fugiu, na manhã deste domingo (2), da Unidade de Internação de Menores (UIM), localizada no Tabuleiro do Martins, em Maceió.

Outros quatro reeducandos também chegaram a fugir, mas foram recapturados.

Buraco foi feito perto de uma das guaritas. (Foto: Roberta Cólen/G1)
Buraco foi feito perto de uma das guaritas. (Foto: Roberta Cólen/G1)


Segundo o sargento Renato, do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), equipes da PM estão fazendo rondas pelo local em busca do fugitivo. “Os quatro adolescentes que tentaram fugir foram pegos por equipes da Rádiopatrulha, já o outro continua sendo procurado e várias equipes estão mobilizadas para isso, inclusive, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi dar apoio, além de um helicóptero da Secretaria de Defesa Social”, disse.
Um buraco na parede próximo a uma das guaritas da entrada do complexo chamou a atenção da reportagem. Testemunhas, que pediram para não serem identificadas, afirmaram que o buraco foi feito pelos adolescentes. De acordo com a assessoria de comunicação da Sgap, a suspeita é que os adolescentes tentaram escapar pulando do muro do prédio.
Pelo buraco, que foi fechado com tijolos e cimenos uma hora após a fuga, a reportagem conseguiu ver capsulas de armas no chão. Segundo o cabo Abreu, da RP, se tratavam de munições químicas, ou seja, não letais. “Eles jogaram pedras na gente e tentamos impedir atirando com essas munições”, afirmou.
Visitas canceladas
O movimento em frente à unidade era grande, pois como domingo é dia de visita, familiares se preparavam para reencontrar os entes e ficaram apreensivos com a fuga e ação da polícia. “Meu genro foi preso por roubo e depois desacato. Ele apanha muito aí dentro. Levei ventilador para ele e quebraram. São tratados como bichos e por isso fogem”, relatou a sogra de um dos infratores, que garantiu que ele não estava entre os que fugiram na manhã de hoje.
As visitas foram canceladas pela superintendência. Segundo a polícia, a cúpula da Polícia Militar e o Secretário de Estado da Defesa Social, Eduardo Tavares, estão se reunindo com o diretor da UIM e só depois vão se posicionar sobre o ocorrido.
A Sgap ainda informou que ainda não sabe a identidade do menor que está foragido e que uma contagem está sendo realizada.


Fonte: G1-AL

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fundação Casa pede chance de emprego para internos adolescentes


Após uma fase ruim, na qual três rebeliões ocorreram em menos de um mês, a Fundação Casa de Mogi Mirim agora quer se recompor e conseguir que o trabalho de reeducar os menores infratores seja continuado após a saída dos adolescentes. Para isso, a entidade bateu na porta do comércio mogimiriano para pedir oportunidade para os meninos que já cumpriram as medidas socioeducativas.

Na noite de quinta-feira, na sede da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm), houve um evento aberto ao público no qual a presidente da Fundação Casa do Estado Berenice Gianella apresentou o perfil dos jovens infratores em âmbito nacional, estadual e de Mogi Mirim, explicando como funciona todo o processo para que os meninos sejam reinseridos na sociedade.

Segundo ela, os internos passam por várias atividades para que possam estar preparados para viver sem cometer delitos no “mundo externo”. “Geralmente, os adolescentes que vão parar na Fundação Casa têm baixa escolaridade, e para que isso não seja um empecilho para a vida profissional futura, tentamos recuperar. Além disso, temos os cursos profissionalizantes que são oferecidos, sempre com relação ao mercado de trabalho oferecido pelo município”, explica.
Segundo a entidade, as duas unidades de internação da Fundação Casa na cidade, Laranjeiras e Mogi Mirim, têm cursos que funcionam em dois módulos: informática básica e depois web designer; informática para comércio que evolui para assistente de vendas de equipamentos de informática; assistente de vendas de informática passando para informática básica.
Já na área de culinária, os meninos aprendem sobre cozinha regional brasileira, culinária básica, chocolateria, os ofícios de chapeiro, doceiro e pizzaiolo. A presidente conta que os meninos recebem toda a capacitação necessária para saírem e já começarem a trabalhar, “mas o depois é muito difícil”, diz ela se referindo ao preconceito que empresários ainda sentem ao se deparar com um menor egresso da Fundação Casa pedindo emprego.
“O empregador tem que saber que esse adolescente que está precisando de trabalho foi avaliado antes de sair, tanto pela equipe da Fundação quanto pelo Judiciário”, afirma.
Para ela, o fato de o jovem conseguir um emprego quando deixa a instituição é menos uma chance que ele tem de entrar para o mundo do crime novamente. Berenice justifica isso explicando que muitas vezes esses adolescentes usam o dinheiro que ganham em atividades ilícitas para sustentar a casa, e às vezes são até incentivados pela família a permanecer no tráfico, por exemplo.
“Para isso, durante todo o período em que o menor passa na Fundação, trabalhamos em ações que envolvam a família também, para que ela esteja preparada para recebê-lo de volta” conta.

Comércio
Apesar de a apresentação ter sido voltada para os associados da Acimm, havia pouquíssimos representantes do comércio ou do setor industrial da cidade. Mesmo assim, Berenice não deixou de pedir apoio à associação para que estimule seus integrantes a cooperar com a entidade.
O pedido feito ao presidente da Acimm, Jorge Barbosa, foi para que ele faça uma ponte entre a Fundação, a área de promoção social da cidade e os comerciantes, organizando uma estrutura para que os interessados possam contratar os meninos egressos. (Letícia Guimarães)

Perfil dos adolescentes
- No Estado de são Paulo existem hoje cerca de 7.600 adolescentes infratores.
- Desse total, 73% estão em regime de internação.
- A maioria dos infratores, 48,2% é do interior do Estado.
- Casa Laranjeiras: existem 54 menores, com idades entre 16 e 20 anos. 27 deles foram apreendidos por tráfico de drogas, 25 por roubo qualificado e dois por descumprimento de mandado. Nesta unidade estão aqueles que já foram detidos outras vezes.
- Casa Mogi Mirim: são 63 adolescentes de 13 a 18 anos, sendo que 41 estão lá por tráfico de drogas, 21 por roubo e um por homicídio. Do total, 56 meninos foram apreendidos pela primeira vez.
- Na unidade de semiliberdade estão 22 meninos de 14 a 19 anos. A maioria, 13 deles, foram detidos por tráfico de drogas, sete por roubo, um por receptação e um por furto.

http://opopularmm.com.br/fundacao-casa-pede-chance-de-emprego-para-adolescentes/

TJ-SP permite que Fundação Casa exceda limite de internação em 15%




 O Tribunal de Justiça de SP permite que as unidades da Fundação Casa de todo o estado excedam o limite de internação de infratores em no máximo 15%. Com isso, a Fundação Casa de Bragança Paulista, que tem capacidade para receber 56 internos, atualmente trabalha como 64 adolescentes em conflito com a lei, ou seja, com sua capacidade total.

A justificativa para que tenha esse número de adolescentes infratores na Fundação Casa se dá pela necessidade de não afastar o adolescente da família e colocá-lo num centro distante, explicou a assessoria do órgão ao BJD. “A Fundação considera 64 vagas, pois há um provimento do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça de São Paulo que permite aumentar em 15% o número de vagas, ou seja, em Bragança eram 56 e subiu para 64”.

Em março de 2013, uma decisão provisória do ministro Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que a Fundação Casa excedesse em 15% a sua capacidade máxima de abrigamento. O ministro revogou decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e permitiu que o limite fosse excedido nos casos em que os jovens pudessem ficar perto de suas famílias.

A justificativa do ministro, à época, foi de que “a situação dos menores infratores em São Paulo é delicada. São 8,4 mil custodiados para 7,8 mil vagas, quadro que requer medidas drásticas para que os problemas sejam devidamente equacionados”.

Enem PPL

No mês de dezembro, os internos da Fundação Casa realizam o Exame Nacional do Ensino Médio voltado para Pessoas em Privação de Liberdade (Enem PPL).

Em dados gerais, dos 838 adolescentes inscritos no Enem PPL, 612 prestaram a prova. Segundo a assessoria da instituição, “o número faltante é de jovens que foram desinternados no período e não retornaram aos centros socioeducativos para realizar as provas”.

Na Fundação Casa de Bragança Paulista, dos oito jovens inscritos, sete prestaram as provas. “Aqueles que buscavam a certificação do Ensino Médio não conseguiram alcançar a média mínima, entretanto, enquanto estiverem internados, continuarão cursando o Ensino Médio normalmente”, informou a assessoria.

Além disso, dos adolescentes que buscavam vaga no Sistema de Seleção Unificado (Sisu) ou no Programa Universidade para Todos (ProUni), nenhum conseguiu alcançar média suficiente para se classificar na concorrência pelas vagas. “Nestes dois casos, como eles tentam as vagas como todos os participantes, ficam sujeitos à concorrência”.

No Enem geral, cerca de 5 milhões de pessoas fizeram o exame.  O Sisu ofereceu 171.756 vagas em universidades federais, enquanto o Prouni ofereceu para o primeiro semestre deste ano 191.625 bolsas em 1.116 instituições, sendo 131.636 bolsas integrais e 59.989 parciais

http://bjd.com.br/site/noticia.php?id_editoria=10&id_noticia=14349

Alckmin manda 13 agentes penitenciários para 'cuidar' de jovens em hospital psiquiátrico

Unidade Experimental de Saúde abriga cinco infratores egressos da Fundação Casa que não cumprem pena nem recebem tratamento médico. Instituição desrespeita direitos e sofre questionamento da ONU

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Sem terem cometido novos crimes, jovens egressos da Fundação Casa seguem detidos
São Paulo – Apesar de teoricamente não se tratar de um presídio e sim de um hospital psiquiátrico do governo do estado de São Paulo, a Unidade Experimental de Saúde (UES) receberá nos próximos dias 13 agentes penitenciários de seis regiões do estado. Lá estão encarcerados cinco jovens infratores diagnosticados com transtorno de personalidade antissocial, que não cumprem pena nem recebem tratamento médico, como denunciou reportagem da RBA. O equipamento viola direitos constitucionais e sofre questionamentos até das Nações Unidas.
Os servidores, convocados pela Secretaria de Administração Penitenciária, trabalharão com duas folgas mensais de cinco dias “desde que o funcionamento da unidade esteja ocorrendo de acordo com as normas de segurança e disciplina estabelecidas”, como ressalta a edição da última quinta-feira (30) do Diário Oficial do Estado. Eles não terão alterações nos salários nem nos benefícios.

A chamada 'Guantánamo psiquiátrica' paulista – atualmente sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde – foi criada pelo governador-tampão Cláudio Lembo (DEM), que governou o estado de abril a dezembro de 2006, e mantida por seus sucessores, José Serra (2007-2010) e o atual governador, Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Desde o ano passado, uma ação judicial pede o fechamento do "hospital" por desrespeito aos direitos humanos e constitucionais.
Os internos são egressos da Fundação Casa que cometeram atos infracionais considerados graves e que já cumpriram as medidas socioeducativas previstas em lei. Sem terem praticado novos crimes, eles continuam detidos de forma "preventiva" e aparentemente perpétua. No suposto hospital não há médico de plantão, falta projeto terapêutico e regimento interno.

Apesar de a ‘Guantánamo paulista’ estar localizada na Vila Maria, zona norte de São Paulo, nenhum dos agentes penitenciários será da capital paulista: quatro virão de Sorocaba, um de Casa Branca, três de Pirajuí, dois de Presidente Bernardes, um de Dracema e dois de Tremembé.
O fato de haver agentes penitenciários trabalhando em uma instituição não penal levou o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) de Interlagos a instaurar um procedimento jurídico no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça (CNPCP), em 2009, pedindo um parecer sobre a questão.
O conselho havia afirmado à RBA que o processo corria em segredo de Justiça. No entanto, o  advogado que acompanha a ação civil, Daniel Adolpho, havia sido informado pela assessoria do relator, conselheiro Herbert Carneiro, “que o processo estava desaparecido do gabinete”.
Após a publicação da reportagem, o conselheiro afirmou à RBA que “nunca houve afirmação oficial” de que o processo houvesse desaparecido. Disse também que ele “ainda não foi finalizado” e que “a atribuição de inspeção do CNPCP continua em vigor”. Segundo Carneiro, não é possível responder “genericamente” se a presença de agentes penitenciários em equipamentos não penais é irregular. “Cada caso deve ser analisado na sua particularidades”, disse.
“Por diversas vezes, o CNPCP oficiou a entidade apontada para saber informações sobre seu funcionamento”, diz Carneiro. “Como respostas, obteve informações de que ali atuavam, sim, agentes penitenciários, mas que estes não tinham contato direto com os adolescentes, e mais, que nenhuma irregularidade havia sido constatada em razão dessa situação. Informou, ainda, que a mão de obra dos agentes penitenciários era usada em razão da falta de profissionais especializados para tal; e mais, que aquela entidade era constantemente fiscalizada por outros órgãos de controle da política de execução estadual das medidas socioeducativas. E que nenhuma restrição foi feita sob seu funcionamento.”
O advogado contesta: o termo de cooperação técnica que rege o funcionamento da unidade, estabelecido em 2007 entre a Secretaria de Estado da Saúde, Justiça e Defesa da Cidadania e a Secretaria de Administração Penitenciária não estabelece que deva haver  contato dos agentes com os jovens, mas determina que os profissionais devam garantir a segurança dos funcionários e dos internos. “Isso demanda contato”, diz.
“Durante dia e noite, os agentes ficam no pátio junto com os jovens. Os meninos aprenderam a tratar uma horta com a ajuda de um agente que é agrônomo de formação. Por sete anos, minhas visitas quinzenais eram mediadas por cumprimentos, revistas e proibições feitas pelos agentes”, diz. “Não há, ademais, como o CNPCP afirma as condições de contato dos agentes com os jovens sem ter ido à UES e testemunhado algo”, conclui.
As irregularidades da instituição, como a falta de médico de plantão, de projeto terapêutico e de regimento interno, fizeram com que a Organização das Nações Unidas realizasse duas vistorias no local, em 2011 e em 2013. O órgão avaliou o funcionamento da unidade como irregular e pediu o encerramento das atividades. Segundo a assessoria de imprensa da ONU-Brasil, conclusões e recomendações serão apresentadas ao Conselho de Direitos Humanos, em maio, em Genebra, na Suíça.

Além disso, a Procuradoria da República de São Paulo, entidades pró-direitos humanos e o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo moveram uma ação civil pública exigindo o fechamento da unidade, no ano passado, que será julgada pela Justiça Federal.
A petição inicial do processo classifica o tratamento dado aos jovens como “medieval”. “São encarcerados sem o devido processo legal, por tempo indeterminado, em estabelecimento que não lhes proporciona tratamento adequado aos distúrbios de que são portadores”, diz o texto. “Além de estarem sendo responsabilizados duas vezes pela prática de um mesmo fato, a internação na UES se dá por tempo indeterminado, como se fosse perpétua.”
Segundo o documento, em março de 2013 trabalhavam no local um psiquiatra, porém apenas às quintas-feiras, por meio período, um psicólogo, um enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem. Foram abertos processos seletivos simplificados, com contratos temporários, para a contratação de psicólogos, assistentes sociais e enfermeiro. A RBA solicitou o quadro de pessoal atualizado para a Secretaria de Estado da Saúde, responsável pelo local, mas não obteve resposta.
“Todos os meninos têm laudos médicos no mínimo contraditórios ou opostos. Nenhum deles tem um laudo que diga qual é o tratamento”, conta o advogado Adolpho. "Se você tem um sintoma e vai ao médico, ele te avalia, dá o diagnostico e indica um tratamento. No caso dos meninos, parou em uma etapa anterior. Criou-se um diagnóstico, emprestado do modelo prisional, mas não indicam tratamento.”
Após reportagem da RBA denunciando o caso, a assessoria da Comissão de Direitos Humanos do Senado se comprometeu, em texto, a “começar a acompanhar o caso e fazer as gestões políticas em favor dos jovens que lá se encontram”, logo após o recesso parlamentar. O colegiado se comprometeu a fiscalizar o governo Alckmin para garantir o cumprimento do fechamento da unidade, caso a Justiça aceite denúncia encaminhada na ação civil pública.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo também se posicionou sobre o caso. O coordenador de Políticas da Criança e do Adolescente, Fabio Silvestre, reconheceu que a unidade funciona como uma prisão e se comprometeu a conversar a respeito com a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Administração Penitenciária sobre o funcionamento da unidade.
Em entrevista à RBA, o secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sottili, afirmou que não visitou a unidade e que ainda não houve conversa com o governo do estado a respeito. “O fundamental é que nós não devemos criar nenhuma exceção no tratamento de qualquer questão relativa à criminalidade. Isso é um risco muito grande. Essa unidade foi criada em condições em que surgiram vários questionamentos.”
Não existe destinação orçamentária especifica para a Unidade Experimental de Saúde no orçamento do governo estadual de 2013. O estabelecimento não consta do organograma da Secretaria Estadual de Saúde e não está inscrito no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, responsável pelo cadastro, o registro só é obrigatório se a unidade receber financiamento do governo federal. O processo aponta que os recursos para a unidade são do Tesouro estadual.

A RBA tentou por diversas vezes contato com a Secretaria Estadual de Saúde, mas não obteve resposta

http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2014/01/alckmin-manda-13-agentes-penitenciarios-cuidar-de-jovens-em%20hospital-psiquiatrico

Dez adolescentes infratores são apreendidos em Gurupi

Polícia Civil cumpriu seis mandados de busca e apreensão.
Outras 12 pessoas, inclusive um detento do semiaberto, foram presas.

Do G1 TO
Wesley é detento do semiaberto e foi pego com objetos escondidos que podem ter sido roubados (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) 
Wesley é detento do semiaberto e foi pego com
objetos escondidos que podem ter sido roubados
A polícia apreendeu na madrugada desta sexta-feira (31), 10 adolescentes infratores e outras 12 pessoas, em Gurupi, no sul do Tocantins. A ação faz parte da operação Interior Mais Seguro e contou com mais de 30 policiais, que cumpriram seis mandados de busca e apreensão.
Durante a ação também foi preso Wesley Pereira Alves, de 25 anos. Ele é suspeito de agressão e, segundo a polícia, teria desobedecido ao regime semiaberto. Com Wesley os policiais encontraram um televisor e um tablet que podem ter sido roubados, além de uma pistola de brinquedo.
"A operação é consequência de um planejamento estratégico da chefia da Polícia Civil. As ações estão sendo feitas em todo o estado para inibir a criminalidade e já pensando no carnaval também", explicou o delegado regional Guilherme Rocha.
Os menores apreendidos foram levados para o Centro de Internação Provisória de Gurupi. Já as 12 pessoas presas estão na Central de Flagrantes. Wesley foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Gurupi.

Polícia apura denúncia de abuso sexual sofrido por interno da Fundação Casa

Rafael Ribeiro 
Do Diário do Grande ABC


A Polícia Civil investiga denúncia de que um menor de 16 anos teria sofrido abuso sexual dentro da unidade 2 da Fundação Casa de São Bernardo. Defensoria Pública e Conselho Tutelar acompanham o caso e cobram explicações.

A suposta violência sexual teria sido praticada por outros internos e ocorrido na madrugada de domingo, conforme registro feito no 3º DP (Assunção). A apuração é feita pela equipe do 8º DP (Alvarenga).

Entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente na região já haviam, durante vistoria na quarta-feira, identificado maus-tratos sofridos por alguns internos na mesma unidade.

Perseguido por outros menores, o adolescente agredido permaneceu hospitalizado até o meio da semana e estaria jurado de morte por motivos não revelados.

Em nota, a Fundação Casa disse que instaurou sindicância para apurar a situação dos internos na unidade sãobernardense. Também esclareceu que foram tomadas medidas para garantir a integridade física da vítima, mas descarta que ela tenha sofrido qualquer tipo de violência sexual.

“A responsabilidade pela integridade desse jovem é da diretoria da Fundação Casa”, disse Marcelo Carneiro Novaes, coordenador no Grande ABC das questões da execução criminal da Defensoria Pública. “Não pode voltar a acontecer o que ocorria no passado, quando esse tipo de fato era normal. Medidas têm que ser tomadas”, disse.


http://www.dgabc.com.br/Noticia/507951/policia-apura-denuncia-de-abuso-sexual-sofrido-por-interno-da-fundacao-casa?referencia=simples-chapeu-editoria