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domingo, 9 de novembro de 2014

Menino de 15 anos e uma vida na rua

Guilherme (nome fictício) é um menino de 15 anos com direito a uma pensão de R$ 2,7 mil para a vida toda. Mas vive sem lar. Sua ruína está justamente no dinheiro, disputado por parentes em guerra, enquanto o garoto, viciado em drogas, foragido da Justiça, perambula pelas ruas ou na casa de amigos na zona norte de Rio Preto. A saga de Guilherme escancara as consequências mais macabras da implosão de uma família pelas drogas e pela ganância. Que começa muito antes dele nascer, em 1999. Seus pais eram viciados em crack, e moravam na zona do meretrício, no Jardim Paraíso. Perderam a guarda do bebê para a avó materna, bibliotecária no Eldorado.

A avó morreria de problemas cardíacos quando Guilherme tinha apenas três meses. Deixou ao único neto a gorda pensão. Já o pai, A.J., morreria assassinado um ano depois, aos 18 anos, durante tentativa de assalto. Com a mãe afundada nas drogas, Guilherme passou a morar com uma tia-avó, a faxineira L.B., no Jardim Simões.

Foram anos que o jovem prefere apagar da mente. Apanhava com frequência, com chinelo, cinto e fio de cobre. Todo dia era obrigado a tomar banho no quintal, junto ao cachorro. Guilherme altera a voz quando fala da tia. "É uma maldita. Deus ainda vai cobrar dela o que fez comigo", disse ao Diário por telefone na semana passada. L.B. admite ter agredido o garoto. "Bati sim, para educá-lo. Nunca espanquei."

Enquanto maltratava o sobrinho-neto, L.B. gastava a pensão. Segundo o Conselho Tutelar, comprou moto para o namorado, fez cirurgia plástica. À reportagem, a faxineira confirmou os banhos no quintal, mas que eram iniciativa dele. "Ele lavava o quintal para mim e molhava o corpo antes de ir para a escola." Ela garantiu que a cirurgia foi com dinheiro dela e admitiu ter feito o consórcio da moto com o dinheiro de Guilherme, mas afirmou que o veículo era para o menino.

Vergões

Em 2011, quando tinha 12 anos, Guilherme apareceu na escola com vergões pelo corpo. Marcas de mais uma surra. Acionado, o Conselho Tutelar retirou o menino da casa de L.B. "Eu me lembro que toda a roupa dele cabia em uma sacolinha de supermercado", diz a conselheira Dayani Aparecida Escroque. A Justiça repassou a guarda para o tio e padrinho, J.M.T., 39 anos, que mora no bairro Duas Vendas. E as surras continuaram, conforme admite o rapaz, irmão do pai assassinado. "Bati sim algumas vezes, porque ele aprontou na escola." Trocou a convivência com o tio pela casa da então namorada do padrinho, mas dois meses depois, no fim do ano passado, foi para a casa da avó paterna, M.A.T., 55 anos, que passou a receber a maior parte da pensão do menino, repassada pelo tio, ainda o titular da guarda.

Nessa época, Guilherme já fumava maconha. No início do ano, abandonou os estudos na escola Cenobelino de Barros Serra, Parque Industrial. E mergulhou nas drogas e no crime. Em maio, acabou flagrado pela Polícia Militar participando de um assalto com um primo. Foi entregue para a avó. Dois meses depois, novo flagrante, dessa vez vendendo pedras de crack no solo. A Justiça determinou que ele fosse para o regime semiaberto da Fundação Casa. Mas, antes disso, há dois meses, fugiu.

A avó e o tio de Guilherme, mãe e filho, além da faxineira, tia-avó, se atacam. Acusam um ao outro de só ter interesse na pensão do garoto. "Se ele está para a rua hoje é por culpa da minha mãe, que nunca quis saber dele. Quando estava aqui em casa, levava na rédea curta. Mas ela só quer torrar o dinheiro dele no bar, porque é alcoólatra", diz o tio. A avó, mãe dele, nega. "Tomo minha cerveja no fim do dia mas não sou alcoólatra." E critica o filho. "Eu vi ele batendo no menino. Nunca gostou dele, tanto que não quer mais ele. Quer o dinheiro. Só eu me preocupo com ele." Já a tia-avó critica ambos. "Se o garoto está assim hoje é por causa deles, que nunca se importaram com o menino."

Encontro

Há três semanas, Guilherme telefonou para o tio. Combinaram um encontro no Solo Sagrado. "Ele me pediu dinheiro, disse que era para comprar comida. Eu dei R$ 800. Também pediu para não dar mais parte da pensão para a minha mãe", diz J.M.T.. Guilherme confirma o pedido. "Ela bebe todo dia, tava torrando todo o meu dinheiro." Diz ter medo de ser pego pela polícia e "ir pra Febem", por isso não revela onde está. "Fico em casa de amigo, senão é na rua mesmo." Admite o vício em drogas - "só maconha" - e, às vezes, a fome, horror maior da vida na rua. "Tem dia que aperta, mas a gente dá um jeito. Cada dia depois do outro. Só não quero mais saber desse povo interesseiro, que só quer da pensão." A conselheira Dayani resume o drama do jovem Guilherme. "Ele tem dinheiro mais que suficiente para viver bem, mas não tem o amor de ninguém. Tem tudo e não tem nada."




Guilherme Baffi
A vida de J.H. começou a mudar com tratamento na ONG Só Por Hoje: “Estou em outra”

Conselho tem 130 casos, maioria por droga 

A cada dois dias, um menor em situação de rua é atendido pelo Conselho Tutelar na zona norte de Rio Preto. Foram 130 casos atendidos de janeiro a outubro deste ano pelos conselheiros na parte norte da cidade - o Conselho Sul afirmou não dispor desse dado. Não há na cidade uma padronização de atendimento à criança e adolescente em situação de rua. Enquanto o Conselho Tutelar classifica nessa condição menores que passam a maior parte do tempo na rua, só indo eventualmente à casa dos pais ou avós, a ONG Só por Hoje só classifica o jovem como "de rua" se os vínculos familiares forem totalmente perdidos. "Há três anos não há nenhum menor nessa situação em Rio Preto. Os moradores de rua hoje na cidade são todos adultos", garante a coordenadora-geral da Só Por Hoje, Edna Thomé de Souza. 

Já o conselho, quando encontra adolescentes na rua, devolve à família ou, caso esse retorno coloque o jovem em risco ou situação de extrema vulnerabilidade, encaminha ao Teia ou à Só por Hoje. Para a conselheira Stela Atanázio, a maioria dos menores na rua é usuária de droga, principalmente o crack, e saiu de casa devido à miséria ou negligência dos pais, muitos deles também viciados. 

Pesquisa 

Pesquisa feita no ano passado pela ONG Criança Não é de Rua aponta que a maioria dos menores (48,6%) saiu de casa devido aos "vínculos familiares fragilizados", seguido de "miséria" (30,2%) e "drogas" (26,8%). Além disso, 75% sobrevive com esmolas, e 48% gasta o dinheiro com drogas. Entre os entorpecentes, predominam a maconha (31%), o crack e a cola de sapateiro (23,4% cada). Para Manoel Torquato, coordenador da ONG Criança Não é de Rua, em Fortaleza, houve uma redução do número de crianças (menores de 12 anos) na rua, mas a quantidade de adolescentes ainda preocupa. "É quando os conflitos familiares se acentuam e vem o chamariz das drogas", diz. 

Estado omisso 

Os estragos físicos e psicológicos nesse jovem são intensos, explica Torquatro. "Eles estão expostos a todo tipo de violência." O especialista critica a falta de uma política nacional para combater o problema. "Não há verbas específicas no Orçamento da União, além de conselhos tutelares sucateados e abrigos lotados. Esse circuito fragilizado frustra o adolescente, porque não consegue resolver o seu problema." 

ONG mudou vida de J., jardineiro 

O jardineiro J.H.A.S., 19 anos, conhece bem o submundo das ruas. Com mãe dependente química e pai assassinado, ele e os três irmãos foram morar com a avó, primeiro em Fronteira (MG), depois no Marisa Cristina, zona norte de Rio Preto. Por influência dos tios, o jovem começou a usar drogas - maconha e crack - e saiu de casa. Passou mais de um ano vivendo de esmolas nas ruas da cidade. Perdeu as contas do momento em que passou fome. 

A vida de J.H. começou a mudar há seis anos, quando fez tratamento contra a dependência química na ONG Só Por Hoje. Saiu ano passado e recentemente ganhou seu primeiro emprego com carteira assinada. Conclui neste ano o ensino supletivo e planeja cursar marcenaria. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

'Meninas do crime' voltam a fazer vítimas

Quatro adolescentes com idade entre 14 e 17 anos foram apreendidas nas últimas 24 horas em Rio Preto.

Elas são acusadas de tráfico de drogas, roubo e furto. Nos casos mais graves, uma foi detida na rodoviária transportando 20 quilos de crack e outras duas assaltaram e agrediram uma estudante com um canivete antes de levar o celular.

Elas têm pouca idade, mas são velhas conhecidas do meio policial. Ontem à tarde a Justiça decidiu que três delas devem ficar pelo menos 45 dias internadas em uma instituição para menores infratores. A acusada de tráfico, que é natural de Belo Horizonte (MG) e estava de passagem por Rio Preto, vai para a Fundação Casa, em São Paulo. As outras duas jovens foram encaminhadas para a cadeia feminina de Nhandeara. Apenas a acusada de furto está solta.

"Estou arrasada, nunca pensei que passaria por isso", disse V.A.S.F, mãe da garota de 17 anos apreendida por roubo. Segundo ela, a filha chorou ao saber da decisão do juiz. "Ela disse que ia sair ontem (anteontem), eu falei para tomar cuidado. É uma idade complicada. Amanhã vou levar roupa para ela", lamentou. A mãe explica que, segundo a Justiça, a filha e a amiga ficam em Nhandeara até abrir vaga numa unidade feminina da Fundação Casa. A mais nova da dupla tem apenas 15 anos e é considerada uma adolescente problema pela polícia. Em abril deste ano, foi personagem de reportagem do Diário que abordou o envolvimento de garotas com o crime organizado.

Na época, ela aparecia exibindo armas e fumando maconha numa rede social sem qualquer constrangimento. Um dia após a publicação da matéria, a garota chegou a zombar da reportagem. "To bandida", escreveu na sua página pessoal. Ontem o Diário tentou contato com a família, sem sucesso. Antes de ir para a cadeia, as duas passaram a noite na carceragem do Plantão Policial. Ambas foram reconhecidas pela vítima do assalto. A jovem de 15 anos foi apontada como a mais violenta, que estava com o canivete. Após o roubo, ela foi encontrada em casa, escondida debaixo da cama, e a polícia achou dois celulares.

Falta apoio 

O promotor da Vara da Infância e Juventude, Andre Luiz de Souza, admitiu que vem crescendo o envolvimento de meninas com o crime. Para ele, as adolescentes são vítimas do descaso do poder público e precisam de apoio. "Primeiro, estão em famílias desestruturadas; segundo, convivem em comunidades de risco; e terceiro, não têm qualquer inserção em serviços assistenciais", afirmou.

Para o Ministério Público, o município precisa estruturar melhor a rede de proteção de menores, aumentar o orçamento e investir em serviços aos mais carentes. "O recurso do Fundo da Infância é pouco. Este ano são R$ 600 mil, enquanto uma cidade do porte de Rio Preto, entre poder público e sociedade, tem capacidade para arrecadar e oferecer cerca de R$ 6 milhões por ano", fala. Ainda segundo o promotor, outro grave problema enfrentado pelas autoridades é a evasão escolar, principalmente quando os adolescentes chegam ao ensino fundamental. "A dificuldade se acentua partir do sexto ano", afirma.

O Diário solicitou para a assessoria da Fundação Casa, em São Paulo, o número de menores do sexo feminino da região internadas, mas recebeu resposta de que não seria possível a compilação e divulgação dos dados ontem. Segundo dados da Polícia Militar, de janeiro a abril deste ano, doze meninas foram apreendidas no município, sendo que dez delas eram menores de 15 anos. A PM também não disponibilizou números atualizados.

'Tô bandida', diz menina ao ver reportagem do Diário



"Criimi (Crime) toooh (tô) bandida. Na primera capa uffa kkk." Foi assim, escrevendo na rede social Facebook, que "Mari Pequena", 15 anos, como ela se define, reagiu ao ler reportagem do Diário, publicada em abril deste ano, sobre casos de adolescentes meninas envolvidas com o crime em Rio Preto. Ela exibe no Facebook fotos dela fumando maconha e segurando armas: uma espingarda - que, segundo ela própria, é de pressão - e uma pistola que, conforme a mãe dela, é de brinquedo. A reportagem provocou comentários dos seus amigos na rede social. "Só você mesmo eim", escreveu um. "Doidona mesmo eim desacatano os polícia", comentou outro. "Se (você) e (é) foda como e (é) a cadeia", pergunta. "Ta pro crime", diz um terceiro. Mariana parece se orgulhar. "vaaaai brica (brinca) eeu sóóh (sou) o crime", escreve.

Flagrada 2 vezes em 15 dias 

Na madrugada de terça-feira, a Polícia Militar também deteve uma menor de 14 anos acusada de participar do furto de uma moto. Ela estava com o namorado de 22 anos até momentos antes da detenção. Ele fugiu e escapou do flagrante. A garota foi entregue ao Conselho Tutelar e depois a um parente responsável. Esta é a segunda vez em menos de quinze dias que a garota é detida pela PM. No último dia 16 de outubro, ela foi flagrada com outra moto furtada e também afirmou ser do namorado. Segundo o Conselho Tutelar, a mãe da menina faleceu há alguns anos e o pai tem o paredeiro atual desconhecido.

Além da moto furtada, segundo o boletim de ocorrência, os policiais encontraram com a menina doze pinos de cocaína. Ela afirmou que a droga também era do namorado. Dados do Tribunal de Justiça mostram que em agosto deste ano a Vara da Infância e Juventude de Rio Preto determinou a internação de 61 jovens infratores. Além disso, outros 46 adolescentes cumprem pena no sistema de semiliberdade e outros 143 estão em liberdade assistida. Segundo o relatório, atualmente existem 4.875 processos em andamento.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) divulgados esta semana, de janeiro a setembro foram apreendidos em flagrantes em Rio Preto 628 menores por envolvimento com diferentes tipos de crime. Além disso, a polícia cumpriu outros 130 mandados de prisão contra adolescentes infratores no município.




http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Cidades/216473,,Meninas+do+crime+voltam+a+fazer+vitimas.aspx

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Polícia encontra 'estatuto' de facção criminosa com menor em Piracicaba

Para comando da PM, 'cartas' saem da prisão para criminosos de fora

Um adolescente de 17 anos foi apreendido na noite desta sexta-feira (5), no bairro Ari Coelho, em Piracicaba (SP), com uma moto roubada e uma carta, escrita à mão, e titulada como "estatuto" de uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Segundo informações da Polícia Civil, o jovem foi abordado por policiais militares (PMs)  porque pilotava a motocicleta sem placas.


Suposto estatuto de facção criminosa escrito à mão
PMs da Força Tática questionaram o adolescente sobre a moto, que também estava com o número do chassi danificado. Segundo a Polícia Civil, o jovem afirmou que havia comprado o veículo de um vizinho.

Os policiais então foram à casa do rapaz, onde encontraram três chaves usadas para furtos de veículos e o suposto estatuto da facção criminosa. O adolescente foi levado para a delegacia e os materiais encontrados foram apreendidos.


Mensagem da prisão
A major Adriana Sgrigneiro, comandante do 10º batalhão da PM em Piracicaba, afirmou que não é raro encontrar esse tipo de carta com menores. “Esses adolescentes servem de avião (que levam recados entre traficantes). As mensagens saem da prisão, e os jovens ficam encarregados de entregá-las a outros criminosos que estão do lado de fora", disse.
Ainda segundo a comandante, a ocorrência foi apresentada no plantão da Polícia Civil, que poderá investigar se há alguma relação entre o adolescente e a facção criminosa, ou quem seria a pessoa a receber o "estatuto" da organização criminosa em Piracicaba.

Liberado
Após a apreensão das chaves usadas para furtos de veículos e da suposta correspondência dos criminosos, o adolescente foi liberado com um responsável, já que ele não constava na lista de procurados fornecida pela Vara da Infância e Juventude da cidade.

http://www.tribunahoje.com/noticia/116165/brasil/2014/09/05/policia-encontra-estatuto-de-facco-criminosa-com-menor-em-piracicaba.html




terça-feira, 29 de julho de 2014

Menor confessa como matou capitão da PM durante tentativa de assalto



O menor confessou estar acompanhado de mais dois comparsas em um carro roubado, e ao abordarem o policial e a esposa, na Zona Leste de São Paulo, entraram em luta corporal. Dois adolescentes já foram apreendidos.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dois adolescentes são suspeitos de envolvimento na morte de Capitão da PM

Casal de capitães da PMs é baleado na zona leste de SP

Marido morreu e mulher está internada; dois adolescentes foram apreendidos

Um casal de policiais militares foi baleado em uma tentativa de assalto na Vila Matilde, zona leste de São Paulo, na noite de domingo (27). Os dois teriam reagido ao assalto. O homem morreu e mulher está internada. Dois adolescentes são suspeitos de envolvimento no crime e foram apreendidos. Um terceiro assaltante conseguiu fugir. 

A capitã da Corregedoria, Gledys Barras da Silva, e o marido, também capitão, Luís Telmo Pessoa Rodrigues, foram abordados na porta de casa.

Segundo a polícia, os bandidos renderam primeiro Gledys, que estava na calçada. Rodrigues saiu da garagem e lutou com o adolescente armado. A capitã tentou dar voz de prisão à dupla e foi derrubada pelo outro menor, de 17 anos. O adolescente conseguiu pegar o revólver da oficial e atirou nela e, na sequência, no capitão.
                                                          Os suspeitos foram apreendidos logo depois.

O mais velho, que, segundo a polícia, teria feito os disparos, negou que tenha atirado. O terceiro suspeito conseguiu fugir com o carro usado pelo trio. Os dois menores apreendidos já têm passagem pela polícia por roubo.

O capitão Luís Pessoa Rodrigues morreu ao dar entrada em um hospital no Tatuapé. Os vizinhos dizem que os policiais moravam na casa onde aconteceu o crime havia poucos meses. A residência já foi invadida por criminosos, mas eles estavam viajando. No mesmo quarteirão, várias outras casas já foram roubadas.

Assustados, os vizinhos não quiseram gravar entrevista. O casal baleado tem um filho de 15 anos. A capitã Gledys, que permanece internada no mesmo hospital onde o marido morreu, também é mãe de uma jovem de 23 anos. O capitão Pessoa, como era conhecido, trabalhava na Polícia Militar havia mais de vinte anos. Ele atuava no setor de finanças da corporação.


Sepultamento será em São Paulo
A Polícia Militar emitiu nota oficial sobre o fato, e de acordo com o tenente-coronel, o capitão Pessoa nasceu em Venceslau, trabalhou no 42º Batalhão, mas se mudou há alguns anos para São Paulo, e atualmente trabalhava na Diretoria de Finanças e Patrimônio da PM na capital do Estado. O comandante informou que policiais de Presidente Venceslau se dirigiram à capital paulista, para dar apoio à família. Familiares moradores de Presidente Venceslau também seguiram à capital. O sepultamento foi marcado para esta segunda-feira, dia 28, em São Paulo, às 17 horas.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A cada dia, dez menores são apreendidos na região de Ribeirão

A cada mês, uma média de 300 adolescentes são apreendidos em flagrante ou por mandado

Weber Sian / A Cidade
Maria (nome fictício), cujo filho está na Fundação Casa há duas semanas; ele é um dos 5 mil menores que foram apreendidos nos últimos 17 meses pela prática de algum delito (Foto: Weber Sian / A Cidade)

A mãe vive um dilema doloroso, entre a liberdade e a segurança do filho adolescente. Há 13 dias, o menino cumpre *medida socioeducativa na Fundação Casa por roubo. Maria (nome fictício), ao mesmo tempo, teme e quer que ele volte para casa. O relato da vítima é tão doído quanto esse dilema de mãe. “Perdeu, perdeu”, anunciou o filho de Maria, aos 14 anos, com a arma apontada para a cabeça da mulher.

A moto virou coisa pouca perto do medo da morte. O menino virou gigante por tanta violência. “Quando eu vi o primeiro menino na rua, pensei que era uma criança. Depois, o maior apareceu e apontou a arma para minha cabeça”, a vítima conta.

Além do filho de Maria (nome fictício), que, ela diz, “é grande, tem corpo de rapaz”, um menino de 13 anos participou do crime. Os dois foram aprendidos. O problema, porém, tanto a mãe quanto a vítima concordam, vai muito além de um roubo.

O filho de Maria é um entre dez adolescentes apreendidos por dia na região de Ribeirão Preto. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, nos últimos 17 meses, 5.053 adolescentes foram apreendidos em flagrante ou por mandado no Deinter 3 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), por crimes diversos.

Balanço divulgado pela Fundação Casa no início deste ano mostra que cerca de 80% dos jovens cumprem medida socioeducativa por roubo ou tráfico.

Bem por isso, Maria teme que o filho volte para casa. “Eu quero que ele saia, mas tenho medo de sair pior. Peço a Deus que os pensamentos dele lá sejam bons. Que ele possa parar e refletir”.

A mãe diz que deu ao filho a mesma educação que recebeu do pai. As diferenças, ela critica, foram impostas pela sociedade. “Educação eu dei. Hoje o adolescente não pode trabalhar, não pode levar uma palmada. Eu preciso trabalhar e não sei o que ele faz quando está desocupado”, desabafa.

Maria é doméstica e cuida do filho sozinha. O armário do menino, ela garante, guarda mais de um tênis.

“Eu sempre me desdobrei. Se falar que ele está assim por falta de carinho, roupa, sapato, comida, está mentindo”.

O filho chegou a morar um tempo com o pai, mas a mãe se preocupou com suas mudanças de comportamento. “Trouxe ele de volta”, conta. Até onde ela sabe, o menino não usa drogas. Parou de estudar e, há alguns meses, foi apreendido tentando furtar uma joalheria na cidade onde mora, na região de Ribeirão. “Ele negou que estava envolvido’, a mãe diz.

10.nov.2010 - F.L.Piton / A Cidade
Promotor Luis Henrique Paccagnella diz que é preciso
investir em serviços comunitários
(Foto: 10.nov.2010 - F.L.Piton / A Cidade)
A tentativa de roubo da moto acabou admitindo. “Disse que não sabia porque tinha feito aquilo”, revela. 

Neste sábado (28), Maria vai visitar o filho pela primeira vez desde a apreensão. Tem medo do que vai encontrar. “O único refúgio é Deus. Só ele pode ajudar. Eu não sei mais o que fazer”.

Vítima pensou que assaltante era uma criança

Ana, 19 anos, nome fictício, estava indo para a casa do noivo quando foi vítima do filho de Maria e do outro adolescente, há duas semanas. Enquanto o menino de 13 anos, que tem estatura menor, chamou a atenção da moça, no meio da avenida Presidente Kenedy, o outro colocou a arma na cabeça dela. 

“Eu nem vi que o maior estava com a arma, porque achei que o pequeno era uma criança”, ela conta. Com a arma apontada para a jovem, os dois pediam que ela deixasse a moto. “Eles me deixaram lá no meio e eu tive que pedir ajuda para uma pessoa que passava por ali”, ela contou.

Ana está bem. Recuperou a moto e não se feriu.

Adolescentes, porém, tiveram participação confirmada em três latrocínios (roubo seguido de morte) dos quatro registrados este ano em Ribeirão Preto.

Um dos casos mais emblemáticos foi o de Sophie Forti. Um adolescente e seu pai roubaram o carro envolvido no acidente que matou a bebê, seu pai e sua mãe em abril deste ano.

O adolescente foi apreendido pela Diju (Delegacia da Infância e Juventude) de Ribeirão Preto.

Análise>>>‘Investimento está na contramão’

Para diminuir o número de adolescentes apreendidos é necessário maior investimento em serviços comunitários, liberdade assistida, meio aberto. Estamos na contramão: investindo muito em medidas de internação e deixando de prestar serviços à comunidade, com orientação das famílias. O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, por exemplo, está regulamentado, mas não funciona. Estado e União deveriam monitorar os municípios. Se essa rede de assistência funcionasse, poderíamos ter resultados positivos na violência. A redução da maioridade penal não funciona. Basta que se observe o sistema penal dos adultos. Eu acredito que o prazo das internações precisa ser revisto, principalmente em crimes graves. O tempo de internação deveria ser mais longo, mas também precisamos fazer o modelo de internação funcionar - Luis Henrique Paccagnella, promotor da Infância e Juventude

*pena

domingo, 1 de junho de 2014

Número de adolescentes e crianças apreendidos no Rio quadruplica

Só nos três primeiros meses de 2014, as apreensões registradas ultrapassam todo o ano de 2008 - 1.890

RIO - O número de crianças e adolescentes apreendidos no Estado do Rio de Janeiro quadruplicou em 6 anos. Em 2008, 1.802 menores de 18 anos foram detidos. Em 2013, esse número havia saltado para 7.222. Só nos três primeiros meses de 2014, as apreensões registradas ultrapassam todo o ano de 2008 - 1.890. A escalada nas estatísticas coincide com a instalação de Unidades de Polícias Pacificadoras em favelas cariocas; 36 na capital, uma na Baixada Fluminense.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcelo Chalreo, os números de apreensões de adolescentes "aumentaram barbaramente" em todo o País. "Somos a quarta nação em número de presos do mundo e os menores não fogem à regra. Seguem a triste estatística. A legislação no que diz respeito à posse de drogas vem sendo interpretada de maneira dura", afirma.

Em 2012, o Superior Tribunal de Justiça editou súmula em que estabelece "que o ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à internação do adolescente". A medida só deveria ser tomada em caso de violência ou grave ameaça. A tentativa de reduzir as internações de nada adiantou.

"Uma súmula é a cristalização da jurisprudência, é editada quando ocorre um consenso grande no Tribunal. E o poder público, a polícia, o Judiciário estão indo na direção oposta. As apreensões deveriam ser a exceção, mas vêm se tornando a regra. Esses garotos são jogados em antros sem a menor condição de recuperação", afirmou Chalreo.

O subcoordenador das UPPs, coronel Cláudio Lima Freire, afirma que não há estudos detalhando se as prisões foram feitas em áreas pacificadas, mas acredita que a instalação das UPPs tenha feito aumentar o número de crianças e adolescentes aliciados pelo tráfico. "Um dos cenários possíveis é a descapitalização do tráfico. Bancar um adulto na cadeia é caro. A medida socioeducativa dura alguns meses, é mais célere e menos onerosa para o criminoso. O menor volta rapidamente a delinquir", afirma Lima Freire. "A pacificação impactou significativamente a venda de entorpecentes. Para seduzir uma criança ou adolescente não é preciso oferecer salários".

O aumento das apreensões é sentido na estrutura de internação de crianças e adolescentes infratores. Jovens se queixam de superlotação em unidades. O Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Novo Degase) tem 1.550 vagas, mas de acordo com o sindicato dos servidores do Degase, há 2.600 adolescentes internos. "Fizeram como em São Paulo, onde Febem virou Fundação Casa. Aqui, o Instituto Padre Severino virou Dom Bosco, mas as mazelas são as mesmas: superlotação, agressões de menores contra agentes. As apreensões cresceram mas a estrutura é a mesma de 30 anos atrás na capital", diz o presidente do Sind-Degase, Marcos Aurelio Rodrigues.

O subdiretor-geral do Degase, Roberto Bassan, refuta as afirmações. Diz que há 1.300 internos, em média, e que duas novas instituições foram abertas no interior do Estado, que atualmente recebem jovens de 50 municípios - antes, todos vinham para a capital. "Temos estrutura e temos quadros para atender os menores", afirmou. Em 2012, o departamento fez um concurso público. Hoje tem 2.145 servidores. Desses, 1352 são agentes.

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/n%C3%BAmero-de-adolescentes-e-crian%C3%A7as-apreendidos-no-rio-quadruplica

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Adolescentes danificam carro de policial

Cinco adolescentes foram apreendidos, na madrugada de terça-feira, 27, após invadirem e quebrarem o carro de um policial militar de Guaraci. Segundo informações da PM, o bando quebrou o carro do policial José Alberto Alves Bitencourt. 

A principal suspeita é a de que o ato tenha sido motivado por conta da prisão do pai de um dos rapazes por tráfico de drogas, realizada há dias pelo policial Bitencourt. Um adolescente de 15 anos, filho do homem que está preso, foi acompanhado de um primo, de 16, e outros três menores, um de 17 e dois de 15 anos. 

Bitencourt estava de folga na noite do acontecimento e chegou a ver os adolescentes danificando o para-brisa de seu carro. Ele acionou outras viaturas para realizar a captura dos envolvidos, que foram encontrados na casa do suposto líder da ação.

Ainda dentro da casa do adolescente, os policiais localizaram 21 porções de crack dentro de um cesto de roupas. Ele e o primo teriam confessado serem os donos da droga. Os menores foram apresentados na delegacia de Guaraci, acusados de tráfico de drogas e contravenção de danos.

No momento, os dois aguardam transferência para a Fundação Casa. Os outros três participantes aguardam parecer da Vara da Infância e Juventude. Um caso semelhante aconteceu na segunda-feira, 26, em Catanduva.

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Cidades/187244,,Adolescentes+danificam+carro+de+policial.aspx

terça-feira, 27 de maio de 2014

Menor comandava tráfico de dentro da Fundação Casa

Uma ação conjunta da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e da Polícia Militar flagrou um adolescente detido na Fundação Casa enviando mensagens a traficantes de Votuporanga. Segundo informações da Dise, que finalizou o caso nesta segunda-feira, 26, o adolescente de 16 anos está encarcerado desde abril por crimes de tráfico e porte de arma.

No dia 13 de abril, data em que foi apreendido, ele e seu irmão, que não teve o nome identificado, foram surpreendidos vendendo maconha e cocaína no bairro Matarazzo, em Votuporanga.

No último dia 20 de maio, a polícia interceptou uma carta enviada pelo menor de dentro da Fundação Casa. Nela, ele pedia a possíveis comparsas para que retirassem uma certa quantidade de entorpecente de dentro da casa de um parente seu. No mesmo dia, policiais militares foram até a casa do menor, onde apreenderam duas porções de cocaína, dinheiro e três telefones celulares – itens que também teriam sido citados na carta.

Nesta segunda-feira, após investigações da Dise, os policiais estiveram na casa de uma prima do acusado, onde foram localizados, enterrados no quintal, 92 invólucros de maconha lacrados. Ela foi levada para prestar depoimento, alegando desconhecer a existência da droga no local. O Juizado da Infância e Juventude está avaliando o caso.


http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Cidades/187015,,Menor+comandava+trafico+de+dentro+da+Fundacao+Casa.aspx

domingo, 18 de maio de 2014

Antes de matar jardineiro por R$ 0,50, adolescentes foram a culto evangélico

Dois dos quatro adolescentes envolvidos no assassinato do jardineiro Pedro Sebastião de Souza, 59 anos, participaram de um culto evangélico uma hora e meia antes do crime, segundo a delegada Rozeman de Paula, titular da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). 

Logo depois, já sob efeito de entorpecentes, eles feriram a vítima com golpes de facão na cabeça e a agrediram em diversas partes do corpo. Eles roubaram apenas R$ 0,50 e um telefone celular.


Corpo de jardineiro foi retirado da casa na manhã de segunda-feira (Foto: Simão Nogueira/Arquivo)
Corpo de jardineiro foi retirado da casa na manhã de segunda-feira
(Foto: Simão Nogueira/Arquivo)
“O tio de um dos adolescentes é pastor e eles o acompanhavam em um culto da igreja, localizado no Jardim Noroeste”, diz a delegada, complementando que o evento terminou às 21h e logo em seguida eles se dirigiram ao bairro.

Juntos na casa de uma menina, eles decidiram cometer o crime. São pessoas com idades entre 14 e 16 anos. Conforme a Polícia, a menina teria comentando que a vítima possuía “grandes quantidades de dinheiro escondidas no imóvel”. Pedro então foi abordado na rua, agredido e levado até a sua casa.

Após vasculhar o local, os adolescentes levaram apenas um celular e R$ 0,50. Todas as informações foram descobertas no decorrer da segunda-feira (12), quando parentes de um dos adolescentes o levou na delegacia, sendo as outras apreensões realizadas em seguida.

“Foi realizada a oitiva com os quatro adolescentes, os pais e outras testemunhas. Agora o inquérito policial já está em fase de conclusão, aguardando apenas laudos periciais”, conta a delegada.

Os adolescentes responderão por latrocínio (roubo seguido de morte). A pena máxima de internação é de três anos, a ser cumprida em uma Unei (Unidade Educacional de Internação).

Crime – O jardineiro foi encontrado morto com perfurações na cabeça há dois dias, em sua casa no Jardim Panorama. A princípio, a hipótese policial era de que a vítima teria sido roubada porque estava com uma quantia de dinheiro do “jogo do bicho”.


Horas antes, ele comemorava o “Dia das Mães”, passando o dia com a mãe e uma irmã. Segundo testemunhas, o jardineiro era muito querido na região onde morava e não possuía desavenças.

http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/antes-de-matar-jardineiro-por-rs-0-50-adolescentes-foram-a-culto-evangelico

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Adolescente mata homossexual dois dias após sair da fundação CASA

Menor acusado de matar homossexuais é apreendido em SP

A Polícia Civil de Bauru apreendeu um adolescente de 17 anos, acusado de matar dois homossexuais e tramar a morte de um terceiro, em Agudos, no interior de São Paulo. 

O menor foi detido na casa de familiares, em Bauru, para onde havia fugido após o crime. Ele era procurado desde o dia 2 de abril, quando a polícia encontrou o corpo de Igor Alves, de 15 anos, em uma floresta de pinus, na zona rural de Agudos.

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N.A.R 17 anos é acusado de cometer dois crimes contra gays e planejar um terceiro contra um menor. Foto: Polícia Civil

Segundo o delegado Jader Biazon, de Agudos, o suspeito confessou, em depoimento, o assassinato de Igor e disse que praticou o crime por "ter ódio de homossexuais", embora mantivesse um relacionamento amoroso com a vítima, que era apaixonada pelo assassino.

"O acusado e a vítima mantinham um relacionamento amoroso, iniciado quando o adolescente cumpria pena de semiliberdade na Fundação Casa de Iaras (SP) e ia a Agudos nos finais de semana para visitar familiares", segundo explicou o delegado Jader Biazon, da Polícia Civil de Agudos.

O adolescente tinha acabado de cumprir medida socioeducativa de internação na Fundação Casa pela morte do empresário Waldiney Rocha, de 56 anos, em março de 2013. No dia 27 de março deste ano, foi colocado em liberdade pelo Juizado de Menores e, dois dias depois, matou Igor Alves.

O adolescente declarou em vários momentos de sua prisão que matava suas vítimas por que tem ódio de homossexuais e pretendia matar outros gays, segundo declarou o delegado.

"Ele esfaqueou Igor diversas vezes na região do pescoço, e nos contou, com frieza, que cravou a faca e pisoteou na cabeça da vítima. Ele nos contou que no momento em que executava o crime, ficava com mais vontade de matar. Para mim, esse garoto sofre de algun transtorno mental", comentou o delegado

Nos dois crimes, ele contou com a ajuda de comparsas e usou uma faca como arma para matar as duas vítimas, com quem mantinha relacionamentos amorosos. Na morte do empresário, assassinado com 16 facadas, um rapaz de 18 anos foi preso por participar do crime. Na morte de Igor, outro adolescente, de 15 anos, confessou a participação e mostrou à polícia onde estava o corpo da vítima, também morta a facadas.

Um outro adolescente, de 15 anos, que era assediado pela suspeito, também seria morto, mas o plano não foi concretizado com o esclarecimento da morte de Igor.

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Geral/179298,,Menor+acusado+de+matar+homossexuais+e+apreendido+em+SP.aspx

http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/s%C3%A3o-paulo/08042014-120483-acusado-de-matar-homossexuais-por-odio-mantinha-relacionamentos-com-vitimas

segunda-feira, 7 de abril de 2014

'Reagiu, tomou tiro', diz adolescente suspeito de matar empresário em SP

Jovem de 17 anos foi detido um dia após assaltar homem em Ribeirão Preto.
Ao ser rendido, vítima entrou em luta corporal com suspeito e foi baleada.

Suspeito foi detido um dia depois do crime em uma casa no Parque Ribeirão  (Foto: Maurício Glauco/EPTV)
Suspeito foi detido um dia após o crime, em uma casa no Parque Ribeirão (Foto: Maurício Glauco/EPTV)

“Não é a primeira, nem a última vez que uma coisa dessas vai acontecer. A culpa é dele, ele que pulou no bagulho. Reagiu, tomou tiro.” A declaração é do jovem de 17 anos, suspeito de matar o empresário Fabiano Lino de Azevedo, de 35 anos, com um tiro, durante um assalto na noite da última sexta-feira (4), em Ribeirão Preto (SP). O adolescente foi detido na tarde do dia seguinte e reconhecido pela namorada da vítima, que também foi rendida no roubo.

Azevedo foi abordado pelo menor e por outro homem, quando saía do escritório em que trabalhava, no bairro Alto da Boa Vista, acompanhado da namorada. Ao ser rendido, o empresário reagiu e entrou em luta corporal com o suspeito, que estava armado e atirou três vezes: um dos disparos atingiu o peito da vítima, que chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

“Ele me imobilizou, eu liguei o automático e dei um tiro nele mesmo. Isso vai estar sempre acontecendo no mundão. Quantos que não vai (sic) preso aí por dia por causa disso?”, afirmou o menor, detido pela Polícia Militar na tarde de sábado (5) em uma casa no bairro Parque Ribeirão - outros dois adolescentes foram apreendidos no mesmo local, mas acabaram sendo liberados.


Menor alegou ter atirado porque se assustou quando empresário reagiu (Foto: Mauricio Glauco/EPTV)
Menor alegou ter atirado porque se assustou quando
empresário reagiu (Foto: Mauricio Glauco/EPTV)
A dupla chegou a fugir no carro do empresário, levando dois mil dólares e dois notebooks. Ao ser detido, entretanto, o adolescente alegou que os pertences ficaram com o comparsa, que conheceu na noite do crime. “O desgraçado sumiu com o carro. Ele tava (sic) comigo lá, me deixou na quebrada e sumiu. Ele é usuário de crack, ele que me chamou para roubar.”

Após ser ouvido pela polícia, o menor foi encaminhado ao Núcleo de Atendimento Integrado e levado à Fundação Casa. “Não é que eu me arrependo (sic). Infelizmente acontece, a gente não pode voltar atrás”, disse.

Transtorno de caráter

A frieza na atitude e nos relatos surpreende, mas é cada vez mais comum nas delegacias, principalmente entre menores de idade, explica o psicólogo Sérgio Kodato, coordenador do grupo de pesquisa

"Observatório da Violência", na Universidade de São Paulo (USP). Kodato afirma que esse tipo de comportamento é classificado como psicopatia, ou falha de caráter, e tem origem em experiências negativas vividas na infância, como abandono, rejeição ou violência por parte dos pais.

“É um adolescente com nível de inteligência normal, ou superior, mas com ausência de culpa. O indivíduo comete atos atrozes, mas não se repende daquilo que fez. É uma falha de caráter, que vai levar a um indivíduo frio, manipulador, calculista, que não tem sentimento de piedade em relação à vítima. Mais do que isso, ele entende que a vítima reagiu, então é um ato perfeitamente normal atirar”, diz o psicólogo.

Falha de caráter tem origem em experiências negativas vividas na infância, diz Sérgio Kodato (Foto: Reprodução/EPTV)
Falha de caráter tem origem em experiências
negativas vividas na infância, diz Sérgio Kodato
(Foto: Reprodução/EPTV)
Ainda segundo Kodato, a ausência de leis mais severas e de um trabalho psicossocial de recuperação do menor infrator colaboram para reforçar a criminalidade. “Esse menino tem 17 anos de idade e, por um crime de homicídio, vai ficar internado por, no máximo, três meses. O discurso que você ouve entre os meninos na Fundação Casa, é de que lá é um SPA."

Para o psicólogo, é fundamental que os menores infratores passem pelo que ele chama de “terapia do vínculo”, ou seja, estabelecesse um elo com uma espécie de “padrinho” que fosse responsável pela reestruturação social e emocional do criminoso. “Nos Estados Unidos, quando um menino sai da unidade prisional, já existe um padrinho, que vai acolhe-lo, arrumar emprego, etc.


Se você devolver para o mesmo lugar de onde ele veio, vamos continuar repetindo o mesmo ciclo.”

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/04/reagiu-tomou-tiro-diz-adolescente-suspeito-de-matar-empresario-em-sp.html


quarta-feira, 19 de março de 2014

Menor infrator instala câmera em casa para vigiar ações da polícia e movimentação de rivais

De acordo com o soldado Cruz, a polícia vinha monitorando o tráfico de drogas na localidade conhecido como ‘Beco do Rato’, quando recebeu a informação da instalação de câmeras em uma das residências,

Um adolescente de 17 anos, que é foragido do Centro Educacional do Adolescente (CEA) de João Pessoa, foi detido na tarde desta segunda-feira (17), no Centro da cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa.

Câmera monitorava beco
Câmera monitorava beco
Na casa do menor, os policiais encontraram uma central de monitoramento clandestina, que servia para acompanhar as ações da Polícia Militar, conforme informou o soldado Everton Cruz, da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) da cidade.

De acordo com o soldado Cruz, a polícia vinha monitorando o tráfico de drogas na localidade conhecida como ‘Beco do Rato’, quando recebeu a informação da instalação de câmeras em uma das residências, que serviam para vigiar os rivais do menor apreendido e ações policiais.

Câmera monitorava beco
Câmera monitorava beco
“Desde o fim de semana que a gente recebeu informes da população sobre a presença de câmera e a movimentação do tráfico. Fizemos o levantamento e conseguimos apreender o menor foragido e localizar dentro da casa dele o monitor de onde ele observava a chegada da polícia e de rivais”, comentou o policial, informando que o menor não reagiu à prisão.

O adolescente e o equipamento de segurança foram levados para a 5ª Delegacia Distrital da cidade. O menor será apresentado a Vara do Menor de Bayeux.


Menor monitorava o local
Foto: Menor monitorava o local 
Créditos: Reprodução/ Bayeux Jovem

http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/policia/policia-militar/2014/03/17/NWS,237143,8,160,NOTICIAS,2190-MENOR-INFRATOR-INSTALA-CAMERA-CASA-VIGIAR-ACOES-POLICIA-MOVIMENTACAO-RIVAIS.aspx

segunda-feira, 3 de março de 2014

Menores apreendidos debocham da PM, fazem música e prometem churrasco em delegacia

Quatro adolescentes foram apreendidos após roubarem duas mulheres e ainda assaltarem uma padaria na região oeste de Belo Horizonte no último domingo (2).

Já na delegacia, os infratores não demonstraram preocupação. Eles chegaram a criticar a viatura dos militares e prometeram fazer um "churrasquinho" quando saírem do local, para comemorarem o fato de que não ficarão presos.

Adolescentes criticaram viaturas dos militares
Record Minas
Segundo a Polícia Militar, o grupo abordou duas mulheres em um semáforo da região. Com uma arma de brinquedo, eles ameaçaram as vítimas, entraram no veículo e ordenaram que elas passassem dinheiro. Além disso, os suspeitos ainda abusaram das garotas e as obrigaram a darem beijos neles.

Horas depois, os menores foram até uma padaria, de onde roubaram mais dinheiro e outros objetos, como celulares. Na fuga, eles se dividiram, mas foram apreendidos por viaturas da PM. Despreocupados, os adolescentes chegaram a fazer música sobre a situação. A "canção" fala que eles vão voltar ao mundo do crime.


— Nós vamos voltar sim e quando nós voltar, nós vamos esculachar [sic]


Todo o material encontrado dentro do carro onde estavam os adolescentes foi apreendido. Eles foram encaminhados para a delegacia especializado.

http://noticias.r7.com/minas-gerais/menores-apreendidos-debocham-da-pm-fazem-musica-e-prometem-churrasco-em-delegacia-03032014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Número de internos em Sorocaba aumenta 137% em 10 anos

As internações de menores infratores aumentaram 137% em 10 anos em Sorocaba. Atualmente a cidade abriga quatro unidades de internação e uma de semiliberdade, totalizando 228 meninos menores de idade cumprindo medida socioeducativa de restrição de liberdade. 

Há 10 anos eram 96 jovens em regime de internação e o município, na época, contava com duas unidades. Há 10 anos trabalhando na Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) de Sorocaba, a diretora das unidades Casa 1 e 2, Aguida de Jesus Silva, conta que o tráfico de drogas e o roubo (subtração com violência) são as principais causas de recolhimento dos jovens. O perfil do menor infrator também mudou de um período para o outro e o furto era a infração mais comum entre os internos da Fundação Casa. "Os meninos estão vindo parar aqui mais novos, mais ousados, em atitude de enfrentamento", diz. 

Jovens participam de varias atividaes pedagogicas
e de socialização (Pedro Negrão)
Promotor da Infância e Juventude em Sorocaba e atualmente integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Antonio Farto Neto, confirma a mudança do menor infrator durante os últimos dez anos. Ele dedicou-se integralmente à promotoria da Infância durante esse período e afirma que nessa década as infrações (condutas análogas a crimes) cometidas pelos jovens estão mais violentas e muitos deles estão envolvidos com o crime organizado. O tráfico de drogas e a certeza da impunidade dos infratores que são aliciados por adultos, diz o promotor, são pontos marcantes nessa mudança de perfil. O tráfico de drogas é a principal causa das internações dos jovens e em Sorocaba, a infração é responsável, em média, por metade delas.

Trabalhar tanto a família como o próprio jovem é o caminho para a recuperação do infrator. Farto Neto comenta existir dois tipos de infratores: o que reitera no mundo do crime e o jovem comum. Esse último, define o promotor, é o adolescente que teve um deslize mas se recupera com o apoio da família e da sociedade. Quando a família não é funcional, desestruturada e com problemas de relacionamento a chance do infrator tornar-se reincidente é grande. "Eles começam com infrações mais leves, furtos, uso de drogas e passam para ações mais pesadas, vão para o tráfico, roubo e outras coisas mais violentas", afirma o promotor. Farto Neto acredita que o trabalho de ressocialização feito pelo Estado por meio das medidas socioeducativas não é suficiente, caso não haja apoio e respaldo da família.

No Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), determina que o tempo máximo de internação, de um menor infrator, é de 3 anos. Durante este período ele deve ser submetido a medidas socioeducativas para, ao final da internação, ser reinserido à sociedade. Em Sorocaba, durante a internação os adolescentes têm assistência médica, odontológica, acompanhamento psicológico, atividades esportivas e pedagógica. Por exigência do ECA os internos são obrigados a continuar o estudo durante o período de internação. Diariamente são cinco horas de aula na escola regular.

Educação para o trabalho

Em Sorocaba são duas salas específicas de séries do ensino médio e outras multiseriadas, com os alunos em níveis diferentes de escolaridade. Os professores são de escolas estaduais que trabalham no atendimento dos menores infratores. Como explica a coordenadora pedagógica da organização não governamental (ONG) Centro Social São José - Pastoral do Menor (entidade parceira e prestadora de serviço para a fundação), Maria Luiza Ferreira Fonseca, no total são 13 professores da escola formal dentro da Fundação. "Eles lecionam o mesmo conteúdo das escolas", comenta ela. Os internos, na maioria das vezes, têm dificuldade na leitura e na escrita.

Por conta da baixa escolaridade de alguns internos e da necessidade de receberem reforço escolar, nas unidades da Fundação Casa de Sorocaba são mantidas salas do chamado ciclo 1, com aulas do ensino básico e alfabetização. "Muitos deles lá fora abandonaram a escola, fizeram uso prolongado de drogas e precisam de uma atenção especial para a retomada dos estudos", comenta a coordenadora pedagógica. Cada sala tem em média dez alunos. Maria Luíza lembra que as internações podem durar até três anos e os jovens, nesse período, ainda devem fazer cursos profissionalizantes.

Entre os mais procurados está o de Sistema Toyota de Produção (STP). Os internos ainda podem fazer aulas de culinária, informática, panificação entre outros. A disponibilidade dos cursos varia de acordo com as parcerias conseguidas pela fundação. A Universidade de Sorocaba (Uniso), Universidade do Trabalhador e Empreendedor de Sorocaba (Uniten) e Instituto Nextel são instituições parceiras da Fundação Casa e ministram alguns cursos nas unidades da cidade. Para a diretora Aguida, ampliar os programas de parcerias é uma das principais necessidades da instituição na cidade. A aplicação dos cursos profissionalizantes também está prevista no ECA e, para a articuladora social da Casa 2, Cibele Matucci, essa exigência é de extrema importância para evitar a reincidência dos jovens.

Em busca de emprego

Sair da internação com um curso profissionalizante no currículo contribui para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. Cibele conta que a Fundação Casa tem parceria com o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) e com agências de emprego privadas que encaminham os garotos para entrevistas de emprego. Segundo ela, são muitos os exemplos de jovens que deixaram a instituição e conseguiram um emprego e a oportunidade de deixar os erros no passado. Cibele conta que há casos de empresas que procuram pela fundação na busca por funcionários. Todos os internos aprendem a fazer currículos. "Com o menor aprendiz ainda temos algumas dificuldades por conta das exigências do programa, mas muitos meninos são inseridos no mercado de trabalho", comenta a articuladora.

Inserir os jovens também na sociedade como um todo é um dos objetivos da internação e atividades externas são organizadas para os infratores. Idas a parques e eventos culturais são algumas das dinâmicas desenvolvidas em Sorocaba. "Eles não sabem que a cidade oferece opções gratuitas de lazer, eles não conhecem o que existe à disposição deles. Ficam na periferia e se limitam a esse mundo. A nossa missão aqui é também abrir os olhos e a cabeça deles para o que a sociedade pode lhes oferecer", finaliza Aguida. (Carolina Santana)

carolina.santana@jcruzeiro.com.br
 

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/533018/numero-de-internos-em-sorocaba-aumenta-137-em-10-anos

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Adolescente suspeito de roubo é espancado e amarrado nu em poste na zona sul do Rio

Um adolescente suspeito de praticar furtos na zona sul foi espancado, ferido com faca e amarrado nu a um poste na avenida Rui Barbosa, no Flamengo. O caso foi relatado através de uma rede social por Yvonne Bezerra, coordenadora do Projeto Uerê e ativista em causas de direitos humanos. Yvonne disse ter sido alertada por um amigo sobre o jovem amarrado, na noite de sexta-feira (31).

Ela foi ao local e acionou a polícia e os bombeiros, que conseguiram retirar a trava de bicicleta que prendia o rapaz. O adolescente contou ter sido abordado por três homens que se denominaram Os Justiceiros e usavam motos. O trio bateu no jovem e lhe deu uma facada na orelha, antes de tirar toda a roupa e amarrá-lo no poste.

Pela mesma rede social que divulgou o ocorrido, Yvonne desabafou contra os que se puseram contra sua postura de ajudar o rapaz.


— Quero avisar publicamente aqui no face que aqueles que me mandam mensagens desaforadas no meu inbox, me acusando de várias coisas porque ajudei uma pessoa a ser retirada de um poste e nu na minha rua, que tomem cuidado com as palavras. Já acionei meu advogado e vou processar um por um. Nunca irei permitir tortura nem grupos de idiotas que se denominam "justiceiros" de praticarem esses atos. Bandido tem que ser preso...

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/adolescente-suspeito-de-roubo-e-espancado-e-amarrado-nu-em-poste-na-zona-sul-do-rio-03022014

video da band:
"Justiceiros" amarram menor, supostamente infrator, a um poste

Um adolescente, supostamente praticante de roubos no Aterro do Flamengo, foi agredido e preso à um poste por três homens que se denominaram justiceiros.

VEJA O VIDEO:









siga os links e acompanhem este caso, que ainda vai dar muito pano pra manga


Adolescente que foi acorrentado em poste reaparece em abrigo do RJ

Mulher que denunciou tortura sofre ameaça pela internet

"Justiceiros" acusados de torturar jovem no Flamengo são presos pela polícia

Jovem preso a poste por ‘justiceiros’ perambula há dois anos pelas ruas do Rio

Rachel Sheherazade, do SBT, defende grupo que amarrou homem nu em poste e provoca polêmica

Comentário da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, causa polêmica nas redes sociais

Sindicato dos Jornalistas divulga nota de repúdio contra declarações de Rachel Sheherazade

Psol representa contra o SBT por comentário de Rachel Sherazade


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Após ser detido, adolescente rende agente e ajuda na fuga de presos

Menor, que havia atropelado três pessoas, tomou a arma do funcionário da delegacia; Ao todo, 12 fugiram, mas quatro foram capturados

As polícias Militar e Civil de Campos Altos, no Triângulo Mineiro, estão à procura de criminosos que fugiram da delegacia da cidade nessa terça-feira (28). Os detentos contaram com a ajuda de um adolescente, que havia acabado de ser apreendido.

De acordo com a corporação, o menor de 17 anos, após ser detido por  por atropelar três pessoas com um carro de passeio, foi encaminhado à delegacia, no centro do município.

Chegando ao local, ele tomou a arma do único agente que estava de plantão e o obrigou a abrir todas as celas.

Ao todo, 12 presos fugiram, mas quatro foram capturados. Outros 13 homens se recusaram a participar da fuga. Entre os bandidos soltos, alguns respondem por homicídios, roubo e envolvimento com o tráfico de drogas. O adolescente também escapou.

http://www.otempo.com.br/cidades/ap%C3%B3s-ser-detido-adolescente-rende-agente-e-ajuda-na-fuga-de-presos-1.780563


Atualizado em 29/01/2014 19h06 



presos detentos presidiários cadeia  Campos Altos MG (Foto: Willian Tardelli/Arquivo pessoal)
Quatro detentos foram recapturados durante a
madrugada (Foto: Willian Tardelli/Arquivo pessoal)
Foi preso no fim da tarde desta quarta-feira (29), no município de Rio Paranaíba, na região do Alto Paranaíba, mais um dos 12 presos que fugiram da cadeia de Campos Altos, na noite desta terça-feira. Com ele, a Polícia Militar (PM) apreendeu uma arma e uma moto.

Segundo a PM, o adolescente, que estava apreendido por tentativa de homicídio em uma cela separada, aguardava transferência para alguma unidade de recuperação de adolescentes na região, já que não existe uma na cidade. E para a reportagem do G1, a PM informou que quem abriu a porta da cela no momento da fuga foi o próprio detento, que conseguiu pegar o revólver calibre 38 e render os funcionários da cadeia. Porém, essa informação não foi confirmada pelo delegado Heli Andrade, à reportagem do MGTV.

http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/01/inquerito-sera-instaurado-para-investigar-fuga-em-campos-altos.html

domingo, 26 de janeiro de 2014

Jovem arromba casa de oração

No início da madrugada desta terça-feira, 21, por volta das 00:20, a Central de Operações do 8ºBPM, recebeu a denúncia de que vândalos estariam arrombando as portas da Igreja Congregação Cristã do Brasil, localizada na Av. José Ferreira de Oliveira Sampaio, Bairro Augusto Alencar Sampaio (Imperador). 

Imediatamente foram acionadas as viaturas de Operações do 8ºBPM, comandada pelo SUB. TEN. PM GEOVANE, acompanhado da GT 02 integrada pelos Policiais Militares CB PM AIRON, soldados ELIAS e BENÍGNO, com apoio da ROCAM, tendo como componentes os Soldados ERISMAR e VALDIRLÂNIO, que ao chegarem ao local da denúncia, às 00:30h, perceberam que os delinquentes ainda se encontravam no interior do templo praticando furto de vários objetos, tendo se utilizado de um “Pé de Cabra” para forçar as entradas do Santuário.


Montado o cerco, o policiamento invadiu a Congregação, apreendendo um menor de 17 anos, que já tem passagem pela Fundação CASA (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) por tentativa de homicídio no ano de 2011, o qual estava de posse de um “Pe de Cabra” além dos objetos furtados, uma Cesta Básica; um Moldem IP Time, uma Garrafa Térmica e uma Turquesa.


O segundo elemento, identificado pelo nome de “DERIVALDO”, ex presidiário, morador da Rua 25 – COHAB, conseguiu fugir, no entanto o menor foi detido e encaminhado para Delegacia de Polícia Civil da 193ª Circunscrição em Salgueiro, aonde foi apresentado com o produto do furto e as testemunhas arroladas, ficando sob a responsabilidade daquela DEPOL. De acordo com investigação prévia, os envolvidos são suspeitos da prática de múltiplos furtos ocorridos contra vários estabelecimentos comerciais e de ensino no município.

http://ccbnoticias.blogspot.com.br/2014/01/jovem-arromba-casa-de-oracao.html

Pirou no videogame e esfaqueou amigo

Adolescente havia jogado 10 horas direto


 Um adolescente de 16 anos esfaqueou um amigo, o técnico P.A.N.B., 19, no final da madrugada de ontem, após eles passarem cerca de dez horas jogando videogame na casa dos pais da vítima. Ambos moram em um condomínio no bairro Santa Maria, em Sumaré.

O desentendimento teria sido por “motivos fúteis”, segundo a PM (Polícia Militar), que atendeu à ocorrência, mas a corporação não soube esclarecer o motivo exato da briga. O técnico foi ferido com três golpes no abdômen e socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde estava internado até a tarde de ontem, em observação.

O menor foi apreendido em cela especial na cadeia de Sumaré, e segunda-feira deve ser encaminhado a uma das unidades da Fundação Casa.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Delegacia instaura mais de 1,8 mil procedimentos contra menores infratores em MT

Trabalhando com menores de idade em conflito com a lei, a Delegacia do Adolescente, atua não só na repressão de atos infracionais, mas na prevenção das ocorrências envolvendo menores, em busca de um resultado social. 

Em 2013, a especializada instaurou 1.867 procedimentos infracionais contra 1.346 no ano de 2012.  Entre as principais ocorrências envolvendo menores estão atos infracionais relacionados ao tráfico e consumo de drogas, furtos, roubos, ameaças, lesões corporais, violência doméstica e direção de veículo sem habilitação. 

Durante o ano, a delegacia do adolescente realizou 20 operações policiais visando dar cumprimento a mandados de busca, apreensão e internação de adolescentes infratores. Entre os destaques está a operação conjunta com a Polícia Militar, deflagrada no mês de outubro com o objetivo de dar cumprimento a 22 ordens judiciais contra menores infratores nos bairros São João Del Rey e Pedra 90.

Os procedimentos que deram origem as ordens judiciais eram dos últimos três anos, que estavam em andamento na Vara da Infância e Juventude. As ordens de busca e apreensão dos menores foram resultados de investigações e procedimentos da Delegacia do Adolescente de atos infracionais graves, como latrocínio, homicídio, tráfico de drogas e roubo, cometido por adolescentes.

 Para o delegado titular da DEA, Paulo Alberto Araújo, as ações do porte devem ter  continuidade nas atividades da delegacia, uma vez que após a deflagração da operação, a especializada ficou aproximadamente 40 dias sem receber menores infratores daquelas regiões. “O efeito operacional da ação da Polícia tem um prolongamento de grande importância social”, disse o delegado. O grande diferencial no comparativo entre os dois anos é a redução no número de infrações em escolas públicas, sendo 53 ocorrências em 2013 contra 83 no ano de 2012.

De acordo com o titular da especializada, no âmbito escolar as infrações mais comuns são as de ameaças, injurias, lesão corporal, uso e posse de drogas, posse de arma de fogo e furto. “Separando o que é indisciplina escolar que são definidas pelo regimento da escola pública, na maior parte as infrações são de naturezas que envolvem o desrespeito ao corpo de servidores escolares, que extrapolaram os limites”, explica o delegado. Além das ações de repressão aos crimes, a delegacia do adolescente mantém um programa específico de trabalho em parceria com escolas públicas, em que são ministradas palestras para o corpo docente, pais e alunos.

 Para Araújo, o sentido do trabalho de prevenção desenvolvido pela DEA é fazer com que os pais ou responsáveis pelos adolescentes se envolvam no processo de educação dos filhos e não somente entre a responsabilidade às escolas. Para o ano de 2014, além de reforçar o vínculo e atuação com os órgãos que compõem a rede de proteção, a delegacia tem como um dos seus objetivos retomar as investigações sobre as “Gangues de Cuiabá”, que é o movimento organizado pelas redes sociais, que ficou nacionalmente conhecido como “rolezinho”.

“O foco é identificar a participação de adolescentes e o que os leva a integrar essas gangues, como a incitação ao crime, corrupção de menores ou mesmo a formação de quadrilha. Estes são aspectos de relevância para Justiça social que precisam ser apurados”, disse Araújo. -

 http://www.sonoticias.com.br/noticia/delegacia-instaura-mais-de-1-8-mil-procedimentos-contra-menores-infratores-em-mt