Mostrando postagens com marcador Rebelião Mogi-Mirim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rebelião Mogi-Mirim. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de janeiro de 2014

Juíza da Vara da Infância ameaçou interditar Fundação Casa em Mogi

Com três rebeliões ocorridas em menos de 30 dias, é perceptível que a unidade de internação da Fundação Casa em Mogi Mirim, a Casa Laranjeiras, está em crise. Prova disso é que a juíza da Vara da Infância e da Juventude, Cláudia Regina Nunes, ao retornar do recesso judiciário, teve reunião com internos identificados como “agitadores” da unidade e ameaçou interditar o local.

Segundo a juíza, ela explicou aos adolescentes que a situação não podia continuar. “Afirmei que poderia haver até uma interdição da unidade, se isso não acabasse. Os jovens se comprometeram a colaborar e cessarem com esses atos. O diretor informou que iriam transferir alguns adolescentes e não precisava da atuação da Vara da Infância e Juventude para isso”, explicou.

Apesar de a condição imposta pela juíza Cláudia para interditar a unidade não ter sido cumprida, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não informou se, após a última rebelião ocorrida na madrugada de terça-feira, tomará alguma providência a respeito. Segundo Cláudia, o Ministério Público instaurou um procedimento, junto com o da corregedoria da Fundação Casa, para verificar as alegações dos jovens de que sofreram agressões antes e durante a rebelião, da parte de alguns funcionários.

Uma emissora de televisão da região noticiou de forma anônima denúncias de pais de internos alegando que os meninos são maltratados na unidade, que falta estrutura básica, como papel higiênico, e que são agredidos. Sobre isso, a juíza afirmou categoricamente que visita a Casa Laranjeiras mensalmente junto com um funcionário, e que conversa com alguns adolescentes separadamente, para que não se sintam envergonhados em denunciar abusos.

Segundo ela, não houve nenhum relato de violência por parte dos meninos que “sempre alegavam que a unidade era boa”. Sobre a rebelião ocorrida nesta terça-feira, ela alegou que ainda não tem conhecimento dos detalhes de como o fato ocorreu, mas que iria se reunir com a diretoria da unidade para apurar o que houve e estudar medidas adequadas. Apesar de a juíza não ter se manifestado pessoalmente ou por meio da assessoria do TJ-SP, a Fundação Casa afirmou que a reunião com ela ocorreu na tarde de terça-feira, e o resultado do encontro foi a decisão de transferir os jovens identificados como tendo iniciado os conflitos. O número de garotos que irão para outra unidade não foi informado.

A entidade declarou ainda que instaurou uma nova sindicância para apurar a situação, e o resultado das investigações deve sair dentro de 90 dias. De acordo com nota enviada, “todas as providências estão sendo tomadas pela Fundação para que não ocorram mais estas situações, tanto na área de segurança como na de pessoal. Nesta segunda, foram contratados 90 novos servidores que irão trabalhar em centros da região de Campinas e Mogi”.

Relembre os casos

Como foi publicado na edição de quarta-feira de O POPULAR, na madrugada de terça-feira, um grupo de internos da Fundação Casa, às margens da rodovia que liga Mogi Mirim a Conchal, fizeram uma nova rebelião com duração de cerca de sete horas. Meninos renderam dois funcionários usando força física e os mantiveram como reféns. Três meninos conseguiram sair do prédio, mas um foi recapturado pela Polícia Militar, sendo que os outros dois fugiram. A PM precisou cercar o local e usar balas de borracha para conter os rebelados.

No dia 3 de janeiro, pela manhã houve um tumulto na sede da Fundação, depois que os meninos passaram por uma revista de rotina e iniciaram uma discussão. Um funcionário foi rendido por um grupo de rapazes que, usando um cano de PVC parcialmente quebrado, pontiagudo, tentaram matar o agente penitenciário.
Durante a noite do dia 21 de dezembro, internos fizeram uma rebelião com duração de cerca de três horas período em que os menores queimaram colchões, quebraram carteiras das salas de aulas e portas, e mantiveram cinco funcionários reféns. Ninguém ficou ferido. O motivo para o início da rebelião foi a fuga de sete meninos, sendo cinco de Campinas e dois de Conchal. Para conseguir fugir, eles quebraram uma grade do segundo andar do prédio, passaram pelo setor administrativo e conseguiram pular o muro.

FONTE:

Mogi Mirim: juíza pede reforço em Fundação Casa

Mogi Mirim: juíza pede reforço em Fundação Casa
REBELIÃO NO INÍCIO DA SEMANA TEVE FUNCIONÁRIOS REFÉNS E TRÊS FUGAS DE ADOLESCENTES

A juíza da Vara da Infância e Juventude de Mogi Mirim, Cláudia Regina Nunes, se reuniu com o diretor da unidade para reforçar o pedido de ampliação no quadro de profissionais da Fundação Casa, depois que três internos fugiram durante uma rebelião no início da semana. Um dos jovens foi apreendido pela PM durante a fuga.

Dois funcionários foram feitos reféns durante o ato. A unidade possui 49 internos, sete a menos do que a capacidade prevista, mas nas últimas três semanas houve três rebeliões que terminaram com nove foragidos.

A juíza acredita que o déficit de funcionários contribui para o aumento do risco de rebeliões na unidade. Caso o pedido de reforço não seja cumprido, a unidade corre o risco de ser interditada pela Justiça.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Após mais de 4 horas, termina rebelião na Fundação Casa de Mogi Mirim

Menores liberaram às 4h desta terça-feira os dois funcionários mantidos reféns durante uma rebelião na unidade Casa Laranjeiras da Fundação Casa, em Mogi Mirim (151 km de São Paulo). Os reféns não ficaram feridos.

Segundo a Fundação Casa, às 23h15 de ontem (13) os internos já estavam nos dormitórios quando tentaram fugir e foram impedidos pelos funcionários da unidade. Eles fizeram dois funcionários reféns e deram início à rebelião no segundo pavimento do prédio.

Durante a rebelião, os menores quebraram cadeiras, mesas e algumas portas da unidade. Dois menores aproveitaram a confusão e fugiram pulando o muro da unidade, de acordo com a Fundação Casa.
Os menores decidiram encerrar a rebelião e libertar os reféns após negociações com funcionários da Superintendência de Segurança e a direção da unidade da Fundação Casa.
A Casa das Laranjeiras tem capacidade para abrigar 56 adolescentes, mas atualmente tem 49 internos.
A Corregedoria da Fundação vai abrir sindicância para apurar o caso.
Durante a rebelião, seis equipes da Polícia Militar de Mogi-Mirim e Mogi Guaçu ficaram do lado de fora da instituição fazendo a segurança.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1397366-apos-mais-de-4-horas-termina-rebeliao-na-fundacao-casa-de-mogi-mirim.shtml

Internos fazem reféns na Fundação Casa de Mogi-Mirim, em São Paulo

Três adolescentes conseguiram fugir, sendo que um foi recapturado.
Os dois funcionários rendidos da unidade não se feriram.

Jovens rebelados na Fundação Casa de Mogi Mirim, SP (Foto: Reprodução / EPTV)

Adolescentes internos da Fundação Casa em Mogi-Mirim, a 162 km de São Paulo, renderam dois funcionários na noite de segunda-feira (13) durante a fuga de três internos. Um foi recapturado e dois estão sendo procurados. Os funcionários não se feriram.

De acordo com a Fundação Casa, o motim começou às 23h15 e só terminou no final da madrugada. Os internos quebraram mesas, cadeiras e portas no piso térreo.

A Polícia Militar foi acionada e fez a segurança do lado externo da unidade durante o tumulto. São 49 adolescentes no local, que tem capacidade total de 56 internos.

O corregedor da Fundação Casa, Carlos Natal, informou que a causa da rebelião está sendo investigada. "É prematuro apontar algum tipo de falha porque estamos no início da apuração. É uma época difícil e de muita frustação dos adolescentes que não foram liberados para Natal e Réveillon. Isso causa mais agitação nas unidades", disse.



domingo, 5 de janeiro de 2014

Depois de nova rebelião, internos da fundação casa tentam matar agente

 Na manhã de sexta-feira (3), dois internos da Fundação Casa de Mogi Mirim tentaram matar o agente de apoio Alessandro Ferian da Silva, 28, após uma tentativa frustrada de rebelião, que durou menos de duas horas. 

Silva foi atacado quando a situação já havia acalmado. 
Alef Ferreira de Oliveira e Guilherme Dias Pereira, ambos de 18 anos, utilizaram um cano de chuveiro para golpear o agente.




 Policiais militares apreenderam os infratores que foram autuados por tentativa de homicídio. 

Eles foram transferidos para a cadeia de Itapira. Esta é a segunda rebelião na Fundação Casa de Mogi em menos de 10 dias.

http://www.jornaloimpacto.com/home/confira-os-destaques-da-edicao-deste-sabado-4-de-janeiro-de-2014/

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Após fuga de adolescentes, internos fazem motim na Fundação Casa de Mogi-Mirim

"casa laranjeiras"
Jovens atearam fogo em móveis e fizeram cinco funcionários reféns; rebelião durou quatro horas

Os internos da Fundação Casa de Mogi-Mirim, cidade a 151 km de São Paulo, fizeram um motim na noite de domingo (22) após a fuga de sete adolescentes. Os jovens atearam fogo em móveis, queimaram colchões e quebraram carteiras e portas e fizeram cinco funcionários reféns. 

Segundo informações da assessoria de imprensa, a rebelião começou por volta das 20h30 e terminou quatro horas depois, no início da madrugada desta segunda-feira (23), após negociação dos menores com funcionários da instituição. Ninguém ficou ferido.

Os sete fugitivos ainda não foram localizados. A corregedoria da instituição abriu sindicância para apurar o caso. A unidade tinha 59 internos antes da fuga. A Fundação Casa de Mogi-Mirim fica às margens da rodovia Wilson Finardi (SP-191), no trecho que liga a cidade a Conchal (SP).


A FUGA
 
Os internos que conseguiram escapar renderam os funcionários, quebraram uma parede, pularam o muro com alambrados e fugiram por um pomar na parte dos fundos do prédio. Até a manhã desta segunda-feira, nenhum deles havia sido recapturado. O restante dos adolescentes continuou no local e iniciou o motim. Equipes da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas não precisaram entrar na unidade.

Segundo o corregedor da Fundação Casa, Jadir de Borba, o objetivo dos outros menores também era fugir. "Como eles não tinham mais perspectiva de desinternação esse ano, eles resolveram, com a possibilidade das festas, fugir", explica. A unidade da Fundação Casa de Mogi Mirim tem capacidade para 64 internos. Antes da fuga, eram 59 adolescentes. Após o fim da rebelião, os menores passaram pela enfermaria para ver se houve lesão e depois foram levados para as celas.

A instituição abriu uma sindicância para verificar as circunstâncias da fuga. "Aparentemente todos os servidores tomaram os procedimentos que deveriam ter sido tomados, mas a sindicância vai analisar todas as medidas adotadas, completa Jadir de Borba. A unidade da Fundação Casa fica às margens da Rodovia Wilson Finardi (SP-191), no trecho que liga a cidade a Conchal (SP).

Internos fazem rebelião na Fundação Casa de Mogi Mirim (SP) após fuga de adolescentes (Foto: Carlos Velardi/EPTV)
Internos fazem rebelião na Fundação Casa de Mogi Mirim após fuga de menores (Foto: Carlos Velardi/EPTV)