Dois disparos foram efetuados contra a porta da moradia
A residência de um socioeducador do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Criciúma - unidade de internação para adolescentes infratores - foi alvo de um atentado na noite desse sábado.
Segundo a Polícia Militar, empenhada na ocorrência, dois tiros atingiram a porta da casa da vítima e vieram de um carro escuro. A ocorrência foi registrada por volta das 19h30min, no Bairro Progresso.
A PM realizou rondas, mas não localizou nenhum suspeito. Ninguém ficou ferido.
http://www.atribunanet.com/noticia/residencia-de-educador-do-casep-e-alvo-de-atentado-em-criciuma-102754
http://www.engeplus.com.br/noticia/seguranca/2014/casa-de-educador-do-casep-e-alvo-de-tiros-em-criciuma/
VEJA MAIS NOTICIAS RELACIONADAS
LINKS ABAIXO:
Dois socioeducadores que trabalham na Fundação Casa procuraram a polícia, ontem, para registrar ameaças sofridas através de pichações em muros de suas casas.
HÁ UM ANO ATRÁS NOSSO COMPANHEIRO DA FUNDAÇÃO CASA FOI AMEAÇADO POR UM EX INTERNO
Suspeito foi preso com uma arma e uma bomba
VEJA O VIDEO:
http://funcanews.blogspot.com.br/2013/04/agente-da-fundacao-casa-e-ameacado-de.html
Mostrando postagens com marcador Profissão Perigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Profissão Perigo. Mostrar todas as postagens
domingo, 25 de maio de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Agente da Fundação Casa é vítima de ameaças
Um dos agentes de segurança da Fundação Casa de Franca procurou o Plantão Policial na noite de sábado para denunciar que teria sido vítima de ameaças de morte.
O acusado é um ex-interno da Casa, que ganhou a liberdade na semana passada. De acordo com o agente, quando esteve apreendido, o adolescente, por não aceitar as regras da instituição, passou a proferir ameaças.
Após sair, ele descobriu o bairro onde os pais do agente residem. No sábado, ao sair da casa da família, o menor se aproximou e proferiu as ameaças. “Você é um safado... Eu vou te matar... seu pais podem mudar de bairro, se não eu vou matar eles também.”
Estas, segundo o agente, teriam sido as palavras
FONTE:
O acusado é um ex-interno da Casa, que ganhou a liberdade na semana passada. De acordo com o agente, quando esteve apreendido, o adolescente, por não aceitar as regras da instituição, passou a proferir ameaças.
Estas, segundo o agente, teriam sido as palavras
FONTE:
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Oito anos se passaram depois deste estudo, e o que mudou ?
27/04/2006 - Copyleft
Fernanda Sucupira – Carta Maior
Estudo mostra que trabalhar na Febem faz mal à saúde de monitores
SÃO PAULO - Não são apenas os adolescentes que sofrem na Febem por conta de inúmeras violações de direitos humanos. Funcionários da instituição são submetidos a péssimas condições de trabalho, com conseqüências graves e diretas na saúde deles, como comprova relatório lançado nesta semana que analisa a situação dos monitores da Febem. O documento se baseia em uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2005 pela Fundação Jorge Duprat de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em parceria com a Delegacia Regional do Trabalho, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Mooca e o do Estado de São Paulo.
Desencadeamento de alcoolismo ou aumento do consumo de álcool; dependência química; depressão; estresse por conta das situações de perigo, incluindo o estresse pós-traumático em situações de violência, como as rebeliões; e impotência sexual são apenas algumas das queixas de cunho psicoemocional ligadas ao dia-a-dia desses trabalhadores. Também são freqüentes os casos de desentendimentos dentro de casa, falta de vontade de ter relações sexuais e separação da família pouco tempo após a entrada na instituição. A prática de horas extras, que leva os monitores a ficarem até 15 dias sem voltar para casa, é um fator importante na desestruturação familiar desses trabalhadores. De 1998 a 2002, 60% dos diagnósticos de afastamento de funcionários da Febem estavam relacionados a quadros de transtornos mentais.
Também há relatos de câncer de pele, por causa da longa exposição ao sol, no pátio com os adolescentes; dores nas pernas, por ficarem muito tempo em pé ou andando, sem pausas regulares; escabiose (sarna); casos de contaminação por tuberculose e Aids, além de um grande temor de que isso ocorra.
“O ambiente de trabalho deles tem características de insalubridade e periculosidade, em função das condições em que está sendo administrada a Febem e do objeto de trabalho serem crianças e adolescentes infratores”, afirma a psicóloga Tereza Luiza Ferreira dos Santos, pesquisadora da Fundacentro e coordenadora do estudo.
Segundo ela, esses trabalhadores não recebem capacitação adequada e são extremamente sobrecarregados. Uma grande quantidade de tarefas, como acompanhar o banho e as refeições dos meninos e sair com os eles para eventuais atividades externas, faz com que eles precisem dispensar total atenção aos internos. “O monitor tem a função de cuidar, de proteger o menino dele mesmo e dos outros, serve como companheiro, colega, representa a figura do pai para o adolescente. O trabalho exige muitas facetas dele e qualquer problema estoura em cima do monitor”, completa a psicóloga. De acordo com o estudo, os funcionários se queixam de que a Febem nunca definiu se quer que eles sejam educadores ou responsáveis pela contenção dos jovens, duas tarefas bastante contraditórias que se transformam em fonte de conflitos para o monitor.
A pesquisa mostra ainda que o trabalho deles se sustenta num tripé: medo exacerbado, desconfiança dos meninos e de outros monitores, e constante ameaça de violência. “Esse tripé não é nada favorável à saúde. Com o estresse constante e a prontidão para a ação, eles podem reagir a qualquer barulho de forma muito intensa. Há uma desarticulação da vida da pessoa que trabalha lá dentro, pois entre o medo da perseguição e a perseguição há uma linha tênue. Alguns passam a fazer um trajeto diferente de casa para o trabalho, mudam de residência, a família deixa de sair para o lazer, e até começam a andar armados. São situações que saem completamente do âmbito do trabalho e vão para a vida pessoal. Em alguns casos de estresse pós-traumático, as pessoas não se recuperam nunca”, explica Tereza.
O estudo sugere algumas medidas para melhorar as condições de trabalho dos monitores da Febem. Uma delas é elaborar um processo de capacitação real, com a participação de funcionários mais antigos, que já tenham experiência na profissão e a vida estruturada, que aumente o conhecimento deles sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e sobre o desenvolvimento do adolescente em privação de liberdade. Outra recomendação é a diminuição das longas jornadas de trabalho, para que eles fiquem menos tempo de uma só vez expostos aos riscos de sua função. Atualmente são dois dias com jornada de 12 horas, seguidos por dois dias de folga. A diminuição do número de adolescentes por unidade e o aumento da quantidade de monitores também contribuiria para deixar o trabalho menos penoso.
Um aspecto a ser abordado é a adequação da estrutura física das unidades ao trabalho com adolescentes em medida sócio-educativa de privação de liberdade e o desenvolvimento de um projeto pedagógico. “Faz-se necessário um cuidado especial na concepção e construção das unidades, priorizando alguns aspectos como: qualidade dos materiais utilizados nas construções em alvenaria (bancos, camas, etc), atenção à necessidade de saídas de emergência nas unidades e readequação dos espaços reservados para atividades pedagógicas e recreativas, como por exemplo, a criação de pátios cobertos para proteção contra sol e chuva”, afirma o relatório.
Além disso o documento recomenda a criação de um programa de acompanhamento dos monitores e de suas condições de trabalho, já que os programas psicossociais da instituição são rotulados como programas para alcoólatras ou drogados.
“Em trinta anos, a Febem passou por sessenta administrações diferentes, o que gera uma descontinuidade de políticas. Muda a administração, mudam os diretores, o modo de ver, e desmantela tudo”, afirma a pesquisadora da Fundacentro.
http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FDireitos-Humanos%2FEstudo-mostra-que-trabalhar-na-Febem-faz-mal-a-saude-de-monitores%2F5%2F9962
Fernanda Sucupira – Carta Maior
Estudo mostra que trabalhar na Febem faz mal à saúde de monitores
SÃO PAULO - Não são apenas os adolescentes que sofrem na Febem por conta de inúmeras violações de direitos humanos. Funcionários da instituição são submetidos a péssimas condições de trabalho, com conseqüências graves e diretas na saúde deles, como comprova relatório lançado nesta semana que analisa a situação dos monitores da Febem. O documento se baseia em uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2005 pela Fundação Jorge Duprat de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em parceria com a Delegacia Regional do Trabalho, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Mooca e o do Estado de São Paulo.
Desencadeamento de alcoolismo ou aumento do consumo de álcool; dependência química; depressão; estresse por conta das situações de perigo, incluindo o estresse pós-traumático em situações de violência, como as rebeliões; e impotência sexual são apenas algumas das queixas de cunho psicoemocional ligadas ao dia-a-dia desses trabalhadores. Também são freqüentes os casos de desentendimentos dentro de casa, falta de vontade de ter relações sexuais e separação da família pouco tempo após a entrada na instituição. A prática de horas extras, que leva os monitores a ficarem até 15 dias sem voltar para casa, é um fator importante na desestruturação familiar desses trabalhadores. De 1998 a 2002, 60% dos diagnósticos de afastamento de funcionários da Febem estavam relacionados a quadros de transtornos mentais.
Também há relatos de câncer de pele, por causa da longa exposição ao sol, no pátio com os adolescentes; dores nas pernas, por ficarem muito tempo em pé ou andando, sem pausas regulares; escabiose (sarna); casos de contaminação por tuberculose e Aids, além de um grande temor de que isso ocorra.
“O ambiente de trabalho deles tem características de insalubridade e periculosidade, em função das condições em que está sendo administrada a Febem e do objeto de trabalho serem crianças e adolescentes infratores”, afirma a psicóloga Tereza Luiza Ferreira dos Santos, pesquisadora da Fundacentro e coordenadora do estudo.
Segundo ela, esses trabalhadores não recebem capacitação adequada e são extremamente sobrecarregados. Uma grande quantidade de tarefas, como acompanhar o banho e as refeições dos meninos e sair com os eles para eventuais atividades externas, faz com que eles precisem dispensar total atenção aos internos. “O monitor tem a função de cuidar, de proteger o menino dele mesmo e dos outros, serve como companheiro, colega, representa a figura do pai para o adolescente. O trabalho exige muitas facetas dele e qualquer problema estoura em cima do monitor”, completa a psicóloga. De acordo com o estudo, os funcionários se queixam de que a Febem nunca definiu se quer que eles sejam educadores ou responsáveis pela contenção dos jovens, duas tarefas bastante contraditórias que se transformam em fonte de conflitos para o monitor.
A pesquisa mostra ainda que o trabalho deles se sustenta num tripé: medo exacerbado, desconfiança dos meninos e de outros monitores, e constante ameaça de violência. “Esse tripé não é nada favorável à saúde. Com o estresse constante e a prontidão para a ação, eles podem reagir a qualquer barulho de forma muito intensa. Há uma desarticulação da vida da pessoa que trabalha lá dentro, pois entre o medo da perseguição e a perseguição há uma linha tênue. Alguns passam a fazer um trajeto diferente de casa para o trabalho, mudam de residência, a família deixa de sair para o lazer, e até começam a andar armados. São situações que saem completamente do âmbito do trabalho e vão para a vida pessoal. Em alguns casos de estresse pós-traumático, as pessoas não se recuperam nunca”, explica Tereza.
O estudo sugere algumas medidas para melhorar as condições de trabalho dos monitores da Febem. Uma delas é elaborar um processo de capacitação real, com a participação de funcionários mais antigos, que já tenham experiência na profissão e a vida estruturada, que aumente o conhecimento deles sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e sobre o desenvolvimento do adolescente em privação de liberdade. Outra recomendação é a diminuição das longas jornadas de trabalho, para que eles fiquem menos tempo de uma só vez expostos aos riscos de sua função. Atualmente são dois dias com jornada de 12 horas, seguidos por dois dias de folga. A diminuição do número de adolescentes por unidade e o aumento da quantidade de monitores também contribuiria para deixar o trabalho menos penoso.
Um aspecto a ser abordado é a adequação da estrutura física das unidades ao trabalho com adolescentes em medida sócio-educativa de privação de liberdade e o desenvolvimento de um projeto pedagógico. “Faz-se necessário um cuidado especial na concepção e construção das unidades, priorizando alguns aspectos como: qualidade dos materiais utilizados nas construções em alvenaria (bancos, camas, etc), atenção à necessidade de saídas de emergência nas unidades e readequação dos espaços reservados para atividades pedagógicas e recreativas, como por exemplo, a criação de pátios cobertos para proteção contra sol e chuva”, afirma o relatório.
Além disso o documento recomenda a criação de um programa de acompanhamento dos monitores e de suas condições de trabalho, já que os programas psicossociais da instituição são rotulados como programas para alcoólatras ou drogados.
“Em trinta anos, a Febem passou por sessenta administrações diferentes, o que gera uma descontinuidade de políticas. Muda a administração, mudam os diretores, o modo de ver, e desmantela tudo”, afirma a pesquisadora da Fundacentro.
http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FDireitos-Humanos%2FEstudo-mostra-que-trabalhar-na-Febem-faz-mal-a-saude-de-monitores%2F5%2F9962
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
1,3 mil servidores tentando se recuperar da depressão na Fundação Casa
... são 1,3 mil servidores tentando se recuperar da depressão, de problemas psicológicos e de ferimentos graves, sofridos durante períodos passados como reféns em rebeliões.
Uns desistem logo nos primeiros dias que encaram um pátio de unidade na Fundação Casa. Outros se revoltam, agridem internos. Há ainda aqueles que adoecem enfrentando a dura realidade da lida diária com adolescentes infratores em São Paulo. E os números confirmam: quase 10% do efetivo dos funcionários da instituição estão afastados com licença médica.
A Fundação Casa tem 13.010 funcionários. E diz que, destes, 693 estão afastados por licença previdenciária e 194 por acidente de trabalho (o que corresponde a 7% do efetivo).
Júlio da Silva Alves, afirma que, hoje, há muito poucos funcionários com vocação para o trabalho de ressocialização dos adolescentes internados na fundação. “A maioria inicia na instituição porque está desempregada. E a maioria desiste”, afirma. Ele cita um exemplo: “Em 2011, entraram 1.143 funcionários. Ficaram 64”, disse.
Segundo a fundação, desde 2010 foram admitidos 6.262 funcionários, dos quais 1.573 pediram desligamento.
diz ainda que muitos servidores voltam a trabalhar sem condições físicas e psicológicas. “Se ficarem licenciados por muitos dias, perdem pontos no plano de cargos e salários e o bônus por resultados”, explica.
Passou por 4 rebeliões e hoje vive em depressão
Com 32 anos de idade e sete de serviço na Fundação Casa, uma funcionária de unidade onde houve rebelião neste ano revela ao DIÁRIO como é o estresse da rotina de trabalho, a alteração abrupta de humor e fala sobre o empobrecimento das relações na família. O nome foi preservado a pedido dela.
DIÁRIO_ Por quantas rebeliões você já passou?
F._ Fiquei refém em quatro desde que entrei na fundação. A deste ano foi a pior. Vi colega ser furado, levei chute na cabeça, nas costas e fiquei quase cinco horas como refém.
Você recebeu, em alguma dessas vezes, atendimento específico?
Em duas vezes me passaram pela psicóloga. Mas foi apenas um dia. Não posso dizer que fui tratada. E me recuso a tomar remédio controlado. Não quero virar vegetal.
Por que você continua no emprego?
Preciso pagar as contas. E tem a estabilidade. Mas isso aqui não é vida para ninguém. Vou tentar prestar outros concursos. Minha filha viu uma rebelião em que eu era refém pela televisão. Saio de casa deixando todos tensos.
Como você está hoje?
Deprimida, irritada. Brigo com os meus filhos por qualquer coisa. E eu não era assim antes.
Sindicato contabiliza 33 rebeliões só em 2013
Em 2005, o número oficial de rebeliões era de 53. Hoje, para a Fundação Casa, são oito. O Sitraemfa, no entanto, tem uma conta diferente. Segundo o sindicato, este ano já são 34 problemas com menores dentro das unidades na capital e interior.
“Há adolescente que vê glamour em dizer que é do crime e o funcionário tem de mostrar quem dá as rédeas. Senão, perde o controle”, disse Júlio Alves. A unidade Vila Leopoldina tinha um exemplo disso desenhado na parede (foto ao lado).
A fundação registrou oito rebeliões, sete princípios de tumulto e 11 movimentos de indisciplina (26 situações).
Júlio Alves reclama da capacitação dos funcionários. “O treinamento é feito só no ingresso do funcionário na instituição. São 15 dias de aulas e não há reciclagem, exceto quando o funcionário pede transferência de unidade”. A fundação diz que há capacitações constantes. “Funcionários que apresentam problema de saúde passam por diagnóstico, atendimento médico e são avaliados pela área de medicina do trabalho da fundação”, garante a instituição.
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/56245/Agentes+batem%2C+mas+tambem+apanham+dos+menores
Uns desistem logo nos primeiros dias que encaram um pátio de unidade na Fundação Casa. Outros se revoltam, agridem internos. Há ainda aqueles que adoecem enfrentando a dura realidade da lida diária com adolescentes infratores em São Paulo. E os números confirmam: quase 10% do efetivo dos funcionários da instituição estão afastados com licença médica.
| Além das ameaças de morte, agentes levam surras com caibros em rebeliões |
Júlio da Silva Alves, afirma que, hoje, há muito poucos funcionários com vocação para o trabalho de ressocialização dos adolescentes internados na fundação. “A maioria inicia na instituição porque está desempregada. E a maioria desiste”, afirma. Ele cita um exemplo: “Em 2011, entraram 1.143 funcionários. Ficaram 64”, disse.
Segundo a fundação, desde 2010 foram admitidos 6.262 funcionários, dos quais 1.573 pediram desligamento.
diz ainda que muitos servidores voltam a trabalhar sem condições físicas e psicológicas. “Se ficarem licenciados por muitos dias, perdem pontos no plano de cargos e salários e o bônus por resultados”, explica.
Passou por 4 rebeliões e hoje vive em depressão
Com 32 anos de idade e sete de serviço na Fundação Casa, uma funcionária de unidade onde houve rebelião neste ano revela ao DIÁRIO como é o estresse da rotina de trabalho, a alteração abrupta de humor e fala sobre o empobrecimento das relações na família. O nome foi preservado a pedido dela.
DIÁRIO_ Por quantas rebeliões você já passou?
F._ Fiquei refém em quatro desde que entrei na fundação. A deste ano foi a pior. Vi colega ser furado, levei chute na cabeça, nas costas e fiquei quase cinco horas como refém.
Você recebeu, em alguma dessas vezes, atendimento específico?
Em duas vezes me passaram pela psicóloga. Mas foi apenas um dia. Não posso dizer que fui tratada. E me recuso a tomar remédio controlado. Não quero virar vegetal.
Por que você continua no emprego?
Preciso pagar as contas. E tem a estabilidade. Mas isso aqui não é vida para ninguém. Vou tentar prestar outros concursos. Minha filha viu uma rebelião em que eu era refém pela televisão. Saio de casa deixando todos tensos.
Como você está hoje?
Deprimida, irritada. Brigo com os meus filhos por qualquer coisa. E eu não era assim antes.
Sindicato contabiliza 33 rebeliões só em 2013
Em 2005, o número oficial de rebeliões era de 53. Hoje, para a Fundação Casa, são oito. O Sitraemfa, no entanto, tem uma conta diferente. Segundo o sindicato, este ano já são 34 problemas com menores dentro das unidades na capital e interior.
“Há adolescente que vê glamour em dizer que é do crime e o funcionário tem de mostrar quem dá as rédeas. Senão, perde o controle”, disse Júlio Alves. A unidade Vila Leopoldina tinha um exemplo disso desenhado na parede (foto ao lado).
A fundação registrou oito rebeliões, sete princípios de tumulto e 11 movimentos de indisciplina (26 situações).
Júlio Alves reclama da capacitação dos funcionários. “O treinamento é feito só no ingresso do funcionário na instituição. São 15 dias de aulas e não há reciclagem, exceto quando o funcionário pede transferência de unidade”. A fundação diz que há capacitações constantes. “Funcionários que apresentam problema de saúde passam por diagnóstico, atendimento médico e são avaliados pela área de medicina do trabalho da fundação”, garante a instituição.
| trabalhador foi espancado na unidade Fazenda do Carmo, em junho de 2013 |
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Agente socioeducativo é alvo de quatro tiros em Samambaia
Vítima já trabalhou como monitor no antigo Caje
O agente socioeducativo Farlle Guimarães foi baleado na tarde do último sábado (11) na quadra 510 de Samambaia, região administrativa do DF. O crime aconteceu após uma visita que ele fazia a mãe por volta das 15h.
Um grupo de adolescentes teria seguido o agente e o cercado antes de dispararem quatro vezes contra ele. Dois tiros atingiram o peito do agente.
Um policial militar que estava à paisana encontrou o agente sagrando com as mãos no peito pedindo socorro. O policial o socorreu e o levou para o HRT (Hospital Regional de Taguatinga), onde passou por cirurgia.
A vítima já tinha trabalhado no antigo Caje (Centro de Atendimento Juvenil Especializado). Atualmente ele atuava no Nai (Núcleo de Atendimento Integrado). De acordo com um colega do agente e membro do Sindicato dos Atendentes de Reintegração Social, Farlle Guimarães passou por cirurgia e não corre risco de morte. Segundo ele, uma das balas ficou alojada próxima ao coração. Outro tiro teria atravessado a coluna.
Segundo o membro do sindicato que não quis se identificar, as quadras 510 e 506 de Samambaia são conhecidas pelo alto índice de criminalidade e pela quantidade de ex-internos que moram na região. Ele afirmou que as ameaças de morte e as tentativas de homicídio são uma realidade presente na vida dos agentes penitenciários.
A ocorrência foi registrada na 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul). Ninguém foi preso até agora.
http://noticias.r7.com/distrito-federal/agente-socioeducativo-e-alvo-de-quatro-tiros-em-samambaia-12052013
O agente socioeducativo Farlle Guimarães foi baleado na tarde do último sábado (11) na quadra 510 de Samambaia, região administrativa do DF. O crime aconteceu após uma visita que ele fazia a mãe por volta das 15h.
Um grupo de adolescentes teria seguido o agente e o cercado antes de dispararem quatro vezes contra ele. Dois tiros atingiram o peito do agente.
Um policial militar que estava à paisana encontrou o agente sagrando com as mãos no peito pedindo socorro. O policial o socorreu e o levou para o HRT (Hospital Regional de Taguatinga), onde passou por cirurgia.
A vítima já tinha trabalhado no antigo Caje (Centro de Atendimento Juvenil Especializado). Atualmente ele atuava no Nai (Núcleo de Atendimento Integrado). De acordo com um colega do agente e membro do Sindicato dos Atendentes de Reintegração Social, Farlle Guimarães passou por cirurgia e não corre risco de morte. Segundo ele, uma das balas ficou alojada próxima ao coração. Outro tiro teria atravessado a coluna.
Segundo o membro do sindicato que não quis se identificar, as quadras 510 e 506 de Samambaia são conhecidas pelo alto índice de criminalidade e pela quantidade de ex-internos que moram na região. Ele afirmou que as ameaças de morte e as tentativas de homicídio são uma realidade presente na vida dos agentes penitenciários.
A ocorrência foi registrada na 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul). Ninguém foi preso até agora.
http://noticias.r7.com/distrito-federal/agente-socioeducativo-e-alvo-de-quatro-tiros-em-samambaia-12052013
sábado, 11 de maio de 2013
Agente socioeducativo é morto a tiro em Bangu
Agente do Degase é morto em Bangu
Agente sócioeducativo, uma das profissões mais perigosas
O SIND-DEGASE denunciou o descaso das autoridades em relação ao perigo que é trabalhar na custódia de menores infratores como o risco, por exemplo, de ser reconhecido na rua por um ex-interno.
http://www.sinddegase.org.br
publicação dia 10/04/2013
Agente sócioeducativo, uma das profissões mais perigosas
O SIND-DEGASE denunciou o descaso das autoridades em relação ao perigo que é trabalhar na custódia de menores infratores como o risco, por exemplo, de ser reconhecido na rua por um ex-interno.
http://www.sinddegase.org.br
publicação dia 10/04/2013
domingo, 31 de março de 2013
Educador social é fuzilado na rua
O educador social Francinildo Nascimento Gomes, 35, foi assassinado, na manhã de ontem, na Rua 107, no Conjunto São Cristóvão, na Grande Messejana. O crime foi praticado por dois homens que estavam em uma motocicleta. A vítima retornava pra casa, após ter ido à padaria.
O corpo de Francinildo ficou estendido na calçada de uma residência na Rua 107. No local havia cápsulas de bala de pistola de calibre 380 FOTO: KLÉBER GONÇALVES
Apesar do movimento da rua, os criminosos não se intimidaram. A maior parte dos tiros atingiu Francinildo Gomes nas costas. No local do crime foram encontradas várias cápsulas de pistola calibre 380. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas encontrou a vítima já em óbito. O educador social caiu morto na calçada da casa 242.
Para a Polícia, a profissão da vítima pode ter sido o motivo do crime.
Os educadores sociais trabalham nos centros de recuperação de adolescentes infratores.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1247955
Apesar do movimento da rua, os criminosos não se intimidaram. A maior parte dos tiros atingiu Francinildo Gomes nas costas. No local do crime foram encontradas várias cápsulas de pistola calibre 380. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas encontrou a vítima já em óbito. O educador social caiu morto na calçada da casa 242.
Para a Polícia, a profissão da vítima pode ter sido o motivo do crime.
Os educadores sociais trabalham nos centros de recuperação de adolescentes infratores.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1247955
Assinar:
Postagens (Atom)
