Quase metade dos adolescentes internados na Fundação CASA - Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente - de Peruíbe, no litoral de São Paulo, fugiram na noite deste domingo (3).
Até o momento, apenas oito jovens foram encontrados.
Segundo a Fundação CASA, a fuga aconteceu por volta das 20h30 na
unidade localizada na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na Estância
Pérola Negra. O centro atendia 64 jovens e 31 conseguiram fugir.
Os
adolescentes renderam um funcionário, abriram um buraco na parede e
conseguiram ter acesso ao pátio da unidade. Em seguida, eles pularam o
muro da Fundação Casa e fugiram. Não houve servidores reféns e ninguém
ficou ferido.
Depois da fuga, oito adolescentes já foram recapturados pela polícia.
Os jovens que foram recapturados passarão pela Comissão de Avaliação
Disciplinar (CAD) do centro socioeducativo e poderão sofrer sanções
disciplinares, que ainda serão definidas. Ainda de acordo com a Fundação
CASA, o poder judiciário e os familiares dos adolescentes foram
informados da ocorrência.
A Corregedoria Geral da Fundação CASA já instaurou sindicância para
apurar o motivo da fuga. A sindicância ouvirá todos os servidores de
plantão e os adolescentes que ficaram no centro. O prazo para finalizar a
investigação é de até 90 dias.
G1
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Imagens exclusivas mostram como Champinha vive atualmente
Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, entrou para a história policial como um dos assassinos mais violentos do Brasil.
domingo, 3 de novembro de 2013
Sargento da PM morre metralhado por fuzil em Itupeva
O sargento da Polícia Militar, Jorge de Melo Fernandes, 42 anos, que atuava no 4ª Pelotão de Polícia Militar de Itupeva, foi morto com 3 tiros de fuzil, disparados por marginais, na madrugada deste domingo, dia 3 de novembro.

Por volta das 3 horas, o policial estava a bordo da viatura I-11211, que era conduzida pelo soldado Allan. Os militares seguiam para o bairro do Guacuri, para atender a uma denúncia de veículos com pessoas suspeitas. Mas ao passarem pelo Jardim Brasil, em Itupeva, suspeitaram da presença de dois veículos, nas proximidades do caixa eletrônico de um mercado.
Os policiais consultaram as placas de um Renault Clio, porém, o cadastro apontava como ‘placa fria’, já que a numeração indicava um Monza vermelho, fato que levantou a suspeita dos militares. Já as placas da Montana estavam dobradas para cima, o que impediu sua anotação.
Os veículos passaram a ser acompanhados pela rodovia Mário Tonoli. Logo atrás, também no acompanhamento, estava uma segunda viatura, ocupada pelos soldados Muniz e J. Carlos, que prestavam apoio na ocorrência. O carro foi acompanhado por cerca de 4 quilômetros, pela rodovia Mário Tonoli (principal acesso à Indaiatuba) e, nas proximidades do bairro Santa Eliza passaram a empreender alta velocidade. A Montana estava à frente, seguida pelo Renault.
Segundo o motorista da viatura policial, em certo momento, os ocupantes da Montana deram um ‘cavalo de pau’ no veículo e, de posse de armas de grosso calibre dispararam vários tiros em direção da viatura.
“Foi tudo muito rápido. Eles deram um cavalo-de-pau e foram logo atirando contra a nossa viatura. Foram muitos tiros”, disse o policial militar que junto aos demais soldados chegaram a revidar aos disparos.
Três tiros atingiram o sargento, sendo dois no pescoço e um na cabeça. Por rádio, Allan pediu socorro ao colega, que havia sido baleado. Sem controle, a viatura subiu em um barranco e capotou na pista.
Policiais que ocupavam a viatura I-11207 também dispararam contra os criminosos. Um dos tiros perfurou o para-brisa. Os policiais acreditam que pelo menos um dos disparos tenham atingido um dos criminosos.
Por volta das 3 horas, o policial estava a bordo da viatura I-11211, que era conduzida pelo soldado Allan. Os militares seguiam para o bairro do Guacuri, para atender a uma denúncia de veículos com pessoas suspeitas. Mas ao passarem pelo Jardim Brasil, em Itupeva, suspeitaram da presença de dois veículos, nas proximidades do caixa eletrônico de um mercado.
Os policiais consultaram as placas de um Renault Clio, porém, o cadastro apontava como ‘placa fria’, já que a numeração indicava um Monza vermelho, fato que levantou a suspeita dos militares. Já as placas da Montana estavam dobradas para cima, o que impediu sua anotação.
Os veículos passaram a ser acompanhados pela rodovia Mário Tonoli. Logo atrás, também no acompanhamento, estava uma segunda viatura, ocupada pelos soldados Muniz e J. Carlos, que prestavam apoio na ocorrência. O carro foi acompanhado por cerca de 4 quilômetros, pela rodovia Mário Tonoli (principal acesso à Indaiatuba) e, nas proximidades do bairro Santa Eliza passaram a empreender alta velocidade. A Montana estava à frente, seguida pelo Renault.
Segundo o motorista da viatura policial, em certo momento, os ocupantes da Montana deram um ‘cavalo de pau’ no veículo e, de posse de armas de grosso calibre dispararam vários tiros em direção da viatura.
“Foi tudo muito rápido. Eles deram um cavalo-de-pau e foram logo atirando contra a nossa viatura. Foram muitos tiros”, disse o policial militar que junto aos demais soldados chegaram a revidar aos disparos.
Três tiros atingiram o sargento, sendo dois no pescoço e um na cabeça. Por rádio, Allan pediu socorro ao colega, que havia sido baleado. Sem controle, a viatura subiu em um barranco e capotou na pista.
Policiais que ocupavam a viatura I-11207 também dispararam contra os criminosos. Um dos tiros perfurou o para-brisa. Os policiais acreditam que pelo menos um dos disparos tenham atingido um dos criminosos.
| A rodovia Mário Tonoli permaneceu interditada por cerca de 2 horas, já que o local ficou preservado até que a perícia realizasse o exame de praxe. http://www.jornaldeitupeva.com.br/2013/11/03/sargento-da-pm-morre-metralhado-por-fuzil-em-itupeva/ |
sábado, 2 de novembro de 2013
Agente socioeducativo: Dupla Função (socioeducador e segurança)
O conflito entre segurança e socioeducação
Este estudo procurou analisar o profissional que trabalha como socioeducador e segurança em Centros de Socioeducação onde estão internados adolescentes que cometeram atos infracionais. Busca compreender os desafios e contradições inerentes a esta função que envolve duas linhas de ação, a de socioeducador e a de assegurar.
Percebe-se um ganho qualitativo para o Estado do ponto de vista administrativo e de custo, pois duas funções – segurança e socioeducador – puderam ser atribuídas ao mesmo profissional.
Deve-se considerar ainda que a dualidade de funções possa trazer consequências problemáticas, tendo em vista que cada uma das funções, segurança e socioeducação, possui características antagônicas entre si, que podem gerar conflitos e esgotamento físico e mental para o profissional.
Como os profissionais do sistema socioeducativo que exercem a função de agente socioeducador nos diversos Centros de Socioeducação estão exercendo a função de socioeducador e de segurança.
Afinal, a dualidade de funções é possível ou será a visão de um único profissional exercendo as funções de segurança e de socioeducador mero formalismo?
A internação do adolescente em um Centro de Socioeducação não tem caráter meramente punitivo, o objetivo maior é a sua ressocialização, cabendo aos Agentes socioeducadores participar desta tarefa, possibilitando condições para que os adolescentes reflitam sobre as consequências de seus atos, mudem o seu modo de pensar e agir e possam voltar ao convívio social. Porém, como fazê-lo em um ambiente de contenção? De que forma o mesmo profissional que mantém o adolescente recluso pode orientá-lo no caminho da socioeducação? Por outro lado, o que motiva o profissional a realizar esta tarefa?
O ECA regulamenta quais são e em que casos devem ser aplicadas as medidas socioeducativas a adolescentes que cometeram atos infracionais.
O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) (BRASIL, 2006), por sua vez, informa as diretrizes de como deve ser a execução das medidas, bem como a estrutura física e organizacional das unidades de atendimento socioeducativo. Entretanto, ambos tratam muito superficialmente dos profissionais que executam as medidas socioeducativas.
Em quê essa dualidade influi em seu trabalho e quais as consequências disso, principalmente se ocorre conflito entre os dois papéis.
Com vistas a está discussão propõe-se a: descrever a função do agente socioeducativo; descrever o seu papel enquanto segurança e socioeducador; verificar se é possível exercer as duas funções ao mesmo tempo; e identificar possível existência de conflitos entre essas duas funções.
Para o exercício da função de agente socioeducador, não se exige formação específica, apenas o ensino médio completo. O indivíduo que a exerce foi aprovado em concurso público, mas não há um preparo direcionado ao desempenho da função, visto que a capacitação recebida apenas dá noções básicas das atribuições que irá executar.
O agente socioeducativol recebe, além do salário, a GREAT pelos riscos que corre, afinal, convive com os adolescentes, pode ser tomado como refém em caso de rebelião e, ao fazer as revistas nos internos, está sujeito a doenças contagiosas, devido ao contato direto com os internos, suas roupas e objetos.
Ainda, devido a tensão e ao estresse que a profissão pode provocar, é possível que alguns profissionais desenvolvam transtornos físicos ou mentais. (FALTA RECEBER INSALUBRIDADE)
Deve-se considerar, a partir do exposto, que os agentes socioeducativos têm como função desenvolver atividades de caráter educativo e de segurança, estando inclusas as ações de cunho preventivo e ainda ações de cunho interventivo, repressivo, caso a prevenção falhe. Pode-se também considerar que cada profissional possui um modelo, uma concepção, do que considera socioeducação e segurança.
Este modelo esta impregnado pela subjetividade de cada um, e por isso pode ocorrer do profissional confundir socioeducação com assistencialismo, ou ainda confundir segurança com repressão.
Daí a necessidade de capacitação e treinamento, buscando sistematizar e padronizar as unidades e o trabalho de desenvolvimento nelas de acordo com as diretrizes e as orientações contidas no ECA e no SINASE.
A segurança das unidades socioeducativas envolve a complexidade de um sistema que é grade e ‘tranca’ fugas e rebeliões. a segurança um dos pilares das unidades de socioeducação “Entendem-se como condições seguras, aquelas que garantem a integridade física, moral e psicológica dos adolescentes, funcionários e visitantes e que promovem a confiabilidade e a estabilidade nas relações interpessoais e intersetoriais de trabalho”.
Ainda sobre a segurança nas unidades socioeducativas, deve-se levar em conta o fato de os adolescentes estarem internados, ou seja, foi-lhes restringido o direito de ir e vir. Por melhores que sejam as condições em uma unidade socioeducativa com privação de liberdade, há um constante clima de tensão, seja pela privação de liberdade, seja pela existência de grupos rivais. Dessa forma, todos os que trabalham nessas unidades devem reconhecer os riscos existentes em cada situação.
No tocante ao exercício das atividades de segurança, os agentes socioeducativos atuam de forma proativa e, muitas vezes, impositiva, com o objetivo de inibir manifestações indesejadas, eliminar fatores de risco ou reduzir o potencial lesivo dos acontecimentos.
Os profissionais também procuram atentar-se às ações e às manifestações dos adolescentes, a fim de prever o próximo passo deles, pois a falta de segurança pode acarretar a perda de controle dos funcionários sobre a Unidade.
A segurança é feita por meio de conferência e controle, registro de fatos ocorridos, revistas pessoais e estruturais e controle de acesso e de circulação de pessoas ou de materiais.
Os agentes socioeducativos também fazem acompanhamento e monitoramento das atividades desenvolvidas por adolescentes, visitantes ou funcionários, mediante presença e atenção constantes nos diferentes espaços das unidades.
As atividades relacionadas à segurança desenvolvidas pelos agentes socioeducativos podem ser classificadas em ações preventivas e ações interventivas (repressivas), sendo que as preventivas são rotineiras e compõem uma série de procedimentos a serem adotados conforme a atividade a ser desenvolvida. A participação do agente socioeducativo ocorre por meio do apoio ao desenvolvimento das atividades socioeducativas ou pela atuação direta na atividade.
Vale destacar que os agentes socioeducativos trabalharam mais os aspectos relacionados a ações que inibam a ocorrência de eventos críticos, com sua presença ostensiva, desenvolvendo poucas atividades para promover a conscientização dos adolescentes.
Já as ações interventivas (repressivas) são procedimentos a serem adotados no caso de ocorrência de um evento crítico. Consistem na adoção de medidas para impedir ou dissuadir situações como fugas, rebeliões, agressões, depredações entre outras. Tais ações devem ser escalonadas e proporcionais à gravidade do evento.
O uso da força, caso seja necessário, não pode ultrapassar o limite do cumprimento do dever e da legítima defesa.
Função socioeducador
A sociedade tem uma visão limitada do trabalho realizado nos centros socioeducativos. Estes são vistos apenas como unidades coercitivas, cuja função é punir os adolescentes e tirar deles sua liberdade. Se bem que é verdadeiro o fato de que embora exista o caráter socioeducativo, todas as unidades fechadas, inclusive as instituições para adolescentes, reproduzam em grau maior ou menor a cultura do sistema penitenciário.
Basicamente, a função do agentes socioeducativo enquanto socioeducador é atuar como referência, como, por exemplo, passando informações que contribuam para o aprendizado do adolescente.
Como exercem também atividades de segurança, os profissionais passam boa parte de seu turno literalmente trancados junto com os adolescentes, vivenciando situações desconhecidas dos demais socioeducadores, os quais têm contato com os adolescentes somente nos atendimentos.
José Antonio Haas Herculano
Marcelo Comazzi Gonçalves
edição e publicação Rones Marciel
Este estudo procurou analisar o profissional que trabalha como socioeducador e segurança em Centros de Socioeducação onde estão internados adolescentes que cometeram atos infracionais. Busca compreender os desafios e contradições inerentes a esta função que envolve duas linhas de ação, a de socioeducador e a de assegurar.
Percebe-se um ganho qualitativo para o Estado do ponto de vista administrativo e de custo, pois duas funções – segurança e socioeducador – puderam ser atribuídas ao mesmo profissional.
Como os profissionais do sistema socioeducativo que exercem a função de agente socioeducador nos diversos Centros de Socioeducação estão exercendo a função de socioeducador e de segurança.
Afinal, a dualidade de funções é possível ou será a visão de um único profissional exercendo as funções de segurança e de socioeducador mero formalismo?
A internação do adolescente em um Centro de Socioeducação não tem caráter meramente punitivo, o objetivo maior é a sua ressocialização, cabendo aos Agentes socioeducadores participar desta tarefa, possibilitando condições para que os adolescentes reflitam sobre as consequências de seus atos, mudem o seu modo de pensar e agir e possam voltar ao convívio social. Porém, como fazê-lo em um ambiente de contenção? De que forma o mesmo profissional que mantém o adolescente recluso pode orientá-lo no caminho da socioeducação? Por outro lado, o que motiva o profissional a realizar esta tarefa?
O ECA regulamenta quais são e em que casos devem ser aplicadas as medidas socioeducativas a adolescentes que cometeram atos infracionais.
O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) (BRASIL, 2006), por sua vez, informa as diretrizes de como deve ser a execução das medidas, bem como a estrutura física e organizacional das unidades de atendimento socioeducativo. Entretanto, ambos tratam muito superficialmente dos profissionais que executam as medidas socioeducativas.
Em quê essa dualidade influi em seu trabalho e quais as consequências disso, principalmente se ocorre conflito entre os dois papéis.
Com vistas a está discussão propõe-se a: descrever a função do agente socioeducativo; descrever o seu papel enquanto segurança e socioeducador; verificar se é possível exercer as duas funções ao mesmo tempo; e identificar possível existência de conflitos entre essas duas funções.
Para o exercício da função de agente socioeducador, não se exige formação específica, apenas o ensino médio completo. O indivíduo que a exerce foi aprovado em concurso público, mas não há um preparo direcionado ao desempenho da função, visto que a capacitação recebida apenas dá noções básicas das atribuições que irá executar.
O agente socioeducativol recebe, além do salário, a GREAT pelos riscos que corre, afinal, convive com os adolescentes, pode ser tomado como refém em caso de rebelião e, ao fazer as revistas nos internos, está sujeito a doenças contagiosas, devido ao contato direto com os internos, suas roupas e objetos.
Ainda, devido a tensão e ao estresse que a profissão pode provocar, é possível que alguns profissionais desenvolvam transtornos físicos ou mentais. (FALTA RECEBER INSALUBRIDADE)
Deve-se considerar, a partir do exposto, que os agentes socioeducativos têm como função desenvolver atividades de caráter educativo e de segurança, estando inclusas as ações de cunho preventivo e ainda ações de cunho interventivo, repressivo, caso a prevenção falhe. Pode-se também considerar que cada profissional possui um modelo, uma concepção, do que considera socioeducação e segurança.
Este modelo esta impregnado pela subjetividade de cada um, e por isso pode ocorrer do profissional confundir socioeducação com assistencialismo, ou ainda confundir segurança com repressão.
Daí a necessidade de capacitação e treinamento, buscando sistematizar e padronizar as unidades e o trabalho de desenvolvimento nelas de acordo com as diretrizes e as orientações contidas no ECA e no SINASE.
Função segurança:
Ainda sobre a segurança nas unidades socioeducativas, deve-se levar em conta o fato de os adolescentes estarem internados, ou seja, foi-lhes restringido o direito de ir e vir. Por melhores que sejam as condições em uma unidade socioeducativa com privação de liberdade, há um constante clima de tensão, seja pela privação de liberdade, seja pela existência de grupos rivais. Dessa forma, todos os que trabalham nessas unidades devem reconhecer os riscos existentes em cada situação.
No tocante ao exercício das atividades de segurança, os agentes socioeducativos atuam de forma proativa e, muitas vezes, impositiva, com o objetivo de inibir manifestações indesejadas, eliminar fatores de risco ou reduzir o potencial lesivo dos acontecimentos.
Os profissionais também procuram atentar-se às ações e às manifestações dos adolescentes, a fim de prever o próximo passo deles, pois a falta de segurança pode acarretar a perda de controle dos funcionários sobre a Unidade.
A segurança é feita por meio de conferência e controle, registro de fatos ocorridos, revistas pessoais e estruturais e controle de acesso e de circulação de pessoas ou de materiais.
Os agentes socioeducativos também fazem acompanhamento e monitoramento das atividades desenvolvidas por adolescentes, visitantes ou funcionários, mediante presença e atenção constantes nos diferentes espaços das unidades.
Vale destacar que os agentes socioeducativos trabalharam mais os aspectos relacionados a ações que inibam a ocorrência de eventos críticos, com sua presença ostensiva, desenvolvendo poucas atividades para promover a conscientização dos adolescentes.
Já as ações interventivas (repressivas) são procedimentos a serem adotados no caso de ocorrência de um evento crítico. Consistem na adoção de medidas para impedir ou dissuadir situações como fugas, rebeliões, agressões, depredações entre outras. Tais ações devem ser escalonadas e proporcionais à gravidade do evento.
O uso da força, caso seja necessário, não pode ultrapassar o limite do cumprimento do dever e da legítima defesa.
Função socioeducador
Basicamente, a função do agentes socioeducativo enquanto socioeducador é atuar como referência, como, por exemplo, passando informações que contribuam para o aprendizado do adolescente.
Como exercem também atividades de segurança, os profissionais passam boa parte de seu turno literalmente trancados junto com os adolescentes, vivenciando situações desconhecidas dos demais socioeducadores, os quais têm contato com os adolescentes somente nos atendimentos.
José Antonio Haas Herculano
Marcelo Comazzi Gonçalves
edição e publicação Rones Marciel
Menores abrem buraco e 18 fogem de internato em Bangu
| 19 adolescentes fugiram por um buraco na paredeReprodução Rede Record |
Os adolescentes fugiram no momento em que houve uma troca de turno e a guarita de vigilância ficou vazia, durante cerca de dez minutos. Do lado de fora do internato, homens armados deram cobertura aos menores. Entre os que escaparam estava o jovem conhecido como Foca, suspeito de participação na chacina da Chatuba, ocorrida em setembro de 2012.
A fuga aconteceu na madrugada de segunda-feira (28). O caso foi registrado na Delegacia de Bangu (34ª DP) e, até o momento, a direção do educandário não cedeu as imagens da fuga dos menores.
Roberto Teixeira, vice-presidente do sindicato do Degase, contou à reportagem da Record que as fugas são constantes naquela unidade e que os inspetores costumam ser ameaçados.
Assista ao vídeo:
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/menores-abrem-buraco-e-18-fogem-de-internato-em-bangu-02112013
Internos da Usip promovem tumulto e fogem
ARACAJU/SE
Agente diz que internos querem provocar a interdição da casa
O clima continua tenso na Unidade de Internação Provisória (Usip) e na tarde desta sexta-feira, 1º, mais um tumulto foi registrado. Houve bate grade, destruição de alas e fuga de sete internos.
De acordo com o assessor de comunicação do Sindicato dos Agentes de Segurança e de Medidas Socioeducativas (Sindasse), Uanderson Conceição, a situação foi de pancadaria e destruição. “Eles sabem que as paredes estão frágeis, por conta dos remendos feitos. Daí eles aproveitam que a massa ainda está mole e com os próprios calcanhares, destroem as alas e fogem”, explica.
O agente explica ainda que além do bate grade, os internos subiram no telhado e começaram a jogar pedras nos agentes e nas pessoas que trabalhavam na recepção. “A situação só foi amenizada com a chegada da Tropa de Choque. Mas é só a polícia ir embora, que eles começam tudo de novo.
Eles querem quebrar tudo para que a casa seja interditada, pois acham que serão soltos”, afirma.
Renascer
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 31, o governador Jackson Barreto (PMDB) anunciou a destituição da diretoria da Fundação Renascer. A decisão foi fruto dos últimos episódios ocorridos no Centro do Atendimento ao Menor (Cenam) e na Unidade de Internação Provisória (Usip), que culminaram com sucessivas rebeliões, fugas e denúncias de maus tratos supostamente praticados por agentes de medidas socioeducativas contra os internos.
Por Verlane Estácio
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=151034
VEJA TAMBÉM:
Governo destitui diretoria da Fundação Renascer
Agente diz que internos querem provocar a interdição da casa
O clima continua tenso na Unidade de Internação Provisória (Usip) e na tarde desta sexta-feira, 1º, mais um tumulto foi registrado. Houve bate grade, destruição de alas e fuga de sete internos.
| Tumulto foi registrado na Usip (Foto: arquivo Portal Infonet) |
O agente explica ainda que além do bate grade, os internos subiram no telhado e começaram a jogar pedras nos agentes e nas pessoas que trabalhavam na recepção. “A situação só foi amenizada com a chegada da Tropa de Choque. Mas é só a polícia ir embora, que eles começam tudo de novo.
Eles querem quebrar tudo para que a casa seja interditada, pois acham que serão soltos”, afirma.
Renascer
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 31, o governador Jackson Barreto (PMDB) anunciou a destituição da diretoria da Fundação Renascer. A decisão foi fruto dos últimos episódios ocorridos no Centro do Atendimento ao Menor (Cenam) e na Unidade de Internação Provisória (Usip), que culminaram com sucessivas rebeliões, fugas e denúncias de maus tratos supostamente praticados por agentes de medidas socioeducativas contra os internos.
Por Verlane Estácio
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=151034
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Governo destitui diretoria da Fundação Renascer
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Geraldo Alckmin usou ameaça do PCC para se promover
| Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) |
Depois de revelado um diálogo entre membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) que demonstrava a insatisfação da facção criminosa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ameaçava de morte, alguns comentários na imprensa foram na linha de que as críticas dos criminosos serviram como uma “condecoração” para o tucano – essa palavra em especial foi usada pelo colunista de Veja, Ricardo Setti.
Se estavam insatisfeitos com Alckmin, é porque ele combatia a criminalidade. Esse seria o raciocínio. A principal resposta do governador, então, foi: “Não vamos nos intimidar”, o que colocaria ainda mais força e credibilidade à sua imagem. O governador anunciou, dias depois, uma força-tarefa para investigar as ações do PCC e a agilidade para cortar sinais de telefone de presídios – algo que já deveria ter sido feito há muito tempo.
Uma declaração crucial do ex-secretário estadual de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto, no entanto, desconstrói essa recente suposta boa imagem adquirida pelo chefe de governo. Em sua primeira entrevista desde que deixou o cargo e foi substituído por Fernando Grella Vieira, há um ano, Ferreira Pinto afirma, ao jornal Valor Econômico, que “Alckmin está aproveitando para colher dividendos políticos com a ameaça do PCC”.
Segundo ele, a escuta de um dos membros do PCC que falava em “decretar” o governador era de conhecimento da cúpula da Segurança desde 2011 e não tem credibilidade alguma. “Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas. Eu não vejo uma coerência aí de alguém que exerce um cargo público da relevância que é a segurança de São Paulo”, declarou.
Para Ferreira Pinto, a mesma “fanfarronice” atribuída à declaração de Marcola, líder do PCC, de que a facção havia diminuído a taxa de homicídios no Estado – o termo foi usado pelo próprio governador, e Ferreira Pinto concorda – serve para a fala do outro, que disse que ia “decretar” – na gíria, matar – Alckmin. “Foi no mesmo contexto, em 2011. Aí vem o governo e diz ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”, conclui.
O ex-secretário também afirmou que “tinha plena ciência” dessas gravações e que o governador não sabia da existência delas justamente porque o fato “não tinha credibilidade”. “Lamentável. [O governador] deve ter suas razões. Eu acho que é mais pelo viés político. Porque na hora que diz ‘Não vou me intimidar’, ele está também dando um “upgrade” para a facção. Está admitindo que há credibilidade numa conversa isolada”.
Segundo ele, a resposta de Geraldo Alckmin seria válida se o Ministério Público tivesse alguma gravação “em que realmente o governador estivesse sendo ameaçado de morte”. Mas o MP não usou da interceptação “porque analisou”, segundo Ferreira Pinto, “e viu que era uma declaração irresponsável”. “É como alguém dizer aqui, ‘Ah, vou matar o Obama’”, exemplifica.
http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/geraldo-alckmin-usou-ameaca-do-pcc-para-se-promover/658796/
Senador do PT quer endurecer pena para menor infrator
O senador Jorge Viana (PT-AC) quer estender para oito anos o tempo de internação de menores infratores em crimes hediondos. O projeto que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi anunciado a pouco no plenário da Casa. Atualmente, a internação máxima é de três anos para qualquer tipo de infração.
“Ao atingir 18 anos, deve ser transferido para um estabelecimento específico, e não para o sistema prisional convencional, de modo a segregá-lo dos menores que realmente estão em pleno desenvolvimento psicológico e social. Quando atingir 26 anos, a liberdade será obrigatória, haja vista que o prazo máximo da internação é de oito anos”, defendeu.
Viana se diz assustado com os altos índices de criminalidade cometidos pelos adolescentes nos últimos anos. Ele citou coo referência o bom no aumento de 80% em São Paulo em 12 anos.
COMENTARIOS
http://www.diariodopoder.com.br/noticias/jorge-viana-quer-endurecer-pena-para-menor-infrator/
| Senador Jorge Viana |
Viana se diz assustado com os altos índices de criminalidade cometidos pelos adolescentes nos últimos anos. Ele citou coo referência o bom no aumento de 80% em São Paulo em 12 anos.
COMENTARIOS
- Roney Rodrigues · Quem mais comentou · Tenente na empresa Exército Brasileiro (Oficial)
Demorou.....mas, muito provavelmente vai ficar só olhar na intenção. 
Suely Brandon · Quem mais comentou · Chartres
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já havia proposto que as penas para menores fossem calculadas de acordo com o crime cometido. Na gaveta de qual parlamentar está o projeto???
Sebastiao Cunha · Quem mais comentou · Colégio Padre Vieira
Demagogia. Já que somos imitadores do MUNDO CIVILIZADO (?!?!), por que não "copiamos" a legislação inglesa????!!!!????
Luiz Carlos Pacheco · Cuiabá
Até que enfim um politico está agindo. Será que um "di menor" roubou alguem da familia dele
Bernd F. V. Meyer · Blumenau
A solucao eh como nos EEUU onde o "dimenor" responde como o adulto. No Brasil eh engracado, o menor com 16 anos pode votar, que nos EEUU soh pode votar com a moiridade. Neste pais o voto, mesmo facultativo, eh coisa seria.
http://www.diariodopoder.com.br/noticias/jorge-viana-quer-endurecer-pena-para-menor-infrator/
Funcionário da Funase de Caruaru relata problemas na unidade
Ele afirma que existem poucos agentes e estão acumulando funções.
Presidente da Fundação afirma que está completando o quadro.
Após a denúncia de irregularidades na unidade de Garanhuns da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), feita por funcionários à TV Asa Branca na quarta-feira (30), mais um funcionário relatou problemas. Desta vez, um agente socioeducativo de Caruaru, que teve a identidade preservada, afirmou que é constante o clima de tensão na unidade local.
Presidente da Fundação afirma que está completando o quadro.
Após a denúncia de irregularidades na unidade de Garanhuns da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), feita por funcionários à TV Asa Branca na quarta-feira (30), mais um funcionário relatou problemas. Desta vez, um agente socioeducativo de Caruaru, que teve a identidade preservada, afirmou que é constante o clima de tensão na unidade local.
| Agente diz que eles acumulam funções na unidade. (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca) |
Para ele, as más condições de trabalho tornam difícil a vida dos funcionários. “Não existe na unidade o efetivo de policiais ou de agentes de segurança nas guaritas. O agente acumula a função de socioeducativo e de segurança”, afirmou. Houve uma seleção para 20 novos agentes, contudo, segundo ele, já foram contratados aproximadamente 380 pessoas e nenhuma ficou. “O pessoal assume, passa um dia ou dois, e vai embora. Ninguém quer trabalhar. Os agentes são ameaçados de morte”.
Ainda de acordo com ele, essa falta de segurança implica na entrada de materiais ilegais. “Não adianta se fazer uma revista altamente rigorosa, se no muro não tem segurança. Você pode jogar uma metralhadora por cima do muro e, quando o adolescente estiver solto [entre os muros], vai apanhar essa arma”, disse. O agente ainda afirma que drogas são jogadas pelo muro, mesmo com rondas da Polícia Militar.
Por fim, o funcionário afirmou à TV Asa Branca que a reeducação dos internos não é efetivada. Não existiriam aulas ou oficinas, por falta de profissionais; haveria apenas algumas ações realizadas por agentes que têm facilidade com temas educativos.
Resposta
| Eutácio Borges, presidente da Funase. (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca) |
O presidente da Funase, Eutácio Borges, informou que estão completando o quadro de Caruaru, que é de aproximadamente 120 agentes. “E em nível de equipe técnica, é um conjunto de psicólogo, assistente social, pedagogo e advogado para cada 25 adolescentes. O quadro está mais ou menos dentro do parâmetro”.
Eutácio Borges admite a superpopulação, mas falou que há construções de cinco novas unidades para distribuir os menores por tipificação da infração e por idade. Por fim, ele indicou os e-mails ouvidoria@funase.pe.gov.br e corregedoria@funase.pe.gov.br para que denúncias sejam feitas e possam ser investigadas.
Criança e PM morrem em tentativa de resgate a preso no Rio
Uma criança e um policial morreram e outras duas pessoas ficaram feridas em uma tentativa de invasão a um fórum no Rio de Janeiro. Criminosos armados tentaram resgatar presos, que prestavam depoimento.
VEJA O VIDEO:
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