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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dois presos morrem e 68 visitantes são mantidos reféns em presídio de SP

Presidiários da Penitenciária de Itirapina, a 214 quilômetros de São Paulo, iniciaram uma rebelião no fim da manhã deste domingo, após uma confusão entre detentos durante o horário de visita. 

Dois presos morreram (um dos presos mortos foi decapitado).
Pelo menos 68 visitantes, incluindo crianças e mulheres grávidas, são mantidos como reféns desde às 11 horas deste domingo, 14, por detentos da Penitenciária de Itirapina, no interior paulista. 

Segundo SAP, não é possível afirmar se visitantes são mantidos reféns ou se estão no local para garantir segurança de parentes


"Dr Antonio de Queiroz Filho" (Itirapina I) 

De acordo com uma testemunha, a rebelião começou quando uma visitante foi impedida de entrar por problemas na documentação. O marido dela teria ameaçado matar alguém como forma de protesto contra a penitenciária e, então, os detentos não deixaram mais ninguém sair do local.

Os detentos querem que o horário de visitas seja ampliado até às 16 horas. Atualmente, o horário termina às 15 horas. Além dessa reivindicação, os presidiários querem ter celulares, segundo a Polícia Militar, que também evitou falar em rebelião e confirmou a morte de dois detentos.
Às 6h desta segunda-feira, a Tropa de Choque da Polícia Militar chegou ao presídio e retomou a negociação com os detentos. A Polícia Militar foi posicionada nos arredores do presídio para impedir uma eventual fuga.
 A Superintendência de Administração Penitenciária (SAP) negocia o fim do motim, que continuava até as 7h desta segunda-feira.  Nenhum familiar foi ferido ou ameaçado, e a SAP não registrou qualquer dano à estrutura do presídio.

 Com capacidade para 210 detentos, a Penitenciária de Itirapina hoje possui 602.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Princípio de rebelião é contido na penitenciária de Montalvão

Detentos empurraram porta contra agente enquanto eram transferidos e tumulto começou.
 Um preso se feriu gravemente



Um tumulto entre detentos da Penitenciária "Wellington Rodrigo Segura" de Montalvão, distrito de Presidente Prudente, deixou a unidade em alerta durante a manhã desta terça-feira (5). Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), três presos teriam empurrado a porta da cela contra um agente e todos os outros começaram a se confrontar.
Ainda conforme a SAP, o agente fazia a transferência dos detentos das celas para o setor de escola, mas conseguiu chamar reforços e o tumulto foi contido, evitando uma rebelião.
No entanto, um dos internos foi levado com urgência e com ferimentos graves ao Hospital Regional de Prudente. Além dele, outros três que se feriram levemente também foram levados ao HR. No entanto, o estado de saúde dos internos não foi divulgado.
Já o agente que estava no início da ação não se feriu, bem como todo o reforço.
Por meio de nota, a SAP informou que “o que ocorreu foi um ato indisciplinar”, e que por isso, “foi instaurado um procedimento apuratório disciplinar em desfavor dos reeducandos agressores, que serão removidos da unidade.”
O presídio, que tem capacidade para 630 presos, possui hoje 900 detentos.


http://www.ifronteira.com/noticia-regiao-46230

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Após 31 horas, termina rebelião na Penitenciária Nelson Hungria

Terminou às 16h desta sexta-feira (22) a rebelião que envolveu 90 presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As duas pessoas que eram mantidas reféns desde as 9h desta quinta-feira (21) deixaram o presídio poucos minutos depois das 16h. A professora e o agente penitenciário passam por atendimento médico. Os presos aceitaram o acordo proposto por um gabinete de crise, com autoridades policiais e do governo, em uma reunião que foi realizada na tarde desta sexta.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social, um dos itens do acordo foi a garantia da integridade física dos rebelados. A secretaria ainda informou que o diretor da penitenciária não será afastado. Esta era uma das exigências da rebelião. Apesar de não ter sido atendida, a Corregedoria garantiu que vai apurar as denúncias de espancamento feita pelos detentos que participaram do motim. Os outros itens do acordo ainda não foram divulgados.

Os 103 presos que estão no pavilhão 1, onde aconteceu a rebelião, ficaram sem luz e sem o fornecimento de alimentos desde esta quinta-feira (21), quando começou o motim, inclusive os dois reféns. O Complexo Penitenciário Nelson Hungira tem capacidade para 1.664 presos, e abriga, atualmente, 1.970, segundo a Suapi. A rebelião foi liderada por Daniel Cipriano, de 29 anos. Ele tem seis condenações, sendo cinco por roubo e uma por homicídio, e cumpre pena na unidade desde agosto de 2011.
Rebelião entra pela tarde desta sexta-feira (22). (Foto: Reprodução/G1)Rebelião entra pela tarde desta sexta-feira (22). (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Integrigade física
As negociações foram retomadas por volta das 10h desta sexta-feira (22). Na chegada, o coronel Antônio Carvalho, do comando do policiamento especializado da Polícia Militar, disse que a integridade dos reféns está preservada. Ele afirmou que nenhuma medida precipitada pode ser tomada se isso colocar em risco a segurança das pessoas mantidas em cárcere pelos detentos. "Estamos focados na integridade física das pessoas que estão lá dentro",  disse.
Neste segundo dia de rebelião, houve sinal de fumaça dentro do pavilhão 1 durante a manhã. Na porta do presídio, um advogado informou que cinco detentos que são a favor da direção atual do presídio também teriam sido tomados como reféns, mas a informação não foi confirmada pela polícia.
No fim da manhã desta sexta-feira (22), integrantes de um gabinete de crise criado para negociar o fim da rebelião informaram que os presos rebelados descumpriram um primeiro acordo de libertação dos dois reféns.
De acordo com as autoridades policiais e do governo, uma ata atesta a negociação, que foi feita nesta quinta-feira (21). O gabinete concordou em atender quatro reivindicações do presos, segundo o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira: visita convencional para grávidas, sem presença de agente penitenciário; tratamento aos detentos pelos nomes; revisão de penas e garantia de que os rebelados não serão transferidos. Posteriormente os detentos pediram a troca da direção do presídio, o que não foi atendido pelo comitê. "Não deram justificativa para isso", disse Oliveira.
A rebelião alterou a rotina dos presos nos demais pavilhões, onde o banho de sol foi cortado. O comitê de crise informou também que avalia se haverá visitas neste fim de semana.
De acordo com a Seds, 210 policiais militares, 30 agentes penitenciários do Comando de Operações Especiais (Cope), além de autoridades da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) e da Polícia Civil estão envolvidos na ação.
Reivindicações
O subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, disse que os presos reclamam da demora na autorização de visitas e na proibição da entrada de mulheres grávidas nos pavilhões. Atualmente, as visitas por grávidas são feitas em uma sala especial, com a presença de um agente penitenciário. Os detentos ainda se queixam da direção do presídio, de espancamento e pedem revisão de pena.

Sobre a denúncia dos presos de que eles estariam sofrendo espancamento, Oliveira disse que nunca ouviu nenhuma denúncia deste tipo na unidade, mas que vai apurar. O subsecretário ainda falou que a revista geral em cada cela é feita rotineiramente no presídio. E que está previsto para o fim do ano a instalação de equipamentos de bloqueio de sinal de telefones celulares na unidade.
Goleiro Bruno
No pavilhão 1 estão presos condenados por por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo. Este fica ao lado de onde está detido o goleiro Bruno Fernandes, pavilhão 4. Bruno é réu no processo de desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Além de Bruno, está detido pavilhão 7 o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Na noite desta quinta-feira, o promotor do caso Eliza Samudio, Henry Wagner, chegou à penitenciária. Indagado sobre o que iria fazer no local, ele disse: ”vou me interar”.
Começo da rebelião
Durante a manhã, os presos saíram das celas e ocuparam o pátio. Eles queimaram colchões e usaram pedaços de tecidos para tentar escapar do pavilhão pelo telhado. Bombas de efeito moral foram usadas para evitar uma possível fuga, segundo major Sérgio Dourado, da Polícia Militar. Os detentos também usaram o que parece ser roupa de cama para escrever as palavras "opressão" e "sistema" no chão do pátio do pavilhão.
O motim começou quando a professora, que é uma das reféns, dava aula para alguns dos detentos, pelo ensino fundamental, e era escoltada pelo agente, que também está em poder dos rebelados. Ele chegou a ser ameaçado por presos com uma barra de ferro. Segundo o coronel, este foi o momento de maior tensão da rebelião.
A auxiliar de enfermagem Júlia Delfim, que é amiga da professora feita refém, disse que a professora gostava de dar aulas para os presidiários.  A professora teria lhe dito que. em 12 anos de profissão dentro da Nelson Hungria, não houve nenhum registro de confusão entre ela e os detentos.
Rebelião na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (Foto: Reprodução/Globocop/TV Globo Minas)No início da rebelião na Penitenciária Nelson Hungria, presos escreveram "opressão" e "sistema" com o que parecia roupa de cama no pátio do pavilhão 1 (Foto: Reprodução/Globocop/TV Globo Minas)
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2013/02/apos-31-horas-termina-rebeliao-na-penitenciaria-nelson-hungria.html

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tumulto no presídio do Roger deixa detentos feridos na Paraíba


Rebelião foi registrada na manhã desta segunda durante o banho de sol. 
Pelo menos 17 detentos ficaram feridos e foram para o Trauma.


Tropa do Batalhão de Choque se prepara para entrar no presídio do Roger em João Pessoa durante rebelião (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Tropa do Batalhão de Choque se prepara para entrar no presídio do Roger  (Foto: Walter Paparazzo/G1)




Detento do presídio do Roger é atendido por equipe do Corpo de Bombeiros durante rebelião na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)Uma rebelião deixou pelo menos 17 detentos feridos na manhã desta segunda-feira (28) no presídio do Roger, em João Pessoa, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba. A assessoria do governo informou que o tumulto começou quando, durante o banho de sol, presos de facções rivais se desentenderam.
O secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Wallber Virgolino, disse que a confusão já foi controlado ainda pela manhã e que os detentos feridos sofreram apenas escoriações. A tropa do Batalhão do Choque está dentro do presídio.


Repórteres da TV Cabo Branco, que estão em frente ao presídio, relataram que ouviram vários tiros. A polícia informou que os tiros são de armas não letais. Familiares dos detentos estão na porta do presídio procurando informações sobre os parentes. Os feridos estão sendo encaminhados para o Hospital de Emergência e Trauma em João Pessoa. De acordo com a assessoria, alguns feridos foram atendidos na penitenciária.

O tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo do Sistema Penitenciário paraibano, disse que está sendo realizada uma operação Pente Fino nos pavilhões 5 e 6. Pelo menos 100 policiais militares estão na penitenciária.

Policias em guaritas do presídio do Roger durante rebelião em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Policiais em guaritas do presídio do Roger durante rebelião em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)



Fuga
Na madeugada desta segunda-feira um detento fugiu do presídio do Roger. Segundo o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, os agentes penitenciários envolvidos no caso estão sendo ouvidos e uma sindicância será instaurada. Segundo o gerente-executivo do Sistema Penitenciário, esse fato não tem ligação com a rebelião.



http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2013/01/tumulto-no-presidio-do-roger-deixa-detentos-feridos-na-paraiba.html

domingo, 6 de janeiro de 2013

Detentos fazem rebelião em unidade prisional de Manaus durante visitação


Sejus negou que preso tenha sido ferido; familiares contestam versão.
Segundo PM, duas armas foram encontradas com detentos durante revista.

Rebelião no Ipat em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)
Familiares dos presos permaneceram em frente do Ipat durante o tumulto para conseguir informações dos detentos (Foto: Adneison Severiano G1/AM)




Presos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no quilômetro oito da BR-174, em Manaus, fizeram uma rebelião na unidade, neste sábado (5). A informação foi confirmada pelo secretário-executivo de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), coronel Bernardo Encarnação. O tumulto foi o primeiro registrado nas unidades prisionais do Amazonas em 2013.
Segundo o Departamento de Sistema Penitenciário (Desipe) da Sejus, existem duas facções rivais no presídio. A rebelião teria começado quando membros de uma facção criminosa fizeram tumulto para provocar os rivais, que ficam em pavilhão separado.
A confusão teve início na triagem, área onde ficam presos que sofrem risco de agressão e que foram transferidos de outras unidades prisionais por não terem se adaptado às demais cadeias. Ao todo, 21 detentos estavam nesta área.

Rebelião no Ipat em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)
Ao todo, 44 policiais do Batalhão de Choque e da Rocam participaram da contenção do motim no Ipat em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)


De acordo com familiares de presos que estavam no local quando o tumulto teve início, um preso que estava com um braço quebrado e seria encaminhado à enfermaria foi atacado por outro detento com um estoque (tipo de arma artesanal parecida com uma faca). Segundo eles, o detento teve a cabeça, tórax e ombro perfurados. A Sejus negou ao G1 que o detento tenha sido ferido.
Neste sábado (5), 191 pessoas estavam na cadeia para visitar os presos. Como haviam mulheres e crianças no local, a polícia manteve todas as visitas isoladas para evitar que os presos os mantivessem como reféns. Os familiares foram liberados por volta de 18h.

Armas, munição e outros objetos foram apreendidos com presos durante rebelião (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Armas e munições foram apreendidas com presos durante rebelião (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)



A energia elétrica no Instituto foi desligada diversas vezes durante a rebelião. A Tropa de Choque e soldados da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram convocadas para controlar a situação.
Por volta de 20h20, a Tropa de Choque deixou o local e PMs entraram na unidade para fazer vistoria. Duas armas de fogo (um revólver 38 e uma PT .40), um jogo de chaves de fenda, um estoque, doze munições, um cordão e uma pulseira de ouro, e um chip de celular foram encontrados na unidade. A Sejus instaurou sindicância para investigar como os objetos proibidos entraram no Ipat.
A Sejus informou ainda que, por enquanto, nenhum preso vai ser transferido do Ipat. As visitas da triagem deverão ser suspensas por 30 dias.
O Instituto tem capacidade para 450 presos. Atualmente, 812 detentos estão detidos na unidade.

TV Amazonas



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Após rebelião de 9 horas, detentos são transferidos de presídio de MG

Após uma rebelião que durou nove horas na terça-feira, detentos do Presídio de Itajubá, no sul de Minas Gerais, serão transferidos da unidade prisional. Segundo informou a Subsecretária de Administração Prisional (Suapi) nesta quarta-feira, 30 homens sairão do local, que comporta 302 presos, mas tem um total de 460. A nova unidade onde os detentos serão instalados não foi divulgada por questão de segurança.
No motim de ontem, um preso morreu e um agente penitenciário ficou ferido. A rebelião começou por volta das 7h e foi encerrada às 16h. De acordo com a Suapi, o movimento foi comandado por presos de dois pavilhões. Eles tomaram cinco agentes penitenciários como reféns.
A Polícia Militar, por meio do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate), com o apoio  do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e do Comando de Operações Especiais (Cope), ambos do sistema prisional, negociou o fim do movimento.
Durante as ações de contenção, um agente foi ferido na cabeça e conduzido ao Hospital Escola de Itajubá. Ele passa bem. Roberto Cândido da Costa Pereira Júnior, um dos detentos rebelados, também foi ferido e não resistiu. Segundo a Suapi, um procedimento interno de investigação, instaurado pela direção geral do Presídio, apurará as circunstâncias da rebelião.






http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/apos-rebeliao-de-9-horas-detentos-sao-transferidos-de-presidio-de-mg,d0d4dff52a8db310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quatro pessoas são mantidas reféns em rebelião em penitenciária


Cerca de 100 presos renderam um agente e roubaram 28 armas de uma sala do presídio

Cerca de 100 detentos da Penitenciária de Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte,mantêm  dois agentes reféns em uma rebelião que começou na madrugada desta quarta-feira (19). Segundo a Polícia militar, a confusão começou quando um dos presos fingiu passar mal e foi socorrido por um carcereiro, que foi rendido.

Os homens pegaram a arma do agente e as chaves das celas. Vários detentos foram libertados. Eles atiraram contra outros funcionários da cadeia e acertaram um dele, que ficou ferido no braço e foi socorrido para um hospital da cidade.



O bando quebrou paredes, trocou tiros com a PM e invadiu a sala da intendência, onde ficam guardadas as armas da penitenciária. Munidos com oito escopetas calibre 12, 14 pistolas, seis revólveres e várias granadas, os revoltosos de preparam para o confronto com a polícia.

Mais de 80 viaturas da Polícia Militar, Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) cercaram o presídio. Além dos agentes, dois presos condenados por estupro também estão em poder do bando, que ameaça matar os reféns caso a polícia entre.

Os líderes da revolta são cinco criminosos envolvidos em assaltos. Três deles foram detidos há 10 dias, após roubar uma joalheria na cidade.

Neste momento, a PM negocia uma rendição com os detentos.



R7 Noticias

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Após rebelião, secretário da Justiça de SE fala sobre situação de presídios


“Não vou tapar o sol com peneira, existem celulares com os presos”, disse.
Segundo Benedito Figueiredo, não houve rebelião, mas tentativa de fuga.


Um dia depois do fim da rebelião que durou 25h no Presídio Senador Leite Neto, em Nossa Senhora da Glória (SE), o secretário da Justiça de Sergipe, Benedito Figueiredo, falou sobre a atual situação das unidades prisionais do estado.
“O que houve foi um grande tumulto, uma tentativa de fuga frustrada de apenas 100 entre 400 presos que o presidio de Nossa Senhora da Glória abriga. Não vim aqui discutir a forma semântica da palavra rebelião, mas afirmar que nossos agentes foram verdadeiros heróis ao arriscar a própria vida em prol da segurança do local. Se eu afirmar que houve uma rebelião, por extensão, estou dizendo que o presídio é mal administrado, que nós não atendemos aos pedidos feitos durante a rebelião de dois meses atrás entre outros pontos fundamentais”, disse o secretário em entrevista ao Bom Dia Sergipe.


Superlotação
Benedito explicou que o presídio de Nossa Senhora da Glória passa por uma superlotação por causa da reforma do Presídio Regional Juiz Manoel Barbosa de Souza Centro em Tobias Barreto (SE).
“Esses dois presídios que acabei de listar foram construídos em 1982, na gestão do então governador João Alves Filho, ou seja, precisam de reformas para se adequar às novas demandas de presos. Foi preciso trazer alguns presos de Tobias Barreto para Glória para fazermos as devidas reformas”, explica.
Celulares
O secretário afirmou que há celulares com os presos dentro das unidades prisionais. “Não vou tapar o sol com a peneira, e digo com toda a liberdade que não há nenhum presidio do Brasil que consiga tirar 100% dos celulares das mãos dos presos. Apesar de fazermos uma varredura, as próprias famílias levam os aparelhos em lugares inimagináveis do corpo”.



G1


Detentos queimam colchões em celas e fazem rebelião no Ceresp de Betim

Familiares que estiveram no local protestaram e denunciaram superlotação


Detentos fizeram uma rebelião no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, durante a madrugada deste terça (18).

Segundo a Polícia Militar, o tumulto começou no Pavilhão C, quando presos atearam fogo em colchões e danificaram algumas celas. Agentes levaram cerca de uma hora para conter a revolta, que se espalhou por todos os pavilhões.



Os detentos passaram parte da madrugada no pátio até que todas as celas fossem vistoriadas. A polícia informou que não houve feridos, mas não divulgou o motivo da rebelião.

Assim que souberam da confusão, parentes correram para a porta do Ceresp, onde não conseguiram informações e ficaram assustados com barulhos de bomba e pedidos de socorro. Alguns familiares protestaram e incendiaram papelões. Eles também denunciaram a superlotação do presídio, com 20 pessoas por cela.

Nenhum responsável pelo Ceresp quis se manifestar sobre o ocorrido. A situação foi controlada.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Rebelião em penitenciária de SE chega ao fim após 26 horas


Rebelião foi iniciada na tarde do domingo (15).
128 reféns foram liberados e ninguém foi ferido.

Reféns são libertados e rebelião chega ao fim (Foto: Flávio Antunes/G1 SE)
Reféns são libertados e rebelião chega ao fim (Foto: Flávio Antunes/G1 SE)


A rebelião realizada pelos 470 presos do Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho (Compajaf),que começou no início da tarde do domingo (15), chegou ao fim por volta das 16h desta segunda-feira (16), após negociação com o secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy. Todos os 128 reféns foram libertados e ninguém saiu ferido. Os policiais do Batalhão de Choque já estão dentro do presídio fazendo a revista dos presos.


Os primeiros reféns foram libertados por volta das 6h desta segunda, foram uma mãe e uma irmã de um preso.
No fim da manhã, um dos três agentes penitenciários e outros 27 familiares também deixaram o local em troca de garrafões de água e no início da tarde, mais 16 reféns foram libertados.

Os outros 82 familiares dos presos que estavam de reféns foram libertados após o fim da rebelião. Os presos começaram a ceder no início da tarde desta segunda-feira, quando entregaram armas brancas e revólveres.

Entre as reinvindicações estão: Transferência de presos para outros complexos penitenciários; demissão de uma servidora; ampliação da programação televisiva; melhorar o tratamento com as mulheres que visitam o complexo; aceleração dos processos dos réus; garantia da integridade física; agilidade nos procedimentos médicos e apuração dos maus-tratos.
“Boa parte das reivindicações feitas pelos rebelados é pertinente ao Poder Judiciário. Nós atendemos tudo que é possível e razoável e vamos, inclusive, apurar denúncias feitas por eles de possíveis maus-tratos”, frisou João Eloy.

Entre os reféns estavam três agentes, um deles foi libertado na manhã desta segunda-feira em troca de garrafões de água.
Após o fim da rebelião, cinco presos foram transferidos para outro local que não foi divulgado por medida de segurança."Foi uma das exigências deles que foi prontamente atendida", disse Eloy.


O fornecimento de água potável foi reestabelecido. No entanto, algumas medidas estão além do que é negociável. Uma solicitação dos internos não será atendida.
“Não haverá a saída da direção do Compajaf, como eles [os presos] solicitaram, ou da administração privada Reviver, que cuida da alimentação, limpeza e gestão em geral dos custodiados. Entre outras reclamações constam a rigidez do regime disciplinar, com cumprimento de horários e comportamento, mas é algo que só contribui para a segurança e a ressocialização com dignidade”, acrescentou João Eloy.

O negociador da crise Marcos Carvalho confirmou que as negociações ocorreram de forma tranquila. “Não houve violência nem confrontos, conversamos e chegando a um acordo”, explica.


Policiais civis e militares de várias unidades especializadas continuam de prontidão na parte externa e na entrada da unidade prisional. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também estão presentes.


G1



Presos fazem agentes penitenciários e visitantes reféns em Glória, SE


Rebelião começou no final da manhã deste domingo.
Dois agentes foram baleados pelos presos.

Grupamento Tático Aéreo de Sergipe (Foto: SSP/SE)


Desde o final da manhã deste domingo (16), agentes penitenciários e alguns familiares estão sendo mantidos como reféns por internos do Presídio Regional Senador Leite Neto na cidade de Nossa Senhora da Glória (SE), distante 126 km de Aracaju.

Eles aproveitaram o momento da visita para render os agentes e iniciar a rebelião. As primeiras informações dão conta que dois agentes e um policial militar foram baleados e libertados em seguida. Um dos agentes e o policial foram encaminhados para o Hospital da Polícia Militar, em Aracaju, e um outro agente segue internado no Hospital de Regional de Estância.


Algumas mulheres e crianças também foram libertadas. Mas segundo informações da polícia, ainda existem outros reféns no local.

Os rebelados destruiram parcialmente algumas dependências da unidade, conseguiram a chave do local onde são guardadas as armas e queimaram colchões.
A unidade prisional está totalmente cercada pela polícia. E tem o reforço de um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo. Policiais do Batalhão de Choque já ocuparam a parte administrativa do presídio. Enquanto o capitão Henrique do Comando de Operações Especiais (COE) negocia com os rebelados.


G1




sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Briga entre facções em Presidio de João Pessoa

Clima tenso: briga entre facções deixa um presidiário ferido e há receio de uma nova rebelião


Por volta das 13h40 da tarde desta quinta-feira, uma briga entre facções rivais no Presídio do Roger resultou em um preso ferido com golpes de espeto. 

Socorrido pela ambulância do sistema presidiário, o preso ferido foi encaminhado ao Hospital de Trauma. O clima tenso observado pela reportagem, por conta dos gritos dos presos, foi confirmado com a vizinhança.

De acordo com alguns vizinhos do presídio, localizado no baixo Roger, há um temor de que haja uma nova rebelião, com novas brigas entre as facções.

Mayra Medeiros / Vinicius Henriques




Polícia realiza operação de segurança no presídio do Roger em João Pessoa


Uma operação de segurança está sendo realizada nesse momento no Presídio do Roger, em João Pessoa, por policiais militares a agentes civis do Grupo Operações Penitenciárias da Secretaria da Cidadania e Justiça. A operação tem como objetivo localizar, armas, drogas e celulares.
De acordo com o major Flávio Alberto, assistente técnico da Gerência Executiva de Administração Penitenciária, todas as celas estão vistoriadas. Atualmente o Presídio do Roger tem aproximadamente 1.100 internos.




Estrangulamento: apenado é encontrado morto dentro de cela do presídio PB-I na Praia de Jacarapé



Um apenado que cumpria pena no Presídio de Segurança Máxima PB-I na Praia de Jacarapé foi morto por estrangulamento na noite de quarta-feira (28), em João Pessoa.


De acordo com a polícia, antes do crime, os agentes penitenciários escutaram um barulho dentro do presídio e toda segurança interna e externa foram acionadas e ficaram alerta dentro e fora do presídio.
Os policiais foram até as celas e encontram morto o apenado João Alves da Silva Filho, mais conhecido por “ Homem Lata” que era natural da cidade de Bayeux.
De acordo com a polícia, o apenado estava na cela 1 do pavilhão 12 e o local foi arrombado, possivelmente por detentos das cela vizinha.

Paulo Cosme\David Martins\Vinícius Henriques

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Após rebelião, polícia encontra túnel e transfere 100 presos

A rebelião, que aconteceu nesta manhã, teve a participação de mais de 200 detentos 

 Após rebelião na Casa de Privação Provisória de Liberdade Clodoaldo Pinto (CPPL) II, em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza, policiais realizaram uma vistoria na tarde desta quarta-feira (28), e encontraram um túnel de 12 metros. Por medidas de segurança, 100 detentos foram transferidos.

 A rebelião 

 Segundo a polícia, os detentos do pavilhão “C” atearam fogo nos colchões impedindo a entrada dos policiais para uma vistoria antifuga. A rebelião, que aconteceu nesta manhã, teve a participação de mais de 200 detentos.
 Desde terça-feira (27), a Coordenadoria de Inteligência Penitenciária da Sejus havia informado ao comandante da unidade, Major Praciano, a descoberta de um túnel com proporções para fuga em massa. Equipes do Comando Tático Motorizado (Cotam), Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) foram acionadas para conter a rebelião. Ninguém ficou ferido.

 Medidas de segurança 

 Após encontrarem um túnel de 12 metros, 100 internos foram transferidos para o presídio e Pacatuba e para o Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO II) por medidas de segurança.
A assessoria da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) informou que todos os presos receberão punição disciplinar. Segundo a Sejus, o túnel já está sendo fechado e, na próxima semana, os presos voltarão para a unidade de detenção. Atualmente, o CPPL II comporta 1.224 detentos.

http://www.jangadeiroonline.com.br/policia/apos-rebeliao-policia-encontra-tunel-e-transfere-100-presos/

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Presídios de Manaus registram três rebeliões em quatro dias seguidos

Para Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, presos estão justificando os motins com falsas reivindicações

Detentas alegaram que água estava imprópria para o consumo, de ausência de médicos e problemas com a gerência de assistência social



Manaus - A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) registrou duas rebeliões nos presídios de Manaus nas últimas 24 horas, sendo a terceira em quatro dias e a quarta em menos de um mês.

Na terça-feira (20), após novo conflito na penitenciária feminina do Complexo Penitenciário Antônio Jobim (Compaj), o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Rys Meirelles, descartou a hipótese de os conflitos estarem sendo incitados por um grupo organizado de presos.

Para o secretário da Sejus, os presos estão justificando as rebeliões com falsas reivindicações. “Na verdade, o que observamos é que existe uma rivalidade entre os grupos dos presos que não aceitam a chegada de novos detentos. Eles possuem certas regras que devem e querem que sejam seguidas”, comentou.

Na rebelião ocorrida, ontem, que durou quatro horas, as cerca de 48 presas da penitenciária feminina do Compaj justificaram ter começado o conflito por que a água estava imprópria para o consumo, além da falta de médicos e problemas com a gerência de assistência social.

Durante o conflito, armadas com estoques, as detentas fizeram a enfermeira Vânia Figueiredo refém, após ela ter ido atender a uma presa que estava passando mal. Além da enfermeira, as agentes de disciplina Ana Cláudia Lima, Cristiane Marques e Maria Heloísa e a condenada Josiane Viana de Souza, também foram feitas reféns.

De acordo com o tenente-coronel Marcos Frota, Josiane foi a única refém ferida. Ela foi levada para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde foi atendida e, em seguida, retornou ao presídio.

Frota disse que entre as líderes da rebelião estão as condenadas Ellen Cristina Pinheiro, a ‘Malandrinha’, Cristiane Gonçalves Barbosa, Cinthia Sarmento e Kelly da Silva Ramos.

Para impedir a entrada do Batalhão de Choque, as detentas queimaram colchões e outros utensílios.


http://www.d24am.com/noticias/amazonas/presidios-de-manaus-registram-tres-rebelies-em-quatro-dias-seguidos/73841

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

'A PEL II está para estourar', reclama agente penitenciário de Londrina


A Penitenciária Estadual 2 de Londrina (PEL II) deve contar com o reforço de agentes penitenciários até o final de 2012, além da previsão de reformas e conserto de equipamentos.  O anúncio feito pela diretoria da PEL II veio após denúncias de um agente penitenciário que preferiu não se identificar, mas alertou para a situação precária da unidade.
De acordo com o agente, além da superlotação, a falta de funcionários e problemas na conservação da estrutura são preocupações diárias na PEL II. Atualmente, 172 agentes cuidam de 1.003 presos, o que dá uma média de 40 agentes por turno, considerando férias, atestados e licenças. “Como o próprio site do Departamento de Execução Penal (Depen), o estatuto do Depen diz, para a cada cinco presos ter um agente penitenciário, isso nunca aconteceu, e agora piorou ainda”, reclamou.
O funcionário reclama que o baixo efetivo aflige os agentes penitenciários, que vivem sob constantes ameaças. “Presos que não respeitam o agente penitenciário, não respeitam a direção, não respeitam o governo, não respeitam a sociedade. Nós convivemos com isso não só dentro dos presídios, mas fora. O agente penitenciário fica à mercê dos bandidos 24 horas por dia. A PEL II está para estourar a qualquer momento”, denunciou.
Outros gargalos do sistema, segundo o agente, são problemas na estrutura física, que possibilitam a fácil aproximação de pessoas pelo lado de for para arremessar objetos como celulares. Ele reclama também do raio-x estragado, do protão eletrônico quebrado e da falta de rádio comunicadores. “Se acontecer alguma coisa, nós estamos na mão de Deus”, reclama.
Reforma
De acordo com o diretor da PEL II, José Eduardo Alves, já foi pedida a reforma da unidade e o conserto dos equipamentos. Ele prometeu também a ampliação do quadro de agentes, mas garante que a situação está sob controle. “Já iniciou um procedimento de contratação de agentes de cadeia pública para esse ano ainda, através de um edital, de uma seleção. E temos ainda a informação também de que devem ser contratados agentes penitenciários para suprir essas deficiências das unidades”, disse o diretor.

Agentes vendiam privilégios e produtos a presos de ALAGOAS a preço tabelado

A Polícia Civil (PC) apresentou na tarde desta segunda-feira (12), na sede da Delegacia Geral, o esquema de corrupção operado por agentes penitenciários dentro do presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió. O grupo, que já vinha sendo investigado há três meses, facilitava a entrada de aparelhos celulares, armas, medicamentos proibidos e drogas, além de conceder outros privilégios a presos da unidade.


Tabela de preços dos produtos negociados pelos agentes penitenciários

A operação, ocorrida durante esse final de semana, resultou na prisão em flagrante de três agentes penitenciários: Bruno Luciano Billiano, de 30 anos, Alexander Calheiros, de 38 anos, e Amaizaidan Correia da Silva, 32 anos, interceptados pelo policiais civis quando chegavam ao Baldomero para trabalhar. Na tabela de preços dos produtos, uma serra de metal custava R$ 250; um chip de celular - que no comércio custa cerca de R$ 10 - valia R$ 50; e uma caneta simples chegava a valer R$ 15, quase 20 vezes mais cara que seu valor de mercado. Aparelhos celulares custavam R$ 450 e por 1 grama de drogas como maconha e cocaína era cobrado R$ 10. Segundo a diretora da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) da PC, delegada Ana Luiza Nogueira, a quadrilha estava tão articulada que possuía até uma tabela de preços com códigos que significavam drogas e outros produtos, como "chocolate" - maconha prensada - e "corações", que representava chips para aparelhos celulares. “Esses agentes não só repassavam esse materiais, mas também facilitavam vários privilégios, como mudanças de módulos e entradas de outras substâncias, tal como medicamentos proibidos pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, revelou a delegada. Nogueira disse que existia um esquema articulado para que o dinheiro da venda das mercadorias fosse pago: muitas vezes o valor era recebido pelo próprio agente ou era pago por parentes de detentos a terceiros, em espécie ou através de depósito em conta. A Operação Alcatraz também resultou na prisão de Antônio Santiago de Campos, 59 anos, Luciana da Silva Alves, 36 anos, e Joselina Maria da Silva, a “Tatá”, de 26 anos, que tem ligação com uma quadrilha que praticou vários crimes como assaltos a residências, postos de combustíveis e bancos nos municípios de Arapiraca, São Miguel dos Campos e Maceió. Alguns membros do bando ainda estão sendo procurados pela polícia. Os agentes penitenciários e as outras três pessoas serão indiciadas por corrupção passiva, tráfico de drogas, roubo majorado, porte ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha e facilitação de entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional. Os agentes estão recolhidos ao sistema prisional em módulo separado dos outros presos.

http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/policia/2012/11/12/215925/agentes-que-vendiam-privilegios-e-produtos-a-presos-de-al-tinham-tabela-de-precos-exorbitantes

domingo, 11 de novembro de 2012

Agentes temem rebeliões com mudança de presos

Pedido de transferência de chefes de facções criminosas à presídios federais gera insegurança


As cadeias paulistas já começam a dar sinais do descontentamento de presos diante da ameaça de transferência dos chefes de facções criminosas para presídios federais, como reivindica  um grupo de 12 promotores da Promotoria de Execuções Criminais da capital. A ameaça de rebeliões coloca em xeque a segurança de 30 mil agentes penitenciários em todo o estado.

“Nós somos a ponta mais fraca da segurança pública e estamos cautelosos, mas deixar a situação como está é ainda pior”, diz o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Daniel Grandolfo.

Na opinião de Grandolfo, o governo já deveria ter tomado essa atitude antes. “Ele sabe quem deu o ‘salve’ para matar policiais e, talvez, esteja esperando até agora para agir com receio de que se repita o mesmo cenário de 2006 (quando houve uma megarrebelião).”

Grandolfo diz que a orientação aos agentes é de cautela nos presídios. “O clima nas unidades prisionais não parece bom. Por isso todo cuidado é pouco.”

DOCUMENTO/ Os promotores que pedem a remoção dos chefes de facção explicam a medida, em ofício enviado ao procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, como necessária para a reduzir a criminalidade no estado de São Paulo.

A iniciativa surgiu após escutas telefônicas da Polícia Federal flagrarem três presos de presídios de segurança máxima se comunicando por celular. “O Estado perdeu o controle sobre eles e transferir os que pisaram na bola é também uma forma de contê-los”, dizem. Para os promotores, o Estado tem de enfrentar o risco de rebelião para não ficar refém do crime organizado. “Quem venham elas”. São Paulo tem isolamento no Regime Disciplinar Diferenciado, mas o método não resolveria por ter prazo determinado e ser burocrático.

http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/37519/Agentes+temem+rebelioes+com+mudanca+de+presos

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Polícia Militar controla rebelião e encontra túnel na Cadeia Pública de Cáceres


A Polícia Militar de Cáceres, (212 km de Cuiabá) encontrou um túnel, para fuga de detentos, na cadeia Pública de Cáceres. A descoberta ocorreu na tarde de terça-feira (30/10), quando policiais receberam informações de uma possível fuga de presos, fato que foi confirmado pelo Juiz da Vara de Execuções Penais da cidade.


Diante da recusa dos presos de atender aos agentes penitenciários em sair das celas para os procedimentos da revista, foi solicitado pela direção da cadeia o apoio da Polícia Militar para fazer a revista dentro dos blocos.


 Ao tomar conhecimento dos fatos, o oficial de dia do 6° Batalhão, determinou que as guarnições de serviço juntamente com o grupo de operações, policiais do administrativo e grupamento de Força Tática, fossem até a Cadeia Pública para auxiliarem os agentes na realização da revista.


Por volta das 16 horas teve início a revista, onde houve resistência ativa por parte dos detentos do bloco I, que passaram a arremessar água quente e pedras na guarnição, e permaneceram no corredor principal, momento este que houve a necessidade de usar armas de calibre 12 com munição não letal, sendo que neste momento foi cessada a ação agressora dos detentos.


Nada de ilícito foi encontrado no referido bloco. Durante revista no bloco II não houve resistência e foi encontrado um invólucro contendo 32 trouxinhas de substância análoga a pasta base de cocaína. Já no bloco IV, os detentos falaram que não iriam sair das celas.
 
 Após de 30 minutos na tentativa de convencer os indivíduos a saírem das celas, os mesmos começaram a jogar água quente na guarnição, sendo que se fez necessário usar novamente as armas de calibre 12 com munição não letal e gás lacrimogêneo para desalojar os rebelados, que seguiram em direção ao pátio interno da cadeia publica, foi encontrado no bloco IV um túnel que seria utilizado na fuga.
 
Enquanto os detentos do bloco IV estavam no banho de sol, os detentos dos blocos I e II atearam fogo em colchões e voltaram a jogar água fervente e pedras na guarnição, novamente foi necessário o uso de gás lacrimogêneo e mesmo com este recurso os detentos não recuaram, sendo utilizada então arma calibre 12 com munição não letal.
 
Neste momento a Polícia Militar obteve êxito em conter a rebelião. Durante a ação foi necessário acionar o Corpo de Bombeiro para conter as chamas. Assim que a rebelião foi controlada o juiz Carlos Alberto juntamente com o diretor da Cadeia Alexandre iniciaram um rápido dialogo com os detentos. Durante a ação da PM alguns rebelados foram alvejados por munição de elastômetro, e logo em seguida foram encaminhados ao Pronto Atendimento Médico.


http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=246121&codDep=3


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rebeliãoes de Presos em varios estados

Rebelião deixa 19 presos feridos na Casa de Detenção de Cacoal, RO


Ação terminou em confronto com a polícia, que controlou a situação.
Cerca de 80 presos depredaram celas na madrugada de domingo.

Policiais controlaram motim e presos foram levados para o pátio da cadeia (Foto: Divulgação)Policiais controlaram motim e presos foram levados para o pátio da cadeia (Foto: Casa de Detenção/Divulgação)


Uma revista de rotina realizada na Casa de Detenção de Cacoal, RO, terminou em confronto entre presos e a polícia. Na ocasião, seis aparelhos celulares e uma porção de droga foram encontrados com os presos, que foram penalizados. Segundo o diretor da instituição, Sidnei Teodoro Sebastião, a represália causou descontentamento no grupo e um motim deu início entre a noite de sábado (27) e a madrugada de domingo (28). Dezenove presos  ficaram feridos.
“Cerca de 30% da população carcerária aderiu ao tumulto e participaram ativamente do confronto. São os mais jovens, que não têm nada a perder. Quando percebemos que a rebelião estava se estendendo, sem negociação satisfatória, optamos por entrar no presídio quando os presos começaram a depredrar as celas”, conta Sebastião.



Celas foram depredadas pelos presos (Foto: Divulgação)Celas foram depredadas pelos presos
(Foto: Casa de Detenção/Divulgação)
De acordo com o diretor, balas de borracha, spray de pimenta e granadas de efeito moral foram usados para conter os mais de 80 presos, que participaram da ação. Desses, 19 ficaram levemente feridos e foram medicados no local.
“A polícia agiu diante da necessidade, visando a integridade física dos próprios presos, e na intensidade em que eles revidavam. Os policiais foram recebidos com água quente, pedaços de tijolos retirados das celas e com cabos de vassouras”.
Segundo Sebastião, a Casa de Detenção de Cacoal abriga, atualmente, cerca de 290 presos, dos regimes fechado e semiaberto.


http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2012/10/rebeliao-deixa-19-presos-feridos-na-casa-de-detencao-de-cacoal-ro.html


Detentos fazem rebelião em Parintins
Presos queimaram colchões e quebraram cadeados das celas


Detentos do presídio provisório de Parintins ( a 325 KM de Manaus) fizeram uma rebelião nesse sábado (27) reivindicando melhores condições na unidade prisional. Os detentos quebraram os cadeados das celas e fizeram alguns outros presos reféns. A revolta começou por volta das 17h e finalizou às 22h. A rebelião aconteceu após a visita da tarde, na qual eles recebem os familiares.

Os detentos atearam fogos nos colchões e teriam feito oito reféns. Segundo o secretário executivo adjunto da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus),  Coronel Bernardo Encarnação, o número de reféns seria de dois presos que saíram machucados do local  e levados para o pronto-socorro da cidade.

Os presos exigiam a presença do desembargador Sabino da Silva Marques, coordenador da  Comissão Carcerária do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e de representantes de Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) para negociar a rendição deles. A Polícia Militar cercou o prédio da delegacia.

A delegacia, que era para abrigar detentos provisórios, recebe agora presos de Justiça, porque o presídio está interditado desde agosto de 2011, por causa da superlotação. “ Não temos água, nem comida e não há condições de preso ficar aqui“, disse um dos internos, identificado  como Romário, que tentava negociar com a polícia. De acordo com o diretor da unidade prisional de Parintins, Beto Medeiros, 23 presos de Justiça estão lotados na delegacia, que ainda estaria com seis presos provisórios.

De acordo com o secretário executivo adjunto da Sejus, o presídio interditado tem capacidade para atender 38 detentos, mas abriga 150 presos. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Amazonas, o diretor do presídio provisório irá conversar com os presos para verificar de que forma serão atendidas as reivindicações dos detentos.

http://acritica.uol.com.br/manaus/Detentos-rebeliao-Parintins_0_800319962.html



Cadeia Pública Raimundo Vidal passa por revista após rebelião


A Polícia Militar divulgou nesta sexta-feira (26), o resultado da revista feita após rebelião na ala feminina da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro, Centro.


Na ala foram encontrados oito celulares, um carregador, uma trouxinha de pasta base de cocaína, dois cartões de memória, R$ 48,75, uma tesoura, uma pinça e um pen drive. 

Durante a rebelião, as detentas reivindicaram melhoria na comida e no abastecimento de água. 

Segundo informações da assessoria da Polícia Militar, quatro detentas foram feitas reféns: Maria Antônia da Silva, Railane Cristina, Wiliane dos Sanos Lira e Tatiane Carvalho. 
Atualmente, 322 detentas estão na Cadeia Pública do Centro. 

O motim da última sexta-feira iniciou por volta das 11h30 quando oito internas alegaram que a feijoada servida estava estragada. 

A Sejus, por meio de sua assessoria, disse que a informação não procede para a secretaria, devido os presos da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa e do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico terem comido a mesma refeição sem reclamações.

Durante o motim, as oito presas que comandaram a ação queimaram colchões. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.

http://www.emtempo.com.br/dia-a-dia/18702-cadeia-publica-raimundo-vidal-passa-por-revista-apos-rebeliao-.html


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Varias rebeliões em Presidios nas ultimas 24 Horas

Dois princípios de rebelião foram controlados nesta segunda-feira em Guarabira e Bayeux


Na manhã desta segunda-feira (22), dois inícios de tumulto foram registrados em unidades prisionais do Estado. Por volta das 09 horas da manhã, detentos do presídio Regional de Guarabira atearam fogo em colchões e tentaram danificar as celas de alguns pavilhões. Eles reivindicavam o banho de sol, interrompido por uma reforma que acontece na unidade. A situação foi totalmente controlada com a intervenção da Tropa de Choque da Polícia Militar que fez a transferência dos detentos das celas para o pátio, possibilitando a entrada dos Bombeiros que realizaram o combate ás chamas.  Um grupo de 15 presos foi transferido para a Penitenciária João Bosco Carneiro, também em Guarabira.

Na cidade da Bayeux, detentos da Cadeia Pública iniciaram um motim de origem ainda desconhecida. A situação foi controlada com a presença de uma juíza de Execuções Penais e do gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba, tenente coronel Arnaldo Sobrinho. A negociação se estendeu até por volta das 12h 30. Uma investigação vai apurar as circunstâncias e motivações do ocorrido.

Nos dois casos ambulâncias do SAMU foram acionadas, porém, ninguém ficou gravemente ferido. Os tumultos não têm ligação entre si.



Três presos morrem e dez ficam feridos em rebelião na BA


Ação ocorreu na tarde desta segunda (22), em Barreiras, região oeste.
Segundo a PM, mortos tinham pouco tempo no complexo policial.


Três presos foram mortos e outros dez ficaram feridos após uma rebelião ocorrida nesta segunda-feira (22), no Complexo Policial de Barreiras, na região oeste da Bahia, segundo informações do major Honorato, do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
De acordo com o major, a movimentação de presos começou durante a manhã e, no início da tarde, por volta das 13h, foi decretada a rebelião. Os presos queimaram colchões e tecidos.
"Três presos recém-chegados foram mortos e outros dez foram feridos com pedaços de ferros",  explicou o major. Segundo Honorato, a situação foi contida por volta das 16h desta segunda-feira, quando os policiais entraram na unidade para localizar o material usado para matar os presos e tentar identificar os suspeitos pelos crimes. Ainda de acordo com o major do 10º BPM, os corpos dos detentos foram retirados pelos PMs.

A polícia ainda apura os motivos da rebelião. Segundo a polícia, no fim de semana, houve duas tentativas de fugas de presos.
Os detentos foram assassinados com golpes de estilete artesanal. Quando souberam da movimentação dentro da carceragem, parentes e amigos dos presos foram para a frente do Complexo Policial de Barreiras.
Os feridos foram atendidos pelo Samu dentro do complexo. Nenhum deles sofreu ferimentos graves. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram chamados para dar apoio à Polícia Civil.


Carta encontrada em presídio ordena rebelião geral


O Cidadeverde.com teve acesso a uma cópia da carta, reproduzida abaixo. As observações em parênteses são da redação do portal, para melhor compreensão do leitor.

"Salve rapaziada do anex 2 (anexo 2 - triagem). Aqui e a rapazeada PVC (pavilhão C) e o seguinte nós já conversamo com a rapaziada do B e do PVD (Pavilhão D). Pois a rapaziada apoiou a gente vai começar aqui no PV.C então nos vamos quebrar o PVB (pavilhão B). E o nosso objetivo e pedir nossa regalia que nos tem direito e modar a direção do sistema pois a rapaziada lá da custodia entrou em contato com nos e disse que eles conseguiram tirar o Wilsin (vice-diretor da Casa de Custódia e chefe do grupo de vistoria) e assim so nos se unir que nos vamos conseguir nosso objetivo e só nossa melhoria pois a maioria dos irmão aqui centenciados porque so nos não tem direito pois em Parnaíba os caras tem direito a TV e ventiladores e som pois nos so vamos conseguir se nos quebrar esta porra não e para gerrar morte mas para nossa segurança nós vamos quebrar o PV.A (pavilhão A). E o especial é aí vocês sabe que aí no anex 1 (triagem) também tem us caras que não serve que trabalham para a polícia agora vocês ficam na ativa nos só vamos esperar resposta do SP (seria uma resposta de São Paulo). Dependendo do que os irmão decidirem, nós começamos o bagulho e vamos sustenta para chamar a atençao da emprensa e das autoridades nós vamos mandar as responsas para vocês e depois da visita tem tudo para dar certo. Virmeza ladrões. Fiquem na paz de um alo no Júnior e no resto da rapaziada. Ass: A rapaziada do PV.C"


O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores Administrativos das Secretarias da Justiça (Sinpoljuspi), Vilobaldo de Carvalho, disse que a carta é uma prova de que os presos estão mais organizados que a Secretaria de Justiça.

“Eles estão organizados e evidencia uma articulação com o grupo de fora como o PCC de São Paulo. É preciso de medidas urgentes, pois é desastre atrás de outro”, disse Vilobaldo.

Ele informou que encaminhou ofício ao governador Wilson Martins pedindo audiência para tratar sobre a situação dos presídios no Estado.

“Os presos estão querendo suas ‘regalias’ como fala na carta e quem vai pagar é o agente penitenciário. Se houver agentes vitimados a responsabilidade é do secretário de Justiça”, disse Vilobaldo de Carvalho. 

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí informou, através do Facebook, que foi encontrada uma carta na penitenciária Irmão Guido, na qual havia um plano de nova rebelião e ordem para matar agentes e presos que trabalham na administração do presídio.