Essa não foi a primeira vez que Alckmin falou sobre o assunto. Em novembro do ano passado, o governador disse que faria um trabalho para modificar a lei. "Eu entendo que a lei tem dois grandes equívocos. A lei federal. A primeira é: qualquer ilícito é três anos [na Fundação Casa] e sai com ficha limpa. Então, você pode cometer um crime, dois, três, quatro, cinco, que não passa de três anos e sai com ficha limpa. Nós entendemos que crimes mais graves a punição deve ser maior. E, segundo, completou 18 anos não fica mais na Fundação Casa. Tem que ir para o sistema prisional numa ala especial, não mistura”, afirmou na época.
Alckmin também falou sobre a determinação do governo que, desde o último dia 8, proíbe a Polícia Militar de remover pessoas feridas em cenas de crime para um hospital. Em Guarujá, cinco pessoas morreram nos últimos dias nessa situação a espera de socorro. "Quando uma pessoa é vítima, seja de atropelamento, seja de tiro, seja de trauma, quem deve socorrer é quem é preparado para fazer o socorro. Tem que ter ambulância e equipamentos, em benefício da saúde da vítima. Carro de polícia não é para fazer socorro. Em cidades que não tenham o Samu ou o resgate dos bombeiros, é evidente que a polícia vai socorrer. Mas onde há esses serviços, o resgate deve ser feito pela equipe médica. Quem deve socorrer é quem está preparado para o socorro.", explica.
O Governador também falou sobre a polêmica envolvendo a assinatura de um termo de cooperação para acelerar a internação de dependentes químicos. Segundo Alckmin, o Brasil vive um grande problema de saúde pública, com milhares de pessoas com dependência química. Ele garante que as internações involuntárias começarão na segunda-feira, em São Paulo. "O principal problema é o crack. Combate ao tráfico é função da polícia. Além de combater, temos que tratar os doentes. Estamos com 691 leitos de retaguarda. Combinamos com o Poder Judiciário que, para casos muito graves, será feita a internação involuntária. Às vezes a pessoa está tão mal que ela não tem condição de decidir. Não vamos deixar a pessoa morrer na rua", afirma Alckmin, que completa. "O trabalho começa na segunda-feira no Bom Retiro, com a presença de um Juíz, um promotor, e a presença da OAB, além da equipe médica com psicólogo, enfermeiro, médicos e psiquiatras. Tudo será dado de graça", completa.
http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/01/alckmin-quer-mudanca-da-legislacao-apos-menina-matar-turista-no-litoral.html
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