quinta-feira, 14 de junho de 2012

Fundação Casa nega acusação de maus-tratos em Bauru

A assessoria de imprensa da Fundação Casa negou nesta quarta-feira (13) qualquer ocorrência de maus-tratos na unidade de Bauru, como denunciou a mãe de um interno em um boletim de ocorrência registrado no último dia 11.

A assessoria esclareceu que, no dia 6 de junho, foi feita uma revista de rotina no centro socioeducativo de Bauru e não há informação sobre qualquer tipo de abuso por parte dos funcionários. “Já no dia 7 de junho, alguns adolescentes permaneceram resistentes às normas e regras do centro socioeducativo, mas nada aconteceu fora da normalidade”, traz a nota.

A mãe do interno denunciou à polícia que seu filho de 18 anos e outros adolescentes teriam recebido maus-tratos na instituição. De acordo com o registro, no último dia 6, o jovem relatou para a mãe que um grupo composto de funcionários da instituição chamados de “choquinho” teria agredido a vítima com um tapa no rosto.

No dia 7, segundo o jovem, um dos funcionários teria “castigado” a vítima e mais um grupo de internos por não formar a fila rapidamente. Como punição, os internos não assistiriam a um filme e seriam deixados em uma sala por várias horas em um local sem banheiro.

Sobre a denúncia de supostos maus-tratos, a Fundação Casa esclareceu, na nota, que a instituição respeita os direitos humanos dos adolescentes e funcionários e não tolera qualquer tipo de prática de agressões em seus centros socioeducativos. Quando são constatados eventuais abusos, os funcionários são investigados e punidos.

“Sempre agindo com transparência, a Fundação Casa conta com uma Ouvidoria aberta à sociedade e aos adolescentes atendidos. Tem, também, uma Corregedoria Geral, com poder e independência para apurar os casos em que há suspeitas de má-conduta de funcionários. Importante ressaltar que, em todos os casos de suspeitas de maus-tratos, o Ministério Público e o Poder Judiciário são informados das apurações”, informa o texto da nota.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Comerciantes de Marília, SP, querem barrar instalação de Fundação Casa

Abaixo-assinado já tem quase 4 mil assinaturas de moradores contrários.
Unidade, que fica no centro da cidade, deve ser inaugurada em julho.



Comerciantes do centro de Marília (SP) querem impedir a instalação de uma unidade da Fundação Casa. Eles acreditam que os imóveis próximos serão desvalorizados e que, por medo, os clientes deixariam de frequentar as lojas e restaurantes. Um abaixo-assinado já tem quase 4 mil assinaturas de moradores contrários à instalação. Atualmente a cidade conta com uma unidade prisional de regime fechado, que fica na Rodovia Rachid Rayes.
A unidade já está com quase tudo pronto para começar a funcionar. A inauguração está prevista para a segunda quinzena de julho. O local atenderá 20 jovens infratores de Marília e região, com idades entre 12 e 21 anos. Eles deverão ficar na casa entre quatro e seis meses.
O advogado Rodrigo Morales também está reunindo documentos para mover um processo contra a instalação da unidade no centro da cidade. Para ele, a inauguração da Fundação Casa tem que obedecer ao plano diretor do município e ao estatuto de Marília.
Em todo estado de São Paulo, a Fundação Casa tem 25 unidades que atendem jovens em regime de semiliberdade. Em Marília, a instalação foi uma exigência da promotoria pública que, em 2003, entrou com uma ação obrigando a cidade a oferecer o atendimento ao menor infrator.

Fachada de muro verde é o local escolhido para instalação da unidade (Foto: Reprodução/TV Tem)


A ação foi movida pelo promotor da Vara da Infância e Juventude, Jurandir Afonso Ferreira. Ele afirma que a medida socioeducativa de semiliberdade está prevista do Estatuto da Criança e do Adolescente e que as pessoas estão com medo porque não conhecem o trabalho da Fundação Casa.
Em nota, a prefeitura disse que não foi procurada pela direção da fundação para a escolha do local. Nesta terça-feira (12), os comerciantes da região, a prefeitura e o diretor regional da Fundação Casa se reuniram para discutir a instalação da unidade. Até o final da tarde o encontro não havia terminado.

Quinze menores fogem da Fundação Casa de Itaquá

Diário de Suzano ed.: 9226 - 12 de junho de 2012
Quinze adolescentes fugiram, na noite do último domingo, de uma unidade da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa), em Itaquaquecetuba. Após a fuga, dois menores foram apreendidos pela Polícia Militar (PM), no momento em que corriam pelas imediações da instituição. Foi a terceira e maior fuga de menores infratores em unidades do órgão na região, em 2012. O caso foi registrado no Distrito Policial Central (DP Central) da cidade.
Por volta das 21h20, um grupo formado por 15 adolescentes rendeu Marcos Dalmas Barbosa, de 43 anos, que é diretor da unidade itaquaquecetubense da Fundação Casa - localizada na Rua Zaire, no Jardim Adriane - e o trancaram em uma das alas da fundação. Eles aproveitaram o momento em que eram transferidos para um outro conjunto de dormitórios para praticar a fuga, relata o Boletim de Ocorrência (B.O.) do caso.
Após trancar o diretor, os adolescentes subtraíram dois extintores de incêndio e utilizaram os itens para arrombar cadeados de dois portões da instituição; um deles que dava acesso a um campo de futebol e o segundo a um alambrado. Em seguida, os menores escalaram um muro e fugiram.
De acordo o registro policial, o grupo era formado por adolescentes com idades entre 15 e 19 anos. Eles teriam sido liderados por Danilo Souza da Conceição, de 19 anos.
Após a fuga, dois menores, um de 16 e outro com 17 anos, foram apreendidos pela PM na Rua Francisco Nascimento, há menos de 500 metros da unidade. Até o fechamento dessa edição, nenhum dos outros 13 adolescentes havia sido apreendido.
BALANÇO Essa foi a terceira fuga de internos da Fundação Casa da região; no dia 10 de abril, 14 menores fugiram de uma unidade em Arujá e, 13 dias depois, outros dois jovens fugiram enquanto eram levados por agentes da fundação ao Pronto Atendimento ao Trabalhador (PAT), no Centro de Arujá, onde realizariam o alistamento militar.

sábado, 9 de junho de 2012

Agente da Fundação Casa é assassinado a tiros em Guarujá

Agente de apoio socioeducativo da Fundação Casa, em Guarujá, Josiel Souza
Ferreira, de 30 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça e um no braço
direito, por volta das 23 horas de quarta-feira, em Vicente de Carvalho. Segundo
a sua família, ele era evangélico e retornava de um culto.Execução
sumária, relacionada ou não com o cargo da vítima, e tentativa de roubo são
hipóteses investigadas pela Polícia Civil. No momento do crime, o agente da
Fundação Casa pilotava uma Honda CBX 250 Twister, modelo de moto bastante
cobiçado pelos ladrões.O assassinato ocorreu na Avenida Brigadeiro
Eduardo Gomes, no Jardim Boa Esperança. Acionados por meio de um telefonema
anônimo ao número 190, do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom),
patrulheiros se depararam com Josiel já sem vida.O corpo do agente
estava caído ao lado da Twister. Josiel usava um capacete e outro equipamento de
segurança do gênero se encontrava preso à moto, que aparentemente estava intacta
e foi entregue a uma irmã do funcionário da Fundação Casa.A delegada
Juliana Buck Gianini estava de plantão na Delegacia de Guarujá e compareceu ao
local do crime com a sua equipe e peritos. Três cápsulas deflagradas de pistola
calibre 380 foram arrecadadas perto do corpo e poderão ser úteis no
esclarecimento do caso.Testemunhas não foram localizadas durante o
atendimento da ocorrência, mas investigações são realizadas para identificar
quem eventualmente tenha presenciado a morte de Josiel. Policiais da Delegacia e
do 1º DP de Guarujá apuram o homicídio. Casado e com uma filha de 4
anos, o agente de apoio socioeducativo residia na periferia de Guarujá e será
sepultado hoje, às 10 horas, no Cemitério da Vila Júlia. A sua mãe viajava à
Paraíba e, após ser avisada sobre o crime, retornou ontem de avião a São Paulo
para acompanhar o velório e o enterro.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Menino confessa, 8 meses depois, ter matado a mãe grávida


Delegado de Polícia Civil, Luciano Alves dos Santos mostra a faca usada pelo menor para matar a mãe

O assassinato da dona de casa Gislene Alves da Silva, 31 anos, ocorrido em 25 de setembro do ano passado, foi esclarecido ontem pela Polícia Civil em Uberlândia. Após oito meses do crime, a autoria do homicídio surpreendeu até mesmo os policiais que trabalharam no caso. O filho da vítima, de apenas 14 anos, confessou ter matado a própria mãe com 13 facadas. O adolescente também matou seu irmão, com sete meses de gestação, que ainda estava no ventre de sua mãe.

O crime ocorreu na casa da família, na rua Francisco Vieira de Paiva, bairro Presidente Roosevelt, naquela cidade. Depois de esfaquear a mãe, e demonstrando muita frieza, o menor acionou a Polícia Militar (PM) alegando ter encontrado a mãe esfaqueada na entrada de casa. Ela chegou a ser conduzida ao pronto-socorro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mas não suportou os ferimentos.

A dona de casa foi morta na frente de outro filho, de quatro anos de idade. As facadas foram desferidas nas costas, orelha, tórax e abdômen. Foi o próprio menor, agora infrator confesso, quem entregou a faca aos policiais.

De início, as suspeitas caíram sobre o companheiro de Gislene, pois no dia do crime, conforme Registro de Defesa Social (Reds) de nº 1745223/2011, a criança de quatro anos contou a alguns vizinhos que o homem que esfaqueou sua mãe estava em uma motocicleta. Como o companheiro dela, W.B.G., 33 anos, tem uma motocicleta e minutos antes da morte de Gislene ele esteve com ela, foi o primeiro a ser investigado. Porém, ficou claro que ele estava no trabalho quando o crime ocorreu, sendo descartado como suspeito.

Segundo o delegado de Polícia Civil (PC), Luciano Alves dos Santos, que presidiu as investigações, até então o menor de 14 anos, filho de Gislene, estava livre de qualquer suspeita. “Porém, o contexto probatório dos autos era intrigante e investigamos o próprio filho, que acabou por confessar o crime. Ficamos todos surpresos com o desfecho”, disse. Ele contou que matou a mãe porque tinha tido uma discussão com ela. E, como ela desmaiou devido a problemas de saúde que tinha, ele a esfaqueou mesmo estando desacordada.

Os autos que investigou a morte de Gislene foram encaminhados pela Polícia Civil ao Juizado da Infância e Juventude, que decidirá o destino do adolescente. Ele também será acompanhado pela Delegacia de Orientação ao Menor. “O crime, pelas circunstâncias, era de difícil solução, mas as investigações foram minuciosas e conseguimos apurar”, concluiu o delegado PC Luciano.


veja o link: http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,5,POL%CDCIA,62920



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Adolescente tenta matar a mãe e o padrasto

Rapaz de 17 anos esfaqueou o padrasto no torax e costas; mãe recebeu golpes na cabeça e no rosto.

Um rapaz de 17 anos foi detido na noite deste domingo (03), em Votarantim, região de Sorocaba acusado de tentativa de homicidio contra sua própria mãe e seu padrasto, segundo a TV TEM.

De acordo com a policia Militar, por volta das 23:30, os vizinhos das vitímas acionaram a PM depois de escutarem gritos que pareciam de uma briga.

Quando os poilicias chegaram a residencia que fica na rua Antonio Antunes de Assis, no bairro de Itapeva, encontraram o padrasto com marcas de facada no tórax e nas costas. A mãe recebeu golpes também de faca na cabeça e no rosto.

As vitimas foram socorridas e encaminhadas ao pronto socorro de Votorantim. O padrasto, em situação mais grave, foi rapidamente transferido para o hospital regional de Sorocaba.

O adolescente deve ser encaminhado para Fundação Casa


extraido do site: rede bom dia



sábado, 2 de junho de 2012

Adolescentes pulam muro e fogem da Fundação Casa de Irapuru

Eles trabalhavam na jardinagem quando conseguiram escapar da instituição na tarde desta quarta-feira (30)


Dois adolescentes fugiram na tarde desta quarta-feira (30) da Fundação Casa em Irapuru. Segundo a assessoria de imprensa da fundação, os dois trabalhavam na jardinagem quando conseguiram pular o muro.
Ainda segundo a assessoria, uma sindicância interna vai apurar os motivos da fuga. Até o momento nenhum jovem foi recapturado.
Em contato com a Polícia Militar, o iFronteira foi informado que os policiais não poderiam passar nenhuma informação adicional sobre o caso.

esta é a segunda fuga no mês de abril dia 12 um adolescente fugiu do hospital, mas PM consegue captura-lo (veja reportagem abaixo)


Adolescente da Fundação Casa de Irapuru foge do hospital, mas PM consegue capturá-lo

O jovem J.J.S.P., de 17 anos, havia sido levado por agentes de segurança ao hospital de Junqueirópolis porque reclamava de dores no pé

Foto: A Notícia/Junqueirópolis
Policiais durante a ação que capturou o menor de idade

Na quinta-feira (12) à tarde, foi registrada em Junqueirópolis, a fuga do adolescente infrator J.J.S.P., de 17 anos, residente em Presidente Prudente, interno da Fundação Casa de Irapuru. Ele foi levado por agentes de segurança ao hospital de Junqueirópolis com as mãos algemadas para trás para ser atendido e reclamava de dores no pé direito, sendo encaminhado ao exame da radiografia.

Segundo a polícia, no momento que as algemas foram colocadas de volta, com as mãos para trás, o adolescente se atracou ao agente e saiu correndo em direção a rua. Ele pulou quintais de várias residências e conseguiu fugir.

Foi solicitado apoio da Polícia Militar que compareceu na ocorrência com vários policiais que tinham o apoio de populares que informavam por onde o fugitivo pulava os quintais.

Algumas horas depois, o 190 da Polícia Militar recebeu denúncia de testemunhas que viram J.J.S.P. perambulando pela estrada próxima à usina de álcool de Junqueirópolis.
A guarnição composta pelos soldados Silvio e Prates foi até lá e conseguiu localizar e prender o adolescente infrator.



De acordo com a polícia, o adolescente voltava para a cidade em busca de alimento e água. Ele foi encaminhado de volta a Fundação Casa e a ocorrência está registrada no DP da Polícia Civil de Junqueirópolis como fuga de preso.


Postado por Edson Roberto Barbosa às 11:57


sexta-feira, 1 de junho de 2012

ONU defende fim da Polícia Militar no Brasil




Após reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, quando a segurança no Brasil foi discutida, o relatório do encontro apontou 170 recomendações. Entre elas, a mais polêmica, é a de acabar com a Polícia Militar em todo o país.

Divisões entre polícias já gerou conflitos em diversas regiões do Brasil, sendo um exemplo o confronto entre a PM de São Paulo e a Polícia Civil, que fez uma manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes, em 2008 na capital paulista.

Segundo o professor da UERJ, Ignácio Cano, a unificação das polícias pode gerar um benefício para a segurança pública, com o corte de gastos e maior eficiência no combate à criminalidade.

Crianças na linha de frente da criminalidade

Por dia, três menores, em média, são pegos pela polícia nessa guerra violenta que assola o Vale



Polícia e ladrão. Para Y. a brincadeira infantil se tornou realidade ainda aos 11 anos. Foi detido: furto e tráfico... era figura conhecida dos policiais de Taubaté. Segundo eles, o menino aos 14 já chefiava a venda de drogas no Jardim Mourisco. Sua curta trajetória foi interrompida por outro menor, de 13 anos. Na última terça, Y. levou um tiro na cabeça e morreu, na manhã seguinte. O motivo: o atirador diz que a vítima havia abusado sexualmente de sua irmã.

Caro leitor, crimes como esse se repetem diariamente no Vale -- em média, a cada 24 horas, a região tem três crianças e adolescentes apreendidos. Entre os meses de janeiro e março foram 253, de acordo com os dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo -- cerca de 70% mais do que o primeiro trimestre do ano passado (149). O tráfico é o crime mais comum. Os menores hoje estão na ‘linha de frente’ das drogas -- são eles os responsáveis pela venda direta do entorpecente ao nóia.

São os ‘vapores’ -- quem faz a venda. Mas também em alguns casos assumem postos mais altos na hierarquia do crime, como gerente do tráfico de drogas, por exemplo. Para o delegado Fábio de Carvalho Joaquim, da Diju (Delegacia de Infância e Juventude) de São José, a busca pelo dinheiro fácil é a principal isca usada pelos traficantes para aliciar os adolescentes.

“Se a polícia prende, os traficantes colocam outros adolescentes no lugar. Eles se deixam levar pela ilusão de ganhar dinheiro de maneira fácil e rápida”, declarou o delegado.
Ilusão
“Acho que as duas se deixaram iludir pelo crime, pelo dinheiro que parece vir fácil”, disse a mãe de uma menor detida por tráfico de drogas na região.

Aos 74 anos, uma aposentada moradora da favela Santa Cruz, em São José, entregou nas mãos de Deus a recuperação do neto de 30, no crime desde os 14.
Segundo ela, em todas as vezes que ele foi detido pela polícia, antes de completar a maioridade, se comprometeu a largar o crime. Não conseguiu.

O apelo da vida perigosa foi sempre mais eficiente. “Ele foi preso várias vezes antes da maioridade e não aprendeu a lição. Agora cumpre pena em Tremembé. Só Deus para iluminar o caminho dele”, disse a avó, que perdeu outros dois filhos para o crime.

O Vale, com 159 assassinatos, de janeiro a abril, é a região recordista em violência no interior paulista. A violência mata (acredite) mais do que na Faixa da Gaza. E os menores estão na linha de frente desta guerra.
MP diz que falta ação social em Taubaté
Para o promotor Antônio Carlos Ozório Nunes, de Taubaté, o principal fator do menor estar envolvido com o crime é ausência de estruturação dos serviços de assistência social na cidade, como o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social). “A Justiça está fazendo o que pode, mas vejo que o principal problema da cidade está diretamente relacionado a falta de estrutura familiar, de centros de referências, educação e saúde melhor, esporte e cultura”.
Mãe reza pra filha se recuperar
De dia, meninas. De noite, traficantes. Duas adolescentes de São José, de 13 e 14 anos, surpreenderam os pais ao experimentar a criminalidade e o gosto amargo da violência. Elas foram detidas segunda-feira no centro da cidade, com 70 gramas de cocaína e crack em uma bolsa. Elas irão para uma unidade da Fundação Casa na capital. “Estou sem chão e sem saber o que fazer. Ela nunca deu trabalho e, de repente, começou a mexer com drogas”, disse a mãe de uma delas, uma auxiliar de limpeza de 36 anos. Para a outra mãe, uma telefonista de 37 anos, o desespero está chegando aos poucos. “A ficha ainda não caiu, nem para mim nem para ela. Acho que as más companhias a levaram para as drogas.”

As mães se apegam na fé e oram para que o tempo das filhas na Fundação Casa sirva como lição.
Investir em ações que não exigem alto custo financeiro, mas que podem auxiliar na ‘guerra’ contra o avanço da violência nos municípios. Essa foi a tática adotada por cidades que reverteram o problema de violência, como Diadema. Elas apostaram em regras rígidas, como a lei do fecha-bar e do sossego público, e em obras de iluminação e pavimentação de qualidade.

De acordo com especialistas, a iniciativa do poder público municipal no apoio à segurança é fundamental para a queda dos índices. Considerada a cidade mais violenta do Estado de São Paulo, com uma taxa de 102,8 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes até 1999, Diadema, que fica na região metropolitana de São Paulo, virou o jogo depois de adotar medidas como a lei fecha-bar, investir em projetos sociais e profissionalizantes para crianças, adolescentes e jovens.

“São três tripés que adotamos e que são executados de forma permanente: a união dos poderes públicos, ações de políticas públicas complementares da segurança e aproximação da população”, disse o secretário de segurança de Diadema, Arquimedes Andrade.

Em números, a cidade, que tem cerca de 390 mil habitantes, baixou de 238 assassinatos em 2001 para 35, no ano passado. Para efeito de comparação, Taubaté, com 300 mil habitantes, tem 26 homicídios no ano. Todas ações, como as fiscalizações do cumprimento de lei fecha-bar, por exemplo, contam com o apoio da polícia.

Região
Taubaté vai no caminho contrário. Apesar de ser a cidade com maior problema de violência na região, não conta com guarda municipal, tem um sistema falho e insuficiente de câmeras de monitoramento, não tem fiscais para coibir as irregularidades, como vendedores ambulantes e bares ilegais, e ainda convive com abandono de quadras esportivas, vias públicas e praças. Mesmo diante deste quadro, a prefeitura alega que mantém politicas de segurança e ações sociais e educativas suficientes.

Em São José, que registrou 20 assassinatos de janeiro a abril, a escassez de infraestrutura nos mais de 90 bairros clandestinos, número de vagas limitadas na Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e para tratamento de dependentes químicos são obstáculos.

Promessas no combate às drogas e para atividades ligadas a menores ainda não saíram do papel. Mas também a lentidão em aprovar projetos de interesse público, como fecha-bar e atividade delegada.
Escolas: nota 10 contra a violência no Vale
A quinta-feira foi marcada por um movimento de adesões à campanha O Vale pela Paz por parte das escolas da região. Ao subscrever à causa, elas aceitaram colher assinaturas para a petição. Nelson Machado, diretor administrativo do Colégio Objetivo, no Esplanada em São José, frisou a importância da campanha junto aos jovens. “A iniciativa é extremamente importante. Nós, enquanto educadores, temos que encaminhar os jovens para que eles cresçam conscientes e possam cobrar o poder público também”, disse.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Princípio de rebelião na Fundação Casa de São Carlos é controlado

Um princípio de rebelião na Fundação Casa foi controlado pelos funcionários da instituição, na noite desta terça-feira (29), em São Carlos.

A Fundação Casa informou que os adolescentes, que cumprem medida socioeducativa, estavam na quadra esportiva e se recusaram a voltar para os dormitórios quando os servidores do centro pediram.

Ainda de acordo com a nota divulgada pela fundação, os internos quebraram um vaso sanitário do banheiro da quadra.

A polícia ainda não sabe o motivo do conflito. A corregedoria da fundação disse que vai apurar quantos adolescentes se envolveram no tumulto.

A unidade abriga 56 internos e, segundo a nota divulgada, está no limite da capacidade.