quinta-feira, 7 de agosto de 2014

*Brasília: Alckmin pede agilidade para tornar o ECA mais rigoroso*

*Brasília* - O governador do Estado de São Paulo e candidato a reeleição, Geraldo Alckmin, esteve, nesta terça-feira (05/08), em Brasília para se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, e pedir agilidade na votação da proposta que torna mais rigoroso o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).



O projeto, que tem como relator o deputado Carlos Sampaio, propõe, entre
outros pontos, ampliar o período de internação de adolescentes
infratores dos atuais três para oito anos, nos casos de crimes hediondos
(PL 7197/02).

“Nós tivemos uma audiência com o presidente da Câmara dos Deputados,
Henrique Eduardo Alves. Tínhamos apresentado no ano passado um projeto
de lei de modificativo do ECA, que é uma boa lei para os Direitos da
Criança e do Adolescente, mas não dá resposta aos casos graves,
especialmente aos reincidentes. Foi feita uma proposta de fazer um
substitutivo, pelo deputado Carlos Sampaio.

Ela se resume, primeiro em casos hediondos ou equiparados, passar de
três para oito anos o período de internação. Segundo, ao completar 18
anos, o interno não fica mais na Fundação Casa. Não é mais criança nem
adolescente. Hoje fica até 21 anos de idade. Então, vai para uma ala
separada e não se mistura com os demais. E terceiro, o maior que
utilizar o menor em quadrilhas para cometer crime se proteger também
terá a sua pena aumentada”, disse.

De acordo com Alckmin, o PL está pronto para ser votado. “É preciso dar
um basta à cultura da impunidade, que deseduca e é grave. Nós pedimos ao
presidente da Câmara que seja colocada em plenário para ser votado, e
ele disse que fará. Estamos otimistas. Está maduro o projeto, foi
bastante discutido e debatido. É um texto que traz grande avanço à
sociedade”, comentou o governador de São Paulo.

Últimas Notícias

Agentes socioeducativos pedem para portar armas fora do expediente

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Jovens que fugiram da Fundação Casa ainda de Praia Grande não foram recapturados




PRAIA GRANDE - Os três adolescentes que fugiram no início da manhã de terça-feira (5) da unidade da Fundação Casa de Praia Grande ainda não foram recapturados. Até às 19h55, segundo informações da Polícia Militar, ninguém havia sido encontrado. Durante a ação os jovens fizeram cinco funcionários reféns.

A confusão teria começado na quadra da unidade, e durante o tumulto os jovens teriam quebrado parte de uma parede. Eles conseguiram escapar do centro pelo telhado. A Fundação Casa atendia com a capacidade máxima de internos. Não foi necessário intervenção da Políca Militar e do Grupo de Apoio da unidade, já que os próprios funcionários conseguiram controlar a situação.

Uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD) vai analisar as sanções disciplinares a serem aplicadas caso os jovens sejam recapturados.

http://santaportal.com.br/4647-jovens-que-fugiram-da-fundacao-casa-ainda-nao-foram-recapturados-em-praia-grande

Jovens fazem funcionários reféns e fogem de unidade da Fundação Casa

De A Tribuna On-line

Três jovens fugiram de uma unidade da Fundação Casa, em Praia Grande, na manhã desta terça-feira. Cinco funcionários foram feitos reféns na ação, mas foram liberados logo em seguida. Ninguém se feriu.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Fundação Casa, no início da manhã, adolescentes que estavam na quadra poliesportiva da unidade iniciaram um tumulto. Na confusão, uma das paredes chegou a ser quebrada. Com isso, os jovens conseguiram ir até o telhado do centro e escapar.

A situação, ainda segundo a assessoria, foi contornada pelos próprios servidores. A Polícia Militar e o Grupo de Apoio da Fundação foram acionados, mas não entraram no centro. A PM, agora, realiza buscas na região para encontrar os jovens que fugiram.

Caso sejam recapturados, uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD) irá analisar as sanções disciplinares a serem aplicadas. O Judiciário e os familiares do adolescente serão informados da ocorrência.

O centro passará por uma revista a fim de garantir a segurança da instituição. A unidade encontrava-se com a sua capacidade de atendimento completa.


Uma revista será realizada na unidade para garantia de segurança (Foto: Luiz Torres/DL)

Após curso na Fundação Casa, rapaz detido por tráfico quer ser engenheiro

14 internos de unidade em Piracicaba participaram do 'Time do Emprego'.
Preparação para o mercado de trabalho motivou jovens a mudarem futuro.

Do G1 Piracicaba e Região
Jovem apreendido na Fundação Casa de Piracicaba quer se tornar engenheiro  (Foto: Fernanda Zanetti/G1)Jovem de 18 anos apreendido por tráfico de drogas quer se tornar engenheiro (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

Um grupo formado por 14 internos da Fundação Casa de Piracicaba (SP) concluiu nesta quarta-feira (6) a participação no Time do Emprego, curso desenvolvido desde maio para preparar jovens infratores com idades entre 14 e 21 anos para o ingresso no mercado de trabalho. "Meu sonho é ser engenheiro mecatrônico e agora sei que tenho condições de alcançar meus objetivos", disse um rapaz de 18 anos que cumpre pena socioeducativa há seis meses por envolvimento com tráfico de drogas.
O curso foi realizado por meio de parceria entre a Fundação Casa e os governos municipal e estadual. "Descobri que existe um mundo muito melhor lá fora, por isso quero mudar o meu futuro. Agora tenho expectativa de algo melhor para mim", relatou o adolescente, que deve ser liberado ainda este mês. "Pretendo retomar os estudos, trabalhar e nunca mais depender do dinheiro do tráfico", relatou.

Em entrevista na tarde desta quarta-feira, o secretário de Trabalho e Renda de Piracicaba, Sérgio Furtuoso, anunciou que uma nova turma de internos será formada, com mais modalidades de curso. "A adesão e o envolvimento foram grandes. A nova turma sairá em breve", afirmou.
"Esse curso apareceu em um momento oportuno. Os jovens estão terminando de cumprir a medida e logo voltarão para casa. Eles buscam um novo desenvolvimento para a vida e, com as orientações recebidas, têm bagagem para mudar de vida", opinou o diretor da Fundação Casa de Piracicaba, Flagas Rodrigues.
 
Depoimentos
"Se não fosse esse curso, não estaria conversando com você agora. Eu era tão tímido que preferia ficar quieto. Depois das orientações, aprendi como me comportar, quais roupas usar, como montar meu currículo e o principal: a me comunicar", contou um rapaz de 18 anos apreendido por tráfico há oito meses.
Adolescentes participaram de curso durante três meses em Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1) 
Adolescentes participaram de curso durante três
meses em Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

Um outro jovem, de 15 anos, disse que com as orientações que recebeu a primeira coisa que fará quando sair da unidade será procurar emprego e encontrar a filha. "Aprendi a controlar o nervosismo e me sinto preparado para procurar um trabalho decente."
Nara Campo, uma das profissionais que deu aulas aos internos, disse que o retorno dos jovens foi positivo. "Um adolescente me perguntou se quando ele sair ele pode pegar o currículo que fizemos para entregar nas empresas, pois ele quer mudar de vida. Só com essa fala eu fiquei muito feliz e vi que o trabalho deu resultado", afirmou.

http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/08/apos-curso-na-fundacao-casa-rapaz-detido-por-trafico-quer-ser-engenheiro.html

Juiz reintegra acusado de tortura na Fundação Casa

Em 2011, depois de uma tentativa de fuga de adolescentes infratores, internos foram agredidos com cabos de vassoura, pés de mesa e cassetetes


Fundação Casa da Vila Leopoldina, na capital paulista
Fundação Casa: coordenador buscou a Justiça do Trabalho para tentar reverter sua demissão
São Paulo - O juiz Tomás Ferreira Job, da 51ª Vara do Trabalho de São Paulo, deu uma liminar ordenando a Fundação Casa a readmitir um funcionário demitido depois de um processo administrativo por tortura de infratores. A fundação afirma que vai recorrer.

A decisão motivou uma série de ações legais para impedir que o agente tenha acesso a internos da fundação. Um habeas corpus preventivo em nome de todos os adolescentes que cumprem medida socioeducativa tentará proibir que o agente tenha contato com internos.
À Justiça Trabalhista, será enviado um mandado de segurança contra a decisão do juiz da 51ª Vara. Também será feita uma reclamação contra o mesmo magistrado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As ações foram tomadas pelo Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (CADhu), entidade que tem ações para preservar os direitos de menores infratores da Fundação Casa.
"Essa decisão é uma ilegalidade. O juiz não poderia esquecer toda a legislação ao analisar a causa trabalhista", disse a advogada Eloísa Machado, que faz parte do grupo. Todas as ações devem ser protocoladas nesta quarta-feira, 6.
O habeas corpus preventivo cita, entre outras leis, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao defender que o acusado de tortura não poderia ser liberado para voltar ao convívio com os internos. "A lei impõe a todos, até mesmo a este meritíssimo Juízo, o dever de prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança", diz o texto.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho, o juiz Job informou que sua decisão é uma liminar e o mérito do caso ainda deve ser analisado. Ainda segundo o órgão, Job afirmou que não se manifestaria sobre um caso ainda em andamento.
Além de todas as ações do CADhu, a própria Fundação Casa vai recorrer para impedir que o funcionário chegue perto dos adolescentes. Segundo nota do órgão, "o departamento jurídico está tomando as medidas necessárias para recorrer da decisão".
O texto afirma ainda que "a Fundação Casa não tolera atos de violência, de qualquer natureza". "E a medida cabível, em caso de comprovação de atos desse tipo, é a demissão por justa causa."
 
O caso
O funcionário Mateus Ferreira Rodrigues da Silva era coordenador de equipe de uma das unidades do Complexo Raposo Tavares da fundação.
Em 2011, depois de uma tentativa de fuga de adolescentes infratores, conforme uma investigação feita pela Corregedoria da entidade, os internos foram agredidos com cabos de vassoura, pés de mesa e cassetetes.
Laudos do Instituto Médico-Legal mostraram que as vítimas chegaram a ter os ossos quebrados pelos agentes. Câmeras de segurança gravaram parte das agressões.
Elas mostram quando os adolescentes começaram um tumulto na quadra de esportes e a chegada dos agentes com pedaços de pau. Também gravaram o espancamento dos internos. A Fundação Casa demitiu os agentes por justa causa.
O coordenador Silva, entretanto, buscou a Justiça do Trabalho para tentar reverter sua demissão. A alegação é de que não houve respeito ao Código Processual e o direito à defesa não foi respeitado. A Fundação Casa contesta.
"O funcionário passou por um processo administrativo disciplinar, instaurado pela Corregedoria da Fundação, depois que foi constatada a participação dele em atos de violência contra adolescentes, até com registros em vídeo. Durante o processo, o servidor teve direito à ampla defesa."

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/juiz-reintegra-acusado-de-tortura-na-fundacao-casa

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Criminosos rendem agentes Socioeducativos da Unis e libertam adolescente infrator



O veículo da unidade foi abordado por quatro homens armados em São Torquato, Vila Velha. Os agentes nada puderam fazer para evitar o resgate

Há meses os agentes socioeducativos na Unis se queixam da falta de segurança para o transporte de adolescentes infratores das unidades para hospitais e fóruns. Um incidente voltou a acontecer na tarde desta segunda-feira (4). 

Quatro homens armados interceptaram a Kombi do Instituto de Atendimento Socieducativo do Estado (Iases) e libertaram um adolescente infrator que retornava de uma audiência na Vara da Infância e Juventude no Centro de Vitória.

A emboscada ao veículo oficial ocorreu por volta das 16h30. Os criminosos, que estavam num Prisma prata, fecharam a Kombi do Iases em São Torquato, Vila Velha, na altura da Polícia Federal. Armados com pistolas, o grupo rendeu facilmente os três agentes que escoltavam o adolescente, e fugiram rumo a Cariacica.

Máscara usada por um dos homens que participaram da ação (Foto: Marcos Fernandes/ A Gazeta) Um dos criminosos usava uma máscara, que acabou caindo e foi levada para a Polícia Civil.

A informação é que o adolescente, que passou por audiência momentos antes do resgate, é acusado de tentativa de homicídio.

Os agentes afirmam que ações como essa são recorrentes.
Eles se queixam das condições vulneráveis a que são expostas no momento de transportar adolescentes. A categoria reivindica que o transporte de adolescentes infratores garanta mais segurança ao agente, à sociedade e ao próprio adolescente. “Como eles foram resgatar o menor, poderiam ter feito a emboscada para assassiná-lo. Se eles chegassem atirando, poderia acontecer uma tragédia”, adverte um agente que preferiu não se identificar.





Após o ocorrido, os agentes se dirigiram até o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica para registrar o boletim de ocorrência (BO). De acordo com o Iases, eles vão prestar depoimento durante o inquérito administrativo que será aberto e receber acompanhamento psicólogico. O Iases também informou que os agentes não serão afastados dos cargos e que eles não podem usar armamentos por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Polícia Militar está fazendo buscas na região e pede que a população também ajude na captura do menor foragido, fazendo denúncias por meio do 181 (Disque Denúncia).


http://seculodiario.com.br/18115/11/criminosos-rendem-agentes-da-unis-e-libertam-adolescente-infrator


domingo, 3 de agosto de 2014

Aécio desperdiça apelo popular da redução da maioridade penal

PEC de seu vice propõe julgar como adulto, por iniciativa do Ministério Público, o menor que vier a cometer crime hediondo, mas nem seu autor, o tucano Aloysio Nunes, percebe a força eleitoral dos 90% de brasileiros que querem punição para os menores criminosos

Champinha, que antes de assassinar um casal de namorados, estuprou a menina várias vezes: um menor assim tem recuperação?
Champinha, que antes de assassinar um casal de namorados, estuprou a menina várias vezes: um menor assim tem recuperação?

Redução da maioridade penal em pauta

Se a oposição tivesse um pouco mais de coragem política, ela procuraria escapar da camisa de força imposta pelos valores de esquerda, hegemônicos nas universidades e na imprensa, e colocaria no centro do debate eleitoral a questão da maioridade penal. O candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), apresentou a Proposta de Emenda Constitu­cional nº 33 (PEC 33/12), de 10 de abril de 2012, que prevê a possibilidade de desconsiderar a imputabilidade penal para menores entre 16 e 18 anos que venham a cometer crimes tipificados como hediondos. Em algumas ocasiões, sempre que o tema foi suscitado, Aécio Neves defendeu a proposta de seu vice, mas de forma tímida, sem afrontar o dogma da maioridade penal aos 18 anos, como se pedisse desculpas ao PT.

Para o Planalto e para a es­querda de um modo geral, a maioridade penal aos 18 anos é uma cláusula pétrea da Cons­tituição. Esse entendimento tem sido majoritário entre os juristas, especialmente entre os que cuidam da operacionalização do Estatuto da Criança e do Ado­lescente (ECA), como os promotores e juízes que atuam das Varas de Infância e Adolescência. No entanto, a insatisfação da so­ciedade brasileira com a maioridade penal aos 18 anos é anterior ao ECA e, logo depois da promulgação da Constituição de 88, começaram a surgir no Congres­so propostas que tinham como objetivo antecipar a faixa etária da imputabilidade penal. Já em 1989, o deputado carioca Amaral Netto (1921-1995), que integrava o PDS, sucedâneo da Arena (Alian­ça Reno­vadora Nacional), apresentou um projeto de lei na Câ­mara dos Deputados reduzindo a maioridade penal para 16 anos.

Diversas propostas parecidas foram apresentadas, ao longo dos últimos 25 anos tanto na Câmara quanto no Senado. Uma das mais ousadas é a PEC 90/2003, do senado Magno Malta (PR-ES), que, nos casos de crime hediondo, reduz a maioridade penal para 13 anos. Ou seja, qualquer menor com 13 anos ou mais que venha a praticar crimes como latrocínio e estupro, entre outros classificados como hediondos, será julgado de acordo com o Código Penal e poderá ser condenado a 30 anos de prisão, por exemplo. Essa PEC de Magno Malta foi apensada à PEC de Aloysio Nunes sobre maioridade penal, juntamente com outras quatro Pro­postas de Emenda à Constituição oriundas do próprio Senado e que tratam do mesmo tema.

Aécio Neves: pressão em defesa do DEM | Foto: Reprodução/Veja
Aécio Neves: defesa envergonhada da proposta de seu vice que estabelece uma redução relativa da maioridade penal

São elas: a PEC 20/1999, do ex-senador José Roberto Arruda (que integrava o DEM e, hoje, está no PR-DF), tornando imputáveis os infratores a partir dos 16 anos, desde que constatado seu amadurecimento intelectual; a PEC 74/2011, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que torna penalmente imputáveis os maiores de 15 anos que vierem a cometer homicídio doloso ou roubo seguido de morte, tentados ou consumados; a PEC 83/2011, do senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que estabelece a maioridade civil e penal aos 16 anos, tornando obrigatório o exercício do voto nesta idade; e a PEC 21/2013, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que reduz a maioridade penal para 15 anos de idade, qualquer que seja a infração ou o crime cometido.

Todas essas propostas foram apreciadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 19 de fevereiro último e foram derrotadas por 11 votos a 8, mas a proposta de Aloysio Nunes, valendo-se de brecha regimental, não deve se arquivada. Normalmente propostas do gênero continuariam hibernando durante anos na burocracia do processo legislativo sem nunca chegar a ser votada na mais importante comissão da Casa, mas como o presidente da CCJ, senador Vital do Rego (PMDB-PB), estava insatisfeito com a presidente Dilma Rous­seff por ter sido preterido na reforma ministerial, segundo especulou a imprensa, ele decidiu colocar as propostas em votação, expondo o Planalto ao desgaste de ter que se posicionar contra a redução da maioridade penal justamente em ano de eleição, contrariando a esmagadora maioria da população brasileira. A discussão da proposta na Comissão de Constituição e Justiça foi acalorada, com manifestantes contrários ao senador Aloysio Nu­nes. Um deles chegou a chamá-lo de fascista.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), relator da matéria, havia dado parecer favorável à PEC de Aloysio Nunes, a mais moderada de todas, e rejeitou as demais. Em seu parecer, Ferraço discorreu sobre a maioridade penal no mundo, mostrando que, em países como o Canadá, por exemplo, um menor de 14 anos, dependendo da gravidade do crime, pode responder perante a Justiça como adulto. E citou dados sobre o aumento da criminalidade juvenil, mostrando que, nos últimos 12 anos, já sob a vigência do ECA, os atos infracionais praticados por adolescentes cresceram aproximadamente 80%, saltando de 8 mil casos em 2000 para 14,4 mil casos em 2012. Já o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) apresentou relatório em separado, posicionando-se de modo contrário a todas as propostas de redução da maioridade penal, inclusive à do senador tucano, alegando que ela fere a Constituição, pois, no seu entender, a maioridade penal aos 18 anos é cláusula pétrea.

Os fatos apresentados por Aloysio Nunes na justificativa de sua proposta também foram contundentes. “Não se pode questionar o fato de que sob a proteção deste mesmo Estatuto (ECA), menores infratores, muitas das vezes patrocinados por maiores criminosos, praticam reiterada e acintosamente delitos que vão desde pequenos furtos, até crimes como tráfico de drogas e mesmo homicídios, confiantes na impunidade que a Constituição e o ECA lhes conferem”, afirma o senador, com rara assertividade, levando em conta que se trata de um tucano. Aloysio Nunes ilustrou a impunidade promovida pelo ECA com o caso de um menor de Jaguaretama, no Ceará, hoje já maior de idade e livre, que é assassino confesso de 11 pessoas, crimes praticados quando tinha entre 15 e 18 anos. Outro adolescente, de Maringá, co­nhecido como o “Cão de Zor­ba”, confessou ter matado três pessoas e teria encomendado a morte de mais quatro.

Já em São Paulo, um menor de 17 anos, ligado à organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), confessou a morte de seis pessoas a mando de traficantes. Seu primeiro assassinato foi cometido quando tinha apenas 12 anos. O senador Aloysio Nunes cita ainda o caso de um menor de 17 anos que, em 2 de abril de 2012, atacou a promotora Camila Santos da Cunha durante uma audiência em Soledade, no norte do Rio Grande do Sul. No final da audiência, o criminoso mirim – que respondia a 112 processos como menor infrator – pegou uma tesoura que estava sobre a mesa do próprio juiz e com ela desferiu uma cutilada no pescoço da promotora, que conseguiu se esquivar a tempo. O menor tentou desferir um novo ataque, mas felizmente foi contido pelos guardas. Por fim, Aloysio Nunes cita o caso de Champinha, que, antes de assassinar Liana e Felipe, estuprando repetidas vezes a menina, já tinha uma longa ficha corrida em instituições para menores infratores.

ECA é a lei mais poderosa do País

A despeito de apresentar todos esses fatos que atestam o quanto o ECA garante a impunidade e, com isso, fomenta a criminalidade juvenil, o senador Aloysio Nunes praticamente pede desculpas por criticar o Estatuto. “É fato que o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda não foi integralmente implementado e, portanto, não se pode ainda avaliar concretamente seus resultados, de molde a apontarmos para o seu sucesso ou fracasso”, afirma o senador tucano, repetindo a cantilena de promotores e juízes, sem perceber o quanto ela é mentirosa. O ECA é a única lei, de fato, aplicada no País. Nesse ponto, iguala ou até supera a legislação sobre pensão alimentícia. O menor infrator é intocável e até mesmo a imprensa, acostumada a desafiar políticos e empresários poderosos, jamais ousou mostrar o rosto de um menor de idade que comete crimes bárbaros, como os que queimaram viva uma dentista.

Aloysio Nunes cita dados de uma pesquisa do Conselho Na­cio­nal de Justiça (CNJ) sobre as condições de internação dos “jovens em conflito com a lei” (eufemismo abjeto para menores criminosos) e observa que o grau de reincidência chega a 43,3% entre os 17.502 jovens internados e alcança 54% quando analisados os 14.613 processos de execução de medidas socioeducativas. A despeito disso, o senador ressalva: “Não queremos dizer que os reincidentes são irrecuperáveis, muito pelo contrário. O ECA continua a ser uma das mais avançadas legislações do mundo e é necessário que o Estado proveja os meios à sua total e efetiva implementação”. Se o ECA é assim tão perfeito e seu único problema é não ter sido totalmente aplicado pelo Estado brasileiro, por que Aloysio Nunes não rasgou sua proposta de emenda à Constituição e não a atirou na lata de lixo do Senado?

Causa asco ver o senador afirmar que “os reincidentes não são recuperáveis, muito pelo contrário”. Por acaso, um gênio precoce do mal que mata 11 pessoas entre os 15 e os 18 anos é recuperável? E mais: merece ter direito à recuperação? Não tenho dúvida em afirmar: quanto mais cedo uma pessoa se dedica à prática de crimes mais irrecuperável ela é. Assim como a experiência só tende a fazer bem a um gênio como Mozart, apurando seu talento nato de menino-prodígio, também a experiência de vida do menor infrator só tende a aumentar seu grau de periculosidade, acrescentando à sua maldade precoce a astúcia adquirida com a prática de crimes. Uma pessoa capaz de matar em tenra idade revela um grau de crueldade raro e só merece um destino – a exclusão definitiva do meio social, o que só é possível mediante a pena de morte.

É claro que um senador que quer ser vice-presidente da República não precisa se ater à verdade com o grau de franqueza que exprimo aqui. O Brasil é um País cristão, ainda majoritariamente católico, e a pena de morte divide a população, em que pese já ter alcançado 55% de aprovação numa pesquisa Datafolha realizada em 2007, mesmo sendo atacada permanentemente nas escolas e nos meios de comunicação. Mas, no afã de não desagradar os defensores do ECA, Aloysio Nunes não precisava faltar com a verdade como fez na justificativa de sua proposta ao afirmar textualmente: “Como se vê, a polêmica que envolve a matéria recomenda cautela na sua apreciação. O Senado, co­mo de resto toda a sociedade bra­sileira, parece dividida. São plenos de validade os principais argumentos de todas as correntes”.

Oposição tucana é petismo envergonhado

Não me lembro de jamais ter visto uma pesquisa de opinião pública em que a redução da maioridade penal tivesse menos de 80% de aprovação no País. Esse é um clamor praticamente unânime da sociedade brasileira. Em outubro de 2012, uma pesquisa do Data-Senado, instituto de pesquisa do Senado Federal, constatou que 89% dos brasileiros eram favoráveis à redução da maioridade penal: 35% dos entrevistados defenderam a redução para 16 anos; 20% manifestaram o desejo de que não houvesse uma idade-limite mínima; 18% defenderam a redução para 14 anos; e 16% disseram que uma criança de 12 anos já pode receber a mesma condenação de um adulto.

Em junho do ano passado, uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizada pelo Instituto MDA, constatou que 92,7% dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal. Em abril de 2013, dois meses antes, uma pesquisa do Datafolha trouxe índice praticamente idêntico – 93% dos paulistanos se declararam favoráveis à redução. Em 2003, a redução da maioridade penal tinha 83% de aprovação na capital paulista e, em 2008, esse índice subiu para 88%. Onde está, portanto, a divisão da sociedade brasileira quanto à redução da maioridade penal, como acredita Aloysio Nunes?

Se mesmo com toda a campanha do Estado brasileiro em favor do ECA, a proposta de redução da maioridade penal ultrapassa a casa dos 90% de aprovação, imaginem se ela tivesse defensores de peso nas escolas, universidades e imprensa? Esse apoio beiraria os 100% e a parte contrária ficaria reduzida aos ideólogos de sempre, que teimam em brigar com os fatos e a moral. Infelizmente, a oposição tucana — que não passa de um petismo envergonhado — não percebe isso e tem vergonha de ouvir e falar a voz do povo, defendendo, de peito aberto, a redução da maioridade penal – algo que, por sinal, está embutido na proposta envergonhada de Aloysio Nunes.

A PEC 33/2012, de sua autoria, prevê que a inimputabilidade penal dos maiores de 16 e menores de 18 anos poderá ser desconsiderada pela Justiça nos casos em que o menor nesta faixa etária vier a praticar crime hediondo. Ou seja, o menor a partir de 16 anos que praticar latrocínio, estupro, tortura ou outros crimes graves, perderia a proteção do ECA e seria julgado como adulto, submetendo-se às sanções do Código Penal, ainda que dispondo de condições especiais para o cumprimento da pena. Na prática, o menor dificilmente será condenado como adulto, pois a PEC estabelece que a iniciativa para desconsiderar a inimputabilidade é exclusiva dos promotores e juízes das Varas de Infância e Juventude, ouvindo especialistas da área, o que significa que o menor criminoso, em vez de avaliadores, teria advogados.

Plebiscito pode ser o caminho

É preciso reconhecer, no entanto, que a PEC de Aloysio Nunes sobre maioridade penal é a única com alguma chance de não ser declarada inconstitucional pelo Supremo. Como ela não reduz, de fato, a maioridade penal e condiciona a punição do menor criminoso ao poder discricionário de juízes, promotores e técnicos, a tendência é que encontre respaldo entre os operadores do direito e suscite a simpatia dos formadores de opinião da esquerda moderada, que não se alinham com a visão dogmática do PT sobre maioridade penal. Prova disso é que a PEC de Aloysio Nunes teve o apoio do senador Pedro Taques (PDT-MT), o promotor público que herdou a influência jurídica de Demóstenes Torres no Senado.

Aloysio Nunes e Pedro Taques
Aloysio Nunes e Pedro Taques

Mas nem Aécio Neves percebe o apelo eleitoral da PEC de seu vice, caso fosse trabalhada como o passo possível, no momento, em direção à redução da maioridade penal. Segundo reportagem do “Estadão”, de 19 de fevereiro deste ano, quando a PEC de Aloysio Nunes foi votada na Comissão de Constituição e Justiça, Aécio Neves se omitiu: ele deixou a comissão antes de ter início a votação e não se manifestou sobre a proposta. Quando indagado sobre o tema, Aécio defende a proposta de seu vice, mas faz questão de ressaltar que ela atinge apenas 1% dos jovens (aqueles que cometem crime hediondo) e que se trata de uma solução paliativa. “A solução é a educação, é a oportunidade, é fazer o Brasil crescer” – diz Aécio.

Pelo visto, o candidato tucano depende exclusivamente do fracasso da política econômica do governo petista para derrotar a presidente Dilma Rousseff, assim como deve agradecer à Alemanha por ter goleado o Brasil, desnudando o fiasco da Copa, que ficaria escondido por trás da conquista do hexa. Como mostram todas as pesquisas de opinião, cerca de 90% dos brasileiros favoráveis à redução da maioridade penal. Mas, como bom tucano, Aécio Neves prefere pedir licença aos 10% que são contra sempre que defende timidamente a proposta. Está sendo muito mais petista do que Lula, afinal os petistas representam bem mais de 10% do eleitorado nacional. Plebiscito já para discutir maioridade penal! É o que deveria propor Aécio se quisesse enfrentar Dilma no campo dos valores, tornando-se menos dependente dos acasos da economia.


sábado, 2 de agosto de 2014

Interno da Fundação Casa tenta fugir de agentes durante visita a museu

Jovem participava de atividade na Casa de Portinari, em Brodowski, SP.
'Poderia ter feito criança refém', diz delegado em crítica ao passeio do garoto.

Um jovem de 18 anos, interno da Fundação Casa de Ribeirão Preto (SP), aproveitou a visita que fazia ao Museu Casa de Portinari, em Brodowski (SP), na tarde desta sexta-feira (1º), para tentar fugir dos agentes. Segundo a Polícia Militar, o rapaz percebeu um momento de distração dos funcionários da Fundação Casa e saiu correndo. No trajeto, ele furtou uma bicicleta, mas acabou sendo detido por policiais, que foram auxiliados por moradores que acompanharam a fuga.

De acordo com o delegado de Brodowski, o jovem - que havia sido apreendido anteriormente por ter comandado o tráfico de drogas na cidade - é de alta periculosidade, e jamais poderia ter deixado a unidade, uma vez que colocou a segurança dos visitantes do local em risco.

Em nota, a Fundação Casa afirmou que atividades externas fazem parte da execução de medidas socioeducativas. A instituição afirmou que uma sindicância será aberta pela Corregedoria da Fundação Casa.

Visita criticada
O jovem fazia parte de um grupo de oito internos que visitava o Museu Casa de Portinari. Três agentes acompanhavam a atividade, quando o rapaz aproveitou um momento de distração e saiu correndo em fuga. Pelo caminho, ele furtou uma bicicleta e só parou seis quarteirões depois ao ser detido por policiais.
Ele não ofereceu resistência e foi levado para a delegacia. No local, o adolescente disse que queria voltar para a casa da família e arrumar um emprego.

Segundo o delegado José Augusto Franzine de Almeida, o jovem é conhecido dos meios policiais pela prática de vários furtos e roubos, além de ter sido considerado o comandante do tráfico de drogas em Brodowski.  “Eu posso dizer que ele tem a personalidade voltada para o crime. Ele é perigoso, ele tem uma personalidade voltada para o crime e ele quer ficar livre, cometendo os crimes que ele sempre cometeu”, diz.

Almeida criticou a saída do interno da Fundação Casa, porque, segundo ele, o jovem oferece riscos à segurança da população. “Nós tivemos todo um trabalho para deter esse indivíduo e, para nossa surpresa, hoje nós ficamos sabendo que ele tinha vindo aqui numa excursão para conhecer a Casa de Portinari numa praça onde as nossas crianças brincam, e com esquema de segurança praticamente inexistente. Esse indivíduo, que não tem consciência nenhuma, poderia muito bem ter pego uma criança como refém. Esse jovem está aqui há 18 anos e ele nunca teve interesse pelo museu, nunca teve interesse por cultura. Não vai ser agora que ele vai ter”, argumentou o delegado.

A Fundação Casa informou que para que os adolescentes possam participar das atividades, uma equipe multidisciplinar do centro avalia o comportamento de cada um. Caso esteja apto, o pedido é encaminhado para o juiz, que autoriza ou não a saída.
O adolescente foi encaminhado para a delegacia e será apresentado à Justiça, que vai determinar as medidas cabíveis.

Museu Casa de Portinari em Brodowski, SP, foi palco de uma tentativa de fuga frustrada (Foto: Reprodução/EPTV)
Museu Casa de Portinari em Brodowski foi palco de uma tentativa de fuga frustrada (Foto: Reprodução/EPTV)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Agentes socioeducativos de varios estados irão se reunir em ato pacifico em Brasilia

FORUM COLEGIADO NACIONAL DOS AGENTES SOCIOEDUCATIVOS
ATO PACÍFICO POR SEGURANÇA NO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO.
1º NÃO VOU DEIXAR MORRER
Foto: FORUM COLEGIADO NACIONAL DOS AGENTES SOCIOEDUCATIVOS
ATO PACÍFICO POR SEGURANÇA NO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO.
1º NÃO VOU DEIXAR MORRER – É o primeiro movimento realizado no Brasil por agentes socioeducativos de mais de um estado juntos. O objetivo é gritar em uníssono para mostrar que a segurança, tanto dentro das unidades como fora, simplesmente não existe. Denunciar aos poderes públicos as agressões constantes sofrida pelos agentes em nosso país. A exemplo dos últimos acontecimentos ocorridos em Brasília quando 15 jovens tentaram matar um agente socioeducativo dentro do modulo afim de empreender fuga, não esquecemos que fora da unidade um outro agente foi perseguido de carro e dos diversos tiros contra sua pessoa, 6 atingiram o seu automóvel, ele conseguiu escapar, a menos de dois meses um ex-interno, após ameaçar, desferiu 2 disparos na porta da casa de um agente afim de executá-lo, ano passado um agente levou três tiros na porta de sua casa. No Goiás um agente foi sequestrado, depois de ter fogo ateado em seu corpo, foi salvo por um caminhoneiro, não temos como mensurar o numero de casos mas podemos afirmar: agentes já foram incendiados, enrolados em colchões com fogo, estocados, espancados, traumatizados, sofrem psicologicamente. NÃO VAMOS DEIXAR MORRER! Tentativas de homicídio e execuções estão acontecendo em todos os estados e os gestores simplesmente fecham os olhos, não aceite isso, venha participar conosco. O movimento tem o apoio dos sindicatos do AC, MS, DF e participação dos agentes do DF e Goiás. NÃO VOU DEIXAR MORRER é um movimento que visa denunciar o absurdo descaso com que estão tratando o SSE (Sistema Socioeducativo) brasileiro. Servidores estão a beira da morte, o SINASE também, o sonho de ver jovens saindo do crime esta morrendo, o projeto para a juventude que esta em risco esta morrendo por isso vamos gritar: NÃO VAMOS DEIXAR MORRER, vamos lutar por mais segurança aos profissionais da socioeducação no dia 06/08/2014 – 07:30h – Em frente ao Congresso Nacional. Divulgue, venha e traga sua família. Informações 61-86090353 Walter Marques.

É o primeiro movimento realizado no Brasil por agentes socioeducativos de mais de um estado juntos.

O objetivo é gritar em uníssono para mostrar que a segurança, tanto dentro das unidades como fora, simplesmente não existe. Denunciar aos poderes públicos as agressões constantes sofrida pelos agentes em nosso país.

A exemplo dos últimos acontecimentos ocorridos em Brasília quando 15 jovens tentaram matar um agente socioeducativo dentro do modulo afim de empreender fuga, não esquecemos que fora da unidade um outro agente foi perseguido de carro e dos diversos tiros contra sua pessoa, 6 atingiram o seu automóvel, ele conseguiu escapar, a menos de dois meses um ex-interno, após ameaçar, desferiu 2 disparos na porta da casa de um agente afim de executá-lo, ano passado um agente levou três tiros na porta de sua casa.

No Goiás um agente foi sequestrado, depois de ter fogo ateado em seu corpo, foi salvo por um caminhoneiro, não temos como mensurar o numero de casos mas podemos afirmar: agentes já foram incendiados, enrolados em colchões com fogo, estocados, espancados, traumatizados, sofrem psicologicamente.

 NÃO VAMOS DEIXAR MORRER! 

Tentativas de homicídio e execuções estão acontecendo em todos os estados e os gestores simplesmente fecham os olhos, não aceite isso, venha participar conosco !

 O movimento tem o apoio dos sindicatos do AC, MS, DF e participação dos agentes do DF e Goiás. NÃO VOU DEIXAR MORRER é um movimento que visa denunciar o absurdo descaso com que estão tratando o SSE (Sistema Socioeducativo) brasileiro. Servidores estão a beira da morte, o SINASE também, o sonho de ver jovens saindo do crime esta morrendo, o projeto para a juventude que esta em risco esta morrendo por isso vamos gritar: NÃO VAMOS DEIXAR MORRER, vamos lutar por mais segurança aos profissionais da socioeducação no dia 06/08/2014 – 07:30h – Em frente ao Congresso Nacional. Divulgue, venha e traga sua família. Informações (61)-8609-0353 Walter Marques.


FONTE:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=314410015401494&set=a.162922880550209.1073741828.100004974944046&type=1&theater