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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Câmara aprova pedido de desativação da Fundação Casa em Praia Grande

A Câmara Municipal aprovou por unanimidade a moção que solicita ao governador do Estado, Geraldo Alckmin, a imediata desativação das duas unidades da Fundação Casa, instaladas no Bairro Esmeralda, em Praia Grande. A proposta foi votada na manhã desta quarta-feiradurante a 24ª Sessão Ordinária.


O texto de autoria do vereador Leandro Rodrigues Cruz, o Leandro do Avelino (PPL), é motivado pelas quatro rebeliões ocorridas no mês de julho. A propositura ainda exige a consequente remoção dos internos para outra unidade na Região e sugere a construção de dois novos prédios da Fundação Casa nos arredores do Centro de Detenção Provisória (CDP), em terreno pertencente à Prefeitura.

Apesar de se tratar de um equipamento do Estado, considero que este problema também seja nosso. Afinal, a Fundação Casa está na instalada na Cidade e ao lado de um conjunto habitacional, onde residem famílias que trabalham e geram emprego. Não sou contra a instituição, mas ao local em que a unidade foi construída. Por isso, pedimos a desativação o quanto antes, para que, no mesmo prédio, se instale uma escola profissionalizante ou um trabalho terapêutico, pois não há condições de continuar com aquele equipamento naquele local”, ressaltou o autor da moção.

Líder do governo, o vereador Antonio Eduardo Serrano (PSB), conhecido como Doutor Serrano disse que “há de se considerar a redução no número de rebeliões desde que mudaram o sistema de Febem para Fundação Casa. Mas, ainda há algo errado. Não há de se negar o grave problema das drogas, principalmente o crack, um mal que assola todo o mundo. Também é preciso considerar a alta periculosidade dos internos, que durante as rebeliões, deixam em risco quem está nas proximidades. É um grave problema de segurança pública, que poderia ser amenizado com a inserção de um tratamento psicossocial, pois muitos dos internados estão deteriorados por causa das drogas”, considerou.

O presidente da Câmara, Antonio Carlos Rezende (PSDB), comentou as mudanças implantadas pelo Estado no sistema.  “A Fundação Casa tem uma proposta diferente, com redução de internos e de tratamento na própria Cidade, porém isso não está acontecendo. Ainda há um número grande se jovens no local. Além disso, os funcionários precisam estar preparados, bem como a estrutura física, para melhorar a segurança de quem trabalha na unidade e das pessoas que vivem no entrono.

Créditos: Walter Mello

 pedido é motivado pelas quatro rebeliões ocorridas no mês de julho, na unidade do bairro Esmeralda
Insegurança

Em menos de sete meses, as unidades da Fundação Casa na Baixada Santista registraram nove rebeliões de internos – cinco em Praia Grande, duas em Itanhaém, uma em Mongaguá e outra em São Vicente. Em três dessas ocorrências, pelo menos 13 agentes ficaram feridos, 11 foram feitos reféns e 40 adolescentes conseguiram fugir.

A gravidade da situação levou um agente da unidade de Mongaguá e um ex-servidor que atuava em uma das unidades da região a procurarem A Tribuna. As denúncias dão conta da quantidade insuficiente de empregados, quebra de regras, indisciplina, abusos sexuais entre os menores e visita íntima sem a devida autorização legal. Diante da situação verificada nas duas unidades da Fundação Casa em Praia Grande, o Ministério Público do Estado pediu a interdição dos equipamentos, mas depois voltou atrás.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mais noticias sobre unidade da Praia grande

02/08/2012 08h00 - Atualizado em 02/08/2012 09h42


Câmara de Praia Grande, SP, pede 



desativação da Fundação Casa


Assunto deve ser votado na próxima sessão ordinária.
Unidade da cidade registrou quatro rebeliões em julho.

Do G1 Santos
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Fundação Casa em Praia Grande, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Fundação Casa registrou quatro rebeliões em julho
(Foto: Reprodução/TV Tribuna)
A Câmara Municipal de Praia Grande, no litoral de São Paulo, vota na próxima quarta-feira (8) uma proposta ao governador do Estado, Geraldo Alckmin, pedindo a desativação das duas unidades da Fundação Casa no município. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (1ª) na primeira assembleia depois do período de recesso parlamentar.

A solicitação será feita depois de quatro rebeliões ocorridas no mês de julho e exige a remoção dos internos para outra unidade na região, sugerindo à construção de dois novos prédios da Fundação Casa nos arredores do Centro de Detenção Provisória (CDP), em terreno pertencente à Prefeitura.

Depois dos quatro incidentes em julho, o Ministério Público chegou a pedir a interdição das unidades, mas descartou essa possibilidade pouco depois. Os dois prédios foram construídos há menos de um ano no bairro Esmeralda. A capacidade total das duas unidades é de 112 jovens e não estavam lotadas quando aconteceram as fugas e rebeliões. Os moradores do bairro reclamam da proximidade das unidades com as residências.

Relembre os incidentes
O último caso envolvendo internos da Fundação Casa de Praia Grande aconteceu na noite do último dia 23, quando uma rebelião aconteceu após a fuga de 18 internos da unidade II. Os jovens abriram um buraco no muro para escapar, mas a maioria saiu pelo telhado e pulou as grades da instituição. Na confusão, os internos colocaram fogo em objetos dentro da unidade, como em uma cabine de segurança.

No dia 19 de julho, a confusão começou após a fuga de quatro adolescentes. Quatro menores quebraram a parede do quarto, pularam o muro e a grade da unidade e, depois, conseguiram fugir. Depois da fuga, durante toda a noite, os jovens que continuavam dentro do prédio gritavam nas janelas dos quartos e batiam nas portas.

No dia 16, a rebelião aconteceu no último andar do prédio, onde fica o ginásio da instituição, atearam fogo nos colchões e destruíram as pilastras de sustentação do edifício. Segundo a Polícia Militar, dois funcionários foram feitos reféns e um dos agentes foi visto com um artefato parecido com uma faca no pescoço. Além da PM, equipes do grupo de apoio da Fundação Casa foram chamadas para controlar a situação.

Nove dias antes, no dia 7 de julho, 18 jovens tentaram escapar da unidade de Praia Grande. Destes, dois foram recapturados e um morreu depois de fugir. Os jovens podem ser atendidos na Fundação Casa até os 21 anos incompletos, e o judiciário é quem os libera após uma avaliação.

sábado, 28 de julho de 2012

Presidente da Fundação Casa admite situação crítica em Praia Grande

A situação das duas unidades da Fundação Casa em Praia Grande deverá ser acompanhada pela presidente da instituição, Berenice Giannella, nas duas próximas semanas. Os dois centros tiveram reforçado o número de agentes de segurança e já estão recebendo reformas devido às últimas rebeliões. O Casa I está com 16 menores que aguardam julgamento e o II, com 56 internos.

Berenice se reuniu na última sexta-feira com o promotor da Vara da Infância e Juventude, Carlos Cabral Cabrera, no Fórum de Praia Grande. Após o encontro, a presidente da instituição concedeu entrevista coletiva e falou sobre os problemas nas unidades, que já foram palco de cinco rebeliões desde o início do ano – das quais quatro somente este mês.

A reforma, iniciada quinta-feira, inclui troca de piso, substituição de chuveiros e bacias, reposição de cadeiras, vidros, esquadrias e encanamentos. “Iniciamos uma reforma naquilo que foi depredado durante esses movimentos que tivemos nas últimas semanas”, afirmou a presidente da instituição. “Estamos também com uma equipe reforçada na área de segurança, com funcionários que vieram de outras unidades. Vamos ficar com essas equipes por alguns dias, até que tenhamos uma normalização da situação”.

Segundo Berenice, a população das duas unidades deverá ser mantida. “Vamos ficar no Casa I com uma população reduzida de adolescentes de internação provisória, até conseguir concluir essas reformas. E com internos no Casa II”.

Uma nova reunião deverá ser feita com o representante do Ministério Público dentro de dez dias. “Voltaremos a ter reuniões com o promotor para analisar a situação, como está a rotina da unidade, como está indo a reforma, e reavaliar a situação”.

Créditos: Davi Ribeiro



Auxílio

A fim de evitar o contato dos menores com a comunidade do bairro – acusada de jogar drogas dentro das duas unidades –, a presidente da Fundação Casa afirmou contar com a participação de outros órgãos do Município.

“Esperamos que haja da parte das autoridades do Município e do Conselho Tutelar uma atuação também nessa comunidade”, declarou Berenice. “Várias dessas pessoas que jogam drogas para dentro da unidade
e conversam (com os internos) são crianças e adolescentes que deveriam também estar sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar”.

No que cabe à instituição, a presidente da fundação garantiu que será mantida a disciplina dentro da unidade. “Com o trabalho pedagógico e psicossocial com os adolescentes, retomando a rotina da unidade. Esperamos que, com isso, acalmando também um pouco a unidade, a comunidade reconheça e parem de jogar drogas e de ter essa comunicação externa”.

Berenice destacou o papel da Corregedoria da Fundação ao ser questionada sobre denúncias de que funcionários dos centros estariam facilitando a entrada de drogas. “A quantidade de droga que se jogava da comunidade para lá era muito grande. Então, é difícil falar em facilitação de funcionários. Mas a Corregedoria está averiguando todas as situações. Todas as drogas que foram apreendidas foram levadas para a polícia e feitos boletins de ocorrência”.






extraido do link:
http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=159015&idDepartamento=5&idCategoria=0

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Destino de Fundação Casa será definido amanhã

Reunião entre o MP e os representantes da entidade define se unidades de Praia Grande serão interditadas

De acordo com o promotor da Vara da Infância e Juventude de Praia Grande, Carlos Cabral Cabrera, uma reunião amanhã entre o MP (Ministério Público) e a presidente da Fundação Casa, Berenice Giannella e o vice-presidente Cláudio Piteri, vai definir os rumos das unidades I e II da Praia Grande, que somente neste mês registrou quatro rebeliões com a fuga de 40 internos; 30 ainda estão foragidos.

Será definido, por exemplo, se os locais passarão por interdição parcial ou total, procedimento recomendado pelo MP em inquérito civil instaurado no dia 17 de julho.

Segundo o promotor, desde a inauguração da Fundação Casa, no ano passado, visitas bimestrais são feitas. Desde então alguns problemas vêm sendo detectados. “O principal deles é de ordem arquitetônica, já que os meninos têm acesso visual e conseguem manter contato verbal com a população. Houve casos de pessoas jogarem entorpecentes aos meninos”, afirma o promotor.

O promotor afirma ainda que a Fundação já havia feito licitação para a realização de obras, como aumento do muro e colocação de uma manta lateral que impede contato visual.

Com as sucessivas rebeliões a situação piorou e o MP recomendou uma interdição.

Além das drogas, houve um ato infracional por parte de um jovem que tentou abusar sexualmente de outro, segundo o promotor. Em algumas situações, seja por falta ou afastamento, não há profissionais suficientes para atender a demanda no local.

Sobre as rebeliões recentes, o promotor ainda aguarda pelos relatórios.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

unidade da Praia grande pode pode ter os dois prédios interditados

Diante da situação verificada nas duas unidades da Fundação Casa em Praia Grande, o Ministério Público do Estado pediu a interdição dos equipamentos. A medida, que ainda não tem data para ser adotada, deverá ser suspensa somente depois que os dois prédios passarem por reforma, que inclui o aumento da altura dos muros e o completo isolamento dos internos, impedindo o contato com o ambiente externo, como ocorre atualmente.


O promotor da Vara da Infância e Juventude de Praia Grande, Carlos Cabral Cabrera, esteve reunido com o vice-presidente da Fundação Casa, Claudio Piteri, segunda-feira, para falar sobre isso. Além das obras, o Ministério Público quer que a instituição regularize a quantidade de agentes que trabalham nos plantões. Eles estão ficando descobertos devido ao excesso de licenças médicas.

“Tenho um inquérito civil. Solicitei, administrativamente à Fundação Casa, que faça uma interdição provisória. Até que resolvamos essas questões referentes às obras necessárias para adequação da unidade, bem como seja regularizada a situação do pessoal contratado.”

O pedido foi feito após a primeira rebelião, dia 7 deste mês, quando fugiram da unidade 18 internos.

“Tive uma reunião com o vice-presidente da Fundação Casa, antes dessa última rebelião (até o fechamento desta edição, tinha sido segunda-feira). Foram confirmadas todas essas obras solicitadas e ele levaria à doutora Berenice (Maria Giannella, presidente da instituição) essa solicitação da promotoria. E espero que até o final desta semana, o mais tardar semana que vem, tenhamos uma resposta com relação à interdição”.

Antes da rebelião de segunda-feira, a proposta do Ministério Público era que fosse paralisada a entrada de novos adolescentes, até a regularização do caso. “Seria natural a diminuição dos adolescentes internados, porque existe uma rotatividade”, pondera o promotor.

Após a rebelião de segunda-feira, Cabral ainda não sabe como será feita essa interdição. “Tivemos vários danos lá. Talvez seja necessária a remoção de alguns adolescentes. Mas isso não posso afirmar”.

Denúncias

O responsável pela Vara da Infância e Juventude de Praia Grande garantiu que está acompanhando a situação nas duas unidades.  “Tenho alguns procedimentos instaurados por situações anteriores e inquérito civil instaurado em razão dessas últimas rebeliões”, explica Cabral. “E não confirmo esses termos (denúncias). É claro que não posso afirmar que não existiu. Não convivo lá dentro.”

Com relação à entrada de entorpecentes, o promotor confirma a ocorrência. “Estamos com problema de lançamento de drogas pelo entorno. Isso é fato, não é mentira. Pessoas do lado externo jogam sobre o muro substâncias entorpecentes. Temos apreendido muitas drogas, isso não é de agora”.

Segundo Cabral, esse problema deverá ser solucionado com a reforma das unidades.  “Não iniciou a obra ainda, mas já foi aprovada. E terminou, inclusive, a licitação para o envelopamento do prédio. É um procedimento que fizeram em algumas unidades de São Paulo, que evita o contato do público externo com o interno”, explica o promotor. “Também será feito o levantamento dos muros para resolver essa situação.”

Ele garante não ter recebido qualquer denúncia formal da facilitação de entrada de drogas nas duas unidades, seja pela portaria ou pelos próprios empregados.

“Estamos com problema sério com funcionários lá na Fundação”, relata o promotor. “Excesso de pedidos de licenças médicas. As últimas rebeliões aconteceram justamente nesses momentos de maior vulnerabilidade.”

Cabral dá um exemplo: “Tem dez trabalhadores escalados hoje, mas, na hora do plantão, aparecem somente dois. A Fundação Casa tem encaminhado pessoal de outras unidades para completar o plantão, mas isso não é imediato. Às vezes atrasa algumas horas. E essa situação tem acontecido.”

Com relação a denúncia de abusos sexuais, o promotor garante não ter recebido nenhuma. “Tenho denúncias de tortura, datadas de novembro, dezembro e janeiro, com a antiga direção”, pontua Cabral. “Tenho uma situação envolvendo adolescente do mesmo dormitório. Um deles alega ter sido abusado. Mas isso está sendo apurado”, completa o promotor público.

Ele não confirma a ocorrência de visita íntima nas duas unidades sem a devida autorização legal. “A lei permite a visita íntima para adolescente casado ou que vive união estável. Não tenho conhecimento de nenhum adolescente nessas condições.”



27/07/2012

Após rebeliões, Fundação Casa de Praia Grande passará por reformas

A interdição das duas unidades da Fundação Casa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi descartada após uma reunião realizada nesta sexta-feira (27). O promotor da infância e juventude e a presidente da instituição entraram em acordo após os incidentes recentes envolvendo os internos na cidade.
Ficou decidido que, até que os problemas sejam resolvidos, a quantidade de adolescentes internados será reduzida. “Nós iniciamos ontem uma reforma nas duas unidades. Vamos ficar com população reduzida na casa I até a conclusão da reforma. Os adolescentes com internação provisória vão ficar na casa I e os internos na casa II. Daqui a 10 dias vamos ter reuniões com o promotor para analisar a situação e a rotina da unidade”, explica Berenice Maria Giannella, presidente da Fundação Casa.
A capacidade total das duas unidades é de 112 jovens, e não estavam lotadas quando aconteceram as fugas e rebeliões. Os que restaram foram divididos entre as duas casas. Na unidade I estão 16 jovens que aguardam decisão da Justiça. Todos os que cumprem medida socioeducativa, 56 no total, foram remanejados para a casa II. Ficou acertado que a internação de novos menores só acontecerá se houver a saída de algum que já está no local.
As duas unidades da Fundação Casa em Praia Grande foram construídas há menos de um ano no meio do bairro Esmeralda. Os quartos dos internos ficam muito próximos às ruas e moradias. O fácil contato com a comunidade estaria atrapalhando a disciplina dos adolescentes. ”Está entrando droga na unidade arremessada pelo lado de fora. Diagnosticamos que houve uma perda de autoridade dos funcionários. Pode não ser o local ideal, mas é raro a fundação receber um terreno num local ideal. Ninguém quer a Fundação ao lado da sua casa. Normalmente nossas unidades são fora da cidade, são em locais de difícil acesso”, diz Berenice.

Os muros da instituição passarão por mudanças. Os atuais três metros de altura e outros três de alambrado vão ser substituídos por seis metros de muro. Isso deve dificultar a visualização do lado de fora, tornando mais difícil a entrada de drogas. A licitação para a obra já foi aberta e deve demorar de 5 a 6 meses para o novo muro ficar pronto.
O promotor da infância e juventude, Carlos Cabral Cabrera, explica as intervenções. “A comunidade não é uma favela. E uma comunidade com muitos imóveis estabelecidos, com problemas de criminalidade, como outros locais da cidade. A fundação traz algumas reclamações quanto à necessidade de intervenções no entorno. Não é uma intervenção de repressão, mas de acolhimento. A promotoria pretende provocar a promoção social para que dê uma atenção especial para essa comunidade, principalmente aquelas pessoas que apresentem situação de vulnerabilidade do entorno”.