A espingarda calibre 12 estava dentro de um veículo Gol, que seria de Jackson. A polícia ainda apreendeu uma pistola calibre 380, em poder do agente penitenciário, R$ 3.000,00 em dinheiro – que seria proveniente da negociação da espingarda – e um documento falso de agente de escolta penitenciária. Este documento foi confeccionado por Jackson pois, como agente penitenciário por designação temporária (DT), ele não tinha permissão para andar armado fora de um presídio. “Claramente eu vi que se tratava de um documento falso. Durante o interrogatório eu perguntei, ao acusado, onde ele havia conseguido o documento. Ele falou que tinha feito o documento em uma lan house”, disse.
Dentro do veiculo de Jackson, os investigadores encontraram um aparelho celular e dois carregadores enrolados em fitas isolantes. A polícia suspeita que o aparelho estava pronto para ser entregue a algum preso. Na casa de Ariel a polícia encontrou um revólver calibre 38, munição, sete papelotes de cocaína e uma pedra de crack. Buscas foram feitas na casa do agente penitenciário e a polícia apreendeu celulares e um colete. Jackson negou as acusações contra ele.
Tio e sobrinho foram presos por policiais da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten) e encaminhados no final da tarde desta terça-feira (11) para o Centro de Triagem de Viana (CTV). De acordo com a polícia, Jackson é suspeito de envolvimento com traficantes. Ele estava sendo monitorado pelo Ministério Público (MP) do Estado por suspeita de facilitar a entrada de celulares e de armas para internos no Presídio de Segurança Máxima II, em Viana, frisou a promotora Viviane Barros Partelli.
“No mês de agosto deste ano foram apreendidos mais de 20 celulares dentro do Presídio de Segurança Máxima II, por meio de revistas feitas pela direção da unidade. Aos poucos ele (agente penitenciário) foi demonstrando para nossas investigações que ele se envolve com o tráfico de drogas e armas. Tanto que o momento em que a Sejus decidiu pela retirada dele do Máxima II foi no momento quando desconfiamos de que ele poderia entrar com uma arma dentro da unidade. Seria terrível porque isso abalaria toda a segurança da unidade e colocando, inclusive, outros agentes em risco”, afirmou.
Investigações apontam que cada celular custava pelo menos R$ 4 mil. O trabalho do MP faz parte da 'Operação Mouro'. O órgão desconfiou da quantidade de celulares apreendidos no Segurança Máxima II – pelo menos 60 aparelhos foram detectados irregularmente nas mãos dos presos desde julho deste ano. A detenção de Jackson foi possível graças ao apoio da Deten. “Constatamos nesta operação que se trata de uma organização criminosa muito bem articulada”, qualificou o delegado Luis Eduardo Rolin.
Flagrante
A espingarda calibre 12 estava dentro de um veículo Gol, que seria de Jackson. A polícia ainda apreendeu uma pistola calibre 380, em poder do agente penitenciário, R$ 3.000,00 em dinheiro – que seria proveniente da negociação da espingarda – e um documento falso de agente de escolta penitenciária. Este documento foi confeccionado por Jackson pois, como agente penitenciário por designação temporária (DT), ele não tinha permissão para andar armado fora de um presídio. “Claramente eu vi que se tratava de um documento falso. Durante o interrogatório eu perguntei, ao acusado, onde ele havia conseguido o documento. Ele falou que tinha feito o documento em uma lan house”, disse o delegado.
Dentro do veiculo de Jackson, os investigadores encontraram um aparelho celular e dois carregadores enrolados em fitas isolantes. A polícia suspeita que o aparelho estava pronto para ser entregue a algum preso. Na casa de Ariel a polícia encontrou um revólver calibre 38, munição, sete papelotes de cocaína e uma pedra de crack. Buscas foram feitas na casa do agente penitenciário e a polícia apreendeu celulares e um colete. Jackson negou as acusações contra ele.
“Ele colocou a todo momento, no interrogatório, que não pertencia ou se associava ao trafico de drogas, que o celular encontrado no carro não seria para ser colocado dentro de um presídio. Já o Ariel assumiu boa parte das condutas delinquentes que ele realizou”, informou.
Investimentos
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) lamentou os fatos e resolveu exonerar o agente com publicação no Diário Oficial desta quarta-feira (12). O subsecretário de Assuntos Penitenciários, Sérgio Alves Pereira, admitiu que o sistema carcerário possui falhas, mas que a pasta está totalmente empenhada em evitar futuros erros.
“Certamente há falhas no sistema prissional. Nós estamos aprimorando o monitoramento do sistema com uso de tecnologia. Inclusive estamos criando uma Diretoria de Operações Táticas para que a revista seja mais precisa. Pretendemos aplicar a atuação de cães treinados nessas revistas. O próprio Máxima II já conta com um novo equipamento, chamado Body Scan, justamente para detectar celulares, armas ou quaisquer objetos de uso proibido na unidade”, garantiu.
Jackson de Souza trabalhou por cinco anos no sistema prissional e atuou no Segurança Máxima II desde julho de 2011, o contrato dele foi renovado em janeiro deste ano e teria validade até 12 de março de 2013. Jackson não quis falar com a reportagem. Ariel também não quis rebater as acusações. O MP continuará as investigações para saber se outros agentes penitenciários acobertam a entrega de celulares a detentos no sistema prissional.
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