quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Agentes socioeducativos terão direito a aposentadoria especial

 A emenda constitucional número 103 de 2019 trouxe uma situação especial de aposentadoria aos agentes de segurança pública (servidores).

Policia Civil

A aposentadoria especial para essa categoria não existia até então, desta forma, se considerarmos o quantitativo de ingressos nas instituições é possível afirmar que as regras de transição serão largamente aplicadas neste particular.

Quem tem direito à aposentadoria especial de policiais?

Apesar do nome, não só os policiais terão direito à aposentadoria especial conforme o artigo 40 da Constituição.

São elegíveis para essa aposentadoria os agentes penitenciários, os agentes socioeducativos (que trabalhem junto a menores infratores) e os policiais não militares (civis e rodoviários).

Veja como ficaram as disposições constitucionais:

Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial:

§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144.   

§ 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo dependente, o benefício de pensão por morte será concedido nos termos de lei do respectivo ente federativo, a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de morte dos servidores de que trata o § 4º-B decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função.

O ente federativo ao qual se vincula o policial não militar (civil e rodoviário) poderá, através de lei ordinária, estabelecer pensão por morte diferenciada em benefício de dependentes, na hipótese de morte em serviço ou em razão da função. 

Estão na lei complementar número 51 de 1985, os requisitos da aposentadoria do servidor policial, são eles: 30 anos de contribuição, sendo 20 anos de atividade estritamente policial para homens e 25 anos de contribuição e 15 anos de atividade estritamente policial para mulheres.

É importante esclarecer que os militares não se beneficiaram com a reforma da emenda constitucional número 103, pois o regime jurídico é distinto, uma vez que as regras para policiais militares e bombeiros devem ser compatíveis com a carreira militar.

Teoricamente, militares não se aposentam, eles são inscritos na reserva (espécie de aposentadoria remunerada) e ficam à disposição das forças armadas.

Isso não significa que os militares não foram beneficiados, pois houve reforma a favor desses profissionais através da lei número 13.954/19.

Para eles, a transferência para a reserva remunerada exige no mínimo 35 anos de serviço, dos quais pelo menos 30 anos em atividade militar, desde que com formação pelas forças armadas (por exemplo, Escola naval e Academia das agulhas negras), ou 25 anos para os demais (oficiais sem a formação específica trazida em lei).

É aconselhável que esses profissionais procurem advogados especialistas para melhor instrução e análise do caso particular. 

Como é feito o cálculo do benefício?

Para os policiais não militares (incluídos na reforma da EC nº 103/19), via de regra inscritos no regime próprio de previdência (RPPS), serão calculados 60% da média de todas as contribuições a partir de julho de 1994, acrescidos 2% para cada ano que exceda 20 anos de contribuição, independentemente do sexo.

À exceção fica a cargo da aposentadoria por incapacidade permanente por acidente do trabalho ou doença ocupacional (100% da média calculada).

A aposentadoria proporcional é calculada em relação ao tempo efetivo de contribuição em um total de 20 anos de máximo exigível (aplicável, inclusive, para a aposentadoria compulsória).

Para quem entrou no serviço público após a instituição do regime de previdência complementar (no serviço público federal do Poder Executivo e Legislativo, o marco é o ano de 2013, meses de fevereiro e maio, respectivamente), ou para quem entrou antes e tenha optado pela migração, a média calculada da aposentadoria, ainda que no regime próprio, terá por teto o máximo do regime geral de previdência (R$6.101,06 em 2020).

Regra de trânsito para policiais

Para aqueles que já contribuíam à Previdência, e assim o fizeram consideravelmente, há uma regra de transição que os beneficiem.

Dentro deste contexto, devem ser obedecidas as regras da Lei complementar número 51 de 1985 (30 anos de contribuição e 20 anos de atividade estritamente policial para homens e 25 anos de contribuição e 15 anos de atividade estritamente policial para mulheres) e, ainda, no mínimo 55 anos de idade para ambos os sexos.

Todavia, para homens de 53 anos e mulheres de 52 anos, é possível aderir à transição, se neste caso específico houver o cumprimento de 100% daquilo que faltava para atingir o tempo mínimo de contribuição em 13/11/2019 (data da edição da emenda número 103/19).

Desta maneira, se faltavam 5 anos de contribuição para mulher, policial civil, em novembro de 2019, ela deverá cumprir mais 10 anos para conquistar o benefício de aposentadoria dentro da regra de transição.

Como as regras possuem muitos detalhes e nuances, e a carreira policial militar emprega regras diferentes das carreiras não militares, para evitar confusões e ambiguidades, é aconselhável que integrantes dessas categorias busquem o aconselhamento profissional de advogados previdenciaristas.

https://www.jornalcontabil.com.br/veja-como-fica-a-aposentadoria-dos-policiais/

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Justiça já liberou 843 menores infratores da Fundação Casa na pandemia

 Chega a 843 o número de menores infratores liberados pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) durante a pandemia. Os adolescentes cumpriam medida socioeducativa na Fundação Casa – a maioria por tráfico de drogas ou roubo.

Justiça já liberou 843 menores infratores da Fundação Casa na pandemia

"...O Estado tem que fornecer segurança e boas condições de saúde e higiene para manter os internos isolados durante a pandemia. “A pessoa tem que sofrer as punições pelos atos praticados." (procurador de Justiça Criminal Thales Oliveira)

Desse total, 290 tiveram a punição extinta e foram colocados em liberdade. Eles são considerados do grupo de risco para coronavírus ou cometeram ato infracional leve.

No caso dos 533 demais, a medida foi apenas suspensa. De acordo com o presidente da Fundação Casa e secretário estadual de Justiça e Cidadania, Paulo Dimas Mascaretti, eles serão convocados para retornar após a pandemia. "A medida foi suspensa para meninos com alguma doença demonstrada, que colocaria um risco a sua saúde. Eles ficam tutelados com a família, os responsáveis, até ser superada essa fase da pandemia."

O acompanhamento é feito por telefone pelos técnicos da Fundação Casa. A socióloga Liana de Paula, da Universidade Federal de São Paulo, aprova a medida. “Há um entendimento sobre a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O Estado não pode prover segurança às pessoas internadas, então deveria liberá-las. Se eles adoecem ou falecem sob custódia do Estado, a responsabilidade é do Estado”.

Já o procurador de Justiça Criminal Thales Oliveira, especialista com mestrado em adolescentes em conflito com a lei, discorda. Pra ele, o Estado tem que fornecer segurança e boas condições de saúde e higiene para manter os internos isolados durante a pandemia. 

“A pessoa tem que sofrer as punições pelos atos praticados. Nessa questão da pandemia, você tem que ter uma unidade à parte, cuidado de saúde, de higiene, que propicie a segurança desses adolescentes, e não simplesmente colocá-los em liberdade como se nada tivesse acontecido”


https://www.metrojornal.com.br/foco/2020/08/24/justica-liberou-843-menores-infratores-fundacao-casa.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Filha de Agente da Fundação CASA necessita de cirurgia urgente

 


Essa linda princesa é filha do agente socioeducativo da Fundação CASA José Spencer que trabalha na fundação CASA a mais de 15 anos aos quais 14 deles como coordenador de equipe e diga-se de passagem um ótimo profissional que sempre tratou seus subalternos com humanidade. O mesmo trabalhou no CASA rio Claro e  noComplexo Campinas, ultimamente lotado no CASA Piracicaba- SP




Micaela nasceu de 28 semanas no dia 19/12/2015 diagnosticada com paralisia cerebral pós nascimento e miastenia grave, com o comprometimento do lado esquerdo do corpo mas acentuado na perna esquerda, tratada  com fisioterapia e órtese, porem nos últimos anos a deficiência vem aumentando e agora ela necessita realizar uma cirurgia de transferência e alinhamento de tendão da perna esquerda para poder brincar, correr e pular com seus amigos. Se ela não realizar está cirurgia a deformidade poderá se agravar conforme seu crescimento.

A filha do agente Spencer e de Ingrid Sena precisa muito da nossa ajuda para realizar esta cirurgia e voltar a brincar e ser feliz, como uma criança deve ser !!

Vamos unir forças para ajudar a realização desta cirurgia particular que hoje possui um custo total de 30 mil reais, para isso foi criado a “vaquinha solidária”.

Pedimos à ajuda de todos com qualquer quantia e na divulgação para que juntos possamos ajuda-los.



Para contribuir acesse o link abaixo: 

http://vaka.me/1320065 


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Funcionários da Fundação CASA são ameaçados em grupo de facebook

Funcionários são alvo de ameaças em uma pagina do Facebook chamada  "Febem, Fundação casa"

A Pagina com quase 9.000 seguidores na sua maioria ex- internos da fundação CASA 



Um Funcionário de Araçatuba fez um boletin de ocorrência  após tomar conhecimento de ter sido ameaçado de morte

A Pagina é privada por esse motivo só entra na pagina se o adm. aprovar
Grupo criado em 24 de julho de 2012. Nome alterado pela última vez em 2 de maio de 2020 "Febem, Fundação casa".

Alguns indivíduos citaram nomes de pelo menos 4 funcionários os ameaçando de morte, colocaram as fotos dos mesmos na pagina.  Por ser uma pagina sem moderação (ou seja qualquer um que for adicionado pode postar e comentar , mesmo tendo como administrador uma pessoa com o nome de Inezita Carmem de Jesus






administrador da pagina


Ménóò Silávà : -trombar ele eu assassino




Bruno Amarelinho : - bala nos verme opressor


,




Laryssa Fagundes : - merece morrer da pior forma -tem que matar uma p. dessa -se quiser eu ajudo sem dó e nem piedade
 


Enzo Chavão - nos vai achar vc - vamo mata


thauãzin Vsp :  - os menor tromba ai e triste bala na cara







 link da pagina onde teve as ameaças de morte
https://www.facebook.com/groups/239464922841765



sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Internos da Fundação Casa fazem rebelião em São José dos Campos

Três funcionárias ficam feridas em rebelião na Fundação Casa de São José dos Campos.

Motim teve início por volta das 9h e durou cerca de uma hora. Três funcionários ficaram feridos.

Internos da Fundação Casa fizeram uma rebelião na manhã desta sexta-feira (24) em São José dos Campos (SP). Três funcionários ficaram levemente feridos.

Internos fazem rebelião na Fundação Casa (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

A Fundação Casa informou que o motim teve início por volta das 9h, quando os adolescentes atearam fogo em colchões e lençois, e foi controlado pelos bombeiros cerca de uma hora depois. O motivo do motim foi uma tentativa de fuga frustrada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, funcionários feitos reféns no início da rebelião ficaram feridos. A corporação informou ainda que os internos atearam fogo em colchões e objetos.

Internos fazem rebelião na Fundação Casa em São José dos Campos (Foto: Edgar Rocha/TV Vanguarda)

Uma funcionária, que pediu para não ser identificada, disse que a maior parte dos internos estavam nas salas de aula quando se rebelaram. A fumaça provocada pelo fogo nos colchões tomou conta do primeiro módulo.


O motim teve início por volta das 9h, quando adolescentes de um dos módulos, que tem 65 pessoas, tentaram fugir. As funcionárias se feriram ao entrar em briga corporal com o grupo. Elas foram atendidas pela equipe de enfermagem do centro e levadas ao Pronto Socorro próximo.

Os próprios funcinários, segundo a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, controlaram o fogo, que não atingiu os dormitórios, mas danificou as salas de aula da Fundação.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e deram apoio externo. A PM fez um cerco nas proximidades da Fundação Casa para evitar fugas nos arredores do bairro.

Ainda de acordo com a funcionária, cerca de 20 funcionários deixaram a unidade para aguardar a chegada da polícia e socorro. A Fundação Casa informou que três funcionários ficaram feridos sem gravidade e foram atendidos no local.

Por nota, a fundação Casa informou que "a Corregedoria Geral da Instituição irá instaurar sindicância para apurar o motivo do tumulto". O centro tem capacidade para atender 110 adolescentes e abriga 106 atualmente.

"Os jovens envolvidos no tumulto passarão por uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD), que vai avaliar as possíveis sanções. O Poder Judiciário e os familiares dos adolescentes serão informados da ocorrência", informou.






terça-feira, 21 de novembro de 2017

Em uma semana, 4 agentes relatam agressões por internos da Fundação Casa na região de Ribeirão Preto

Agentes socioeducativos que atuam em unidades da Fundação Casa na região de Ribeirão Preto (SP) denunciam agressões recorrentes por parte dos internos e reclamam de falta de segurança para trabalhar.

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Quatro funcionários dizem ter sido agredidos em uma semana e dois acabaram afastados das funções devido aos ferimentos.

A direção regional da Fundação Casa em Ribeirão informa que houve intervenções de servidores durante confusões entre adolescentes nas unidades, mas nega a ocorrência das agressões.
O caso mais grave é de um servidor que diz ter levado vários socos no rosto depois de chamar a atenção de um menor durante a revista, após um curso de arte, em 8 de novembro, na unidade Candido Portinari. Ferido, ele foi internado em um hospital de Ribeirão.

No mesmo dia, um dos internos da unidade Rio Pardo jogou outro agente contra a parede, ao ser repreendido por uma postura inadequada. O trabalhador ficou com uma das mãos ferida e também foi hospitalizado. As informações são do sindicato da categoria, o Sintraemfa, e estão em termos circunstanciados registrados pelos servidores.

“A falta de trabalhadores dentro dos centros gera muita instabilidade. Não é só em Ribeirão, na capital também percebemos esse tipo de problema. Todo mundo está sem estrutura para trabalhar”, diz o diretor do Sintraemfa, João Faustino Pereira.

Em 10 de novembro, outro trabalhador da unidade Rio Pardo registrou um boletim de ocorrência por ameaça e lesão corporal, após supostamente ser agredido por um interno de 16 anos, que foi repreendido por escrever nas paredes do corredor do refeitório.

Consta no registro da Polícia Civil que o menor agrediu o agente com socos na cabeça e no peito, além de chutes nas pernas. Outro funcionário e o coordenador da unidade precisaram intervir, e levaram o adolescente para outro módulo.

Em 14 de novembro, um servidor da Fundação Casa em Sertãozinho (SP) diz que foi jogado no chão e levou vários chutes de um jovem de 16 anos, quando tentou socorrer um dos coordenadores da unidade, que estava sendo agredido por outro interno, de 18 anos. Ele também registrou boletim de ocorrência.

A Polícia Civil informou que quatro dias antes o mesmo agente havia registrado queixa contra o interno, maior de idade, por ameaça. Consta no boletim de ocorrência que o jovem disse ao funcionário: “vai ver o que vai lhe acontecer quando eu sair daqui, pois sei onde o senhor mora”.
“O risco é muito grande, tanto internamente, quando externamente. Os funcionários são ameaçados na rua”, diz Pereira.

Medo
Um funcionário que prefere não ser identificado conta que já foi ameaçado e agredido diversas vezes dentro da unidade onde trabalha. O servidor diz que até os professores são atacados e reclama que a direção da Fundação Casa nunca faz nada para garantir a segurança dos trabalhadores.

“Os agentes estão de mãos atadas, não têm como fazer nada. A gente sofre ameaças de morte constantemente. Eles partem para cima até dos professores, nem mulher grávida eles respeitam. Nem todo adolescente infrator quer ter uma vida descente”, desabafa.

O agente também afirma que o número reduzido de servidores prejudica a segurança e revela que já chegou a supervisionar quase 50 menores com apenas mais um colega, durante um domingo, quando os internos são visitados pelas famílias.

“A gente não pode entrar na sala de aula e fica na porta monitorando. Eles ficam nas carteiras fazendo sinal com as mãos como se fossem metralhadoras, como se dissessem que vão nos matar. A gente é ameaçado de dia, de noite. É muito complicado trabalhar desse jeito”, diz.

Defasagem
O Sintraemfa estima que a defasagem de agentes chega a 40% do quadro total. Em algumas unidades, segundo o diretor, há quatro servidores para supervisionar 70 internos. O número pode ser maior, caso um dos trabalhadores seja destacado para acompanhar um interno ao Fórum, ou ao Pronto-Socorro, por exemplo.

“Isso acaba adoecendo muito o trabalhador. Se um funcionário teria que cuidar de cinco e cuida de 15, 20 menores, isso causa um transtorno psicológico muito grande. Os adolescentes estão muito mais estruturados do que antigamente”, afirma o diretor do Sindicato.

Fundação Casa
O diretor regional da Fundação Casa, João Rafael Mião, nega que tenham ocorrido agressões. Segundo ele, nas datas mencionadas na reportagem houve brigas entre adolescentes com intervenção de servidores, mas sem agressão entre internos e agentes. Ele também nega que funcionários tenham se ferido.

"A gente não compactua com situação de violência de forma alguma. As ocorrências que tiveram de intervenção de servidores foram encaminhadas para apuração da corregedoria e a atuação de cada adolescente foi avaliada pela comissão de avaliação disciplinar", diz.
O diretor também nega que haja defasagem de funcionários na Fundação Casa. "O que existe, às vezes, eventualmente, é um servidor que falta por atestado médico, que se afasta por motivo de saúde, mas a defasagem real não existe."

https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/quatro-agentes-sao-agredidos-em-uma-semana-por-internos-da-fundacao-casa-na-regiao-de-ribeirao-preto.ghtml




segunda-feira, 13 de novembro de 2017

20 bandidos armados invadem Centro Socioeducativo e executam 4 adolescentes

Cerca de 20 homens invadiram o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no Bairro Sapiranga, em Fortaleza, na madrugada desta segunda-feira (13), e retiraram seis adolescentes do local.

Quatro deles foram assassinados com vários tiros, na Rua Firmo Ananias Cardoso. Os outros dois foram liberados, e retornaram para o centro.




 A invasão ocorreu por volta das 3 horas desta madrugada, de acordo com policiais do supervisionamento do Comando da Capital. O grupo armado pulou o muro da  parte de trás da unidade para retirar os jovens à força, sem fazer demais reféns, ainda segundo a Polícia.

Os criminosos renderam os seguranças e seguiram para o dormitório onde estavam as quatro vítimas. Os adolescentes foram arrastados para fora e sofreram espancamento seguido de tiros na cabeça. Dois dos jovens mortos tiveram as mãos arrancadas a golpes de faca e facão.

Ainda não há confirmação, mas o caso, de acordo com as primeiras informações, pode ter ligação com facções criminosas.

Na manhã desta segunda-feira, por volta das 7h20, mais de 15 internos fugiram da unidade pulando o portão da frente. Dez jovens já foram recapturados, cinco ainda estão sendo procurados.

http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/segurancapublica/20-bandidos-armados-invadem-centro-socioeducativo-e-executam-4-adolescentes/

https://istoe.com.br/chacina-deixa-4-adolescentes-mortos-em-centro-socioeducativo-de-fortaleza/


assista reportagem no jornal nacional
https://globoplay.globo.com/v/6286453/

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Internos do Pomeri enfrentam PMs, jogam água de privada e quebram dedo de agente durante revista

Os menores infratores do Complexo do Pomeri enfrentaram Polícias Militares e agentes socioeducativos no fim da tarde da última terça-feira (08), em Cuiabá. 

Segundo informações do boletim de ocorrência, por volta das 17h05, o superintendente do Sistema sócio Educativo, Flávio Costa, solicitou que fosse realizada uma revista no local para encontrar uma arma artesanal, conhecida como “chuço”.

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Ela foi usada por menores para tentar matar um jovem dentro da unidade. A vistoria foi realizada nos quartos 6, 7, 14 e 15, após os agentes receberem informações de que haveria uma faca em um dos quartos. Logo no início da revista os agentes e PMs foram atacados com pedras, água de vaso sanitário e objetos que ficam nos quartos.

 No tumulto, foi necessário o uso de gás de pimenta, para cessar os ataques dos adolescentes. Como não houve sucesso, foi feito disparo de munição de impacto controlado, no chão. Ninguém foi atingido. Segundo as informações, mesmo após serem imobilizados, os adolescentes resistiam. Alguns entraram em luta corporal com agentes. Um dos servidores sofreu fratura no dedo da mão direita.

Durante todo o tempo, os adolescentes fizeram ameaças de morte contra os funcionários dizendo: “vou matar vocês lá fora, te pego lá fora” e ainda desacataram os policiais: “seus bando de PM safados, seus merdas”. Por várias vezes eles desobedeceram as ordens. No fim dos trabalhos, foram encontrados dois aparelhos celulares e os menores foram encaminhados para a Central de Flagrantes, onde foi registrado boletim de ocorrências (BO).

O caso

Dois adolescentes de 17 anos tentaram matar com uma arma artesanal, um interno do Centro Socioeducativo Pomeri, no bairro Planalto, em Cuiabá. O fato aconteceu por volta das 13 horas desta segunda-feira (6) e foi registrado pela Polícia Militar. A tentativa de homicídio aconteceu quando um agente socioeducativo levava os adolescentes até a sala de aula.

Em determinado momento, os adolescentes correram para a sala 1 e deferiram golpes de arma artesanal, conhecida como 'chuço' na vítima. O agente encontrou o adolescente ensanguentado e acionou uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e encaminhou o adolescente até o Pronto Socorro Municipal.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=439947&noticia=internos-do-pomeri-enfrentam-pms-jogam-agua-de-privada-e-quebram-dedo-de-agente-durante-revista

http://www.rdnews.com.br/policia/internos-do-pomeri-atiram-pedras-e-objetos-contra-agentes-e-policiais/92146






quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Adolescente é encontrado morto dentro de centro socioeducativo de Rio Branco

Menor cumpria medida por furto qualificado no Centro Socioeducativo Santa Juliana. ISE acredita que a morte tenha sido um suicídio.

Adolescente foi encontrado morto dentro de uma das celas do Centro Socioeducativo Santa Juliana  (Foto: Arquivo pessoal )


Um adolescente de 13 anos foi encontrado morto, na manhã desta segunda-feira (6), dentro de uma das celas do Centro Socioeducativo Santa Juliana, em Rio Branco.

A direção do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE) informou que a morte tem indícios de suicídio, mas que vai abrir um processo administrativo para investigar o caso.

O menor era natural do município de Acrelândia, interior do estado, e cumpria medida por furto qualificado. O corpo deve ser levado para o interior do estado, onde mora a família.
No momento da morte, segundo o ISE, estavam seis dos nove jovens instalados na cela. Três deles falaram que estavam dormindo na hora que o menor morreu, e outros dois alegaram que estavam jogando e não viram nada.

O diretor do ISE, Rafael Almeida, contou ao G1 que uma equipe do instituto foi destacada para levar a notícia para uma irmã do menor em Acrelância. Ele ressaltou que o ISE vai prestar todo apoio para os familiares.

“A grande suspeita é de suicídio. Estamos esperando a perícia para saber. A corregedoria já está no local e vamos apurar tudo. O alojamento tem capacidade para dez adolescentes, mas tinha seis dentro da cela no momento. Três deles estavam na aula. Dois deles viram o menor indo para o banheiro, mas não imaginaram. Foi tudo muito rápido. Vamos verificar as imagens das câmeras”, explicou.

Agentes são feitos reféns por adolescentes no Centro Socioeducativo em Boa Vista

Confusão na unidade ocorreu nesta segunda-feira (6). Agentes apreenderam 14 barras de ferro pontiagudo dentro do local.

Barras de ferro pontiagudo foram apreendidos durante a rebelião (Foto: Arquivo pessoal)



Dois agentes sócio-orientador foram feitos reféns por quatro internos do Centro Socioeducativo (CSE), na zona Rural de Boa Vista, durante uma confusão que ocorreu por volta das 10h desta segunda-feira (6).

Os servidores foram encurralados quando escoltavam um adolescente para a cela e outros internos dominaram as vítimas. O conflito foi controlado por volta das 11h.

Os agentes estavam na parte interna do Bloco B2 e quando abriram o cadeado, os quatro internos que estavam no local saíram com barras de ferro.

“Deita, deita. Eles gritaram para a gente. Fomos empurrados e encurralados na parede do corredor. Ficamos como reféns dos adolescentes”, declarou um servidor da unidade em depoimento na Delegacia da Infância e Juventude (DDIJ), onde ele foi registrada a confusão.
Dois agentes que viram os colegas sendo rendidos pediram para os internos os libertarem, mas sem sucesso. Os servidores perceberam uma oportunidade e conseguiram fugir do domínio dos adolescentes.
Antes de fazê-los refém, segundo o servidor, os internos tomaram as chaves das demais celas do bloco B2 onde há adolescentes de uma facção rival.

Os internos, conforme o servidor, jogaram garrafas térmicas nos agentes, ocasião em que os adolescentes que seriam de uma organização criminosa derrubaram o portão do bloco B1 onde estão internos de uma facção rival.

“Eles queriam matar os desafetos. Destruíram uma cela e um bebedouro”, disse um dos agentes que foi rendido, citando que servidores da unidade são ameaçados por familiares de internos.
Policiais militares foram acionados e controlaram a confusão na unidade. Os agentes conseguiram apreender 14 barras de ferro pontiagudo e tesouras que estavam com os adolescentes.
Governo adotará providências

Em nota, a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social, responsável pelo CSE, informou que no final da tarde desta segunda-feira (6) houve um princípio de tumulto Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho, que foi "prontamente controlado pela Polícia Militar".

A nota destacou ainda "que os procedimentos administrativos serão adotados".

Material apreendido no CSE em Boa Vista (Foto: Arquivo pessoal)
Material apreendido no CSE em Boa Vista (Foto: Arquivo pessoal)