terça-feira, 21 de maio de 2013

Fundação CASA reproduz lógica do sistema prisional adulto

Planejada para promover medidas socioeducativas voltadas aos adolescentes que cometeram atos infracionais no estado de São Paulo, a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) reproduz uma lógica de funcionamento parecida com o sistema prisional adulto.
Estudo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP verificou que muitas unidades de internação são “dominadas” pelos adolescentes, que determinam o cotidiano do ambiente segundo diretrizes do Primeiro Comando da Capital (PCC), principal grupo do crime organizado paulista. Além disso, uma série de medidas estatais revelam a intenção de administrar punições a adolescentes e adultos infratores de maneira similar.
A pesquisa de mestrado Cadeias dominadas: dinâmicas de uma instituição em trajetórias de jovens internos, conduzida pelo antropólogo Fábio Mallart, traçou o deslocamento institucional da Fundação até o quadro atual. Para tanto, além de traçar a trajetória de três pessoas que foram internas em diferentes momentos, Mallart também atuou como “educador cultural” de fotografia, de 2004 a 2009, em diversos complexos da Fundação na Grande São Paulo, o que lhe permitiu o acompanhamento de perto da dinâmica da instituição.
Cadeias dominadas
“Há três classificações usadas pelos diversos atores institucionais da Fundação”, explica Mallart. Uma unidade pode ser “dominada”, quando tem seu cotidiano gerenciado pelos adolescentes; “meio a meio”, quando há um equilíbrio de forças entre internos e funcionários; e estar “na mão dos ‘funça’”, quando os funcionários detém o controle do espaço.
Quando estão “dominadas”, todas as atividades cotidianas no ambiente de internação são executadas pelos adolescentes. Para tanto, são usadas as diretrizes do PCC, que já dominam e estabelecem uma espécie de código de ética para quase todas as cadeias paulistas.
Segundo o antropólogo, o contato dos adolescentes com o PCC tem, muitas vezes, origem externa. Antes de serem internados eles já conhecem as diretrizes do grupo difundidas nas periferias e em grupos criminosos menores do qual já faziam parte.
Trajetórias
Os testemunhos dos três internos foram importantes para Mallart traçar o que ele chama de “deslocamento institucional”, ou seja, o movimento da instituição ao longo da história.
Os depoimentos de Lucas, internado no início dos anos 1970 na antiga FUNABEM, Pedro e Túlio, internados em 2004 (em meados da década de 2000), denotam diferenças entre suas experiências. Enquanto Lucas viveu numa instituição com disparidade de forças entre adolescentes e funcionários, onde os internos sofriam com roubos, estupros e agressões, Pedro e Túlio conviveram com o ambiente das unidades dominadas, onde são muitas vezes os internos quem ditam as regras. Os nomes são todos fictícios.
Discussão equivocada
Mallart aponta que uma série de medidas governamentais aproxima as políticas de segurança voltadas para os adolescentes e adultos. O antropólogo lembra que, em meados dos anos 2000, diversos funcionários que já haviam atuado em cargos da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e no próprio Sistema Penitenciário do estado de São Paulo foram nomeados pelo governo estadual para cargos administrativos e, inclusive, diretivos na Fundação CASA.
Mallart chama a atenção também para o fato de complexos da instituição, como o da Vila Maria e da Raposo Tavares, possuírem arquitetura semelhante as de penitenciárias. E lembra ainda que, em meados dos anos 2000, o governo do estado autorizou transferências de adolescentes da Fundação para o presídio de segurança máxima de Taubaté e para a penitenciária de Tupi Paulista.
Para o antropólogo, as informações apontam para um quadro onde o debate sobre redução da maioridade penal é feitoequivocadamente. “Se olharmos a dinâmica de funcionamento das cadeias dominadas, bem como para medidas adotadas pelo governo estadual, nos damos conta de que a redução da maioridade penal, em certa medida, já foi colocada em prática”, conclui Mallart.

http://www.usp.br/agen/?p=139539

Rebelião em unidade da Fase em Porto Alegre


Adolescentes atearam fogo a colchões na Case da Vila Cruzeiro, na zona Sul da Capital

BOE invadiu unidade da Fase no Sul da Capital 
Crédito: Vinícius Roratto

cerca de uma hora após o início de uma rebelião na unidade da Comunidade Sócio-Educativa (Case) da Vila Cruzeiro, na zona Sul de Porto Alegre, o tumulto foi contido pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar (BM) por volta das 13h desta segunda-feira.

Os policiais militares invadiram o local e conseguiram por fim ao tumulto. Segundo o Centro Integrado de Operações e Segurança Pública (Ciosp), a queima de colchões e travesseiros gerou muita fumaça, mas não houve feridos.


O tumulto começou por volta do meio-dia na ala de entrada da Case, quando um grupo de adolescentes ateou fogo a colchões e travesseiros. Segundo a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), nove internos provocaram o fogo e depredaram parte do prédio.

A Case da Vila Cruzeiro abriga aproximadamente cem adolescentes. A unidade pertence à Fase do Rio Grande do Sul responsável pela execução de medidas sócio-educativas de internação e semiliberdade determinadas pela Justiça a adolescentes infratores.

Com informações do repórter Gabriel Jacobsen

http://portallw.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=498998

Rebelião e tentativa de Fuga na Fundação Casa de Mauá deixa 4 feridos

Motim na Fundação Casa de Mauá deixa 4 feridos

Quatro pessoas, sendo dois menores e dois servidores, ficaram feridas após motim na Fundação Casa de Mauá na noite de domingo. Durante o episódio de tensão, a Polícia Militar frustrou a tentativa de fuga de dois adolescentes da unidade.

Tiago Silva/DGABCO tumulto começou por volta das 21h20 em uma sala onde 30 dos 63 internos assistiam à televisão. Segundo informações prestadas pelos agentes à polícia, os menores usaram cadeiras para atacar os três funcionários que estavam com eles na sala, sem motivo aparente. A partir disso, foi instalada confusão no pátio da unidade, onde adolescentes atiravam pedras contra servidores e policiais.

De acordo com informações da Polícia Militar, os dois adolescentes, cujas idades não foram divulgadas, foram capturados ainda na calçada, após terem pulado o muro da unidade. A corporação de Mauá precisou de reforço de homens de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema. O motim só foi contido por volta das 22h30, após abertura do diálogo entre funcionários e internos.

Um dos menores chegou a ser encaminhado ao Hospital Piraporinha, em Diadema, para avaliação médica dos ferimentos, enquanto que outro teve apenas escoriações pelo corpo. Ambos passam bem. Já os dois funcionários tiveram ferimentos no braço, sendo que um deles foi atendido ao Hospital Nardini, onde tirou radiografia e foi liberado.

"Não houve nenhuma reivindicação, apenas desrespeito aos servidores e destruição do patrimônio público", destaca o presidente do Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo), Julio Alves.

Segundo os funcionários, a parte dos dormitórios foi a mais depredada pelos internos. Além disso, vidros da unidade foram quebrados.

A Fundação Casa informou que a Corregedoria Geral instaurou sindicância para apurar a tentativa de fuga dos adolescentes e o movimento de indisciplina.

O centro socioeducativo de Mauá tem capacidade para atender 64 jovens e, no momento do tumulto, contava com seis servidores no plantão. "A estrutura predial das unidades não oferece segurança e temos número defasado de servidores em relação aos internos", destaca Alves.

O caso foi registrado no 1º DP (Centro) de Mauá, mas será investigado no 2º DP (Guapituba).


http://www.dgabc.com.br/Noticia/457187/tentativa-de-fuga-na-fundacao-casa-de-maua-deixa-quatro-feridos?referencia=minuto-a-minuto-topo

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fundação Casa não tem capacidade para suportar pena maior para adolescentes, diz promotor


O promotor da vara da Infância e da Juventude de São Paulo, Thales Cezar de Oliveira, avalia que o projeto de lei proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) -que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)- descaracteriza a medida de internação de jovens infratores.

“Se esse texto passar, vai descaracaterizar a medida de internação, deixá-la mais flexível. Ele coloca que o jovem internado pode sair para trabalhar e estudar, mas isso já é previsto no regime de semi-liberdade da Fundação Casa. O projeto transforma uma medida de internação em semi-liberdade, que já existe”, explicou o promotor.

Além disso, ele considera que a Fundação Casa não tem condições estruturais para absorver o aumento da pena previsto no projeto. ”Hoje a fundação já trabalha no limite, não tem vaga sobrando, e isso porque atualmente o jovem fica, em média, apenas um ano internado. Se aumentar essa pena por até oito anos, em três anos a população vai quase triplicar e vai gerar superlotação em cascata e piorar o atendimento até dos mais jovens, de 14, 15 anos”, afirmou Oliveira.

O promotor também afirmou que dificilmente o governo conseguirá preparar a Fundação Casa para atender o novo projeto em tempo. ”Falando em termos históricos, não especificamente do governo Alckmin, o Ministério Público sempre teve que entrar em ação para a construção de novas unidades, nunca foi espontâneo, sempre foi cobrado”.

Outro problema apontado foi a não inclusão do tráfico de drogas. ”Um jovem pode ser apreendido por violência ou ameaça sob pressão, após o terceiro ato grave ou descumprimento de medida anterior. Não há especificação para tráfico de drogas que é um grande problema. O projeto acrescenta crime hediondo mas perde a oportunidade de cuidar do tráfico”, disse o promotor.

Oliveira também criticou o modo como foi elaborado o texto. ”Eu acho que o governo poderia ter ouvido as pessoas que militam na área da infância e da juventude no dia a dia, como o Ministério Público e a Defensoria. Pelo que me consta, nenhum de nós que trabalhamos com isso sequer foi ouvido. Temos juízes e promotores aqui que têm essa experiência prática, do dia a dia, há 20 anos”, afirmou Oliveira, que trabalha na vara há 18 anos.

O texto do projeto do governador foi elaborado por uma equipe formada por secretários e técnicos das pastas.

LEIA TAMBÉM: 
Projeto de Alckmin que reestrutura Fundação Casa é ‘retrocesso’, diz promotor

EXTRAIDO DO SITE:
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2013/04/20/fundacao-casa-nao-tem-capacidade-para-suportar-pena-maior-para-adolescentes-diz-promotor/

Vejam o que o PSDB fez com a Polícia Civil de São Paulo






Virada cultural em um pais que não tem mais cultura

 São Paulo registrou no fim de semana a Virada Cultural mais violenta 


Lembro-me das canções da década de 80, havia  poesia naquela época, hoje as musicas só tem apelo sexual e leque leque, tchu tcha. Um  povo sem cultura,  musicas que enaltecem o crime e a sexualidade, mulheres frutas, funk, estão deixando os jovens burros e diz um amigo meu: Quanto mais burros mais violentos

Pensam sobre a maioridade penal e nada sobre politicas publicas para a educação de quem nunca entrou no mundo do crime.
Cada dia aumentando mais o envolvimento de jovens no crime e cada dia mais cedo.
Quando um criminoso mata um agente da lei ninguém se mobiliza, principalmente a imprensa, pois quando um agente da lei mata um criminoso é a primeira a esmagar com denuncias.

Está acontecendo uma inversão de valores, para a mídia e os direitos humanos, os profissionais da área de segurança, agentes penitenciários,  socioeducadores, policiais, parecem ter menos importância que o criminosos que matam roubam e destroem famílias.

Nos anos 80 haviam protestos, como também nos dias de hoje:

Mesmo com o não discurso, o Lobão "neo-conservador" causou reações do público. Um homem chegou a ser detido pela PM por disparar laser na direção do cantor

Naquela época os menores infratores eram colocados na FEBEM , juntamente também com crianças abandonadas pelos seus pais, seus atos infracionais eram na maioria da vezes   as "trombadinhas" na qual roubava-se a carteiras das pessoas sem que elas percebessem. por isso o termo "trombadinhas" para os meninos de rua que faziam tal pratica.

hoje os tempos mudarão e os trombadinhas se transformaram em chefes de gangues,chefes de  quadrilhas, traficantes, assassinos, são perigosíssimos !! diferente dos tempos antigos que ainda se via nos seus semblantes uma ingenuidade; agora os tempos são outros eles tem que mostrar que são maus e são capazes de tudo !
hoje ainda existem os trombadinhas mais são poucos e os poucos estão assaltando senadores no meio da multidão.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi furtado durante a Virada Cultural, que começou neste sábado (18) e vai até às 18h de domingo (19). roubaram a carteira e o celular, mas conseguiu recuperar seus documentos.

Mais estes dois fatos não foram nada em comparação com os demais acontecimento da Virada Cultural em São Paulo

Os 3.424 policiais militares, 1.400 guardas civis não foram suficiente para conter toda a criminalidade que ocorreu neste evento.


ESTE FOI O BALANÇO DA VIRADA CULTURAL 2013

Arrastões, roubos, brigas, uso de drogas, fechamento de estações de Metrô e o mais grave: dois mortos - um a tiros e outro, por overdose -, cinco baleados e pelo menos dois esfaqueados. São Paulo registrou no fim de semana a Virada Cultural mais violenta

Os crimes se concentraram entre 2h e 5h do domingo (19) e causaram cenas de terror, como a do jovem esfaqueado na região do Viaduto do Chá. Ao todo, 28 adultos foram presos, 9 adolescentes acabaram apreendidos e 1.800 pessoas tiveram de ser atendidas por excesso de consumo de álcool.


Houve cenas de correria e confusão provocadas por brigas e arrastões na madrugada. Algumas regiões ficaram mal iluminadas, como a Praça Ramos, na frente do Teatro Municipal, e o Viaduto do Chá. O Estado presenciou arrastões na esquina das Ruas Direita com Quintino Bocaiuva, perto da Praça da Sé.

Comerciantes chegaram a fechar as portas de seus estabelecimentos. Em outro local, na Avenida Duque de Caxias, perto da Praça da Sé, duas garotas brigavam a 300 metros de uma viatura. Um pouco mais distante, um jovem apanhava de outros quatro. Policiais nada fizeram contra as agressões.

os criminosos estão crescendo, pois sabem que se a policia usa-se a força alguma emissora poderia filmar e culpar a policia

parte do texto extraido
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2013-05-20/sao-paulo-teve-a-virada-cultural-mais-mais-violenta-desde-2005.html


traficantes adolescentes dobram a população da antiga Febem


Nos últimos 12 anos, o percentual de adolescentes internos da Fundação Casa (antiga Febem) em São Paulo apreendidos por tráfico de drogas saltou de 4,76% para 42,1%. É a primeira vez que divide com roubo (42,7% dos internos) o topo da tabela de delitos cometidos por menores. Os dados obtidos pelo jornal Folha de São Paulo mostram que o tráfico foi o principal responsável pelo aumento de 98% no número de internos no período.

Em 2000, havia 4.197 jovens internados na instituição. Dois anos depois, eram 8.342 - 85% dos novos internos foram acusados de tráfico. Para efeito de comparação, no sistema prisional, onde estão detidos os adultos, os condenados por tráfico são 29% da população carcerária paulista, e os por roubo, 35%. Segundo especialistas e a fundação, três fatores explicam essa realidade: a ilusão do "dinheiro fácil", que seduz os menores de idade com maior facilidade; usuários que vendem droga para sustentar o vício; o maior rigor de juízes. Outro dado que mostra o aumento dos jovens no tráfico é o número de ações judiciais que envolvem menores. Dados do Ministério Público mostram que o tráfico respondia por metade dos 14.434 procedimentos abertos em 2012 nas varas da capital.



http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/jornal-traficantes-adolescentes-dobram-a-populacao-da-antiga-febem,3140f9bef91ce310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

domingo, 19 de maio de 2013

Juiz diminui crimes cometidos por menores no interior de SP


Juiz Evandro Pelarin adota "tolerância zero" para diminuir número de crimes cometidos por menores de idade em Fernandópolis, no interior de São Paulo.


veja o video:


Sem funcionários, unidade deixa de atender jovens infratores em Limeira

Centro especializado deveria ter oito profissionais, mas só conta com dois.
Juíza notificou a Prefeitura e cobra providências para solucionar problema


Portal liberal.com.brA Justiça notificou a Prefeitura de Limeira (SP) para que sejam designados com urgência mais funcionários para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que presta atendimento a menores infratores.
O local deveria ter pelo menos oito profissionais para atender jovens em liberdade assistida, mas conta atualmente com apenas uma estagiária e uma assistente social, que acumula a função de coordenadora do serviço.
A única psicóloga que trabalhava na unidade foi afastada por problemas de saúde. Há pelo menos cinco anos não é feito concurso público para o preenchimento dos cargos em aberto.
Com isso, o Creas deixa de atender mais de 100 jovens. Somente nos primeiros três meses deste ano, 111 adolescentes foram apreendidos em Limeira, de acordo com balanço da Polícia Civil.
Segundo a juíza da Vara da Infância e da Juventude da cidade, Daniela Murata Barrichello, a falta de estrutura do centro de referência prejudica a ressocialização dos adolescentes e tira a credibilidade do Judiciário.

Sem funcionários, unidade deixa de atender jovens infratores em Limeira (Foto: Reprodução/EPTV)
O atendimento a menores infratores é prejudicadopela falta de funcionários (Foto: Reprodução/EPTV)

A função do Creas é oferecer assistência e acompanhamento psicológico e social aos jovens em liberdade assistida e verificar, junto à família, se os apenados frequentam a escola regularmente e têm acesso a serviços públicos de saúde.
Ana Maria Sampaio, presidente do Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), que gerencia o programa, disse que um concurso público será aberto para a contratação de novos profissionais.
Enquanto isso, de acordo com ela, psicólogos e assistentes sociais de outros serviços do município devem ser transferidos emergencialmente para o centro de referência.



http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2013/05/sem-funcionarios-unidade-deixa-de-atender-jovens-infratores-em-limeira.html

sábado, 18 de maio de 2013

Carro de agente penitenciário é cravejado de balas em Londrina PR

O carro de um agente penitenciário foi cravejado de balas durante a manhã de sábado (dia 18) no Conjunto Violin (zona norte). Segundo o Soldado da Polícia Militar Júlio César, sua viatura estava realizando uma ronda rotineira, quando passou por um bar onde estavam alguns indivíduos suspeitos que teriam ficado irritados com a presença dos policiais no bairro.

O soldado Luciano Timóteo Barroso relatou que duas pessoas estavam em uma motocicleta Titan vermelha e saíram à procura de um responsável pelo que eles consideraram uma delação, já que não viam outro motivo para a polícia estar presente no bairro. O agente penitenciário, que pediu para não ser identificado, estava visitando a casa de sua mãe, que fica no Violin, quando teria sido identificado por um dos suspeitos, que provavelmente deve ter cumprido pena em uma das unidades prisionais em que o agente trabalhou. "Ele me falou que teria sido eu o responsável por denunciar a presença deles no bairro, mas eu estava só ligando para um eletricista, já que o disjuntor da casa de minha mãe tinha queimado", relatou.

Vitor Ogawa/Folha de Londrina


Eles partiram, mas logo retornaram à casa da mãe do agente e efetuaram 14 disparos com uma pistola 9 mm. Cinco deles atingiram o carro do agente, que conseguiu escapar ileso ao refugiar-se nos fundos da residência de sua mãe sem ferimento algum. "Isso é por você ter 'cagoetado' a gente", teria gritado um dos rapazes ao agente antes de fugir. A Polícia Civil já possui alguns suspeitos de quem teria efetuado os disparos, mas os agentes não quiseram conversar com a reportagem sobre o assunto.

O presidente do sindicato dos agentes penitenciários (Sindarspen), Adilson Moura, esteve no local e disse que não há dúvidas de que o fato da vítima dos disparos ser um agente penitenciário teve influência no episódio. "Nós já tínhamos uma reunião agendada na Secretaria do Estado de Justiça para esta terça-feira (dia 21). Vamos falar com o secretário sobre esse episódio e vamos pedir providências", declarou. Entre uma das pautas está o pedido de autorização para que os agentes penitenciários tenham autorização para o porte de armas.


http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--714-20130518