quinta-feira, 9 de junho de 2016

DEPUTADO DE RONDONIA BUSCARÁ PORTE DE ARMA PARA AGENTES SOCIOEDUCATIVO

DEPUTADO JESUÍNO BUSCARÁ PORTE DE ARMA PARA SÓCIO EDUCADORES




Na tarde desta quarta-feira (8) o Deputado Estadual Jesuíno Boabaid (PMN) esteve reunido na Galeria do Plenário da Assembleia Legislativa (ALE/RO) com dezenas de Agentes Sócio Educadores, que atuam em Unidades de Internação para adolescentes infratores. Os servidores buscaram o parlamentar para tentar conseguir o direito de portarem arma de fogo.



Em conversa com o Deputado, os servidores relataram que constantemente sofrem ameaças de morte ora proferidas pelos internos, mas que em alguns casos as ameaças também são feitas pelos familiares destes. Atualmente, existe cerca de 400 agentes sócio educadores atuando em todo o Estado. Um dos agentes relatou que já sofreu 14 ameaças de morte, sendo que destas, 10 foram feitas por homicidas.Foi relatado que há um estatuto proibindo o uso de arma de fogo dentro das Unidades de Internação, sendo assim, os agentes lutam para que lhes seja concedido o porte de arma para que usem após o término de plantão, bem como nos dias de folga, pois muitos internos que estão em liberdade, reconhecem os agentes nas ruas e o risco de ocorrer um homicídio do trabalhador é evidente, pois sem arma de fogo não poderá revidar caso seja alvo de disparos feitos pelo suspeito.



Há poucos dias um agente que estava de folga transitava por uma Rua da zona leste da Capital, quando foi reconhecido por um suspeito que estava na companhia de outros dois amigos. O indivíduo disse “ele é caveira”, vindo a referir que o agente era da segurança pública. Em seguida um dos suspeitos sacou arma de fogo e atirou contra o agente à paisana, mas não logrou êxito em acertá-lo.Um dos trabalhadores desabafou sobre a insegurança instalada dentro das unidades. “Já houve situação em que o interno se armava com chuncho (arma artesanal) e partia pra cima de nós (agentes), mas como não possuímos armas não letais, e nem mesmo a tonfa (cassetete), tínhamos que recuar” declarou.

Boabaid afirmou que aguardará uma minuta por parte dos agentes e que posteriormente debaterá o assunto com os membros da Comissão de Segurança Pública, na qual ele é Presidente. “Não podemos deixar estes servidores assim, sem ter instrumentos que garantam sua segurança tanto dentro das unidades, bem como fora delas” concluiu o parlamentar.

http://deputadojesuino.com.br/ler_noticia.php?id=726

terça-feira, 7 de junho de 2016

Projeto de lei permite porte de armas a agentes socioeducativo no Rio de Janeiro

Projeto de lei permite porte de armas a agentes do Degase



No entanto, profissionais não poderão utilizá-las no convívio com adolescentes detidos

Rio - Um projeto de lei permite porte de arma aos agentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Criada pelo deputado estadual Marcos Muller (PHS), a medida foi publicada no Diário Oficial do Estado, nesta quarta-feira. No entanto, a norma prevê que os profissionais não podem utilizar as armas durante o convívio com os adolescentes detidos, "em área externa ao exercício da profissão". O texto ainda passará pela aprovação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A medida tem o objetivo de dar maior segurança aos agentes, já que eles seriam ameaçados de morte com frequência, até por meio das redes sociais. Para que os funcionários possam utilizar a arma, é necessário que sejam submetidos a um regime de dedicação exclusiva, "sujeitos a formação funcional, com comprovação de capacidade técnica e aptidão psicológica" e subordinados a "mecanismos de fiscalização e controle interno".

 "Esses servidores realizam a vigilância, a guarda, a custódia de menores em conflito com a lei, muitos deles reincidentes perigosos a colocar a vida em risco dos agentes", reforçou o parlamentar na justificativa da lei.

http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2016-06-02/projeto-de-lei-permite-porte-de-armas-a-agentes-do-degase.html

Em Minas Gerais a comissão de segurança publica já aprovou o projeto de lei



Distrito Federal:
PL  805/2015  autor:  Alberto Fraga - DEM/DF

Minas Gerais
PL 1.973/2015   autor: deputado cabo Julio - PMDB/MG

 São Paulo
PL 7335/10, do deputado Márcio França PSB/SP
ultimo despacho em 2010
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=477507

PL 1060/2011 - Dr. Ubiali - PSB/SP -
 ultimo despacho 2011
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=498440

Rondonia
 Juiz entende que agente socioeducativo deve portar arma:
http://folhanobre.com.br/2016/02/17/juiz-entende-que-socioeducador-tem-direito-de-portar-arma-de-fogo/20949

Senado
Idéia legislativa: Regulamentar e conceder o porte de armas para os Agentes Socioeducativos que atuam no Brasil pelo risco que correm fora do serviço.
Encerrada - Sem apoio suficiente
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=47785

Congresso Nacional 
Agentes que lidam com jovens infratores pedem porte de arma
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/472516-AGENTES-QUE-LIDAM-COM-JOVENS-INFRATORES-PEDEM-PORTE-DE-ARMA.html




domingo, 5 de junho de 2016

Internos agridem funcionários na Fundação CASA durante início de rebelião em Botucatu


VEJA O VIDEO DO CANAL YOUTUBE TV ACONTECE BOTUCATU:



Matéria extraida do site: agencia 14news conforme link abaixo:
Internos da Fundação CASA de Botucatu agrediram ao menos quatro funcionários da unidade do Jardim Aeroporto na noite deste sábado (4).

Segundo informações, internos se rebelaram e agrediram os funcionários no setor da cozinha, quebrando objetos e vidros, mas a situação depois de todo o tumulto e quebra-quebra foi controlada por um grupo de intervenção.

 

Polícias de Botucatu fizeram a segurança externa, mas não houve fuga. Mais de 60 internos ocupam a unidade, segundo relatos feitos no local.

Depois da confusão os adolescentes foram recolocados nos quartos. A reportagem também recebeu a informação que seriam 10 funcionários feridos e um menor que poderá que amputar o dedo por conta do ferimento na confusão.

“Um dos internos desrespeitou um dos agentes, quando outros menores foram para cima do funcionário e começou o tumulto. Muita coisa foi quebrada”, disse uma testemunha ao site Agência14News.

A polícia deixou o local após tudo voltar à ordem. Na delegacia o caso foi registrado como motim, rebelião, danos e lesão corporal.

“O diretor ficou de relacionar os danos e colher o depoimento de todos os funcionários, para apresentar na segunda feira à delegacia da área”, informou o tenente Malagutte da Polícia Militar.

A assessoria de imprensa da Fundação CASA informou ao Agência14News que a “Corregedoria Geral da Fundação CASA já instaurou sindicância para apurar o tumulto ocorrido na noite deste sábado no Centro Socioeducativo de Botucatu”. “A situação foi resolvida pelos próprios servidores, quatro deles sofreram escoriações leves. Judiciário e familiares foram informados da situação. Os adolescentes envolvidos passarão pelo Comissão de Avaliação Disciplinar do Centro e sofrerão sanções disciplinares”, informou a assessoria.

Em um grupo de funcionários e sindicalistas de agentes, foi publicado que antes da confusão já tinham tentando iniciar a rebelião duas vezes na unidade durante o dia e à noite isso se concretizou por conta do plantão reduzido.

A última rebelião no local havia sido registrada no dia 1º de abril de 2013.

http://agencia14news.com.br/policia/menores-agridem-funcionarios-na-fundacao-casa/


MATÉRIA EXTRAIDA DO SITE ACONTECE BOTUCATU CONFORME LINK ABAIXO:
A Polícia Militar e Guarda Civil Municipal registraram na noite deste sábado, 04 de junho, uma rebelião na Fundação Casa de Botucatu. Ao total 62 internos ficaram isolados no piso térreo, onde funcionam as salas de atividades, como cozinha, biblioteca, consultórios, etc. Entre os internos há menores e alguns maiores de idade.

Um pequeno tumulto teria começado por voltas das 17 horas, quando eles estavam na sala de TV e teriam reagido negativamente a uma ordem dos funcionários. Às 19 horas eles se rebelaram e entraram em confronto com os seguranças, que conseguiram trancar as grades, deixando os internos isolados. Não houve reféns. Todos os funcionários foram retirados do local no início do tumulto.

Funcionários feridos

Segundo relatos policiais e pessoas ligadas à unidade, apesar de não haver reféns,  três funcionários ficaram feridos após confrontos com os internos. Um funcionário teve o nariz quebrado. Um outro agente de segurança sofreu ferimentos nos olhos e um terceiro feriu o pé ao fechar a grade que separa o pátio das demais áreas.

Segundo informações que foram apuradas pelo Acontece Botucatu, o descontentamento de grande parte dos internos teve início após a chegada de três menores que vieram de outras cidades. O clima teria ficado hostil nos últimos dias entre os internos. O tumulto só foi controlado com a chegada do GIR, Grupo de Intervenção Rápida, que veio de Avaré. Os agentes passaram a dialogar com os rebelados, através de uma porta de proteção.


Depois de muita conversa, o relógio apontava 21 horas quando as negociações chegaram ao fim e teve início a revista de todos os internos. Em grupo de 5 internos, eles deixaram o local isolado, passaram por um exame superficial com o enfermeiro da unidade e foram encaminhados aos dormitórios, que são dotados de portas de ferro com tranca externa. A reportagem do Acontece Botucatu acompanhou durante três horas as ações no local.

Internos quebraram tudo

Os assistidos quebraram vários departamentos como sala de computadores, cozinha e enfermaria. Durante a revista foi possível ver alguns internos ameaçando funcionários. Segundos relatos extraoficiais, constantemente há conflitos entre internos e funcionários. Ao total 10 viaturas da Polícia Militar com aproximadamente 40 pessoas foram até o local, entre Rocam, Força Tática e Comando de Força. A Guarda Civil Municipal também compareceu, assim como a polícia Civil, representada pela delegada plantonista.

“Fomos chamados após desentendimentos entre internos e funcionários. Viemos aqui para evitar uma possível fuga, pois o local é rodeado de mata. Fizemos todo o isolamento da área, com apoio da guarda municipal, e posteriormente acionamos o GIR, Grupo de Intervenções Rápidas, da Secretária de Administração Penitenciaria, que é responsável por entrar nesse tipo de unidade para reestabelecer a ordem”, disse o Tenente Malagute da Polícia Militar.

A última rebelião na unidade da Fundação Casa de Botucatu foi registrada em abril de 2013.


sábado, 4 de junho de 2016

Agente é agredido em unidade de internação de Linhares ES

Fugas e Tumultos são rotinas para os agentes que trabalham na unidade de Internação de Linhares.

Com Baixo quantitativo de agentes e a superlotação da unidade que tem capacidade para 90 (noventa adolescente), porém esta funcionando com mais de 240 (duzentos e quarenta) adolescentes internados.

imagem destaque

Com fugas ocorrendo frequentimente e vários  principios de motins  durantes o dia, agentes socioeducativos recém-contratados estão abandonando seus empregos por medo!

Na ultima terça feira 31/05/201 um adolescente foi agredido por outros 5 adolescentes,  foi encaminhado ao HGL em Linhares onde se encontra internado em estado grave inclusive está entubado.

Durante toda rotina diária dos agentes, eles são alvos de ameaças de morte, recebem copadas cheias de urina no rosto, são agredidos e nada podem fazer, pois estão reféns de um sistema que esta a beira da falência!

Na tarde desta sexta feira por volta das 18h durante o fornecimento da alimentação para os adolescentes, um agente socioeducativo foi agredido e teve seu braço quebrado e recebeu vários socos pelo rosto, segundo relatos de agentes da unidade “a situação está caótica, se não tomarem uma atitude urgente, logo terá uma tragédia na unidade.”. Foi passado por esse mesmo agente que durante uma inspeção de rotina do judiciário ate o juiz responsável pela visita foi ameaçado e desacatado pelos adolescentes.

O sindicato irá oficiar os órgãos competentes responsáveis pela fiscalização das medidas socioeducativas afim de que sejam adotadas medidas emergenciais.

SINASES, um sindicato feito por você!!

http://www.sinases.com.br/noticias/detalhe/agente-e-agredido-em-unidade-de-internacao-de-linhares

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Adolescentes atacam agentes e fogem após uma audiência no Fórum de Sumaré

Dois adolescentes infratores, internos da Fundação Casa de Campinas, agrediram agentes da unidade que faziam sua escolta e fugiram após uma audiência no Fórum de Sumaré.

Um dos menores, de 17 anos, conseguiu escapar, e o outro, de 16, foi recapturado. O caso aconteceu por volta das 18h de anteontem, na Rua Vírgilo Basso, na Vila Vale.




De acordo com informações do BO (Boletim de Ocorrência), após a audiência os jovens já estavam dentro do veículo para voltar à unidade de internação e se aproveitaram do escuro para colocar as algemas para frente e atacar os agentes que os transportavam. Com isso, eles conseguiram fugir para a rua.

Na fuga, um dos adolescentes, mesmo algemado, jogou um tijolo contra um dos agentes, que foi atingido, mas não se feriu gravemente.

Posteriormente, a Polícia Militar foi chamada e encontrou um dos adolescentes próximo ao local onde a confusão ocorreu.

O adolescente recapturado tem 16 anos e foi levado de volta para a Fundação Casa de Campinas. O menor que fugiu tem 17 anos e ainda não foi encontrado.

http://portal.tododia.uol.com.br/_conteudo/2016/06/policia/111884-menores-atacam-agentes-e-fogem.php


“Vamos arrancar sua cabeça.” Jovens infratores ameaçam servidores no DF



Andre Borges/Agência Brasília
ANDRE BORGES/AGÊNCIA BRASÍLIA

“Vamos arrancar sua cabeça.” Jovens infratores ameaçam servidores

Agentes socioeducativos do Ciago, unidade de internação do Recanto das Emas, encontram carta na qual menores falam em rebelião com reféns e morte de funcionários do local. Sindicato levará o caso à Justiça






Agentes socioeducativos do Ciago, unidade de internação do Recanto das Emas, encontram carta na qual menores falam em rebelião com reféns e morte de funcionários do local. Sindicato levará o caso à Justiça

Um dia após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendar ao governador Rodrigo Rollemberg a instalação de postos da Polícia Militar nas unidades de internação de adolescentes, agentes socioeducativos recolheram, nesta quinta-feira (2/6), uma carta com ameaças a servidores na instituição do Recanto das Emas. Em versos de rap, o documento fala em “rebelião” e em “arrancar cabeças” dos funcionários, citando alguns pelo nome.

Os internos do Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras (Ciago) afirmam que têm facas e outras armas brancas de fabricação caseira  para usar contra os agentes. O caso acendeu o sinal de alerta na unidade.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do DF (Sindsse-DF), Cristiano Torres, “as ameaças são graves e serão encaminhadas à Justiça”. Ainda assim, Torres disse que esse tipo de situação é comum e não vai intimidar a categoria. “Essa carta serve para alertar a todos que não trabalhamos em creches, mas também reforça que estamos no caminho certo em tentar manter um mínimo de segurança nas unidades. As ameaças dos internos são comuns no sistema. No entanto, os agentes socioeducativo não vão se intimidar”, assegurou.
O dirigente sindical, entretanto, alertou que a categoria sofre com a falta de efetivo. “Enquanto não houver a implementação de horas extras e a entrada de novos concursados, não há condições de termos as unidades em funcionamento total.”



Recomendação do MPDFT
Na quarta-feira (1°), o MPDFT recomendou ao GDF que determine a instalação de unidades da Polícia Militar nos centros de internação. A medida visa garantir a proteção dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, dos servidores e da vizinhança.

Além da instalação de postos policiais na área externa das unidades de internação, o MPDFT solicita, ainda, a presença contínua de policial militar no interior de cada local. O prazo para o cumprimento da recomendação é de 90 dias.

De acordo com os promotores de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude Luciana Medeiros e Renato Varalda, para manter o êxito da proposta punitiva e pedagógica, é necessário a existência de um sistema que garanta a segurança e a integridade de todos. “São 862 adolescentes e jovens nas unidades de internação do DF. Muitos foram internados em razão da prática de atos infracionais graves, oriundos de gangues e rixas. Por isso, os socioeducandos tornam-se vulneráveis a serem vítimas de vingança ou de represálias pelos atos praticados”, explicam.

Também há a possibilidade de rebeliões, fugas e resgate de adolescentes, tanto dentro das unidades quanto durante o trajeto para os fóruns. “São situações que expõem a risco de morte os adolescentes, os jovens e os atendentes de reintegração social, que não possuem autorização para portar armas em serviço”, enfatizam os promotores de Justiça.

Violência
Os episódios envolvendo violência nos centros de internação são recorrentes no Distrito Federal. Em 26 de fevereiro,  dois servidores da Unidade de São Sebastião ficaram feridos durante uma tentativa de fuga. Os adolescentes aproveitaram o pequeno número de agentes – somente dois naquele momento – que acompanhava o banho de sol dos internos e tentaram fazê-los reféns. Eles estavam armados de estoques – ferro com ponta afiada – e chegaram a deter um agente e um funcionário da manutenção, mas os dois conseguiram fugir após sofrerem ferimentos leves.


Em janeiro, adolescente de 14 anos foi assassinado na Unidade de Internação de São Sebastião. O jovem foi enforcado pelo companheiro de quarto. Em dezembro do ano passado, um interno de 17 anos foi morto por outros adolescentes que cumpriam medidas socioeducativas na mesma unidade de internação.

MAIS SOBRE O ASSUNTO










http://www.metropoles.com/distrito-federal/seguranca-df/vamos-arrancar-sua-cabeca-jovens-infratores-ameacam-servidores

Agentes são demitidos após fuga em massa de jovens em centro no Ceará

64 adolescentes fugiram do Centro Socioeducativo Passaré, em Fortaleza. 
STDS não especificou os motivos das demissões dos socioeducadores.

 64 adolescentes fugiram do Centro Socioeducativo Passaré, no sábado (28) (Foto: Reprodução TV Verdes Mares)

Dez agentes socioeducacionais foram demitidos após a fuga de 64 adolescentes em conflito com a lei do Centro Socioeducativo Passaré, no sábado (28), em Fortaleza. 
A Associação dos Profissionais da Segurança (APS) denuncia que os agentes não tiveram culpa da fuga, mas foram responsabilizados pela direção da unidade. Conforme a APS, chegou a 20 o número de demissões somente nos últimos dois meses no Ceará.
A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) disse que os 10 socioeducadores não estavam conforme o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os socioeducadores foram desligados do Centro Passaré na terça-feira (31), dois dias após a maior fuga registrada neste ano na unidade. Os profissionais foram chamados pela direção e informados que não iriam mais continuar no trabalho.

Um dos profissionais que foi demitido disse ao G1 que o grupo estava de plantão na unidade no momento em que ocorreu a fuga. O agente, que preferiu não se identificar, explicou que não foi possível fazer nada para evitar que os adolescentes fugissem, pois o número de internos era  superior ao de agentes. Ele ressaltou que a unidade não apresentava segurança.

"Quando fomos fazer a ronda da madrugada, nos deparamos com quatro adolescentes armados com paus e barras de ferro. Dois agentes desceram para chamar reforço, mas neste tempo os cadeados de outras salas foram quebrados e vários internos saíram. Eles tentaram agredir a gente, então não pudemos fazer nada a não ser se proteger, pois eram mais de 100 internos. Depois eles tiveram acesso à porta de saída e fugiram", lembrou o agente.
Um outro profissional, que também estava na unidade, disse que a direção do Centro Passaré havia sido informado anteriormente que poderia ocorrer uma fuga no centro socioeducativo.
"Nós achamos algumas serras nos dormitórios e informamos à direção que seria preciso fazer uma vistoria em todas as alas, mas a solicitação não foi atendida. Infelizmente estão tentando colocar a culpa das fugas nos agentes, que não têm nenhuma culpa do que está acontecendo", explicou.

Fugas e rebeliões são recorrentes
O vice-presidente da APS, Noélio Oliveira, afirmou que as demissões têm como intuito tentar penalizar os agentes pelos recorrentes casos de rebeliões e fugas ocorridas em diversos centros socioeducativos. Noélio reclama que os agentes estão trabalhando sem nenhum tipo de segurança e que as unidades socioeducativas estão em situação precária.

"Como os agentes podem ser culpados se os centros não dão nenhum tipo de proteção, nem para os profissionais e nem para os internos? Fugas e rebeliões acontecem rotineiramente e ninguém faz nada.
Tínhamos profissionais com mais de 10 anos de serviços prestados e foram demitidos por algo que não tiveram nenhuma culpa. Esperamos somente que essa situação melhore, tanto para segurança dos profissionais quanto para os próprios internos", comunicou.

Segundo o juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude, Manuel Clístenes, o número de fugas do sistema socioeducacional registrado neste ano já é maior que o de 2015. São quase 300 adolescentes fugitivos somente nos cinco primeiros meses do ano. Em 2015 foram cerca de 200 fugitivos.

Uma das maiores fugas deste ano foi no Centro Socioeducativo Passaré, de onde saíram 64 internos no sábado (28). Os adolescentes serraram as grades, quebraram os cadeados e saíram pela porta da frente da unidade.
Para o juiz Manuel Clistenes esta é a pior crise no sistema socioeducacional cearense. "Esta crise no sistema já vinha sendo anunciada, mas nada foi feito para que fosse reparado. Agora estamos vivenciando o pior momento nos centros socioeducativos, com fugas a toda semana, rebeliões e centros destruídos", indicou Clistenes.

Em nota, a STDS informou que "os 10 socioeducadores recentemente desligados do Centro Socioeducativo Passaré não estavam atuando em conformidade com o que preceituam o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)".
A pasta não comentou sobre a fuga e também não especificou os motivos para as demissões dos agentes.

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/06/agentes-sao-demitidos-apos-fuga-em-massa-de-jovens-em-centro-no-ceara.html

quinta-feira, 2 de junho de 2016

PORTE DE ARMA PARA AGENTE SOCIOEDUCATIVO RECEBE NOVO AVAL

O texto, que passou na Comissão de Segurança Pública, prevê autorização apenas para uso fora do ambiente de trabalho.

ÁUDIO:







Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais

Unidades para menores infratores estão com o dobro de sua capacidade máxima no Rio

Dois adolescentes dividem a mesma cama no Centro socioeducativo Escola João Luiz Alves, na Ilha Foto: Reprodução


Dois adolescentes dividem a mesma cama na Escola João Luiz Alves, na Ilha

As nove unidades de internação para menores infratores do estado do Rio atingiram o ápice de superlotação nos últimos meses.

Dados obtidos com exclusividade pelo EXTRA revelam que, na primeira semana de abril, havia 2.097 adolescentes internados para 1.051 vagas. Ou seja, o sistema operava com o dobro da capacidade. A situação mais crítica é a do Cense Gelso de Carvalho Amaral, unidade de triagem na Ilha do Governador, onde havia 212 internos e a capacidade é para 64. Pelo local, passam todos os adolescentes que dão entrada no sistema socioeducativo.

A superlotação é reflexo do aumento na quantidade de menores infratores apreendidos. Em dez anos, o número subiu mais de cinco vezes: em 2015, foram 10.262, contra 1.890 em 2006.

— Muitos batem na tecla de que a a superlotação é resultado de internações excessivas, o que não é a visão do Ministério Público. O que há é um número elevado de atos infracionais nos últimos anos, principalmente com violência. Entendemos que a internação é excepcional, mas em alguns casos, inevitável — avalia o promotor Renato Lisboa, subcoordenador de Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude.

Presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Sind-Degase), João Luiz Rodrigues relata que, por conta da situação atual, dois adolescentes precisam dividir uma cama e outros espalham-se em colchões pelo chão. Faltam uniformes e chinelos, e os materiais de higiene e limpeza são fornecidos pelas famílias dos jovens.
— As unidades já são insalubres, assim as condições ficam piores. Difícil falar em ressocialização se o estado não investe o mínimo — pontua.

Educação dos adolescentes comprometida

Membro do Comitê de Prevenção e Combate à Tortura do estado do Rio, Graziela Sereno alerta que a superlotação prejudica o processo de ressocialização dos adolescentes, na medida em que limita o acesso dos adolescentes à escola, cursos profissionalizantes e contato com psicólogos e assistentes sociais.
- A estrutura das unidades é para que haja atendimento daquele número de adolescentes que cada uma suporta. Quando você tem o dobro ou até o triplo, não há estrutura para atender a todos. Uma técnica que deveria atender 20 jovens, precisa atender 60. É impossível - avalia.

O presidente do Sind-Degase concorda:
- A superlotação é o maior dificultador do trabalho dos agentes, que já é difícil e acaba ficando impossível. Além disso, fragiliza a segurança, pois não há agentes suficientes para o número de adolescentes.

Redução não altera lotação
Além das unidades de internação, as de semiliberdade (equivalente ao regime semiaberto) também estão superlotadas. Todas têm a mesma capacidade: 32 adolescentes. Na da Penha, por exemplo, são 88 jovens, em São Gonçalo, 64, e em Santa Cruz, 52. Números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam diminuição de 4,7% no número de adolescentes que deram entrada nas unidades para menores infratores nos quatro primeiros meses deste ano (3.761), em relação ao mesmo período do ano passado (3.585). Ainda assim, a queda não trouxe impactos na superlotação do sistema.

Em junho, o Tribunal de Justiça pretende implementar o Núcleo de Audiência de Apresentação dos menores, para que eles sejam apresentados ao MP e judiciário sem passarem por unidades de internação, como ocorre atualmente. A medida promete ajudar a esvaziar as unidades.

Procurado pelo EXTRA, o Departamento de Ações Socioeducativas (Degase) informou que apesar de estar trabalhando muito acima da capacidade, “está garantindo o atendimento a todos os jovens em conflito com a lei que cumprem medidas socioeducativas no departamento servindo cinco refeições diárias e ofertando atividades de cultura, esporte e lazer, além de possuir uma escola estadual dentro de cada unidade de internação”.

Entrevista com a Defensora Pública Eufrásia Souza das Virgens, coordenadora do Cdedica

A superlotação no Degase chegou ao seu pior estágio?
Sem dúvidas. A gente vê isso com um problema muito grave, na medida em que os adolescentes não têm acesso ao básico lá dentro. Falta colchão, vestuário, a alimentação está prejudicada. Ao invés de ressocializá-los, o estado está violando os direitos desses adolescentes.

Quais providências estão sendo tomadas pela Defensoria Pública?
Nessa situação, a legislação prevê que em casos sem violência e grave ameaça, os adolescentes sejam colocados em meio aberto. É isso que a Defensoria está buscando, além de limitar novas internações nas unidades.


http://extra.globo.com/casos-de-policia/unidades-para-menores-infratores-estao-com-dobro-de-sua-capacidade-maxima-no-rio-rv1-1-19348382.html


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Redução da maioridade penal volta à pauta da CCJ nesta quarta

A PEC 33/2012 tramita em conjunto com três outras que tratam do mesmo tema

Luiz Silveira/Agência CNJ

A redução da maioridade penal volta à pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira (1º).

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), abre a possibilidade de penalização de menores de 18 anos e maiores de 16 anos pela prática de crimes graves.

 A proposta foi discutida no último dia 18, quando teve pedido de vista do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor de voto em separado contrário à PEC 33/2012.

A proposta tramita em conjunto com mais três PECs que versam sobre o tema. No relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), foi apresentado um substitutivo que manteve a aprovação do texto de Aloysio e rejeitou as outras três (PECs 74/2011,  21/2013 e 115/2015). O foco de Ferraço foi detalhar os crimes graves envolvendo menores que podem ser alvo de desconsideração da inimputabilidade penal. Além dos crimes hediondos listados na Lei nº 8.072/1990, a redução da maioridade penal seria cabível na prática de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e reincidência em roubo qualificado.

Ao contrário do que previa a proposta de Aloysio, o relator decidiu excluir desse rol o crime de tráfico de drogas. A desconsideração da inimputabilidade penal de menores de 18 anos e maiores de 16 anos deverá ser encaminhada pelo Ministério Público.

“De fato, é comum que se usem menores de idade como ‘aviãozinhos’ no tráfico de drogas, o que claramente não constitui um delito cuja prática denota crueldade ou torpeza do autor, assim, a desconsideração da inimputabilidade nestas circunstâncias poderia significar um equívoco”, justificou Ferraço em seu relatório.

Na reunião do dia 18 de maio, também foi apresentado requerimento pelo senador Telmário Mota (PDT-RR), que reivindicou a promoção de debate sobre o assunto com quase uma dezena de representantes da sociedade. Ferraço e Aloysio discordaram da votação do requerimento de Telmário e da necessidade de nova audiência sobre a redução da maioridade penal.  Apesar de outros senadores terem defendido o debate, Ferraço invocou questões regimentais que acabaram impedindo a votação imediata do requerimento de Telmário.

— Abrir um novo prazo [para debate] é procrastinar ainda mais essa questão. O processo já está instruído e o que temos assistido, no Congresso, é a falta de coragem para enfrentar temas polêmicos e sobre os quais não há consenso — avaliou o relator da PEC 33/2012.

Além dessa proposta, a CCJ analisa ainda mais 34 itens. A reunião tem início marcado para as 10h, na sala 3 da ala Senador Alexandre Costa.

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/05/30/reducao-da-maioridade-penal-volta-a-pauta-da-ccj-nesta-quarta?utm_medium=share-button&utm_source=facebook