domingo, 11 de janeiro de 2015

Polícia de Batatais tenta solucionar latrocínio e pede prisão de 4 suspeitos

Polícia de Batatais tenta solucionar latrocínio e pede prisão de 4 suspeitos
Cristiane de Munari, 32, foi morta durante um assalto
 
A Polícia de Batatais já tem um esboço das possíveis motivações e modus operandi do crime que chocou a região pela brutalidade há 12 dias, quando a farmacêutica Cristiane Cardoso de Munari, 32, foi morta durante um assalto na cidade. Duas prisões temporárias haviam sido decretadas pela Justiça há dez dias, mas os suspeitos seguem foragidos. Ontem, conforme o Comércio apurou, a polícia aguardava a expedição pela Justiça de outros dois pedidos de prisão feitos.
 
Dentre os suspeitos que estão com a prisão temporária decretada desde o dia 31 de dezembro estão o serviços gerais THR, de 30 anos, e o desocupado GSS, de 19 anos. Ambos moram no bairro Antônio Romagnolli, na região periférica de Batatais, e, segundo informações da polícia, estavam entre os homens detidos para averiguação no dia 29 de dezembro, poucas horas após o crime. No entanto, no mesmo dia, todos os suspeitos foram liberados por falta de elementos que comprovassem alguma participação.
 
Os dois têm histórico de problemas anteriores com a Justiça e seguem foragidos. THR responde em liberdade por tráfico de drogas e GSS passou pela Fundação Casa quando menor de idade. Eles seriam os executores do crime.
 
Dois dias depois, com base nas imagens do crime que foram captadas pela câmera de um estabelecimento comercial e por ter encontrado os óculos e chaves da vítima em bocas de lobo nas proximidades das casas dos suspeitos, a polícia pediu a prisão temporária de ambos. 
 
Os outros dois suspeitos, para os quais a polícia aguarda o mandado de prisão temporária, teriam participação no planejamento do crime.
 
http://gcn.net.br/noticia/275239/franca/2015/01/policia-de-batatais-tenta-solucionar-latrocinio-e-pede-prisao-de-4-suspeitos

sábado, 10 de janeiro de 2015

Justiça manda internar os dois acusados de matar adolescente

Menores confessaram ter matado amigo de 16 anos em Rio Preto (SP).
Adolescentes disseram que mataram colega porque sofriam bullying.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba
O promotor da Infância e da Juventude de São José do Rio Preto (SP), André Luiz de Souza, solicitou no fim da tarde desta sexta-feira (9) a internação provisória na Fundação Casa dos dois adolescentes suspeitos de matarem um adolescente nesta semana na cidade. A internação é de 45 dias e o pedido foi feito para a Justiça.
Os dois menores confessaram o assassinato do adolescente em Rio Preto e disseram que mataram porque eram vítimas de bullying, mas os delegados do caso não acreditam nessa versão e cogitam outras possibilidades. A promotoria da Vara da Infância e Juventude deve ouvir nos próximos dias os menores, autores do crime. Só depois disso, serão definidas quais medidas serão tomadas em relação a eles.

Na academia em que a vítima frequentava, colegas e professores foram pegos de surpresa com a notícia de que o crime teria sido cometido por dois amigos do estudante. Um deles, o que teria atirado na cabeça do rapaz, frequentava a academia com ele. “A gente ficou chocado porque eram dois amigos que viam treinar junto, frequentavam a escola juntos, nunca poderia imaginar”, afirma Valdeci dos Santos, professor da academia.
Os adolescentes de 17 anos foram identificados e ouvidos pela polícia no fim da tarde desta quinta-feira (8). Eles confessaram o crime e disseram que mataram o amigo porque estavam cansados das brincadeiras e humilhações dele.
Adolescente foi encontrado morto às margens de rio em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV Tem) 
Adolescente foi encontrado morto às margens de rio
em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV Tem)

A polícia não acredita nessa versão e o que mais chamou atenção foi o fato de os jovens terem combinado o crime dias antes. “Eles alegam que a vítima brincava com todo mundo e não aceitava brincadeiras de volta, e já tinha agredido um deles. Como a gente duvidou de todas as versões apresentadas ainda estamos checando esta versão”, diz o delegado Alceu de Oliveira.
O avô de um dos jovens pode ser indiciado pela polícia por posse ilegal de arma. O revólver, calibre 22, usado para matar a vítima pertencia ao avô e não tinha registro. Segundo a família, essa arma tinha sido furtada, mas ninguém sabia que estava com o adolescente.
Nivaldo Lopes Júnior, de 16 anos, estava desaparecido desde a última segunda-feira (4), quando ele saiu de casa para ir à academia e não voltou mais. Imagens feitas pelas câmeras de segurança de um supermercado mostram um dos suspeitos saindo do mercado. Ele atravessa a rua e, em seguida, Nivaldo aparece andando rapidamente, os dois se cumprimentam e saem juntos.
Segundo a polícia, eles seguiram direto para o local do crime, perto da linha do trem que fica a poucos quarteirões do supermercado e da casa de Nivaldo. O corpo do estudante foi encontrado por moradores na tarde desta quinta-feira. A mãe esteve no local e foi uma das primeiras a reconhecer o corpo. Os pais não quiseram dar entrevista, mas disseram que não acreditam na versão apresentada pelos jovens.
Corpo do jovem foi encontrado próximo à linha férrea (Foto: Felipe Bella/TV TEM) 
Corpo do jovem foi encontrado próximo à linha férrea (Foto: Felipe Bella/TV TEM)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SOCIOEDUCADORES VIVEM DIAS DE CAOS

Os socioeducadores do estado da Bahia vivem dias de muita apreensão e tristeza. São inúmeras as situações de perigo que estes profissionais são submetidos. Apesar de perigosa, as tarefas de orientar e proteger aqueles que estão privados de liberdade são realizadas com  dedicação.





Mas é preciso que a sociedade e, sobretudo, os dirigentes assimilem que desenvolver este trabalho é sinônimo de arriscar a vida. Convivemos diariamente nas ruas com internos da penitenciária, assim como menores infratores. Isso por si só é motivo para termos um salário digno.

Já tivemos diversas ocorrências registradas pelos Agentes Disciplinar Penitenciário e Agentes Socioeducadores. Nesta semana, ocorreram dois casos absurdos de covardia sofrido por dois Agentes Socioeducadores. Um, inclusive, o companheiro Edinho, continua internado. Já o colega Roque de Jesus foi covardemente sequestrado, torturado e executado nas imediações de onde morava.

Quantos Agentes Socioeducadores e Agentes Disciplinar Penitenciário precisaram perder a vida para que os órgãos públicos e patronais tomem providências?

O SINDAP vem a muito tempo lutando para que a ocorra a regulamentação da categoria, garantindo o porte de arma. Com nossa ida à Brasília, junto ao corpo jurídico, tivemos avanço significante em relação à regulamentação do Socioeducador.

Apesar do avanço, sabemos que isso só é o começo de nossas lutas. Por isso, desde já, queremos convocar todos Agentes Socioeducadores e Disciplinar Penitenciário para entrar conosco nesse desafio. A Hora é essa, companheiros, vamos se unir ao sindicato para garantirmos nossos direitos. E vamos à luta!

http://sindap-ba.org.br/?p=1049

Geraldo Alckmin sanciona lei que dá poder de polícia a bombeiros

Geraldo Alckmin sanciona lei que dá poder de polícia a bombeiros

O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo teve seu poder de fiscalização fortalecido nesta quarta-feira (7), a partir de uma lei sancionada pelo governador Geraldo Alckmin. Com a medida, os bombeiros ganham a permissão de vistoriar a segurança de locais sem que o proprietário solicite. A Lei Complementar 1.257/15 foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Caso os bombeiros verifiquem que a propriedade não está de acordo com as normas de prevenção contra incêndios ou encontrem algum problema estrutural que comprometa a segurança, o dono do imóvel pode ser advertido, multado ou ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) cassado.
“Os bombeiros poderão aplicar multas, que é um poder de polícia que a corporação não tinha antes”, afirmou o coronel Marco Aurélio Alves Pinto, comandante do Corpo de Bombeiros. A corporação também poderá interditar temporariamente o local ou pedir para a administração municipal a interdição indeterminada do imóvel. Além disso, foi criado o Sistema de Serviço de Segurança contra Incêndios e Emergências. A medida permite aos bombeiros militares mobilizar e coordenar bombeiros civis, voluntários, brigadistas e guarda-vidas para atuar em casos de desastres naturais, desabamentos, incêndios e outras emergências.

http://www.emergency-live.com/pt/noticias/geraldo-alckmin-sanciona-lei-que-da-poder-de-policia-bombeiros

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Internos da Fundação Casa se reúnem para usar droga ao lado da unidade

Ameaças e agressões contra Funcionamento  em unidade da Funda CASA em ARARAQUARA


Telefones fora do ar



telefone1
Novamente os telefones do Sindicato estão desligados, a Vivo já foi acionada. Assim que restabelecerem a comunicação informaremos.

Logo

Conheça o técnico do Paulistão que começou no futebol na Febem

Rogério Moroti/Agência Botafogo
Alexandre Ferreira Botafogo-SP Comercial Copa Paulista 21/08/2014
Alexandre Ferreira trabalhou na Febem e foi campeão do Estadual disputado pelas unidades
No próximo Estadual, o Botafogo-SP será comandado por um técnico que já foi campeão paulista. Não se trata, porém, de Doriva, dono do título do Paulistão-2014 com o Ituano e que assinou com a equipe de Ribeirão Preto, mas foi para o Vasco.

O nome do treinador em questão é Alexandre Ferreira, de 41 anos. Ele é ex-funcionário da Febem, e, como técnico, já foi bicampeão do torneio de futebol organizado entre todas as unidades espalhadas por São Paulo.
Tudo começou quando Ferreira, chateado por não decolar na carreira de jogador de futebol, resolveu tentar a sorte em outro campo. Entrou na faculdade de educação física e, pouco antes de pendurar as chuteiras, aos 27 anos, passou em um concurso público para ser agente penitenciário da Febem de Ribeirão Preto - à época, esse ainda era o nome da hoje chamada Fundação Casa.
Na unidade do interior, trabalhava com menores nível 5, ou seja, os que haviam cometido crimes gravíssimos, como homicídio ou latrocínio, e apresentavam maior risco de fuga. Dos tempos como agente, lembra-se bem de quando houve uma rebelião.
"Foi uma situação totalmente desagradável, que mudou muita coisa na minha vida e me fez pensar muito. Foi terrível, cara... Totalmente surreal, uma coisa louca. É triste até de pensar que já passei por isso", contou, em entrevista à Rádio ESPN.
Cleiton Carvalho/Agência Botafogo
Alexandre Ferreira Comemora Gol Botafogo-SP União Barbarense Copa Paulista 18/10/2014
Ferreira vai pro abraço após gol do Bota
Enquanto trabalhava na Febem, a diretoria da unidade descobriu que ele estava se formando em educação física e fez um pedido a Ferreira: que montasse um time de futebol com os garotos. Foi aí que ele começou a mostrar que seu talento  não era jogar bola, mas sim comandar equipes.
Com uma filosofia de olho-no-olho e respeito mútuo, peneirou os garotos e montou um esquadrão imbatível, que foi bicampeão da Copa Fundação Casa sob seu comando. Dessa época, ao contrário dos tempos de rebelião, guarda só alegria.
"Eu sinto saudades da Fundação, acredita? Lá, aprendi grandes valores, que a gente nunca pode perder: respeito, confiança, ser homem de palavra. Foi por isso que me dei bem lá. Os garotos falavam assim: 'Se o Alexandre falou, tá falado'. Eles diziam que eu tinha 'papo reto' e que 'estavam fechados' comigo (risos)", recordou.

Entre os "atletas" que compunham o time, havia até um atacante que havia passado pela base do Marília, mas acabou preso ao participar de um assalto e foi parar na Febem.
Para o comandante, o esporte é praticamente a única maneira de tentar tirar os jovens infratores do mundo do crime. Segundo Ferreira, a melhora no comportamento dos garotos depois da criação do time de futebol foi sensível.
"A minha unidade tinha só garotos presos por casos graves, alguns eram reincidentes, o que tornou tudo mais difícil. Mas dei oportunidade a todos, porque todos tinham o interesse em mudar de vida através do esporte. Tentamos dar oportunidade a todos para sair do meio do crime", afirmou.
"A melhora era visível, o dia a dia ficou muito mais tranquilo, o clima ficou mais alegre. O esporte tem esse poder de transformar, ainda mais o futebol. Tivemos anos maravilhosos na nossa unidade. Ganhamos o Estadual, as Olimpíadas da Fundação Casa e ainda colocamos dois meninos para cantar no programa do Luciano Huck!", ressaltou.
O bom trabalho com os menores infratores chamou a atenção do Olé Brasil, time de empresários de Ribeirão Preto (hoje extinto), que resolveu apostar em Alexandre Ferreira e seu "papo reto". Em 2009, ele foi contratado para dirigir a base do clube, em seu primeiro trabalho como técnico de futebol profissional.

Descobridor de talentos
No Olé, Ferreira mostrou rapidamente que entendia do riscado. Logo após assumir, faturou o  Paulista sub-17. Nos anos seguintes, montou equipes que fizeram bons papéis na Copa SP de Futebol Júnior, principalmente em 2012, quando terminou à frente do Fluminense na fase de grupos e caiu nas oitavas para o Atlético-PR.
João Valdevite/Agência Botafogo
Alexandre Ferreira Botafogo-SP União Barbarense Copa Paulista 26/09/2014
Ferreira será o técnico do Botafogo-SP no Paulista
Nesse tempo, revelou jogadores que hoje estão nos elencos profissionais de grandes equipes do Brasil e nas seleções de base, como João Pedro, lateral direito do Palmeiras, Gustavo Tocantins, atacante do Corinthians, Judivan, atacante do Cruzeiro, e Jhon Cley, atacante do Vasco.
Isso tudo trabalhando ao mesmo tempo como treinador do Olé, de manhã e de tarde, e agente penitenciário, no turno da noite. Ele também tentou integrar muitos de seus ex-comandados da Fundação Casa ao elenco do clube de Ribeirão Preto, e ajudou a fazer com que o campeonato das unidades fosse sediado no portentoso centro de treinamento do clube, localizado em uma antiga fazenda.
Após passar quatro anos trabalhando feito louco, deixou a Fundação em 2012, quando recebeu convite do Botafogo-SP para comandar a base da equipe. Mais uma vez, mostrou competência, e logo foi puxado para o time profissional, para trabalhar como auxiliar do técnico Wagner Lopes na boa campanha do time tricolor no Paulistão-2014.

Com a saída de Lopes ao fim do Estadual, Ferreira ganhou sua chance de ouro: assumiu o comando do profissional na Copa Paulista de 2014. Com um time extremamente ofensivo, montado quase que exclusivamente com revelações que ele próprio pinçou na base, fez a melhor campanha da fase de grupos e atropelou rivais até a final, quando acabou como vice - o Santo André levou a taça.
Em 2015, seria o auxiliar de Doriva no Paulista. No entanto, o treinador recebeu tentadora proposta do Vasco e foi para o Rio de Janeiro, deixando o Botafogo sem comando. Em alta com a diretoria, Alexandre Ferreira foi chamado logo no dia seguinte, e topou a missão de comandar o "Pantera" no próximo Estadual.
"Mantivemos a base da Copa Paulista, e pouco a pouco a gente vem se reforçando. Temos uma forma de trabalhar, uma filosofia de jogo ofensivo, então vamos tentar manter, mas sabendo que o nível técnico do Paulistão é muito superior", analisou.

"Vocês acham que me enganam?"
Dos tempos de Fundação Casa, Ferreira diz ter guardado uma série de ensinamentos que o ajudam na hora de comandar um elenco de atletas profissionais. Com o ex-agente penitenciário, não há chance alguma de alguém dar o famoso "migué".
"Eu sempre brinco com eles: 'Vocês acham que me enganam?'. Nem o pessoal da Febem me enganava na hora de passar droga, vocês acham que eu vou cair na de vocês?'. 'Na Febem, eu assistia o treino e ficava de olho pra ver se alguém ia fugir. Vocês acham que vão conseguir fugir da concentração comigo de olho? Nunca!', divertiu-se.

Alexandre, aliás, vem de família boleira, já que seu pai foi lateral direito de Botafogo-SP, Comercial e Vasco. Isso, além de sua formação e pós-graduação em educação física, o ajudaram a conquistar a confiança dos jogadores tanto na Febem quando nos clubes pelos quais passou.
"A questão da minha família ter vindo do esporte, e eu dedicar minha vida ao esporte, sempre me ajudaram na aproximação com os meninos, principalmente na Fundação, porque os garotos vinham da vida difícil na rua, eram desconfiados de tudo", observou.
A busca de Ferreira por mais um título paulista, dessa vez no futebol profissional, começa em 1° de fevereiro, quando o Botafogo enfrenta o Rio Claro, fora de casa, pela primeira rodada do Estadual. Preparado, treinador?
"Claro que estou! Já passei por cada uma, meu amigo..."

http://espn.uol.com.br/noticia/472997_ele-trabalhou-na-febem-e-passou-ate-por-rebeliao-hoje-comanda-time-no-paulistao

Ministro da Justiça discute segurança integrada com governadores do Sudeste



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou hoje (7), em Brasília, aos governadores dos estados do Sudeste, a implantação de uma política de segurança pública integrada entre Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. A prática deve seguir a mesma linha do trabalho de segurança ocorrido entre as cidades-sede da Copa do Mundo e na Operação Brasil Integrado, com a diferença de ser algo permanente.
“Houve consenso de que temos que criar também na Região Sudeste uma estrutura nos moldes da Copa do Mundo, que reúna permanentemente as forças policias, as secretarias de Segurança Pública, as forças policiais federais e o Ministério da Justiça”, explicou Cardozo. Novas reuniões devem acertar detalhes dessa integração. O próximo encontro de governadores será dia 21 deste mês, no Rio de Janeiro.

Os governadores concordaram em colocar em prática uma operação-piloto na região, ainda sem data para começar. O encontro entre os governadores e Cardozo é parte do objetivo da pasta, já anunciado em 2014, de integrar os órgãos de Segurança Pública de todo o país, utilizando os centros de Comando e Controle, criados para a Copa do Mundo, e aumentar a participação do governo federal em ações de combate ao crime organizado nos estados.
Na esteira da proposta, o Ministério da Justiça está elaborando o texto de um projeto de emenda constitucional para ampliar a participação da União nas ações de Segurança Pública nos estados. Seja na elaboração de princípios e diretrizes de segurança, seja em ações operacionais de integração.
“O ministério não tem uma atuação cotidiana [na Segurança Pública]. Isso fez com que o Ministério da Justiça tivesse uma postura, que eu não acho correta, de ser mero repassador de recursos para os estados em Segurança Pública. Eu não acho isso suficiente. O ministério não é um banco, um agente financiador. Ele tem que ser um indutor de boas práticas, ter um protagonismo na área de Segurança Pública”, frisou Cardozo.
Segundo ele, o texto está sendo elaborado pelo ministério, e em seguida será discutido com outros órgãos de governo para enviar ao Congresso Nacional nos primeiros dias de trabalho dos parlamentares, em fevereiro.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lembrou que o Congresso já discute uma proposta de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente, feita pelo seu governo. A proposta aumenta a pena de três para oito anos em reincidências graves, sugere endurecimento na pena do maior que utilizar menores para a prática de crimes, além de retirar de instituições para menores infratores aqueles que já completaram 18 anos.
“Quase 20% dos 10 mil menores infratores que estão na Fundação Casa, têm mais de 18 anos de idade. O que estão fazendo lá? Deveriam ir para outra área. Não pode misturá-los com os presos do sistema prisional, mas não podem ficar numa fundação destinada a crianças e adolescentes”, argumentou Alckmin.

http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2015/01/ministro-da-justica-discute-seguranca-integrada-com-governadores-do-sudeste

Justiça Restaurativa rompe com círculo de violência em escolas de São Paulo

Alunos rebeldes, que jogam bombas no recreio, usam drogas ou cometem violência contra o professor são expulsos da escola. Depois, expulsos novamente de outra instituição, acabam desistindo de estudar. Continuam cometendo delitos até que, por fim, são recolhidos à Fundação Casa. A trajetória é muito conhecida por juízes da Vara da Infância, que sabem que o resgate desses menores para a sociedade vai se tornando cada vez mais difícil. No entanto, a aplicação da Justiça Restaurativa nas escolas do Estado de São Paulo tem rompido esse ciclo de violência e recuperado adolescentes para o convívio social e escolar sem a necessidade de aplicação de medidas de caráter meramente punitivo.

A Justiça Restaurativa é um método alternativo de solução de conflito que pode ser utilizado em qualquer etapa do processo criminal, e consiste na adoção de medidas voltadas a solucionar situações de conflito e violência, mediante a aproximação entre vítima, agressor, suas famílias e a sociedade na reparação dos danos causados por um crime ou infração. Dessa forma, a Justiça Restaurativa envolve diferentes pessoas e instituições na resolução de um conflito, que auxiliam na reparação dos danos causados e na recuperação social do agressor, aplicando o conceito de corresponsabilidade social do crime.

A prática da Justiça Restaurativa é incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio do Protocolo de Cooperação para a Difusão da Justiça Restaurativa, firmado em agosto de 2014 com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A introdução da prática atende à Resolução CNJ n. 125, que estimula a busca por soluções extrajudiciais para os conflitos.

Origem – O Projeto de Justiça Restaurativa em São Paulo começou em 2005, nas quatro varas Especiais da Infância e da Juventude da Capital, responsáveis pelos processos envolvendo menores entre 12 e 18 anos, e que coordena, portanto, a aplicação das medidas socioeducativas. O círculo restaurativo começou a ser aplicado em casos envolvendo crimes de menor potencial ofensivo - como lesão corporal, ameaça, pequenos furtos, dano ao patrimônio -,com o objetivo de que o jovem agressor não somente cumpra a pena, mas entenda os valores que foram corrompidos e possa, por meio de medidas pedagógicas, obter auxílio no contexto em que está inserido – quase sempre, eles são frutos de famílias desestruturadas. “O processo restaurativo não é apenas uma negociação, mas algo mais profundo, que gere uma transformação no infrator”, diz o juiz Egberto de Almeida Penido, titular da 1ª Vara Especial da Infância e da Juventude da Capital e membro da Coordenadoria da Infância e da Juventude.

O núcleo de Justiça Restaurativa foi implantado nas escolas de comunidades carentes como, por exemplo, em Heliópolis, região de grande vulnerabilidade social localizada ao sul do município, e foi estendido para escolas de diversas cidades do interior paulista, como Santos, Tatuí, Tietê – na cidade de São José dos Campos, por exemplo, todas as escolas municipais já têm núcleo de práticas restaurativas. “Percebemos que era preciso fazer com que a prática da Justiça Restaurativa se enraizasse como um projeto político pedagógico, na cultura da escola e dos pais, e não apenas uma ação pontual que resolva determinado conflito”, diz o juiz Egberto.

Bombas – Em um caso recente ocorrido em uma escola pública em Heliópolis, dois jovens explodiram bombas no recreio com a intenção de reivindicar maior diálogo com a diretoria e acabaram machucando outros colegas. O círculo restaurativo foi feito, envolvendo membros do conselho tutelar, judiciário, escola, familiares e outros colegas e, ao invés da expulsão, os alunos foram encaminhados para um treinamento no corpo de bombeiros e se tornaram, por um ano, os “guardiões do recreio”. Depois disso, nunca mais ocorreram casos de violência na escola, que eram bastante corriqueiros. Além disso, os alunos se comprometeram a retomar o jornal da escola, para melhorar a comunicação com a diretoria.

“A Justiça Restaurativa não significa impunidade nem apologia à desresponsabilizacão, mas resolver o conflito a fundo. Os círculos não trabalham com base na punição e no castigo, mas há a responsabilização social do adolescente pelas suas escolhas”, diz o juiz Egberto.

Pólos irradiadores – A metodologia que está sendo utilizada para implementar a Justiça Restaurativa no Estado de São Paulo é denominada “pólos irradiadores”, que significa envolver, na implantação do método, diversas instituições para que não fique setorizado. “Nenhuma instituição sozinha resolve o problema da violência, é preciso entender o contexto em que ela está inserida e os aspectos sociais da produção de violência”, diz Mônica Mumme, consultora da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJSP e responsável pela implementação da metodologia dos Polos Irradiadores em São Paulo. De acordo com ela, a violência é complexa e precisa de uma resposta interinstitucional, envolvendo o conselho tutelar, as escolas, assistentes sociais, profissionais de saúde, dentre outros. “É uma justiça que busca pelo nosso potencial criativo, pela união de todas as instituições para uma proposta de resolução do conflito”, diz Mônica.

Bulliyng – Os círculos restaurativos, que são realizados em três etapas – pré-círculo, círculo e pós-círculo -, também têm sido aplicados com frequência em casos de bulliyng nas escolas. Em uma escola atendida pelo núcleo, um apelido dado a uma menina – “testuda” – fez com que ela tivesse uma reação desastrada e agredisse o seu colega, causando lesões graves. Após o Boletim de Ocorrência, instaurou-se o ciclo restaurativo, envolvendo os jovens, o coordenador pedagógico da escola, representantes do grêmio estudantil, os familiares, o conselho tutelar e o facilitador de Justiça. Após a menina ter tido a oportunidade de explicitar a dor que o apelido lhe causava e dos pedidos qualificados de desculpas, os dois alunos ficaram responsáveis por realizar uma campanha anti-bullying na escola, para prevenir a prática. “Não fosse o círculo restaurativo, a aluna seria expulsa e corria o risco de abandonar os estudos, tornando o resgate cada vez mais difícil”, diz o juiz Egberto.

Luiza de Carvalho
Agência CNJ de Notícias

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Presos recusam carne ao molho e fazem motim por mais fritura, em RO

Detentos de Vilhena pedem retirada de strogonoff e panqueca.
Novo cardápio deve ser servido na próxima semana, diz empresa fornecedora.


Cerca de 220 presos participaram do motim e pedem por mais frituras (Foto: Jonatas Boni/G1)Cerca de 220 presos participaram do motim e pedem por mais frituras (Foto: Jonatas Boni/G1)

Detentos do Centro de Ressocialização Cone Sul em Vilhena (RO), município distante 700 quilômetros de Porto Velho, realizaram um motim no último domingo (4) e queimaram colchões por conta da alimentação servida na unidade penitenciária. De acordo com a Polícia Civil, o tumulto começou durante o horário do jantar, quando 220 presos se recusaram a receber as marmitas e alegaram que não queriam mais comer carne ao molho, cozida e moída. O incidente foi divulgado pela Polícia Civil nesta terça-feira (6). A empresa que fornece alimento para a unidade informou que os presos pediram mais frituras nas refeições.

Segundo a direção da unidade, após recusarem a comida, os presos de cinco celas iniciaram um principio de rebelião, ateando fogo em colchões, lençóis, toalhas e garrafas pets no corredor do complexo penitenciário. "A gente já havia chamados uns presos para conversar antes da bagunça começar. Comprometemos-nos a chamar a empresa de alimentação para conversar, visto que eles alegavam não querer mais a carne servida. Mesmo após a conversa, um grupo de detentos iniciou bagunça na cela", explica Paulo Ferreira, diretor do Centro de Ressocialização.


 
Diretor afirma que apenados ficarão sem colchões (Foto: Jonatas Boni/G1)
Diretor afirma que presos ficarão sem colchões
(Foto: Jonatas Boni/G1)
Entre as principais reclamações dos presos na noite de domingo, de acordo com a Polícia Civil, estava relacionada à carne servida atualmente nas marmitas. "Eles reclamaram da maneira como a estas estavam sendo produzidas", afirma o diretor. Após os detentos colocarem fogo nos colchões, os agentes penitenciários conseguiram pegar um hidrante para apagar e fazer o resfriamento das celas.
A direção esclarece que não foram todos os presos que participaram do motim e sim um grupo isolado. Ainda de acordo com o diretor, como os colchões queimados eram do estado de Rondônia, os detentos que fizeram a insubordinação não vão receber mais colchões. "Se eles queimaram é porque não estão precisando. Eles terão colchões somente quando a família trouxer", ressalta Ferreira.

O Centro de Ressocialização Cone Sul registrou um boletim de ocorrência no final da tarde de segunda-feira (5), solicitando perícia técnica na unidade. Os presos que participaram do tumulto vão responder por dano ao patrimônio público.

Negociação
Nesta terça-feira (6), a nutricionista e proprietária da empresa responsável pela distribuição das marmitas se reuniu com seis presos para definir um novo cardápio. No encontro, os presos pediram para que não fosse servido mais strogonoff, nhoque, panqueca ou creme de milho, pois eles não gostam.
De acordo com Lucineia Kosloski, o grupo queria a substituição por frituras. "Eles queriam mais carne frita, mas isso nós não podemos atender totalmente, visto que gordura demais não é bom para a saúde. Uma das ideias dadas por eles foi inserir torresmo. Isto não tem problema", explica a nutricionista, que disse ainda que o novo cardápio deve ser entregue já na próxima semana.
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Menu de refeições será trocado na próxima semana (Foto: Lauane Sena/G1)Menu de refeições será trocado na próxima semana (Foto: Lauane Sena/G1)