quarta-feira, 9 de julho de 2014

Internos realizam motim na UIM e AGENTES SOCIOEDUCADORES ficam feridos


ALAGOAS
Ação acorreu momentos antes de inspeção a ser realizada na unidade.
AGENTES  conseguiram conter menores infratores, diz Secretaria.

Quando o juiz chegou para a vistoria, os internos se rebelaram e começaram a fugir (Foto: Natália Souza/G1)
Quando o juiz chegou para a vistoria, os internos se rebelaram (Foto: Natália Souza/G1)

Os menores infratores que estão cumprindo medida socioeducativa na Unidade de Internação Masculina (UIM), localizada no Tabuleiro do Martins, realizaram um motim no fim da manhã desta quarta-feira (9), momentos antes de uma inspeção que seria realizada pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude, Ney Alcântara, e o promotor de Justiça Rogério Paranhos.


Agente foi atingido por uma telha jogada pelos internos (Foto: Natália Souza/G1)
Agente foi atingido por uma telha jogada pelos internos (Foto: Natália Souza/G1)
A reportagem do G1 estava no local no momento do motim e foi informada pelo juiz e agentes que internos fugiram. Entretanto, assessoria de comunicação da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social afirma que não houve fuga e sim uma tentativa. Disse ainda que os menores foram contidos pelos monitores.

Durante o motim, os adolescentes atiraram pedras e outros objetos e atingiram dois monitores. Um dos agentes, identificado como Alex, foi atingido na mão por um pedaço de telha atirado de dentro da unidade.

A vistoria era para constatar as condições de segurança na área externa da unidade, mas, por causa do tumulto, ela não chegou a ser realizada e a comissão se encaminhou para outra unidade, localizada na antiga Escola de Formação do Corpo de Bombeiros, que fica no prédio do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), no Santos Dumont.

"Se ficarmos aqui, pode ser pior. Eles estão muito exaltados. O problema é que quem está fazendo a segurança na parte externa do complexo de ressocialização são militares do BPTran [Batalhão de Polícia de Trânsito]. Está errado. É preciso que a segurança aqui seja feita pela polícia ostensiva", critica o magistrado.

De acordo com Alcântara, o Estado já havia sido notificado antes, quando os monitores eram responsáveis pela segurança externa. À época, foi recomendado que a Polícia Militar assumisse a função. "Nós somos militares, mas somos especializados em trânsito. Se fosse o Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais] ou a RP [Radiopatrulha], essas fugas poderiam ser impedidas, mas nós não somos preparados para esse serviço", lamenta um agente do BPTran que pediu para não ser identificado.

Prazo para adequações
O juiz Ney Alcântara determinou no dia 1º de julho que o governo de Alagoas deveria adequar as unidades de internação que estão superlotadas em um prazo de cinco dias contados a partir da data da notificação oficial. O descumprimento da decisão judicial acarretaria em multa diária de R$ 15 mil.

A determinação aconteceu um dia após o registro de duas fugas do Núcleo Estadual de Atendimento Socioeducativo (Neas), sendo que uma delas foi uma fuga em massa na UIM, parte alta de Maceió. Na ocasião 21 internos fugiram pela porta da frente, após renderem os monitores com armas artesanais. Sete deles foram recapturados pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Na sexta-feira (4), monitores que trabalham no Sistema de Ressocialização de Menores de Alagoas encontraram, dentro da Unidade de Internação de Jovens e Adultos (UIJA), uma sacola plástica contendo três bananas de dinamites, cordões detonadores, um celular e uma faca.

Interno da Fundação Casa vale quase o dobro de um estudante no País

Segundo levantamento feito pelo DL, investimentos federais em cada aluno giram em torno de R$ 4,9 mil por ano, enquanto um interno da Fundação Casa vale R$ 8 mil por mês

Enquanto o governo estadual gasta R$ 8 mil ao mês com um jovem infrator de 12 a 21 anos, interno na Fundação Casa, o governo federal investe cerca de R$ 4,9 mil por ano em cada estudante do ensino fundamental ao superior. A disparidade do valor reflete no nível educacional do Brasil que, no último Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em 2012, ficou entre 57º e 60º em matemática e ciência, e entre 54º e 56º em leitura, em um total de 65 países participantes.

Inaugurada no último dia 27 em Santos, a Fundação Casa é um centro socioeducativo para a internação de adoslecentes autores de ato infracional. Na Cidade, a unidade está localizada no Monte Cabrão, na área Continental, e é a sétima da Baixada Santista. Praia Grande, Mongaguá, São Vicente, Itanhaém e Peruíbe já contam com uma Casa. O investimento do Governo do Estado na construção do novo centro foi de R$ 6 milhões. A unidade de Santos pode abrigar até 64 adolescentes. Em todas as unidades espalhadas pelo estado de São Paulo, segundo a assessoria de imprensa da Fundação Casa, o custo mensal é de R$ 8 mil por adolescente. Ao total, existem cerca de 142 centros socieducativos, sendo 101 de Internação, um de Internação Sanção, 60 de Internação Provisória, nove de Atendimento Inicial e 25 de Semiliberdade. A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado contestou a pauta e à reportagem e não enviou os números dos investimentos que o governo estadual faz em Educação, contrariando assim, o princípio da transparência nas informações públicas. Em contrapartida, o Ministério da Educação (MEC) informou que em média, com estudantes de todos os níveis (Fundamental, Médio e Superior), o governo federal investe R$ 4.916 por ano.

A assessoria de imprensa do Ministério informou que estes são os dados mais recentes que o MEC tem, e são de 2011. Porém, discriminando a média dos valores para os níveis fundamental e médio, o investimento em um interno da Fundação quase duplica, só em um mês, o valor de um estudante matriculado normalmente em um ano letivo. Um estudante do ensino médio, nos últimos três anos de estudos, vale ao Governo R$ 4.212 por ano. O aluno do ensino fundamental custa R$ 4.341. Nesse valor inclui-se uniforme, merenda, transporte, e salários de professores entre outros gastos.

Crescimento

De 2000 a 2011, o investimento público direto por estudante cresceu 500% em valores nominais, de acordo com o MEC, passando de R$ 970 em 2000, para R$ 4.916 em 2011. Apesar do crescimento no investimento em Educação na última década, o Brasil ainda está atrás em investimento por cada estudante, se comparado à destinação do Produto Interno Bruto (PIB) à Educação. Pelo percentual do PIB, o Brasil destina 5,6% o mesmo que a Suíça, e mais que a Itália (4,7%) e a Hungria (4,6%). Porém em dólares, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2010, o Brasil investe US$ 2,96 mil, sendo que a Hungria são US$ 4,8 mil, a Itália US$ 7,83 mil e a Suíça, US$ 12,8 mil.

A unidade da Fundação Casa na Cidade foi inaugurada no último dia 27. Localizada no Monte Cabrão, a unidade santista é sétima da Região (Foto: Luiz Torres/DL)
A unidade da Fundação Casa na Cidade foi inaugurada no último dia 27. Localizada no Monte Cabrão, a unidade santista é sétima da Região (Foto: Luiz Torres/DL)

Apesar do avanço no investimento em Educação nos últimos 11 anos, o Brasil está abaixo da média da OCDE que é 6,3% do PIB destinado a esta área. Com a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) que prevê 10% do PIB direcionado à Educação, o Brasil entrará no rol dos países que mais investem em educação. Porém, é necessário fazer a gestão desses valores, e equiparar a desigualdade de investimentos em todos os Estados. 

Investimento mínimo

Em 2013, o MEC limitou o valor mínimo de R$ 2.243,71 por aluno da educação básica. Vale ressaltar que cada Estado pode investir a quantia que quiser por estudante. As federações que não atingem o valor mínimo do MEC recebem complemento do governo federal, através Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Plano Nacional de Educação

Sancionado pela presidente Dilma Rousseff, em 26 de junho, depois de três anos de discussão na Câmara e no Senado, o Plano Nacional de Educação conduzirá as ações em Educação do país pelos próximos 10 anos, e estabelece 20 metas e estratégias para o setor, entre elas a destinação de 10% do PIB. O PNE colocará o Brasil no patamar dos países desenvolvidos em relação a investimentos em educação e estudantes de todos os níveis.

Entre as metas e diretrizes firmadas no Plano, estão: a erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento escolar, e a superação das desigualdades educacionais. Além da melhoria da qualidade da educação e o estabelecimento da meta de aplicação de recursos públicos como a proporção do PIB que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e igualdade.

Pelo Twitter, no dia da sanção, Dilma Rousseff escreveu em seu perfil que o PNE está “à altura” das dificuldades educacionais do Brasil e que o aumento em investimento na educação vai ampliar as oportunidades de desenvolvimento educacional, cultural e tecnológico do país.


Adolescente é morto dentro de unidade do Degase, no Rio

Jovem, de 16 anos, foi enforcado com um lençol, na noite de terça (8).
Quatro internos confessaram o crime; menor seria de facção rival.

Um adolescente de 16 anos foi assassinado dentro do alojamento socioeducativo Dom Bosco, o antigo Instituto Padre Severino, na Ilha do Governador. Como mostrou o Bom Dia Rio desta quarta-feira (9), quatro internos confessaram o crime, que aconteceu depois do jogo do Brasil.

Um dos menores alertou os agentes de segurança, que encontraram o adolescente morto no alojamento. De acordo com a polícia, ele foi enforcado com um lençol. Os menores que confessaram o crime foram levados para a Delegacia de Homicídios (DH) na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Eles cumprem medida sócio educativa por tráfico de drogas. Em depoimento, durante a madrugada, eles contaram que o adolescente assasinado era de uma facção rival.

Depois dos depoimentos na DH, os menores foram levados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPMA), no Centro do Rio. Eles devem seguir patra outra unidade do Degase, o Departamento de Ações Socioeducativas.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/07/adolescente-e-morto-dentro-de-unidade-do-degase-no-rio.html

terça-feira, 8 de julho de 2014

Homem é preso por assumir concurso no lugar de outro

Acusado trabalhou durante um ano e meio no Cense até ser descoberto...




Foi preso por usurpação de função pública, no fim da tarde de ontem (07), Elizeu de Santana, 46 anos. Ele trabalhava como educador social em um dos Cense (Centro de Sócioeducação), em Cascavel, há um ano e meio. 

Conforme a polícia, o homem se aproveitou de um homônimo (pessoa com o mesmo nome) para assumir a vaga do concurso. Ele não fez a prova e sequer a inscrição, mas ao ver o nome na lista do edital publicado em um jornal, resolveu assumir a vaga que não era dele.

A pena para esse crime pode chegar a cinco anos de reclusão. O delegado adjunto da 15ª SDP (Subdivisão Policial), Ademair Braga Júnior, diz que o caso continuará sendo investigado, inclusive, para saber se haverá responsabilidade da administração pública.

O candidato que fez a prova e passou no concurso é do Rio Grande do Sul. O delegado informa que agora ele terá que tomar providências legais caso queira reivindicar a vaga.

Como o homem desempenhou a função nesse período e ‘serviu’ o Estado, possivelmente ele não terá que devolver os salários.

http://cgn.uol.com.br/noticia/97295/homem-e-preso-por-assumir-concurso-no-lugar-de-outro

Fundação Casa precisa ser repensada

Em pouco menos de dois meses os internos da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA), promoveram duas rebeliões com o objetivo de fugirem. Diante deste quadro, algumas questões são levantadas sobre a maneira em que a instituição desenvolve seus projetos.

“Tem que punir o menor infrator que comete um homicídio, um latrocínio, não pode tratar um menor que praticou um desses crimes da mesma maneira do que praticou um furto”, destaca Scozzafave. Um dos pontos questionados é em relação ao investimento feito para a ressocialização desses menores infratores na comunidade. Segundo o especialista em segurança pública João Donizeti Scozzafave, o gasto é alto e o retorno acaba não sendo o esperado. “Até onde nós podemos ver o investimento, o custo benéfico não está compensando de retorno à sociedade. Hoje tem uma capacitação do infrator, tem um investimento muito alto em relação a isso, que está na faixa de R$ 4 a R$ 5 mil por adolescente internado e não tem retorno, uma mensalidade altíssima, e a sociedade não enxerga o retorno disso”, explicou.
Para Scozzafave, a ideia inicial do Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) era um projeto de sucesso, caso fosse levado ao pé da letra. “Precisa ser revisto o que realmente era proposto no NAI, era um processo interessante, mas não houve uma evolução, se existe a Fundação Casa que aprisiona o menor e não tem resultado, acaba sendo um processo falido, apesar dos altos investimentos”, apontou.
A punição, através das leis, que acabam sendo falhas e protege o infrator. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) precisa ser repensado, diz: “Tem que punir o menor infrator que comete um homicídio, um latrocínio, não pode tratar um menor que praticou um desses crimes da mesma maneira do que praticou um furto. A Fundação Casa trata do mesmo jeito, é necessário repensar as leis e o ECA. A lei protege isso, o sistema é falho. A instituição poderia funcionar dentro de um outro contexto, outros tipos de penalidades, mais severas”, destacou o coronel.
O sistema das unidades também é discutido como um modelo que não auxilia para que o menor infrator tenha as condições necessárias para voltar à sociedade. “Gasta muito dinheiro e tem pouco retorno, se observar os prédios da Fundação Casa, não são prédios adequados para fazer a reinserção do menor na sociedade”, debateu Scozzafave.
O especialista explica que a família também precisa de ajuda e ser acompanhada no período que o adolescente fica internado, para quando voltar ao convívio social não praticar novamente crimes. “Acho justo investir na recuperação do menor, mas da maneira correta. Acredito que a família precisa ter que ser acompanhada, ter uma interação, pois se quando o menos sair da Fundação Casa e encontrar uma família desestruturada precisa ir para outro lugar, a família tem que estar preparada para receber o adolescente para que ele não volte a cometer crimes”, argumentou.
Segundo o Scozzafave, a Fundação Casa está sendo administrada da mesma maneira que um sistema prisional. “Pega o sistema prisional e transfere para Fundação Casa. Será que as rebeliões não são fruto do sistema que é feito hoje? Como divide o menor do maior infrator? Falta transparência, acompanhada pelo Judiciário e o Ministério Público, uma cobrança para que esses órgãos participassem mais”, desabafou.

FUNDAÇÃO
A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa), anteriormente chamada Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (FEBEM), é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania. Sua função é executar as medidas socioeducativas aplicadas pelo Poder Judiciário aos adolescentes autores de atos infracionais com idades de 12 a 21 anos incompletos, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

REBELIÃO
A rebelião começou por volta das 17h50 do último domingo, 6. Após tomar dois servidores como reféns, um grupo de jovens tentou escapar. Como não conseguiram, colocaram fogo em equipamentos de uma sala. A situação foi negociada e resolvida pelos próprios funcionários do centro por volta das 18h40min.
De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação CASA, a Corregedoria já instaurou sindicância para apurar as causas da tentativa de fuga frustrada ocorrida no centro socioeducativo de São Carlos.
A Fundação informou ainda que dois adolescentes que inalaram fumaça foram encaminhados para um pronto atendimento e passam bem e que a Polícia Militar foi chamada apenas para prestar apoio externo.
Ainda segundo o órgão, todos os jovens envolvidos passarão pela Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD) para análise das sanções disciplinares a serem aplicadas. Essas sanções podem ser de uma advertência à redução do tempo de visita e suspensão de atividades externas.

O Judiciário e os familiares dos adolescentes serão informados da ocorrência.

 http://www.jornalpp.com.br/cidades/item/64760-fundacao-casa-precisa-ser-repensada

Fundação Casa de São Carlos tem situação tranqüila após rebelião

Menores atearam fogo em colchões e fizeram agentes reféns.

É tranquila a situação na Fundação Casa de São Carlos, após a rebelião e tentativa de fuga dos menores na tarde deste domingo (6). A confusão começou quando os internos atearam fogo em colchões e fizeram dois agentes reféns. Segundo testemunhas, os adolescentes também tentaram quebrar paredes para fugir da unidade.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estiveram no local. Depois de uma hora de negociação, os menores libertaram os reféns. Dois adolescentes receberam atendimento médico, já que inalaram uma grande quantidade de fumaça.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Fundação Casa, a unidade de São Carlos abriga 64 internos, número que não excede a capacidade do local.

http://www.simnews.com.br/index.jsf?noticia=59210&page=noticias.xhtml

Jovem morto em tiroteio estava com menor da Fundação Casa

Jovem morto em tiroteio estava com menor da Fundação Casa

O jovem Felipe da Silva Correia, de 18 anos (foto), que morreu em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no último domingo  (06), em Louveira, é acusado de roubar um Citröen de uma moça de 22 anos. Ele agiu junto com um menor de 16 anos que havia acabado de sair da Fundação Casa. A informação é da Polícia Militar.
Os dois eram do Morada das Vinhas, em Jundiaí. Segundo relato dos soldados da Polícia Militar, eles avistaram o carro roubado na rodovia Vereador Geraldo Dias, próximo ao Parque Cecap. Houve perseguição até a Rodovia João Cereser e depois na Via Anhanguera.
Em Louveira, o motorista do carro, que era o menor de 16 anos, perdeu o controle da direção, bateu em um Fiesta, capotou e parou sobre uma placa de sinalização da Marginal da Via Anhanguera, entre o Santo Antônio e o Burck.
O menor foi apreendido na hora. Já Felipe se embrenhou em um matagal. Ele reagiu à ação dos PMs que cercaram o local, disparando quatro tiros de revólver. Os soldados revidaram e o acertaram com três tiros.
O corpo de Felipe foi sepultado nesta segunda-feira (07). Ele era conhecido como “Vandaime”.
O menor, por determinação do delegado Osvaldo Roberto Cândido foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista. O delegado disse que a periculosidade do garoto é tão grande, que não pode ser liberado para aguardar decisão da Justiça junto aos pais, para o bem da sociedade.

http://jrjundiai.com/jornaldaregiao/liipecorreia/

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Agente socioeducativo é agredido por interno em Minas gerais

Agente socioeducativo é ferido
Adolescentes utilizaram chuços para o ataque registrado na unidade de Açucena


DA REDAÇÃO - Enquanto não são transferidos para o Centro Socioeducativo de Ipatinga, inaugurado no último dia 26, os adolescentes infratores acautelados continuam na unidade de Açucena e alguns protagonizam momentos de rebeldia e violência. Na tarde de sábado, dois adolescentes acautelados de 14 anos de idade agrediram o agente Josué Ribeiro Lopes, 26 anos, que fazia a retirada de um cano do chuveiro.

Novo Centro Socioeducativo de Ipatinga, no Vale do Aço (Foto: Patrícia Belo / G1)
Centro Socioeducativo de Ipatinga, no Vale do Aço
(Foto: Patrícia Belo / G1)
De acordo com a Polícia Militar, um dos adolescentes desferiu dois golpes com o chuço contra Josué, e um dos golpes acertou no lado direito do rosto do agente, perfurando a face até o interior da boca. O outro acertou no lado direito das costas, causando um arranhão. Os agressores ameaçaram ainda outros agentes. Josué Ribeiro foi encaminhado para atendimento na unidade de saúde de Belo Oriente.

Os adolescentes, que ficaram com hematomas na confusão, foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Ipatinga, para exame de corpo de delito. Os chuços foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Açucena.

Assim que todos os adolescentes forem transferidos para o Centro Socioeducativo de Ipatinga, medida prevista para essa semana, a unidade de Açucena voltará a funcionar como unidade prisional.

http://www.diariodoaco.com.br/noticia/82705-3/policia/agente-socioeducativo-e-ferido

Agentes da Fundação Casa relatam agressões de ex-internos em Batatais

Agentes da Fundação Casa em Batatais (SP) afirmam ter sido vítimas de agressões, ameaças e intimidações feitas por internos e ex-internos da instituição. Em entrevista ao G1, quatro deles descreveram o medo de trabalhar devido à falta de segurança. Segundo os trabalhadores, sete boletins de ocorrência foram registrados em 2014 por ameaças de ex-internos.

A Polícia Civil confirma o registro dos casos pelos agentes e afirma que este tipo de ocorrência não é raro na cidade. Entretanto, diz que nenhum pedido para aumentar a segurança dos trabalhadores da unidade foi recebido.

Embora não tenha informado se tem conhecimento sobre as denúncias dos agentes, a Fundação Casa divulgou nota na qual esclarece que, quando existem denúncias de agressões contra agentes, o Poder Judiciário e o Ministério Público são notificados para que tomem as providências cabíveis contra os envolvidos.

Relatos
Os agentes entrevistados preferem não se identificar, por temerem represálias. Um deles conta que está em Batatais desde maio de 2013, quando pediu transferência de São Paulo para uma cidade do interior, por acreditar que teria uma rotina mais tranquila. “Me enganei. A situação em Batatais é muito complicada”. Em pouco mais de um ano na cidade, ele registrou dois boletins de ocorrência, nos quais alega ter sido agredido por ex-internos da fundação. O último foi há um mês. “Estava voltando para a instituição, de bicicleta, após fazer o horário de almoço, quando vieram três ex-internos e me agrediram no peito. Caí e jogaram a bicicleta por cima de mim.”

Outro agente relata que passava com a mulher por uma rua de Batatais, há pouco mais de um mês, quando três ex-internos, acompanhados de outros sete adolescentes, começaram a insultá-lo. “Eles dizem a toda hora que vão nos matar, que somos ricos. Em Batatais, as ameaças são constantes e ninguém faz nada”.
Segundo os agentes, sete boletins de ocorrência foram registrados só neste ano por ameaças de ex-internos. Mas eles relatam, também, casos que teriam ocorrido dentro da fundação. Um dos mais recentes seria de janeiro deste ano, quando dois adolescentes brigavam na quadra. Dois agentes teriam tentado contê-los e um deles recebido um soco no olho. “Os adolescentes veem os agentes como polícia, enxergam como inimigos.”

O prédio da instituição, que fica numa área rural, não oferece a segurança necessária para o trabalho, de acordo com os agentes ouvidos. Eles afirma que a frente é aberta, sem muro de proteção. Dizem também que os carros dos funcionários ficam estacionados ao ar livre, numa área com pouca iluminação. “No ano passado, alguns adolescentes saíram do meio do mato e quebraram alguns veículos com paus e pedras, como forma de intimidação”, diz uma das vítimas. Ainda segundo eles, mudanças foram pedidas à direção da Fundação Casa de Batatais, mas não houve resposta.

Polícia Civil
O delegado de Batatais, José Arnaldo Andreotti Júnior, afirma que agressões ou intimidações envolvendo internos e ex-internos da unidade da Fundação Casa em Batatais não são raras. A maior parte, segundo ele, é provocada por menores. Nesse caso, os boletins de ocorrência são registrados como ato infracional e os casos remetidos ao Juizado da Infância e Juventude, que define as sanções de acordo com as características de cada situação. O delegado confirma que casos recentes foram registrados.
Andreotti informa, porém, que a origem dos conflitos não está exclusivamente nos adolescentes atendidos pela Fundação Casa. Só na semana passada, a Polícia Civil de Batatais abriu dois inquéritos para apurar condutas de agentes contra menores. “As agressões são derivadas da própria relação conflituosa entre internos e agentes. E da necessidade de se impor disciplina na unidade”.
O delegado afirma, ainda, que está à disposição para estudar medidas que possam representar mais segurança aos agentes que se sentem ameaçados. “Não recebi nenhum pedido nesse sentido, mas podemos sentar e conversar, analisar quais as necessidades deles e propor alguma medida mais drástica.”

Fundação Casa
Procurada pelo G1, a Fundação Casa não comentou se tem conhecimento das agressões relatadas pelos agentes, mas informou que não tolera atos de violência, de qualquer natureza, contra adolescentes e funcionários.

Segundo a nota, quando existem denúncias de agressões contra agentes, o Poder Judiciário e o Ministério Público são notificados para que tomem as providências cabíveis contra o adolescente. “É ainda lavrado o boletim de ocorrência e submetido o servidor a exame de corpo de delito no IML [Instituto Médico Legal]. Além disso, o adolescente envolvido passa por uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD), que analisa sanções disciplinares a serem eventualmente aplicadas a ele nos termos do Regimento Interno da Fundação Casa”. A unidade, que tem capacidade para atender 64 adolescentes, tem 63 internos, segundo a nota.

Quando ocorrem agressões de agentes contra os internos, o procedimento, de acordo com a fundação, é acionar a Corregedoria da instituição para realizar sindicância investigatória. “Se houver provas da falta administrativa e indícios de autoria, a Corregedoria instaura processo administrativo contra os funcionários envolvidos. Além disso, é lavrado o boletim de ocorrência e os adolescentes são submetidos a exame no IML”. Sobre os inquéritos abertos pela Polícia Civil de Batatais para investigar a conduta de agentes, a instituição diz que não foi notificada.

O G1 também questionou a fundação a respeito da reclamação dos agentes em relação à iluminação e a construção de uma área de segurança na frente da unidade. A nota só faz referência ao primeiro item. “Existem postes que fornecem iluminação em todas as áreas do entorno do centro”.

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/07/agentes-da-fundacao-casa-relatam-agressoes-de-ex-internos-em-batatais.html

Homem mata ex-sogros e se suicida em Campinas

Um ex-policial militar matou os sogros com 10 tiros em um prédio no bairro Bonfim, em Campinas e em seguida se suicidou dentro do próprio carro, em frente a Fundação Casa da Vila San Martin, na manhã deste domingo (6).
Segundo a Polícia Militar, Anderson Rodrigues de Oliveira, 32 anos, havia discutido com a esposa e ligou para avisá-la que cometeria o crime. O delegado da 2ª Delegacia Seccional de Campinas, Júlio Roberto Soares Júnior, conta que o acusado invadiu o prédio quando o portão foi acionado por um morador que entrava com o veículo.
O crime ocorreu por volta das 10h20 no Residencial Reserva do Bonfim, que fica na Rua Major Luciano Teixeira, no cruzamento com a Avenida Dr. Alberto Sarmento.
De acordo com a PM, o casal estava em processo de separação e a filha já havia avisado os pais da ameaça feita pelo marido. Quando estava a caminho da residência, ela recebeu uma segunda ligação de Oliveira, que informou que já estava no apartamento e efetuou os disparos. Ele disse que na sequência mataria os amigos dela, que é psicóloga Fundação Casa. O acusado fugiu do condomínio, foi até o trabalho da esposa, mas se matou com um tiro na cabeça no estacionamento do prédio, dentro de um Prisma.

Vizinhos do casal escutaram a sequência de tiros e acionaram a PM e o socorro, mas quando o Samu chegou ao local as vítimas já estavam mortas no chão da cozinha. A advogada Maria Helena de Oliveira Pinto, 60 anos, levou dois tiros no peito e cabeça e o vendedor Lucas Tadeu Pinto, 58 anos, foi atingido por oito disparos nas costas. O ex-PM temporário, que atualmente trabalhava como motorista, já estava com o nome barrado na portaria quando chegou no prédio, mas conseguiu invadir o local e acessar o 9º andar do bloco central, onde os sogros morava. A polícia acredita que a porta do apartamento estava apenas encostada. "Não há sinais de arrombamento. O porteiro tentou barrá-lo, mas ele mostrou a arma e correu" , explica o delegado. "Depois ele ligou para o casal e avisou, mas já ouviu os tiros em seguida. O suspeito saiu junto com um morador e fugiu"
A moradora do apartamento debaixo, que preferiu não se identificar, conta que ouviu uma sequência longa de tiros e um eco muito forte "Meu marido olhou pela janela e o viu fugindo. Muitos moradores desceram em seguida" , diz. "O casal morava aqui há uns 25 anos e ela era filha única e tem um filho de 4 anos com o marido."
De acordo com o delegado, um estudo de balística será realizado para conformar que a pistola 380, usada no suicídio, é a mesma utilizada no duplo homicídio. "Vamos levantar as imagens das câmeras de segurança do prédio e ouvir as testemunhas" , afirma.

Fonte: RAC / Tatiane Quadra / Bruno Bachetti
Foto: Shana Maria Pereira