sexta-feira, 24 de maio de 2013
Jovens infratores queimam colchões contra greve de agentes socioeducativos no DF
Categoria informou que vai suspender as visitas deste fim de semana.
GDF diz que fogo foi controlado em 15 minutos e que visitas estão mantidas.
Adolescentes da Unidade de Internação do Plano Piloto, antigo Caje, em Brasília, queimaram colchões na noite desta quinta-feira (23) para protestar contra a greve dos agentes socioeducativos e a ameaça de suspensão das visitas deste fim de semana.
De acordo com a Secretaria da Criança, o fogo foi controlado em 15 minutos. A secretaria informou que as visitas estão mantidas no final de semana nos horários de costume (das 8h às 11h e das 14h às 17h).
A suspensão das visitas havia sido anunciada pelo Sindicato dos Agentes de Reintegração Social em assembleia nesta quinta-feira (23). Eles estão paralisados desde o dia 20 e pleiteiam um reajuste salarial de 20% a 25%, além da criação de carreira própria para a atividade socioeducativa.
Uma reunião estava prevista para ocorrer na manhã desta sexta-feira (24) entre a Secretaria de Administração e uma comissão da categoria para tratar das reivindicações dos agentes.
Na segunda-feira (20), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios considerou a greve ilegal e determinou que os servidores retomassem imediatamente as atividades, com pena de multa diária de R$ 30 mil para o caso de não cumprimento da decisão.
De acordo com a determinação da Justiça, a diginidade dos menores internos pode ser violada com a suspensão das atividades. O sindicato informou que os agentes permanecerão nas unidades para garantir alimentação, segurança, banho de sol e saúde, mas as demais atividades, como oficinas profissionalizantes, escola, recreação e escolta continuarão suspensas.
O TJDFT decidiu que os funcionários que aderiram à greve terão os dias de paralisação descontados. A Secretaria da Criança e a direção das unidades de internação devem impedir a presença dos dirigentes sindicais no interior das instalações.
Segundo a secretária da Criança, Rejane Pitanga, a greve é infundada, pois o governo sempre manteve diálogo com os servidores e a negociação está em andamento. "Sobre restruturação [da carreira], o GDF concorda e a negociação está em processo. Dos 917 concursados, 822 foram chamados, três novas unidades serão entregues neste ano, o que vai representar uma melhoria radical nas condições de trabalho. O governo está investindo, o diálogo sempre esteve aberto", afirmou.
A secretária afirmou que os servidores também querem a liberação do porte de armas para os agentes. "Mas essa não é uma prerrogativa do governo do Distrito Federal, nem do Legislativo do DF. Isso depende do Congresso Nacional", disse.
Reivindicações
Atualmente, a categoria se enquadra na carreira pública de assistência social, mas querem a criação de carreira única para a atividade socioeducativa. "Não somos assistentes sociais. Criando a carreira própria será possível ter a maior valorização do servidor que está fazendo medidas socioeducativas", disse o vice-presidente.
A categoria informou que há meses vem se reunindo com representantes da Secretaria de Administração Pública, que prometeu concluir as negociações até junho, mas que ainda não apresentou nenhuma contraproposta para os servidores.
Segundo Torres, o salário médio bruto de um servidor em início de carreira é de R$ 4,3 mil, mas os agentes reclamam que não há valorização por tempo de serviço. "Um funcionário com dez anos de carreira ganha R$ 250 a mais que um funcionário recém-contratado", disse
fonte:

GDF diz que fogo foi controlado em 15 minutos e que visitas estão mantidas.
| Unidade de Internação do Plano Piloto, antigo Caje, que fica na Asa Norte (Foto: Jamila Tavares / G1) |
De acordo com a Secretaria da Criança, o fogo foi controlado em 15 minutos. A secretaria informou que as visitas estão mantidas no final de semana nos horários de costume (das 8h às 11h e das 14h às 17h).
A suspensão das visitas havia sido anunciada pelo Sindicato dos Agentes de Reintegração Social em assembleia nesta quinta-feira (23). Eles estão paralisados desde o dia 20 e pleiteiam um reajuste salarial de 20% a 25%, além da criação de carreira própria para a atividade socioeducativa.
Uma reunião estava prevista para ocorrer na manhã desta sexta-feira (24) entre a Secretaria de Administração e uma comissão da categoria para tratar das reivindicações dos agentes.
Na segunda-feira (20), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios considerou a greve ilegal e determinou que os servidores retomassem imediatamente as atividades, com pena de multa diária de R$ 30 mil para o caso de não cumprimento da decisão.
De acordo com a determinação da Justiça, a diginidade dos menores internos pode ser violada com a suspensão das atividades. O sindicato informou que os agentes permanecerão nas unidades para garantir alimentação, segurança, banho de sol e saúde, mas as demais atividades, como oficinas profissionalizantes, escola, recreação e escolta continuarão suspensas.
O TJDFT decidiu que os funcionários que aderiram à greve terão os dias de paralisação descontados. A Secretaria da Criança e a direção das unidades de internação devem impedir a presença dos dirigentes sindicais no interior das instalações.
Segundo a secretária da Criança, Rejane Pitanga, a greve é infundada, pois o governo sempre manteve diálogo com os servidores e a negociação está em andamento. "Sobre restruturação [da carreira], o GDF concorda e a negociação está em processo. Dos 917 concursados, 822 foram chamados, três novas unidades serão entregues neste ano, o que vai representar uma melhoria radical nas condições de trabalho. O governo está investindo, o diálogo sempre esteve aberto", afirmou.
A secretária afirmou que os servidores também querem a liberação do porte de armas para os agentes. "Mas essa não é uma prerrogativa do governo do Distrito Federal, nem do Legislativo do DF. Isso depende do Congresso Nacional", disse.
Reivindicações
Atualmente, a categoria se enquadra na carreira pública de assistência social, mas querem a criação de carreira única para a atividade socioeducativa. "Não somos assistentes sociais. Criando a carreira própria será possível ter a maior valorização do servidor que está fazendo medidas socioeducativas", disse o vice-presidente.
A categoria informou que há meses vem se reunindo com representantes da Secretaria de Administração Pública, que prometeu concluir as negociações até junho, mas que ainda não apresentou nenhuma contraproposta para os servidores.
Segundo Torres, o salário médio bruto de um servidor em início de carreira é de R$ 4,3 mil, mas os agentes reclamam que não há valorização por tempo de serviço. "Um funcionário com dez anos de carreira ganha R$ 250 a mais que um funcionário recém-contratado", disse
fonte:
Rebelião Fundação casa São Bernardo
SÃO BERNARDO: INTERNOS CAUSAM TUMULTO NA FUNDAÇÃO CASA
Um princípio de tumulto na unidade da Fundação Casa em São Bernardo deixou três funcionários feridos
Um grupo de internos da unidade da Fundação Casa de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, teve de ser contido pelos funcionários da instituição após tumultuarem o ambiente. O fato ocorreu na noite dessa quinta-feira.
A confusão no local começou por volta das 20h15 e durou cerca de 45 minutos. De acordo com a administração, um grupo de jovens se envolveu em um movimento de indisciplina.
Durante o tumulto mesas e cadeiras foram quebradas.
Para interromper o ato disciplinar, tiveram de agir o diretor da unidade e alguns funcionários.
No tumulto, três dos agentes ficaram feridos – um deles foi levado a um Pronto Socorro da região e os outros dois foram medicados na própria unidade.
Foi instaurada uma sindicância pela Corregedoria da Fundação Casa, para apurar os fatos. Não houve incêndio e nenhum tumulto maior.
De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Casa,os funcionários tiveram apenas ferimentos leves. o local tem capacidade para 64 internos e hoje conta com 61.
Os jovens devem sofrer punições, como restrições às saídas para atividades externas ou redução do tempo das visitas aos fins de semana. O local tem capacidade para atender 64 pessoas, mas abriga 61 atualmente.
FONTES:

VEJA
MAIS SOBRE ESTÁ NOTICIAS
Segundo as informações que chegam é que por volta das 20:30hs. quando o pessoal da pedagogia estava dentro do centro para aplicar as atividades noturnas juntos aos internos, um dos internos diga-se de passagem muito problemático que estava dentro de uma das salas de aula se levantou em direção à um dos servidores (AAS) de plantão e gritou, " perdeu é tudo nosso" foi quando pegou uma cadeira e jogou em direção do agente, imediatamente os demais internos começaram a gritar e quebrar cadeiras , mesas, e tudo que viam pela frente, chegaram a reter o pessoal da pedagogia e os demais agentes como reféns por um momento até que machucaram um dos agentes e então liberaram os demais servidores, a coordenação modulou QRU via rádio e solicitou apoio do CASA II que imediatamente os atenderam e correram para o acasa I em caráter de apoio conseguindo assim juntos controlar a situação, logo em seguida chegou na unidade o grupo de apoio que permanecerá por lá até segunda ordem.
Os adolescentes após passarem por vistoria corpórea no setor de saúde foram devidamente conduzidos cada qual a seus respectivos dormitórios.
Os internos além de reter os servidores como reféns, ferir gravemente um agente também quebraram tudo não deixando nada em pé ou inteiro, cabe lembrar que na última rebelião anterior a esta os internos já haviam quebrado a unidade toda e ferido funcionários e novamente isso tornou a se repetir, pois se trabalhávamos já com muitas dificuldades por falta de condições, trabalharemos agora ainda mais.
O servidor ? foi conduzido ao PS central, onde passará por uma bateria de avaliações médicas, até este momento não sabemos de seu estado de saúde.
FONTE:

Um princípio de tumulto na unidade da Fundação Casa em São Bernardo deixou três funcionários feridos
Um grupo de internos da unidade da Fundação Casa de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, teve de ser contido pelos funcionários da instituição após tumultuarem o ambiente. O fato ocorreu na noite dessa quinta-feira.A confusão no local começou por volta das 20h15 e durou cerca de 45 minutos. De acordo com a administração, um grupo de jovens se envolveu em um movimento de indisciplina.
Durante o tumulto mesas e cadeiras foram quebradas.
Para interromper o ato disciplinar, tiveram de agir o diretor da unidade e alguns funcionários.
No tumulto, três dos agentes ficaram feridos – um deles foi levado a um Pronto Socorro da região e os outros dois foram medicados na própria unidade.
Foi instaurada uma sindicância pela Corregedoria da Fundação Casa, para apurar os fatos. Não houve incêndio e nenhum tumulto maior.
De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Casa,os funcionários tiveram apenas ferimentos leves. o local tem capacidade para 64 internos e hoje conta com 61.
Os jovens devem sofrer punições, como restrições às saídas para atividades externas ou redução do tempo das visitas aos fins de semana. O local tem capacidade para atender 64 pessoas, mas abriga 61 atualmente.
FONTES:
VEJA
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Segundo as informações que chegam é que por volta das 20:30hs. quando o pessoal da pedagogia estava dentro do centro para aplicar as atividades noturnas juntos aos internos, um dos internos diga-se de passagem muito problemático que estava dentro de uma das salas de aula se levantou em direção à um dos servidores (AAS) de plantão e gritou, " perdeu é tudo nosso" foi quando pegou uma cadeira e jogou em direção do agente, imediatamente os demais internos começaram a gritar e quebrar cadeiras , mesas, e tudo que viam pela frente, chegaram a reter o pessoal da pedagogia e os demais agentes como reféns por um momento até que machucaram um dos agentes e então liberaram os demais servidores, a coordenação modulou QRU via rádio e solicitou apoio do CASA II que imediatamente os atenderam e correram para o acasa I em caráter de apoio conseguindo assim juntos controlar a situação, logo em seguida chegou na unidade o grupo de apoio que permanecerá por lá até segunda ordem.
Os adolescentes após passarem por vistoria corpórea no setor de saúde foram devidamente conduzidos cada qual a seus respectivos dormitórios.
O servidor ? foi conduzido ao PS central, onde passará por uma bateria de avaliações médicas, até este momento não sabemos de seu estado de saúde.
FONTE:
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Funcionários relatam sofrer agressões de adolescentes no DEGASE
Superlotação seria causa do aumento de ocorrências internos.
Apreensão de jovens infratores dobrou no último ano.
Os relatos de agressão a homens e mulheres que trabalham na reeducação dos jovens internos do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) vêm aumentando nos últimos 12 meses. As agressões ocorrem em confrontos dos adolescentes contra os agentes ou em brigas entre os internos. A falta de funcionários em relação ao número de detentos é considerada a principal culpada pelo aumento das agressões, que ocorrem em rebeliões ou até mesmo quando ocorrem brigas entre os jovens.
Nos três primeiros meses de 2013, a apreensão de jovens infratores no município do Rio mais do que dobrou em relação ao mesmo período de 2012. O aumento é de 107%. Os 800 agentes do Degase não conseguem dar conta. Atualmente, 22 adolescentes em média cruzam os portões todos os dias. O aumento das infrações gera superlotação. Das oito unidades de internação do Rio, sete tem o número de jovens acima da capacidade.
No início de maio, duas fugas aconteceram em uma mesma unidade. Vinte e nove jovens escaparam e 19 foram recapturados.Para os especialistas e os que lidam diretamente com os jovens, esse aumento nas apreensões é um reflexo da atuação das UPPs e da mudança de estratégia do tráfico em áreas pacificadas.
“Talvez uma coisa que apareça com mais frequência hoje em dia seria a situação do adolescente não apenas sendo explorado, Não só como espião do tráfico, mas também participando de uma forma mais efetiva da sua atividade de comércio”, afirma o juiz de direito Marcius C. Ferreira.
O Degase está descentralizando suas unidades para combater a superlotação. Em maio, foi inaugurada a primeira unidade no interior, em Campos, no norte fluminense, com 90 vagas. Mas o número ainda é insuficiente.
Além do envolvimento maior dos jovens com o tráfico, o diretor da instituição, o coronel Alexandre Azevedo, aponta uma outra mudança recente no perfil dos infratores.
“O pico da nossa curva ficava entre 17 e 18 anos. Mas isso há um ano, Hoje a média fica entre os 15 e os 18 anos. Então isso demonstra que está descendo a idade e você olha que são pessoas que precisam de afeto, precisam de escola, precisam de uma série de políticas que a gente se organiza para dar”, afirma.
Relatos de agressões
Um agente que não quis se identificar afirma ter sido vítima de graves agressões. “Na rebelião em que fui feito refém, levei dezoito perfurações de uma arma perfuro-cortante chamada estoque, que é feita com vergalhões arrancados da própria estrutura da construção civil da unidade”, relata um dos funcionários. Ele afirma que vai desistir do emprego.
O agente revela também que os adolescentes exercem práticas cruéis uns contra os outros. “Eles usavam pedras para riscar nomes de facção na pele dos colegas, Muitos deles usam isso para marcar o que eles chamam de vacilão ou X-9. Eles querem que o cara carregue aquela marca”, afirma.
Superlotação
O presidente do sindicato dos agentes (Sindi-Degase), Marcos Aurélio Rodrigues, também culpa a superlotação pelo aumento das ocorrências. “Nós temos hoje um efetivo muito baixo de funcionários, de agentes para dar conta de um efetivo que passa do dobro de adolescentes acautelados pelo Estado”, diz.
“É uma relação tensa porque, por mais que você tenha toda uma programática de atendimento para os adolescentes, isso vai tudo por terra quando você atende até 300 adolescentes quando deveria estender entre 50 e 60. A qualidade do atendimento cai e o risco aumenta muito”, diz.
A informação de que há mais jovens na instituição do que a capacidade partiu do diretor do Degase. No entanto, a assessoria de imprensa do Degase, na tarde desta terça-feira (21) negou que ocorra superlotação.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/05/funcionarios-relatam-sofrer-agressoes-de-jovens-detentos-no-rio.html
Apreensão de jovens infratores dobrou no último ano.
Os relatos de agressão a homens e mulheres que trabalham na reeducação dos jovens internos do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) vêm aumentando nos últimos 12 meses. As agressões ocorrem em confrontos dos adolescentes contra os agentes ou em brigas entre os internos. A falta de funcionários em relação ao número de detentos é considerada a principal culpada pelo aumento das agressões, que ocorrem em rebeliões ou até mesmo quando ocorrem brigas entre os jovens.Nos três primeiros meses de 2013, a apreensão de jovens infratores no município do Rio mais do que dobrou em relação ao mesmo período de 2012. O aumento é de 107%. Os 800 agentes do Degase não conseguem dar conta. Atualmente, 22 adolescentes em média cruzam os portões todos os dias. O aumento das infrações gera superlotação. Das oito unidades de internação do Rio, sete tem o número de jovens acima da capacidade.
No início de maio, duas fugas aconteceram em uma mesma unidade. Vinte e nove jovens escaparam e 19 foram recapturados.Para os especialistas e os que lidam diretamente com os jovens, esse aumento nas apreensões é um reflexo da atuação das UPPs e da mudança de estratégia do tráfico em áreas pacificadas.
“Talvez uma coisa que apareça com mais frequência hoje em dia seria a situação do adolescente não apenas sendo explorado, Não só como espião do tráfico, mas também participando de uma forma mais efetiva da sua atividade de comércio”, afirma o juiz de direito Marcius C. Ferreira.
O Degase está descentralizando suas unidades para combater a superlotação. Em maio, foi inaugurada a primeira unidade no interior, em Campos, no norte fluminense, com 90 vagas. Mas o número ainda é insuficiente.
Além do envolvimento maior dos jovens com o tráfico, o diretor da instituição, o coronel Alexandre Azevedo, aponta uma outra mudança recente no perfil dos infratores.
“O pico da nossa curva ficava entre 17 e 18 anos. Mas isso há um ano, Hoje a média fica entre os 15 e os 18 anos. Então isso demonstra que está descendo a idade e você olha que são pessoas que precisam de afeto, precisam de escola, precisam de uma série de políticas que a gente se organiza para dar”, afirma.
Relatos de agressões
Um agente que não quis se identificar afirma ter sido vítima de graves agressões. “Na rebelião em que fui feito refém, levei dezoito perfurações de uma arma perfuro-cortante chamada estoque, que é feita com vergalhões arrancados da própria estrutura da construção civil da unidade”, relata um dos funcionários. Ele afirma que vai desistir do emprego.
O agente revela também que os adolescentes exercem práticas cruéis uns contra os outros. “Eles usavam pedras para riscar nomes de facção na pele dos colegas, Muitos deles usam isso para marcar o que eles chamam de vacilão ou X-9. Eles querem que o cara carregue aquela marca”, afirma.
Superlotação
O presidente do sindicato dos agentes (Sindi-Degase), Marcos Aurélio Rodrigues, também culpa a superlotação pelo aumento das ocorrências. “Nós temos hoje um efetivo muito baixo de funcionários, de agentes para dar conta de um efetivo que passa do dobro de adolescentes acautelados pelo Estado”, diz.
“É uma relação tensa porque, por mais que você tenha toda uma programática de atendimento para os adolescentes, isso vai tudo por terra quando você atende até 300 adolescentes quando deveria estender entre 50 e 60. A qualidade do atendimento cai e o risco aumenta muito”, diz.
A informação de que há mais jovens na instituição do que a capacidade partiu do diretor do Degase. No entanto, a assessoria de imprensa do Degase, na tarde desta terça-feira (21) negou que ocorra superlotação.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/05/funcionarios-relatam-sofrer-agressoes-de-jovens-detentos-no-rio.html
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Agentes socioeducativos entram em greve e fazem manifestação no Caje
Servidores querem melhorias de trabalho e reajuste salarial de 25%
Servidores do sistema socioeducativo do Distrito Federal decretaram greve na manhã desta segunda-feira (20/5). Cerca de 1,2 mil agentes fizeram uma manifestação na entrada da Unidade de Internação do Plano Piloto, antigo Caje. Somente o atendimento de saúde, alimentação e banho de sol estão funcionando nas 31 unidades de atendimento juvenil.
Os profissionais reivindicam melhorias de trabalho e reajuste salarial de 25%. O salário base da categoria é de R$ 2,6 mil em regime de 40 horas semanais.
Eles prometem realizar uma carreata por volta das 10h desta terça-feira (21/5), saindo do Caje em direção a Câmara Legislativa do Distrito Federal, para apoiar a derrubada do veto ao 3º artigo da lei distrital 1.185/2012 que permite o porte de arma aos agentes socioeducativos. "Não queremos utilizar armamento dentro das unidades, mas garantir a nossa segurança fora do local de trabalho, pois constantemente somos ameaçados por jovens com envolvimento com droga" disse o presidente do Sindicato dos Agentes Socioeducativos do DF, Waldimar de Sousa Paz.
A secretária Rejeane Pitanga, da secretaria da Criança, disse que a greve surpreendeu o governo, pois as negociações da carreira estão em curso. "Nós estranhamos a deflagração da greve, porque por parte do governo não há nenhum processo, nós somos favoráveis a reestruturação à carreira", explicou ela.
A secretaria da Administração Pública preferiu não se manifestar sobre o assunto.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/05/20/interna_cidadesdf,366953/agentes-socioeducativos-entram-em-greve-e-fazem-manifestacao-no-caje.shtml
Greve de policiais civis e aquartelamento de policiais militares em MG e MS
Polícia Civil de Minas Gerais ameaça greve a partir de sexta-feira
A Polícia Civil de Minas Gerais sinaliza paralisar suas atividades por tempo indeterminado já a partir da próxima sexta-feira. O movimento pode ser uma resposta ao anúncio do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB) do substitutivo nº 2 ao projeto de lei complementar (PLC) 23/12, que contém a Lei Orgânica da Polícia Civil e o regime jurídico dos membros das carreiras dos policiais. As modificações não estariam atendendo aos anseios da categoria.
"Em 2011, foi feito um acordo com o Governo para uma melhora das nossas condições, mas até agora nada foi cumprido. Com esse novo texto, o Estado de Minas Gerais está nos empurrando para a greve", declarou o dirigente da regional da Zona da Mata dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG), Marcelo Armstrong.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a equiparação do salário-base a um terço do salário de delegado geral grau B; a reestruturação das carreiras administrativas e o aumento do efetivo. "Pelos estudos realizados hoje, nós deveríamos ter 18.500 pessoas, mas temos apenas nove mil", declarou Armstrong. A assembléia está marcada para às 12h30 no pátio da Assembléia Legislativa de Minas, em Belo Horizonte.
http://www.tribunademinas.com.br/politica/policia-civil-ameaca-greve-a-partir-de-sexta-feira-1.1282127
No Mato Grosso do Sul, PMs e bombeiros anunciam que ficarão aquartelados; Polícia Civil parou na 6ª
Policiais militares e o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul anunciaram, no fim da tarde desta segunda-feira (20), que as corporações ficarão aquarteladas a partir de amanhã. A categoria pede um reajuste salarial de 25%. O governador André Puccinelli (PMDB) oferece 7%.Os policiais civis deflagraram greve na sexta-feira (17). Eles também querem 25% de aumento. A proposta do Estado também é de 7%. A Justiça declarou o protesto ilegal e fixou multa diária de R$ 40 mil. A categoria recorreu e manteve a manifestação.
Aquartelamento é um meio de os militares legitimarem a paralisação. Como não podem promover greves, a alternativa foi ficarem nos quartéis, sem sair às ruas.
Há cerca de 20 dias Puccinelli anunciou o resjuste de 25%, mas parcelados em três vezes: 7% neste ano, 8% no ano que vem e 20%, em 2015, ano que o governador não mais comandará o governo. A mesma proposta de reajuste foi prometida aos policiais civis.
O presidente da Associação dos Cabos, Soldados e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul, Edmar Soares, disse ter tentado convencer o governador a conceder o reajuste até antes da assembleia geral dos militares, hoje à tarde.
"Estimamos que 4.000 homens fiquem aquartelados a partir de amanhã, já que o governador não abre mão de dar apenas 7% de aumento neste ano", afirmou Soares.
Pelos cálculos da associação, metade da PM vai parar a partir de amanhã.
Já os policiais civis na ativa somam 1.600 servidores. O Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul) informou que 70% da categoria aderiu à grave.
O salário inicial de do soldado da PM de Mato Grosso do Sul é de cerca de R$ 2.100. Já a remuneração inicial do investigador da Polícia Civil é de R$ 2.300, segundo o Sinpol.
O governador informou que encaminha nesta terça-feira (20) à Assembleia Legislativa o projeto que determina o aumento salarial dos policiais. Ele disse que vai cortar os dias parados dos grevistas e que ia reduzir de 7% para 5% o reajuste proposto aos policiais civis.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/05/20/em-ms-policia-civil-entra-em-greve-e-pms-ficarao-aquartelados.htm
Alckmin cria bônus para policial que diminuir criminalidade
Policiais terão metas de redução de crimes em sua área de trabalho.
Projeto prevê bônus de até R$ 10 mil.
As metas de redução da criminalidade que os policiais deverão perseguir ainda não foram definidas. Elas serão determinadas em parceria com os institutos Sou da Paz e Falconi, através de um convênio com o governo do estado. O governador também não informou os critérios para a distribuição dos bônus.
"Vamos estabelecer as metas mais importantes para a população e, como resultado deste sistema de metas a serem atingidas por região, por tipo de delitos, é natural uma meritocracia, ou seja uma bonificação. São um conjunto de medidas, vai até a criação de uma nova seccional em Campinas, um novo Deinter em Araçatuba", disse Alckmin sobre o pacote batizado de "São Paulo contra o crime"
Segundo ele, as metas e prazos serão públicas. “Queremos resultado para a população na ponta, que é redução dos indicadores de criminalidade. É um misto: de um lado carreira, salário, de outro, estímulo.
Alckmin anunciou ainda o aumento do efetivo da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. A Polícia Civil deverá ganhar cerca de 3 mil novos agentes. Já a Polícia Técnico-Científica terá um incremento de 62%. “Serão ao todo 4.600, praticamente, policiais a mais nas polícias civil e técnico-científica".
Quando questionado quando a violência no estado termina, o governador disse que esse é um problema de nacional. “Essa é uma guerra , é uma luta 24 horas, aliás, no país inteiro”, disse Alckmin.
Sobre os índices de criminalidade no estado - alguns deles em alta -, Alckmin lembrou que em 2012 apenas São Paulo e Rio de Janeiro conseguiram baixas as estatísticas. Segundo ele, o número de homicídios, em alta desde julho do ano passado, cairá nos índices de vioência em abril, que serão divulgados na sexta-feira (25).
O governador anunciará oficialmente o novo pacote de segurança na manhã desta quarta, em evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/05/alckmin-cria-bonus-para-policial-que-diminuir-criminalidade.html
terça-feira, 21 de maio de 2013
Três jovens fogem da Fundação Casa em Osasco
Corregedoria vai instaurar sindicância para apurar motivo da fuga. Às 18h40 desta terça, policiais militares faziam buscas na região
Os jovens estavam sendo transferidos do prédio da unidade 1 para a unidade 2 da fundação. Quando chegaram ao pátio central, que fica entre os dois prédios, os adolescentes conseguiram fugir e pular o muro.
Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Casa, a Polícia Militar fazia buscas na região por volta das 18h40. O helicóptero Águia também foi acionado para ajudar nas buscas. A Corregedoria já foi informada e vai instaurar uma sindicância para apurar o motivo da fuga.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/05/tres-jovens-fogem-da-fundacao-casa-em-osasco.html
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