segunda-feira, 9 de julho de 2012

Rebelião fundação casa Araçatuba

Funcionários da Fundação Casa de Araçatuba são agredidos em rebelião em Araçatuba.


 Menores agrediram os monitores com socos e cadeiradas . 

Internos teriam se recusado a retornar para os dormitórios.



Três funcionários da Fundação Casa de Araçatuba (SP) ficaram feridos durante rebelião na tarde deste domingo (8). De acordo com a polícia, os menores agrediram os monitores com socos e cadeiradas.
A confusão aconteceu no pátio, depois que os internos se recusaram a retornar para as alas onde dormem. A situação foi controlada pelos próprios funcionários, mas os monitores tiveram que receber atendimento médio.

A direção da Fundação Casa foi procurada, não se manifestou sobre o ocorrido.

Após fugir da Fundação Casa, jovem é morto por comparsa

Um dos 18 infratores envolvidos na fuga em massa registrada sábado à noite na unidade da Fundação Casa no Jardim Esmeralda, em Praia Grande, foi morto na manhã desta segunda-feira com um tiro na cabeça, logo após um assalto, em Guarujá.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias em que Deusmar Teixeira Xaves Júnior, de 18 anos, foi baleado. Ao lado dele havia um revólver Taurus calibre 38 contendo uma cápsula intacta e outra deflagrada.

Preliminarmente, policiais militares apuraram que Deusmar e outro rapaz abordaram o guarda municipal Renato Gonçalves Júlio, de 45 anos. A vítima saía de carro da garagem de sua casa, no Jardim Enseada, acompanhado de sua mulher.

Segundo o guarda, os acusados ocupavam uma bicicleta e ordenaram que ele colocasse as mãos sobre o capô do carro, enquanto roubavam uma mochila contendo uniforme da Guarda Municipal de Guarujá e outros materiais de trabalho.

Consumado o assalto, a dupla fugiu, mas logo em seguida o guarda escutou um tiro. Ao olhar para trás, ele viu Deusmar caído ao lado do revólver que empunhava. O seu comparsa estava armado de pistola e fugiu de bicicleta com a mochila roubada.

A equipe de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou o jovem ferido ao Hospital Santo Amaro, mas ele não resistiu. O tiro que atingiu Deusmar transfixou a sua cabeça.

O guarda não soube informar em quais circunstâncias ocorreu o disparo. Para esclarecer o episódio, a delegada Juliana Buck Gianini requereu uma série de perícias, além de exame necroscópico para o fugitivo da Fundação Casa.

Uma das perícias solicitadas é a de recenticidade de disparo no revólver apreendido ao lado do acusado. O resultado poderá esclarecer se o tiro foi efetuado com essa arma.

Exame residuográfico também foi realizado nas mãos do rapaz morto e do guarda municipal. O objetivo dessa perícia é detectar eventuais sinais de pólvora e chumbo característicos de quem realiza disparo de arma de fogo.

Renato examinou os álbuns da Delegacia de Guarujá e não reconheceu nenhuma fotografia como sendo a do outro envolvido no roubo. O Setor de Investigações dessa repartição tenta identificar o comparsa de Deusmar.

Internos fogem da Fundação Casa de Praia Grande, SP






19 jovens participaram da ação e 16 continuam foragidos.

Um menor foi baleado e dois foram recapturados.




Internos da Fundação Casa (antiga Febem) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, renderam dois funcionários em uma tentativa de fuga na noite deste sábado (7). Dos 19 jovens que tentaram escapar, 16 continuam foragidos e um foi baleado. O centro abriga 56 jovens. A assessoria de imprensa disse que será aberto uma sindicância para apurar os fatos.



A ação aconteceu na Casa 2 da unidade do Jardim Esmeralda por volta das 20h30. quando estavam sendo levados da quadra poliesportiva para os dormitórios. renderam dois funcionários; um funcionário ficou ferido. Os jovens usaram a mangueira do hidrante para estourar a porta que dá acesso a uma área externa. Os adolescentes fugiram pulando o muro e o alambrado.


Segundo informações das polícias civil e militar, 16 jovens ainda estão foragidos, sendo 12 menores e quatro maiores de idade. Entre os que foram recapturados, um já completou 18 anos e outro ainda é menor. Os jovens podem ser atendidos na Fundação CASA até os 21 anos incompletos, e o judiciário é quem os libera após uma avaliação. No momento da fuga havia 56 adolescentes no local, que é a capacidade máxima.

Segundo o corregedor da Fundação Casa Jadir Pires de Borba, o menor baleado estava sobre o alambrado tentando pular para a rua quando foi atingido e não conseguiu fugir. Em depoimento no hospital, o menor disse que foi atingido quando estava na escada interna da unidade, de acordo com uma delegada que participou da ocorrência. Os agentes socioeducativos não podem usar arma, e os policiais militares não entraram na unidade, fizeram apenas o cerco do lado de fora.

O menor levou um tiro de raspão embaixo do tórax e foi encaminhado para o Hospital Irmã Dulce. O jovem continua internado, mas o estado não é grave e ele passa bem.

Em nota, a assessoria de imprensa da Fundação Casa disse que será aberta uma sindicância para apurar o motivo da fuga dos adolescentes. 


Recentemente

No final de semana anterior, mais precisamente no sábado, dia 30, o ocorreu outro incidente na Fundação Casa de Praia Grande. Sete jovens tentaram forçar uma porta e quebraram duas cadeiras.

Segundo funcionários do local, a razão foi a seguinte: normalmente, os banhos ocorrem de cinco em cinco pessoas. Contudo, como a água é aquecida por geradores, os internos teriam ficado receosos de que os últimos a se banhar tivessem água mais fria. Então, teriam decidido que os sete se banhariam juntos. Como foram contidos, aconteceu a revolta. Os próprios funcionários conseguiram contornar a situação. Ninguém se feriu.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Presos da região de Piracicaba não podem mais ser levados para CDP

A superlotação da unidade foi o motivo da decisão da justiça








Atualmente a população carcerária do CDP de Piracicaba é 
de 1.714 pessoas, só o que o local tem capacidade para abrigar 512 detentos. Diante desse quadro a juiza da Vara do Juri e Execução Penal Gisele Ruffo proibiu que novos presos sejam levados para o local.
O impedimento para que o Centro de Detenção Provisória receba novos detentos já preocupa os delegados da região de Piracicaba, pois as pessoas que estão sendo presas acabam tendo que ficar nas celas das delegacias e elas não são preparadas para absorver muitos detentos. 
O repórter Heitor Freddo conversou com o delegado secccional de Limeira José Henrique Ventura que apontou os riscos dessa situação. A decisão judicial proibindo o recebimento de novos presos estabele ainda que o impedimento deve prosseguir até a redução de pelo menos 30% no números de presos. Confira!


Presos disputam cada centímetro na "praia" das celas nos presídios da região de campinas

Nos 15 presídios da região a capacidade de presos já foi ultrapassada em mais de 5 mil

A população carcerária atual nos 15 presídios localizados nas 60 cidades da área de cobertura da TVB Record Campinas chega a 12.021 detentos, mas as vagas são suficientes para 6.256 pessoas. Mais de cinco m,il presidiários bringam pela chamada praia das celas para resisitir enquanto cumprem as penas determinadas como punição para os crimes que cometeram.
A superlotação gera o risco de fugas e matanças no interior dos presídios. Uma situação que coloca em risco a vida de agentes penitenciários, uma vez que um ou dois deles cuida de até 300 presos. O sistema do jeito que está é um barril de pólvora e incapaz de ressocializar qualquer condenado. De cada 10 presos 7 retornam à prisão.
O problema de vagas pode ser solucionado com a construção de 8 presídios. Mas, especialistas não vêem com bons olhos essa saída como forma de resolver essa questão. Acompanhe na reportagem especial produzida por Joceli Gogoi e elaborada pela repórter Livia Zuccaro.




Menores voltam a fazer motim na Fundação Casa

A unidade de São Bernardo da Fundação Casa voltou ontem a registrar motins de internos. Os adolescentes pleiteiam melhores condições de abrigamento e pedem o fim dos supostos maus-tratos sofridos por parte de funcionários. Dois tumultos foram registrados, nos períodos da manhã e à tarde - esse último novamente no horário do almoço.
Na parte da manhã foi a vez dos cerca de 50 adolescentes do prédio 1 se rebelarem. Quebraram salas e a rebelião só não se consumou porque os responsáveis pela unidade agiram rápido.
À tarde, a agitação voltou a acontecer no prédio 2. Dois jovens que estão separados por divergência com os demais foram ameaçados de morte. Portas foram quebradas e os colchões dos quartos foram retirados. Havia a suspeita de que internos portavam facas. A Polícia Militar foi acionada, mas foram as presenças do Ministério Público e do Conselho Tutelar do município que apaziguaram os adolescentes.
Segundo a Fundação Casa, desta vez não houve feridos. A entidade justifica que os ânimos ainda estão exaltados por conta do motim de quarta-feira. O promotor Jairo Edward de Luca, da Vara da Criança e Juventude da cidade, que foi ao local para conversar com os jovens infratores, confirma que a situação pode caminhar para a normalidade. "Tudo tende a se normalizar", completou.
André Alcântara, assessor jurídico e coordenador do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) da Fundação Criança, também acredita que os motins no local tendem a ser controlados. "Eles (os menores) estão vendo que as reivindicações deles estão sendo colocadas pelas pessoas do lado de fora", disse.
Ontem, parentes dos jovens infratores do prédio 2 foram à unidade endossar o pedido pelo fim das agressões, liberação de comida e cigarro vindos de fora e uso do mesmo corte de cabelo que usavam em liberdade, além de uma solução para o problema da superlotação. São 64 garotos para 56 vagas disponíveis. A Fundação Casa obteve permissão do Tribunal de Justiça para exceder em 15% a capacidade de internação das unidades.
Para Alcântara, os fatos estão ligados. Com mais menores para monitorar, a chance de aumentar os atritos entre as partes é maior. "O importante em um momento como esse é o monitor restabelecer o vínculo afetivo com os jovens", disse. "Por isso os internos querem novos funcionários, que venham de outros lugares, para poder contar tudo o que vem acontecendo sem medo de sofrer represálias ou agressões", completou.


http://www.dgabc.com.br/News/5967438/menores-voltam-a-fazer-motim-na-fundacao-casa.aspx

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Crime organizado usa carros blindados em ataques

Serviço de inteligência da polícia tem em mãos placas de cinco veículos que estão em poder de criminosos

A Polícia Civil recebeu informações de que o crime organizado  adquiriu pelo menos cinco carros blindados para usá-los em possíveis novos ataques contra policiais nos próximos dias. Em princípio, o serviço de inteligência apurou que seriam veículos Chevrolet Zafira. Porém, em pesquisa das placas suspeitas, os investigadores descobriram se tratar de duas Zafira, um Fiat Palio, um Chevrolet Celta e um Ford Fusion.
A frota seria utilizada em uma operação da facção criminosa PCC no final de semana prolongado. Um alerta geral foi emitido para tentar localizar esses veículos. A polícia não descarta a possibilidade de as placas dos carros suspeitos serem legais, mas para serem instaladas em veículos roubados.

Circula entre policiais militares um e-mail de alerta para  ataques marcados durante o  feriado da Revolução Constitucionalista, na segunda-feira.

O aviso, enviado para PMs de  diversos batalhões, pede para que a atenção seja redobrada a partir de domingo. O deputado estadual Olímpio Gomes (PDT) afirma ter recebido em seu gabinete cinco  telefonemas de policiais  que foram informados sobre o plano da facção. 

O comando da Polícia Militar afirma que todas as informações relacionadas à onda de violência que atinge São Paulo nas últimas semanas são captadas e analisadas pelo setor de inteligência da corporação. A Secretaria Estadual de Segurança Pública realiza operações especiais para coibir possíveis atentados, mas não pretende reforçar ainda mais o policiamento durante o feriado.


Suspeitos foram mortos pela Rota planejavam atacar casa de policiais
SUSPEITOS MORTOS/ Na madrugada de ontem, dois homens foram mortos em um suposto confronto com a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na Avenida Sapopemba, na Zona Leste. A PM diz ter recebido uma denúncia em seu Centro de Operações sobre dois homens em um Corsa prata que planejavam atacar casas de policiais. O veículo foi roubado em junho na área do Parque São Rafael, na Zona Leste.

Os suspeitos teriam resistido à abordagem da Rota e houve troca de tiros. Um deles morreu no local e o outro no Hospital Sapopemba. A PM apreendeu uma pistola calibre 380 e uma granada, que teve de ser desativada pelo Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais).  A dupla ainda não foi identificada.
A sequência de execuções de policiais militares e o aumento de homicídios na periferia da capital tiveram início após a morte de seis suspeitos durante uma ação da Rota em 28 de maio na Zona Leste. Três PMs foram presos, na ocasião, suspeitos de assassinato e tortura.
Desde então, 13 ônibus foram queimados e cinco bases da PM foram alvos de ataques. Na noite de ontem uma base comunitária na Rua Ari da Rocha Miranda, Jardim Tremembé, Zona Norte, foi alvejada. Dois homens em uma moto atiraram pelo menos cinco vezes contra a unidade policial. Ninguém ficou ferido e os criminosos conseguiram fugir.  

Policiais negam o alerta de ataque de facção

Policiais negam o alerta de ataque de facção 


Comandos da Civil e Militar da cidade refutam recomendação de mobilização para eventual ação criminosa AGÊNCIA BOM DIA
jornalismo@bomdiabauru.com.br


Os comandos das Polícias Civil e Militar de Bauru negaram no começo da noite de ontem a recomendação de qualquer mobilização no Interior  por conta de eventuais ataques que estariam planejados para este final de semana por uma facção criminosa, inclusive com o uso de carros blindados.


Em São Paulo,  a Polícia Civil recebeu informações de que o crime organizado  adquiriu pelo menos cinco carros blindados para usá-los em possíveis novos ataques contra policiais nos próximos dias. 


De início, o serviço de inteligência conferiu que seriam veículos Chevrolet Zafira. Porém, em pesquisa das placas suspeitas, os investigadores descobriram se tratar de duas Zafira, um Fiat Palio, um Chevrolet Celta e um Ford Fusion. 


A frota seria utilizada em uma operação da facção criminosa PCC no fim de semana prolongado. Um alerta geral foi emitido para tentar localizar esses veículos. 


A polícia não descarta a possibilidade de as placas dos carros suspeitos serem legais, mas para serem instaladas em veículos roubados.


Nada oficial/ As polícias receberam a informação com desconfiança em Bauru. A começar pela Civil. “Não tem nada disso não. Na nossa região e, mesmo em todo o Interior, não temos essa situação”, afirmou o delegado Seccional, Marcos Mourão.


A Polícia Militar também negou ter recebido qualquer orientação em relação aos eventuais planos de ataque do PCC em Bauru. “Isso não procede. Nesta terça-feira (3) à tarde mesmo estávamos em contato com o setor de inteligência e isso nem sequer foi discutido ou comentado”, frisou o oficial de relações públicas do 4º Batalhão da Polícia Militar de Bauru, o capitão Renato Ramos.


Ele lembrou que o ambiente na cidade não é de apreensão. “Pelo contrário. A operação que havíamos começado na semana retrasada para intensificar a segurança em toda a cidade terminou antes do previsto. Não houve necessidade de continuidade”, disse, referindo-se a ação deflagrada pela PM em Bauru e que, mantida a proposta inicial com ampliação do efetivo, terminaria apenas no último domingo.


No entanto, em São Paulo, circula entre policiais militares um e-mail de alerta para  ataques marcados durante o feriado da Revolução Constitucionalista, na segunda-feira. 


O aviso, enviado para PMs de  diversos batalhões, pede para que a atenção seja redobrada a partir de domingo.  


O comando da Polícia Militar afirma que todas as informações relacionadas à onda de violência que atinge São Paulo nas últimas semanas são captadas e analisadas pelo setor de inteligência da corporação. 


A Secretaria Estadual de Segurança Pública realiza operações especiais para coibir possíveis atentados. 


Um deputado afirmou ter recebido em seu gabinete o alerta de diversos  policiais sobre ameaças de ataques em todo o estado.


Morte de dupla amplia tensão de PM em São Paulo


Na madrugada desta segunda-feira (2), dois homens foram mortos em um suposto confronto com a Rota  na Avenida Sapopemba, na Zona Leste. A PM diz ter recebido uma denúncia em seu Centro de Operações sobre dois homens em um Corsa prata que planejavam atacar casas de policiais. O veículo foi roubado em junho, na Zona Leste. Os suspeitos teriam resistido à abordagem da Rota e houve troca de tiros. Um deles morreu no local e o outro no Hospital Sapopemba. A PM apreendeu uma pistola calibre 380 e uma granada, que teve de ser desativada pelo Gate.  A dupla ainda não foi identificada. A sequência de execuções de policiais militares e o aumento de homicídios na periferia da Capital tiveram início após a morte de seis suspeitos durante uma ação da Rota em 28 de maio na Zona Leste. Três PMs foram presos, na ocasião, suspeitos de assassinato e tortura.


Ataques em são paulo


  
13
ônibus foram incendiados na Capital. Uma viação chegou a tirar coletivos de circulação 



bases da Polícia Militar foram atacadas a tiros por criminosos







Ataque do PCC 

A região da 1ª Companhia da Polícia Militar, plantão policial da Polícia Civil e a sede da Guarda Civil Municipal (GCM), na avenida da Saudade, recebeu determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública na tarde de ontem, segunda-feira, para interditar o local devido a ameaças da facção criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital). A área na Avenida da Saudade foi cercada com placas de trânsito e o local ficou interditado das 18h de segunda-feira até às 11h desta terça-feira, dia 3. O PCC já foi relacionado a ataques em ônibus coletivos e incêndio de veículos e assassinatos de policiais na cidade de São Paulo. 
Há cinco dias, policiais militares e civis de Santa Bárbara do Oeste teriam sido ameaçados pela facção criminosa e foi até solicitado o serviço do patrulhamento aéreo do helicóptero Águia da PM.




PCC ordenou ataques, diz Civil
Grampos mostram que houve ordem de uma facção para matar policiais militares de SP


Grampos da Polícia Civil mostram que houve ordem de uma facção criminosa para matar policiais militares de São Paulo. Em uma das escutas feitas pela corporação, um dos chefes da quadrilha manda “os meninos sentar o pau nos policiais”. A investigação ainda não descobriu a origem da chamada, mas a hipótese de que ela tenha partido de dentro de um presídio não está descartada.

Os fragmentos das conversas entre criminosos foram captados durante investigações sobre crimes. A partir daí, diversos órgãos da Polícia Civil tentam identificar se os recentes assassinatos de PMs têm relação com o crime organizado.

A polícia ainda não teria descoberto diálogos que relacionem a facção com os ataques a ônibus. Ao menos 12 coletivos já foram queimados desde a semana retrasada.

Oficialmente, as autoridades paulistas dizem que ainda não há relação confirmada entre as mortes, apesar dos rumores de que a corporação estaria novamente sob ataque do PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde o início do ano, mais de 40 agentes foram assassinados, além de ao menos três bases da PM terem sido atacadas.

http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/112676/PCC-ordenou-ataques-diz-Civil



Duas gravações feitas pela polícia demonstrariam a possível ligação entre criminosos da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e os ataques a policiais em São Paulo. "Libera os meninos para sentar o pau nos polícia", foi a frase gravada em uma conversa entre um traficante do segundo escalão da facção, da Cidade Tiradentes, na zona leste, e um homem ainda não identificado. Em outro grampo, bandidos de Paraisópolis, na zona sul, falam em arrecadar R$ 300 de cada "irmão" para o ataque. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo.
Veja onde mataram PMs em SP
A dúvida da polícia é se as mortes de policiais têm relação, já que as duas gravações foram feitas na sexta-feira, quando quatro PMs já tinham sido mortos. Desde sexta-feira, foram feitas 80 ligações para o Disque-Denúncia da Polícia Civil sobre possíveis ataques e 31 homicídios foram contados pela polícia no Estado durante o fim de semana. Toda a movimentação da criminalidade está sendo observada e investigada. O policiamento também foi reforçado onde há denúncia de possíveis ataques.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5859518-EI5030,00-SP+ordem+para+matar+PMs+teria+sido+dada+por+traficante+da+zona+leste.html

Polícia Civil identifica suspeitos de atacarem base da GM em Piracicaba

A Polícia Civil identificou dois suspeitos de terem atuado no atentado contra a base da Guarda Municipal de Piracicaba, na noite desta terça-feira (3). Um jovem de 27 anos se entregou e um adolescente de 16 anos foi apontado como o autor dos disparos, mas está foragido. Na casa do menor, na favela da Portelinha, foi encontrada a arma supostamente usada na ação, além de droga e outras duas armas de fogo.
De acordo com o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Wilson Lavorentti, já pela manhã, chegou-se ao nome do adolescente suspeito de efetuar os disparos. Policiais fizeram busca por toda a favela até encontrar o barraco do adolescente conhecido como “Menor”. No local, foram apreendidos um tijolo de crack, um tijolo de maconha, 907 pedras de crack, uma espingarda calibre 12, um revólver calibre 38 e uma pistola 9 milímetros, que teria sido usada no atentado.
Viatura da Guarda Municipal foi danificada pelos tiros durante a ação criminosa  (Foto: Eduardo Guidini/G1)Viatura da Guarda Municipal foi danificada pelos tiros durante a ação criminosa (Foto: Eduardo Guidini/G1)
Enquanto a equipe da DIG fazia buscas na favela, um jovem de 27 anos se apresentou na delegacia e confessou ser o condutor da moto que levou o atirador até a base para o ataque. O suspeito contou que é usuário de droga, morador de Limeira e que estava internado em uma clínica de Piracicaba, mas, na noite desta terça (3), teve uma recaída e foi procurar droga na favela. No local, segundo o suspeito, o adolescente ofereceu uma porção de droga ao dependente químico para ele levá-lo de moto até a base.O suspeito, que não tem passagem pela polícia, foi ouvido pelo delegado e liberado, já que colaborou com as investigações. A moto usada no crime foi apreendida, assim como a droga e as armas apreendidas na favela Portelinha.

Rebelião na Fundação Casa de São Bernardo deixa 3 Funças feridos







Três funcionários da Fundação Casa de São Bernardo ficaram feridos ontem durante princípio de rebelião envolvendo os internos, durante o horário de almoço, no prédio 2 da instituição. Os adolescentes alegam sofrer maus-tratos por parte dos monitores e também reclamam da superlotação do local. As acusações foram negadas pela administração da unidade.
Por volta das 12h, os jovens infratores começaram a quebrar mesas e cadeiras do refeitório após discussão com funcionários. Segundo integrantes da Fundação Criança de São Bernardo, que faziam visita de rotina ao prédio, as salas de estudo, dos computadores e da administração foram completamente destruídas.
Trabalhadores de prédio vizinho contaram terem visto fumaça, mas a Fundação Casa nega que tenha ocorrido incêndio. Bombeiros, Polícia Militar e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados. O diretor responsável pela unidade, João Carlos do Espírito Santo, disse ter conseguido conter o motim apenas conversando com os internos durante uma hora e meia. “Foi tudo muito rápido, mas conseguimos resolver”, disse.
“De fato, eles agiram bem na conversa e evitaram um tumulto ainda maior”, avaliou André Alcântara, assessor jurídico e coordenador do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) da Fundação Criança. Ele conta que esteve no local há cerca de um mês e o clima já era tenso dentro da instituição devido às acusações de que os adolescentes apanhavam com tapas no rosto em caso de indisciplina.
Santo negou as acusações e diz que a corregedoria do governo irá apurar as denúncias. “Espero que o pessoal possa realmente averiguar essas informações e adotar as medidas disciplinares adequadas para evitar que isso volte a acontecer”, completou Alcântara.
Sem se mostrarem dispostos a levar a revolta adiante, os menores seguiram a orientação da diretoria e seguiram para a quadra de esportes, onde se entregaram. Segundo estimativa de Alcântara, apenas sete dos 64 internos (a capacidade é para 56 garotos) do prédio 2 não participaram do motim. A unidade vizinha, de mesmo porte, seguiu normalmente suas atividades, segundo Santo.
Os três funcionários tinham ferimentos leves na região da testa e braços, receberam atendimento médico no local e foram liberados. Alcântara disse que voltaria ao local hoje para avaliar melhor a condição dos adolescentes, a maioria deles de São Bernardo, Mauá e Santo André.

Crise pode continuar, aponta advogado

Reportagens publicadas pelo Diário em junho alertavam que a superlotação das unidades de internação da Fundação Casa na região – duas em São Bernardo e uma em Mauá – poderia acarretar problemas como os registrados ontem.
O diretor das unidades de São Bernardo. João Carlos do Espírito Santo, diz que o excedente está dentro dos limites permitidos pela Justiça, que autorizou o Estado a internar 15% a mais além da capacidade. “Há condições de abrigá-los”, disse.
A opinião não é compartilhada por André Alcântara, advogado da Fundação Criança. Para ele, enquanto o número não for reduzido, o risco de confrontos será grande. “Há muitos reinscidentes lá. A tendência é a situação se repetir caso eles vejam que não há melhoras quando retornam.”










Rafael Ribeiro

segunda-feira, 2 de julho de 2012

de lá pra cá nada mudou

Achei essa matéria da revista veja do ano 2000 tão atual que resolvi postar aqui no blog, 12 anos se passaram e nada mudou






Geral Crime


Bandidos mirins

Aumenta, assustadoramente, a participação
dos menores de 18 anos na criminalidade 



Paulo Liebert/AE
Menores durante uma blitz, em São Paulo: eles cometem um em cada dez homicídios ocorridos no Estado


Na semana passada, a polícia prendeu uma quadrilha que praticava seqüestros relâmpagos em bairros de classe média alta de São Paulo. Um dado chamou a atenção das autoridades: dos nove integrantes detidos, quatro eram menores de idade. Entre eles, uma menina de apenas 13 anos. A participação dos menores não era apenas decorativa, mas fundamental na organização do grupo. Aproveitando-se da aparente ingenuidade infantil, os garotos abordavam veículos em sinais de trânsito. Agiam sempre em dupla. Um vinha pelo lado do motorista, o outro pelo lado do carona. Ao dominarem a vítima, um deles assumia o volante e o outro passava para o banco de trás junto com o refém. Quando saíam das ruas mais movimentadas, obrigavam a vítima a entrar no porta-malas e a transportavam até o cativeiro, onde o restante da quadrilha esperava a "encomenda". Iniciavam-se, então, os contatos com a família. Em geral, os seqüestradores negociavam a liberdade em troca de 10.000 reais. Cada menor recebia o pagamento de 200 reais pela ação. Presos, os quatro menores foram encaminhados à Vara da Infância, onde serão julgados segundo leis específicas a que têm direito as pessoas com menos de 18 anos de idade. Como é sabido, muito em breve estarão de volta às ruas.

Ocorrências envolvendo menores vêm crescendo de maneira assustadora nos últimos anos. Em 1998, em cada vinte casos de homicídio no Estado de São Paulo, um havia sido cometido por alguém com menos de 18 anos. No ano passado, a participação dos menores passou para um em cada dez. Ou seja, dobrou. As estatísticas nacionais também são assustadoras. A cada três horas um brasileiro morre pelas mãos de um menor de idade. Só no ano passado foram mais de 3.200 homicídios, duas vezes mais que em 1998. O contingente de menores envolvidos em outros crimes também está crescendo. Há três anos, pouco mais de 1.000 menores foram autuados por tráfico de drogas. No ano passado, o número saltou para mais de 5.000. As estatísticas mostram que a presença de adolescentes na criminalidade cresceu em todas as áreas (veja quadro).
Há várias explicações para compreender esse crescimento. Uma delas, observada pelos estudiosos, é a percepção por parte dos grandes marginais de que os menores são ótima "mão-de-obra". Em primeiro lugar porque, sem os entraves que podem conter a violência dos adultos, como a existência de mulher e filhos em casa, e em plena explosão hormonal, atacam as vítimas com notável aplicação. Depois porque, quando são pegos, se beneficiam da legislação. Quando algum brasileiro com 18 anos ou mais comete um homicídio pode pegar até trinta anos de detenção. Se assalta a mão armada, sua pena pode chegar a dez anos. Quem vende drogas está sujeito a penas de até quinze anos. Para os menores de idade as regras são outras. Até atingir 12 anos a criança é considerada inimputável. Ou seja, se for flagrada cometendo um crime, tudo que a polícia pode fazer é procurar sua família e devolvê-la aos pais. Entre 12 e 18 anos, os menores vão a julgamento em cortes especiais e permanecem detidos por um tempo máximo de três anos. Depois, retornam às ruas. É um sistema de punição que funciona como um escudo confortável para a prática dos delitos. Para as quadrilhas de seqüestros, roubos e tráfico de drogas, a arregimentação de menores é também a garantia de que seus integrantes estarão de volta à ação num prazo mais curto que o habitual. 


Anchoieta/Folha Imagem
A quadrilha presa em São Paulo: dos nove membros, quatro eram menores. Entre eles, uma menina de 13


O envolvimento de menores com o crime é um problema mundial. Hoje há mais de 1 milhão de crianças e adolescentes presos ao redor do globo, 110.000 apenas nos Estados Unidos. Lá, um em cada quatro crimes violentos tem a participação de meninos ou meninas com menos de 18 anos. Na França, o número de adolescentes detidos cresceu 11% em relação a 1997. O problema é praticamente o mesmo em toda parte. O que muda é o tratamento dado pelas autoridades. Como regra geral, não partem da premissa de que menores não podem ser submetidos às leis dos adultos. Vale o princípio do "caso a caso". Para decidir se um menor deve ser julgado como maior de idade, os juízes procuram descobrir se ele sabia o que estava fazendo quando cometeu o crime. Na Inglaterra, dependendo da gravidade do caso, uma criança de 10 anos que cometa estupro, assalto a mão armada ou homicídio já pode ser julgada e condenada como adulto e pode pegar prisão perpétua. Na França, adolescentes com mais de 13 anos podem ser responsabilizados criminalmente. Na Itália, maiores de 14 anos não podem alegar em hipótese alguma desconhecer as regras sociais e as implicações do que fizeram.

O Brasil mergulhou numa situação peculiar. No campo das leis, dispõe de uma das mais modernas legislações para menores. Foi o primeiro país a adequar-se à Convenção Internacional dos Direitos da Criança, assinada por 187 países. Fosse seguido à risca o que está escrito, o menor infrator teria boas chances de se reabilitar. Na vida real, o governo interna os menores em instituições que se transformaram em escolas do crime – em alguns casos até piores do que a prisão dos adultos. Nesses lugares, as rebeliões são freqüentes e seguem um mórbido roteiro de horror. Os internos ateiam fogo na instituição, tomam o controle do pátio interno e agridem funcionários e outros menores. Ou seja, as autoridades estão mandando um sinal trocado para a sociedade. O sistema protege o menor, mas só de mentirinha. E expõe a vítima, de verdade.

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